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Maria das Palavras

A blogger menos in do pedaço, a destruir mitos urbanos desde 1986. Prazer.

11
Jan17

Livros irrequietos. Também querem?

Maria das Palavras

Livro secreto - Iniciativa do blog E agora? Sei lá!

 


No final de 2015 a M.J. teve uma ideia: pôr livros a dançar. O pessoal inscreveu-se, deu um livro ao manifesto e durante o ano de 2016 treze pessoas rodaram treze livros por todas as casas. Sublinhando passagens ou deixando comentários, tornando o livro mais vivido e a nós mais ricos quando ele voltasse às nossas mãos. 

 

Dos 30 que li em 2016, muitos livros pertenceram a esta iniciativa. O Livro Secreto (que para mim, devia ser o Livro Irrequieto) traz duas sensações quentes: a de termos o prazer de emprestar a outras pessoas um livro que nos diz algo e a de descobrirmos livros que nunca pertenceriam à nossa estante de escolhas. Já sabia que A Luz de Stephen King seria o meu favorito, surpreendi-me muito positivamente com A Pérola e o Navegador Solitário, gostei sem amar perdidamente do do Zafón, desiludi-me com o Plano Infinito da Isabel Allende e saltei capítulos inteiros do Cloud Atlas, num livro em que adorei umas partes e odiei outras. Li mais, mas não li todos (e não faz mal, a vida acontece e a iniciativa tem espaço para essa compreensão).


Este é o últimos dos 13 meses e ainda tenho um livro por receber (e ler) antes do meu. Para mim a desvantagem não é tanto a ladaínha dos CTT (que entre os portes editoriais que ficam mais baratos e o Moço me ajudar às vezes no transporte não é muito penosa) mas sim o acumular dos livros que tenho cá por casa e que também quero ansiosamente ler há tanto tempo. Ken Follet, O Pintassilgo, Anna Karenina e uma série de outros vão ficando para trás. Foi por isso que decidi que não faria parte da segunda edição...até me perguntarem se eu queria fazer parte da segunda edição. Não consegui resistir. As coisas boas desta iniciativa (ah, a sensação de uma encomenda no correio em vez de contas! e a surpresa da primeira vez em que ainda nem sabemos que livros andam a dançar na iniciativa!) ultrapassam as menos boas. E mesmo com a certeza que não lerei todos, em prol dos livros que já moram cá em casa, não quero ficar de fora. Não consigo. 


Venham comigo. Entrem na iniciativa. Prometo que não se arrependerão. Inscrições para o email eagoraseila@sapo.pt com o assunto livro secreto. Há logo a primeira parte excitante em que escolhem o livro que será o vosso irrequieto. Não escolham um muito grande (até 200 páginas é o aconselhado). No corpo de e-mail identifiquem-se, digam que livro querem enviar (só mesmo no email, que ele mantem-se secreto na primeira ronda) e digam se concordam que ele seja sublinhado (não é obrigatório).

 

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Falta-me só dizer que o livro que escolhi emprestar na primeira edição foi o minorca de 88 páginas A Contadora de Filmes, de Hernán Rivera Letelier. A história de uma família pobre onde quem tinha mais talento para contar histórias ia ao cinema para ver o filme e recontar a todos. Aconselho vivamente. Para a segunda edição não escolhi o livro: escolheu-me ele quando me fez sentir saudade ao olhá-lo na estante. Curiosos? Increvam-se. E saibam mais sobre toda a iniciativa no blog da sua autora.

 

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30
Nov16

Este blog não é sobre livros #10

Maria das Palavras


Os livros muito bons têm poderes mágicos. Dão-te vontade de escrever.

É a primeira vez que escrevo esta rubrica sobre um livro que não acabei ainda de ler. É porque não interessa. Aconteça o que acontecer nas últimas cem páginas este livro já me tem na mão - não sou eu que o seguro, ele segura-me a mim

Creio que foi também uma estreia que um livro me tenha surpreendido logo no segundo capítulo. Eu sei dizer porquê: porque me chateei quando percebi que o livro era uma sequência de contos. Só que não era.


Nem vou dizer mais nada. Só interessa se o lerem. Só percebem se o lerem. Só se apaixonam se o lerem.

Pela terceira vez este ano provo um aclamado autor português. Um dos "da moda". É a segunda vez que me apaixono. Que boas notícias para a literatura portuguesa: ter quem assim lhe acrescente valor. 


[Obrigada, meu Moço. Não tens de te chatear mais. Prometo que a partir de agora ponho à frente da fila os livros que foste tu a escolher para mim.]

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14
Nov16

Este blog não é sobre livros #9: De sete em sete

Maria das Palavras


"Não sou corajosa; apenas fiquei sem todas as outras opções."

 

Esta foi a minha citação favorita do livro. Quando acabei de ler o Inseparável, deparei-me com as primeiras páginas deste De Sete em Sete (podem clicar na capa para ver detalhes). E vi nele uma das coisas que mais me cativou no outro: o tom da menina que nos fala (o autor que nos fala com voz de criança). Ao ler mais deparei-me com outras semelhanças - pura coincidência: o gosto das duas pela cor vermelha, os caracóis indomáveis. As duas são crianças fora do comum, com um incidente de vida fora do comum. 


A capa é uma boa metáfora da estória: a menina rema contra a maré. A menina de uma inteligência fora do vulgar vê-se numa situação fora do vulgar. A menina perde a vida como a conhece quando perde os pais e deixa mesmo de contar de sete em sete - depois perceberão. A improbabilidade da situação em que se encontra é flagrante e ao mesmo tempo...ela consegue calculá-la. 

