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Maria das Palavras

A blogger menos in do pedaço, a destruir mitos urbanos desde 1986. Prazer.

24
Ago17

Fui à praia com os meus pais.

Maria das Palavras

Piquenique de praia, coisa de mãe | Maria das Palavras

 

Um clássico dos verões que fui perdendo com a idade é o acto de ir à praia com os meus pais. Coisa que se proporcionou num Sábado deste Agosto: eu, eles e a pequena (a minha irmã que pode ter a idade que queira, será sempre a bebé), como nos bons velhos tempos. E, minha boa gente, pouca coisa mudou com o passar dos anos. O meu pai continua a ler o jornal sentado numa cadeira que eu roubarei na primeira oportunidade que tenha, comentando as notícias para ouvirmos todas, a minha mãe continua a pôr-se ao sol com o bronzeador de proteção baixa nas esperança que seja depois dos 50 que algum bronze lhe pega, a minha irmã chateia toda a gente para fazer jogos até que alguém ceda e eu só quero estar sossegada com o meu livro, com a menor proporção de areia por centímetro quadrado de pele que me seja possível obter. 

Boas ou menos boas, há coisas que não mudam numa ida à praia com os pais e estas são apenas algumas delas:

 

1. Levantar com as galinhas.

Somos os primeiros a chegar à praia e eu apronto-me logo a desistir: está nevoeiro, não está calor, o tempo está horrível, vamos embora. Enquanto eu protesto, eles vão montando o estaminé. Com brio, afinal, ficaremos por muitas horas, muito para além da minha paciência.

 

2. Não temos um lugar na praia, temos um acampamento. 

Temos um chapéu de sol por cada duas pessoas (com pincho!), toalhas de sobra, pára-vento, e cadeiras dispostas de forma a fechar o círculo familiar. 

 

3. A praia pode ser um restaurante dos mais capazes. 

Há pastéis de bacalhau acabados de fritar (mais especificamente 24 para 4 pessoas), pão fresco, queijo e presunto, fruta e bebidas à decsrição. Podia pensar-se que não, porque a geleira ficou em casa, mas quem tem uma mãe, tem tudo. Tudo = alguém capaz de fazer aparecer um coelho guisado dentro de um nécessaire. E não há areia que chegue à sande! Na hora da refeição monta-se um festival de toalhas de praia ao centro, encimadas pelo toalhinha bordada com galinhas (foto real, acima) sobre a qual repousará a refeição.


Conclusão: li cerca de um capítulo em 36 horas de praia (sim, foi só uma manhã e tarde, mas pareceu-me muito mais longa, a jornada) apesar de ter estado com o livro à frente durante todo o tempo. Concentração impossível, risota total. Venham mais. 

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16
Abr17

O meu paizinho fashionista reage ao cadeirão amarelo.

Maria das Palavras

Poltrona amarela IKEA

Compraste isso? Achei que isso era velho...que a senhoria tinha deixado aí e ias devolvê-lo. Não combina com nada. O amarelo desta almofada nem sequer é igual. Pronto, está bem. Como queiras. Mas não fica nada bem.

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20
Jan17

Memórias ao dia 20

Maria das Palavras

Daqui a pouco tempo já terei vivido tantos anos com o meu avô quanto sem ele, o que me parece francamente inacreditável, tal é a importância que teve na minha vida. Fazíamos quadras os dois (ele também era "das palavras" mesmo com a 4ª classe), íamos buscar àgua à fonte, ele deixava-me alimentar os coelhos à boca e carregar os baldes (vazios) até à parte afastada do quintal onde corria água e cresciam as favas. Ao fim do dia, eu lia com a cabeça pousada na barriga dele enquanto dormia ou via televisão.  Mostrou-me mais do nosso país, os três no carro, a ficar em pensões numa altura em que o Booking era mesmo chegar e ver se havia lugar para nós, do que tenho visto ultimamente (e não é por falta de passeio). Fomos a Salamanca e quando ele pediu um café solo trouxeram-lhe um pêssego. Coisas pequenas que ocupam um espaço grande na minha memória. 

Hoje ele faria 83 anos, apesar de não ter chegado a celebrar os 70. Foi-se embora pouco antes dessa ocasião, na passagem de ano, e os anos nunca mais passaram para ele. A vida continua para quem fica, porque tem de continuar. E todos os anos que vivi ao lado dele foram prenchidos de tudo, pelo que não me podem entristecer, só deixar saudade. Só há uma coisa difícil de aceitar: que ele, um dos (três) homens da minha vida, não tenha conhecido o Moço, para saber que tenho quem tome bem conta de mim e me deixe ler em cima da barriga.

 

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12
Jan17

Kill me. Kill me now. - Parte II

Maria das Palavras

Sabem aquela história de não se terem filhos favoritos? Esqueçam.

Falava consternadamente com a minha irmã acerca do flagelo que se abateu sobre a nossa família (a ler aqui se não sabem) quando ela me diz que nem sequer aceita o pedido de amizade da minha mãe enquanto ela não mudar a foto de perfil. 

Maria: Aceitar o pedido? Mas a mãe não me pediu em amizade, eu é que vi a conta nas sugestões do Facebook...

Irmã: Ahahah! A mãe não te pediu em amizade!?

Fui rejeitada pelo que rejeitava. Estou no fundo da cadeia social. E no último lugar pela luta do amor da minha mãe. 

 

The-Mindy-Project-Instagram-love.gif

 

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12
Jan17

Kill me. Kill me now.

Maria das Palavras

Aquele dia em que, do nada, a tua mãe aparece nos amigos sugeridos no Facebook. A minha mãe no Facebook?! Quem é que deixou que isto acontecesse? Quem é que no mundo achou que a minha sogra não era o suficiente para nos embaraçar?

De apontar que o primeiro comentário é da minha tia e versa assim: "toda boa!".

 

giphy.gif

 

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