Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Maria das Palavras

A blogger menos in do pedaço, a destruir mitos urbanos desde 1986. Prazer.

30
Abr18

Antes só que bem acompanhado.

Maria das Palavras

Digam-me se é só comigo que isto se passa. Ter horas ou dias que não partilho com mais ninguém é tão essencial quanto estar rodeada de amigos e família, ou estar com o meu favorito das horas todas que é o Moço. 

 

A solidão forçada é um mal que faz doer, mas não conseguir momento feitos só de nós mesmos, para nada em particular, só para sermos sem mais ninguém, é igualmente penoso. É nesses momentos que refletimos ou, por outro lado, deixamos completamente de refletir, porque não há ninguém a considerar. O que melhor nos aprouver nesse momento da nossa vida em particular. Dançar de cuecas, babar na almofada, ou fazer as mesmas coisas de todos os dias, mas só conosco. 

 

Seja qual for a explicação, preciso disso como de água para beber. E da mesma maneira que me esqueço da segunda, às vezes também me esqueço da primeira.

 

Sigam-me no Instagram @mariadaspalavras, no Youtube aqui e no Facebook aqui.

25
Abr18

A caixa de vidro a que chamamos Liberdade.

Maria das Palavras

chest-1649299_1280.jpg

 

Passo este 25 de Abril em reflexão. Até que ponto podemos chamar Liberdade à liberdade que temos? Bem sei que já não estamos fechados naquela caixa de madeira escura, fechada com pregos, onde só vemos o que nos fazem chegar através de um pequeno buraquinho. Que é incomparável com o tempo antes dos cravos vermelhos. Mas não trocámos essa caixa ainda por uma caixa de vidro? De onde conseguimos ver tudo, mas como também nos vêem, somos forçados a fingir as normas e os padrões? Não estamos na era em que há liberdade, mas esperam que a devotemos a crescer (de forma a não ficarmos nem muito magros, nem muito gordos), tirar um curso (de preferência um daqueles que dá boa reputação), casar (de preferência um homem com uma mulher), ter filhos (de preferência um casalinho), almoçar aos Domingos em casa dos pais e dos sogros (alternadamente), baixar a cabeça no trabalho para agradecermos um ordenado e comprarmos um iPhone com uma boa câmara e conexão à Internet de onde podemos partilhar só os sorrisos da nossa vida e nunca as birras e indisposições? Sempre as rosas que nos dão no aniversário e nunca a salsa que deixamos murchar? 


E sim, estamos na era em que podemos encomendar um martelo do Amazon com emcomenda Express e partir a filha da mãe da caixa para fazermos o que bem entendermos. Só se tivermos a casca grossa que nos permite fazer ouvidos moucos a todos os que vão olhar e apontar: ai, a filha da Dona Lurdes saiu da caixa, ouviste dizer? É a vergonha dos pais.

 

Vamos partir a caixa. Ainda há muito trabalho a fazer. 
(Sem encostar na caixa dos outros, que liberdade também é isso.)

Sigam-me no Instagram @mariadaspalavras, no Youtube aqui e no Facebook aqui.

10
Abr18

A mais bonita e triste mensagem que recebi.

Maria das Palavras

Recebi-a no dia do meu aniversário, e por entre outras simpatias dizia assim: 

 

Podem passar os anos que passarem que jamais serás esquecida, passámos (na minha perspectiva) os melhores anos da minha vida juntas e continuaremos juntas para sempre!

Além do carinho todo que me enterneceu, porque de facto é uma das pessoas que será uma das minhas pessoas para sempre, independentemente de neste momento nem ter a certeza em que cidade do país mora (terá emigrado?), não pude deixar de ver a desilusão do presente nestas palavras. Entristeci-me por ela achar que agora é menos feliz do que noutra altura qualquer. 

 

O melhor ano da minha vida é este. Não sei se em termos práticos será, e há certamente muitas coisas nele que me amargam a língua. Mas faço sempre por ver as coisas de forma a não querer trocar o agora por tempo algum, nem passado, nem futuro.

 

Será uma forma de defesa, porque como em boa verdade não podia estar noutro momento que não fosse este e nunca fui dada à falta de pragmatismo, mais me vale acreditar que esta é a melhor fase da minha vida, mesmo quando acabo de dar com o mindinho do pé na esquina do móvel. 

 

Não sei se é a forma certa de encarar o mundo, nesta espécie de ilusão que só de vez em quando calha a ser verdade, mas sei que é parte do que me faz acordar com energia todos os dias - incluindo às segundas-feiras. Não sei. Não sei mesmo. Mas tenho um palpite. 

Sigam-me no Instagram @mariadaspalavras, no Youtube aqui e no Facebook aqui.

27
Mar18

Humores colados.

Maria das Palavras

As pessoas que nos fazem mal nem sempre são aquelas que são más. Às vezes são aquelas que nos querem muito bem e muito perto. Mas andam cansadas ou abatidas ou zangadas com a vida e contagiam-nos de miséria sem saber ou querer. São aquelas que por estarem frágeis às vezes nos quebram. E que estão lá para recolher os cacos, é verdade, mas usam cola de baton, porque enfim, no meio da sua tristeza própria não dá para mais. A solução óbvia (afasta-te) não é sempre a solução certa ou possível. 

 

Nesta situação, é tão difícil ser o que quebra, como o que quebrou. Mas também não é fácil tentar ser a cola. 

Sigam-me no Instagram @mariadaspalavras, no Youtube aqui e no Facebook aqui.

Seguir no SAPO

foto do autor

Passatempos

Ativos

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

O meu mai'novo

Escrevo pr'áqui







blogging.pt

Recomendado pela Zankyou

Blogs Portugal

Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2017
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2016
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2015
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2014
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D