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Maria das Palavras

A blogger menos in do pedaço, a destruir mitos urbanos desde 1986. Prazer.

29
Jun16

O moço (re)lê

Maria das Palavras

Foi há muito pouco tempo, há pouco mais de um ano que isto aconteceu. Ele sempre me viu a ler. Não terá sido por isso que (re)descobriu o hábito, porque não é obrigatório que façamos tudo aos pares. Mas é verdade que lhe deve ter aguçado a curiosidade: se eu sei que ela gosta de jogar Temple Run e Temple Run é giro, e se ela escolhe ler em vez de jogar a toda a hora, alguma coisa de interessante aquilo deve ter. Também não terá sido porque escrevi este post. Ou porque eu também experimento as coisas que ele gosta (como jogar PlayStation) mesmo que não seja para "ficar". Talvez não tenha sido nenhuma dessas coisas ou talvez tenha sido tudo junto, aos bocadinhos. [Tudo isso agudizado pela entrada da Magda na minha vida. Sempre tive fases em que li mais e fases em que li menos. Desde que a conheço que não saio da fase de maré alta. Ter alguém "com quem ler", a quem sugerir e de quem ouvir sugestões, com quem trocar opiniões (e não é só ela, mas quem a conhece, sabe que ela é a campeã do assunto) não nos deixa amenizar este prazer ou esquecer do quanto gostamos dele. E também o terei contagiado ou ele viu em mim esse efeito e quis senti-lo.]

 

Misery - Stephen King

 

Nesse dia estávamos na FNAC a passear entre os livros, eu e o Moço, e ele deteve-se ao pé de mim em vez de ir explorar os filmes, a música, os videojogos, as tecnologias (a competição é tanta). Sentindo-o interessado, disse-lhe, em jeito de desafio, que ia escolher um livro para ele e ele respondeu que o leria. Escolhi um livro de bolso para ser mais agradável de pegar, um autor que não falha e um livro que ele deveria gostar (e eu também, já agora). Stephen King com o seu Misery. Um autor que é sequestrado pela sua fã nº 1. num misto de estória de terror e humor, que explora limites e recantos da consciência e da criatividade. 

E ele começou a ler. Primeiro muito devagar, nos tempos mortos das férias - por exemplo, na praia, com menos tecnologia à vista. E depois sempre um pouco antes de se ir deitar. Acabou e descobriu que gostava de voltar à sensação de acabar um livro, que tinha deixado presa num dia qualquer da adolescência. Hoje em dia lê mais que eu na hora de dormir (que é um daqueles momentos em que eu estou sempre KO), já não sabe o que é estar sem um livro em curso e compete consigo próprio (quantas páginas consigo ler hoje?). 


Mas o mérito não é todo meu e do Stephen King. O segundo livro que leu foi tão decisivo como o primeiro, talvez mais, na reanimação deste hábito. Apaixonou-o. Tanto que já vai no terceiro livro da saga, mesmo tendo lido alguns outros pelo meio. Eu bem percebo, não foi inocente a minha segunda recomendação. Também me apaixonei quando li o autor e também tenho muita pena que já não possa escrever mais. Como outros milhões de leitores pelo mundo, aliás. Querem adivinhar?

 

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