É um livro incrivelmente simples com uma mensagem poderosa, que se lê como se barra manteiga no verão. Não damos pelas páginas a passar, porque é a Willow Chance que vai passando por nós. Ela e as outras personagens, todas de personalidades diferentes e vincadas - únicas, como as pessoas reais. Se vão gostar? Leiam as primeiras páginas e digam-mo vocês

 

 

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10
Out16

Este blog não é sobre livros #8: Inseparável

Maria das Palavras

Foi a capa que me seduziu, confesso. Embora tenha aprendido depois que a capa só traduz um momento metafórico. Que o livro é muito mais sobre a vivência separada de duas pessoas que são inseparáveis - mãe e filha, do que propriamente sobre o rapto. Podem saber detalhes do livro (sinopse, preço,...) clicando na capa. Mas o que vos quero contar é sobre a minha experiência ao ler este livro que é uma ficção a imitar uma possível realidade.

 

Uma menina é raptada sem sentir que isso acontece. E é isso que torna tão difícil que a situação se inverta e que torna tão grande a sensação de desespero de quem lê. A cada momento quis gritar à Carmel: não é isso, não acredites, questiona. O livro conta-se a duas vozes: da mãe e da filha, Carmel. E preferi sempre os capítulos da Carmel. Primeiro por olharmos o mundo com a inocência de uma criança, através das suas descrições. Depois porque é do lado dela que o mistério se adensa e que a trama impensável se desenrola. 


Não creio que o que vá dizer a seguir seja um spoiler, pois o título já diz que são inseparáveis e eu já sabia disto quando comecei a ler sem que me tenha estragado a experiência. Mas se não quiserem saber uma coisinha sobre o desfecho (o desfecho não faz o livro, de forma nenhuma) não continuem a ler este parágrafo. Mãe e filha acabam por se reencontrar. Mas o livro é sobre o percurso e não o reencontro. De forma que a minha maior crítica e o meu maior elogio a este livro é que gostava que estivesse descrito o momento em que a Carmel finalmente percebe o que se passou e o reencontro com a mãe em si. É uma crítica porque gostava efetivamente de ter tido o prazer de ler esses capítulos. E é um elogio porque sei que assim a autora não tentou traduzir sensações indescritíveis em ficção, se não lhes viveu a realidade. Não caiu na tentação de estragar o realismo do livro. Fez bem.

 

Agora, por causa deste livro, que recomendo por isso mesmo, fiquei cheia de vontade de ler histórias reais: biografias, relatos, enfim. Digam-me se aconselham algum destes - fiquei particularmente curiosa com a sinopse do nº2 e do nº6 - ou comentem com outras sugestões da vossa lavra. 


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24
Ago16

O Livro Literalmente Bonito

Maria das Palavras

Miss Peregrine's Home for Peculiar Children | O Livro (capa)

 

Já o tinha em casa há algum tempo, foi-me oferecido talvez pelo Natal, talvez pelo meu último aniversário, nesta bonita versão em inglês, bem como o segundo volume da saga. Já tinha ouvido falar dele pelo mundo dos blogs e, sem esperar, veio parar cá a casa. Sabia que era uma história com o seu lado negro (ou achava saber), mas ao mesmo tempo, um conto para crianças, comparado a Harry Potter. Desde cedo me apaixonei pelo livro e não consegui refrear a vontade de partilhar convosco (no Instagram) como o livro era - além de encantador - bonito. Literalmente bonito.

 

 

 

Muito menos assustador ou mórbido do que algumas fotos (nomeadamente a capa) querem fazer parecer. É verdade que a determinado momento, sozinha em casa, comecei a ouvir barulhos e a encolher-me. Mas é sobretudo uma história que saltita entre a fantasia e a realidade e durante muito tempo não sabemos qual é que predomina. E muito bem escrito. Não consegui largar. Não descansei enquanto não o li todo, na esperança de saber afinal o que se passava e como se desenrolava. E não era de todo o plano lê-lo de um trago. Mas a mística deste livro é inegável e prendeu-me desde logo - aliás considero que a primeira metade do livro é até melhor que a segunda, para verem como logo de início o livro é empolgante.

 

Miss Peregrine's Home for Peculiar Children | O Livro (carta)

 

E depois...as imagens. Toda a estética do livro aliás, desde os títulos, aos rodapés, faz como que seja um livro literalmente bonito. E as fotos e recortes são o casamento perfeito com as palavras. São 50 fotografias que eu julgava encenadas para ilustrar a história. Só no fim, na entrevista com o autor que faz parte do livro, fiquei a saber que as fotos já existiam todas. São fotos antigas, de colecionadores e compradas em feiras. Algumas procuradas propositadamente para ilustrar determinada parte. Outras deram mesmo origem ao livro e a episódios do mesmo - apaixonaram de tal forma o autor que ele as integrou.

 

Miss Peregrine's Home for Peculiar Children | O Livro (foto)

 

Eis as boa notícia (para mim): ainda tenho o segundo livro da saga para ler, Hollow City. A má notícias é que não tenho os restantes (são quatro). Entretanto, este livro que já tem trejeitos de cinematografia e foi escrito por um cinematógrafo - Ransom Riggs - vai mesmo dar em filme. E, claro, com a mão de Tim Burton. Não sei quando chega às nossas salas mas a estreia mundial está marcada para Setembro e eu acho que vai ser quase tão bom como o livro - da sua forma distinta. Eis um dos trailers já disponíveis por essa internet fora:

 

 

Recomendo. Muito. Entrem neste mundo da Miss Peregrine. 


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