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Maria das Palavras

A blogger menos in do pedaço, a destruir mitos urbanos desde 1986. Prazer.

10
Jul14

"O amor vai aparecer quando menos esperares" ou "HAHAHAHA"

Maria das Palavras

E dizem as amigas pseudo-videntes ou familiares hiper-intometidos, muitas vezes sem que se lhes pergunte nada:

O amor vai aparecer quando menos esperares.

 

Se já estiveram numa estação de comboios ou numa paragem de autocarro sabem que isto não é verdade.
Como o comboio ainda não chegou, nós estamos sempre à espera que ele apareça. Não ficamos na plataforma distraídas a olhar para paredes e de repente chega o comboio e nós: "ó diabo, já não estava nada a contar com isto!".

A boa notícia é que ele chega mesmo. Invariavelmente. Às vezes atrasa-se, já tem gente a lotá-lo, faz greve. Às vezes temos de fazer o sacrifício de ir a pé nesse dia, ou apanhar outro transporte que não é bem aquele para o qual compramos o passe. Mas ele chega. Prometo. Só não é quando menos esperarem, porque enquanto ele não chegar, vamos estar sempre à espera. Isso eu também sei.

 

 

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07
Jul14

Alma lusa, identidade difusa.

Maria das Palavras

Vivemos sempre divididos entre amar o nosso país e mostrar que sabemos que é o pior do mundo.

Entre defendê-lo com unhas e dentes e rasgá-lo aos bocadinhos vai a diferença de um milímetro.

 

Somos um povo na adolescência, em conflito com os pais. Temos a vaga noção de que eles querem o melhor para nós, mas achamos que queremos fugir, ser independentes, que não nos dão mesada suficiente, exigem demais (e às vezes exigem mesmo) e não compreendem as nossas necessidades (e às vezes não compreendem mesmo). Só para descobrir que a vida sem eles é uma vida sem outras coisas que sempre tomámos por garantidas.

 

Tal como uma vida sem Portugal, é uma vida sem o nosso sol e o calor que está também nas pessoas, não só na temperatura.

 

 

 

 

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05
Jul14

Maria das Palavras

Maria das Palavras

Não sou Maria-vai-com-as-outras. Sempre fui do contra, aliás. Sou Sportinguista numa família de benfiquistas, mesmo não tendo idade suficiente para ter visto o Sporting ganhar mais que um par de campeonatos. Portanto não tenho desculpa nenhuma para ser Sportinguista senão o facto de ser do contra.

Ser Maria, neste blog, é até contraditório - contra mim, desta vez. Mas é precisamente porque aqui sou uma de muitas.

Uma blogger num mar de bloggers. Uma mulher num mar de mulheres. Uma apaixonada pelas palavras, sobretudo, por entre tantos que se exprimem de uma forma deliciosa, usando apenas letras desenhadas num ecrã.

 

Sempre fui tão racional que esta minha paixão por palavras nunca conviveu bem com o resto da minha vida. Por isso, ao escrever uma carta sentida a alguém, ao revelar um poema, ao adaptar uma letra de música a pedido, quase sempre quem lia, se surpreendia. Quem é esta Maria das Palavras que vive dentro da moça ponderada, analítica, pés-na-terra que todos conhecem?

 

É a mesma que queria ser professora e escritora, ainda muito menina. Uma menina que ficou para trás e deu lugar a uma mulher responsável, bem sucedida, pragmática, sem tempo para hobbies sem valor.

Como se o único tipo de valor se traduzisse em dinheiro.  

 

A Maria-pragmática apaixonou-se. Deu palavras a um homem que nunca tinha dado a ninguém. E recebeu-as de volta. E lembrou-se do valor que sempre soube que as palavras tinham. Lembrou-se que sempre fora uma Maria das Palavras. E que talvez fosse tempo de a re-descobrir.

 

 


[A Maria das palavras aparentemente deslizou para a terceira pessoa. Vou corrigir, sim? Não sou o Jardel, eu sei.]

 

 

 

 

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03
Jul14

Sobre mamas. Sim, mamas. E o amor.

Maria das Palavras

De manhã lavei o biquíni novo e deixei-o pendurado na casa de banho a secar. 
Já o comprei há uns tempos, na Oysho, mas como é só para daqui a um par de semanas que vou de férias, só agora me lembrei de o pôr a lavar.

Não me fica apertadíssimo no peito (é um cai-cai, talvez devesse ficar), mas até assenta bem e dou o dedo mindinho em como não me vai deixar envergonhada, em topless, na praia. Que eu não sou nenhuma Sara Sampaio e mesmo a ela estão fartos de criticar por mostrar as maminhas numa sessão.

 

Tenho um peito pequenino, de tal forma que o meu homem que sempre foi um homem "de mamas" agora tem de se considerar um homem "de rabos". Mas ele diz sempre que servem perfeitamente o propósito, que eu sou linda e perfeita e o diabo a quatro (ah, o amor, que ainda bem que é cego).

Ainda assim insisiti em comprar um daqueles biquínis que este ano estão em voga, cheios de folhos e fru-frus e que dizem as boas-línguas, criam ilusão de volume. 

Foto retirada do site da Oysho

Falei há pouco com ele e ele, que viu o biquíni pendurado...perguntou-me de quem era. Que lhe parecia grande demais para ser meu.

Fiquei sem saber se devo ficar:

a) desolada, por ele - que me conhece as curvas todas - achar que nem aquela copa eu encho (juro que me assenta!)

ou

b) feliz, porque mesmo sem estar assente no corpinho, a parte de cima do biquíni já está a cumprir a sua função e dar a ilusão de umas mamas maiorzitas.

 

Dilemas.

 

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01
Jul14

Porque é que eu nunca disse isto?

Maria das Palavras

Queria ter tempo e escrever para o resto da vida. É esse o meu objectivo profissional.

 

Foi uma jornalista e conhecida blogger que o disse, a Catarina Beato

Li esta frase e tive um daqueles momento em que uma luz desce sobre nós - não ao género Simara com os espíritos, nem ao género "a EDP tinha-me cortado a luz e agora voltou". Foi mais: porque é que eu nunca disse isto?

 

A minha vida não pode estar mais longe desta realidade e mais próxima deste desejo.
Tenho um emprego nove-às-seis (quando não é nove-às-oito) e a vida organizada. No outro dia o meu chefe falava-me de uma oportunidade de aprendizagem para mim, de forma a que pudesse abrir a minha própria empresa num futuro não tão longíquo.
E eu dei por mim a não querer isso. Até me questionei se seria falta de ambição. Mas era só a ambição errada, percebo.

 

Posso ser uma excelente profissional no que faço, mas o meu sonho nunca foi ser empresária. O meu sonho é o que disse a Catarina na frase com que abri o post: viver das palavras.

 

Algo que nunca  concebi, porque sempre fui racional demais para acreditar que se pudesse viver de algo que nos dê tanto prazer. 

Dizem os clichés que o futuro começa hoje. Não penso de forma nenhuma viver de um blog, mas começo por este baby step: escrever para os outros, quando na maioria das vezes escrevo só para mim.

Este é um blog sobre a desconstrução de tudo e mais alguma coisa, com a dose de pragmatismo, sarcasmo e pretensão com que me apetecer temperar cada post. Mesmo quando falo muito a sério.

 

Seja o que D(eu)s quiser.

 

 

 

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