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Maria das Palavras

A blogger menos in do pedaço, a destruir mitos urbanos desde 1986. Prazer.

10
Ago16

O processo do desejo

Maria das Palavras

From: http://mommybites.com/col1/prenatal/ice-cream-pickles-chocolate/


Um dia que eu fique grávida o Moço vai ter de se demitir para me dar conta dos desejos alimentares. É que mesmo agora eu já tenho (semanalmente) aqueles momentos que se descrevem da seguinte maneira:

 

1. Revirar de olhos para o teto e pequena paralisia de boca aberta

Aqui é quando me surge na mente a coisa que me apetece e que por norma não há num raio de 5 km.

 

2. As palavras mais temidas: "Sabes o que é que me apetecia mesmo?"

Aqui já é o Moço que revira os olhos e me suspira para cima um "o que foi agora?"

 

A coisa acaba por ser grave, porque ali durante umas horas é só aquilo que me apetece (manias de quem nunca passou fome, diz o meu pai, acrescentando que eu só devia ter pão com bolor para comer) e tudo o resto me parece desenxabido. E fico uns dias a matutar naquilo até me esquecer ou satisfazer o desejo - coisa que normalmente o Moço trata - meio porque gosta de mim, meio porque já não me consegue aturar.

From: https://rainydayproject.wordpress.com/2014/05/05/even-with-small-steps-you-eventually-get-somewhere/

 

 

Não sei se se lembram da saga do Waffle com Gelado (um dos meus desejos mais recorrentes), mas ultimamente estão na lista muitas vezes: uvas, nachos com maionese de alho, sandes do Pão Pão Queijo Queijo, pêssegos bem verdes e...este fim-de-semana: croquetes.

 

Sim, este último foi despoletado pelo marketing bem feito da Pipoca Mais Doce. Ainda pesquisei onde haveria bons croquetes, muita gente falava do Califa e do Tico Tico, mas nenhuns que conseguisse obter esticando o braço. De forma que não nesse dia - que eu tenho desejos, mas não sou maluca - mas no dia seguinte, quando saiu de casa e foi ao ginásio, o Moço me trouxe croquetes da Padaria Portuguesa (que fica mesmo ao lado), coincidentemente os mesmos de que falou a Pipoca. Nunca tinha provado de lá (nem fazia questão que fossem de lá) e não fiquei nada convencida. Gosto de croquetes que têm carne migadinha, sim senhor, mas não puré de carne o que era o caso, apesar de o sabor ser para lá de aceitável...

 

No dia seguinte, como já vos disse, fomos ver a peça da Byfurcação, ali para os lados de Alvalade. Já era tardíssimo e ainda não tínhamos almoçado, e portanto combinámos que iríamos logo até à zona e por lá petiscávamos qualquer coisa que servisse de almoço. Estacionámos, ele avistou um restaurante do outro lado da estrada e pusemo-nos a olhar para a ementa. Coincidência da breca! Quando vejo Novo Dia Tico Tico no topo da ementa afixada percebi que era um sinal de Deus para comer mais croquetes. E lá terá sido, porque esses sim, eram uma delícia. 

 

Estão a imaginar esta bestinha grávida, não estão?

From: http://pregnancyhumor.com/blog/tag/pregnancy-cravings-meme/

 

Partilhem comigo: são pessoas de desejos? E quem já esteve em estado de graça? Qual foi a coisa mais esquisita que deu por si a querer (ou a comer?

 

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14
Mar16

Tudo tem duas ou três versões.

Maria das Palavras

A dos meus amigos: 

Estávamos todos em grande paródia, espalhados em roda entre as bolachas de alfarroba da cozinha o calor da lareira à frente do sofá, quando de repente a Maria desaparece. Deve ter ido à casa de banho, talvez lhe doesse a barriga, porque apareceu várias horas depois muito despenteada e com cara de poucos amigos.

 

A do Moço:

De repente dou pela falta da Maria. Quando a encontro está a tentar sufocar-se num dos quartos, completamente engolida pelas colchas. Ofereço-lhe ajuda, puxo-a pelo pedaço de perna, única parte do corpo ainda visível. Ela é um peso morto, mas consigo salvá-la antes mesmo que asfixie debaixo das invulgarmente altas temperaturas daquela cama. Começa a debater-se, coitadinha, certamente efeitos da falta de oxigénio do cérebro, mas consigo trazê-la de volta à sala e ela está bem, afinal.

 

A minha:

A dado momento da noite o meu amigo diz-me que vá ao quarto deles se quiser ver como está a temperatura da cama com o tal do cobertor elétrico. Chego de mansinho sem acender a luz ao quarto vazio e deslizo a mão para baixo das cobertas. Calor! Deslizo o braço todo. Mais calor! Deslizo metade do torso. Nunca mais quero sair daqui! Deixo-me adormecer e decido naquele momento que dormirei o resto da vida, porque depois de experimentar aquela sensação não é possível viver de outra maneira. De repente sou bruscamente puxada pelo Moço. Tento pontapeá-lo para me deixar estar, mas ele não larga o osso e vou contrariada, de arrasto, de novo até à sala. Quero um cobertor elétrico.

 

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