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Maria das Palavras

A blogger menos in do pedaço, a destruir mitos urbanos desde 1986. Prazer.

18
Out16

Ameaça Terrorista ao Domicílio

Maria das Palavras

Mude-se o foco das forças de investigação. A verdadeira ameaça dos dias de hoje não são os homens-bomba. 

São as castanhas-bomba.

 

Eu que o diga. Uma conseguiu infiltrar-se em minha casa e quando menos esperava, ao retirá-la do forno, explodiu em cheio na minha cara. Estilhaços (de castanha) em todos os armários. Membros (de castanha) colados os meus braços e cabelo - e pestanas! Pensando melhor, até dentro dos olhos tinha castanha (true story). Um cenário de puro terror (vegetal). 

Infelizmente, não fui melhor que muitos outros face à ameaça do desconhecido. Também eu caí na generalização. Tomei a ação da castanha como sendo de todas elas e vinguei-me nas compatriotas, devorando-as uma a uma, junto com o exército cá de casa. No conto geral, o humano venceu a castanha. Mas isso foi desta vez. Fiquem bem atentos a essas terroristas. Este Outono, dêem cabo de todas as que puderem.

 

PS.: As castanhas vieram da minha sogra...terá sido ela que as armadilhou?!...
P.S.2: Foram vocês que me rogaram uma praga porque disse que ia comer castanhas no Facebook?
P.S.3: Sim, eu sei porque rebentam as castanhas. 

 

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15
Mar16

#desastresnacozinha: especial aniversário

Maria das Palavras

Não sei se já vos tinha dito, mas eu sou uma apressada. Quando tenho uma coisa para fazer e as ferramentas à disposição, quero despachá-la logo e ficar descansada. Por exemplo, se tiver um jantar para uma dúzia de pessoas lá em casa, o Moço bate-me nas mãos para eu não começar logo a pôr a mesa quando acordo.


E ontem dei outra vez um ar da minha graça. Queria fazer um bolo de aniversário que o Moço gostasse e pudesse comer sem estragar as suas 1001 dietas (o bichinho é este, e diz quem gosta de banana que é delicioso, mesmo sem levar açúcar, nem farinha, nem manteigas). Pus mãos à obra de vespera, o bolo é super fácil, ficou pronto num piscar de olhos. Tirei-o do forno. Já tinha preparado o prato e alinhado as velas para ele. Por isso, apressada - ja disse que sou apressada? -, desenformei o bolo a queimar as mãos. Foi fácil porque agora uso sempre formas de silicone. E que lindinho estava o bolo. Fui buscar o côco ralado para lhe pôr em cima e salpiquei-o de branco. 

Lembrem-se que o aniversário era só no dia seguinte, mas eu estava a despachar trabalho. E já tinha as velas em cima da mesa...não esperei, coloquei logo as velas no bolo também. Sim, as velas para soprar daí a 24 horas. Não, nem sequer vai ser cá em casa. 
O bolo ficou imponente, 30 torres azuis erguidas, dei uma palmadinha nas minhas próprias costas e afastei-me da cozinha. 


Talvez já tenham adivinhado o desfecho...as velas são de cera que derrete quando aquece (surpresa!) e o bolo estava acabadinho de sair do forno. Por isso quando voltei à cozinha, passados uns minutos, as velas estavam tortas, caídas, com a cera azul amolecida para dentro do bolo. Não tinham base, era velas com cotinhos. Molho de vela em 30 buracos de bolo bem contados.

 

Bolo de aniversário do Moço com velas derretidas - Maria das Palavras

 

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03
Set15

O pesto que deu molho

Maria das Palavras

Os cunhadinhos vieram cá jantar e achei que era a oportunidade perfeita para experimentar fazer aquele molho pesto que tinha comprado. A embalagem era de ervas secas e era suposto fazer o molho fervendo água com as ervas até evaporar e juntando azeite q.b.

Cheirava deliciosamente. Na brincadeira, fui à sala e disse-lhes que cheirassem as ervas:

- Vejam já se não cheira tão bem. Aproveitem que eu ainda posso fazer asneira e depois já não cheira assim.

 

Toda pimpona volta para a cozinha para equilibrar pratos. Uma fada do lar (não, não, Moço, não preciso de ajuda, faz só a salada e vai ter com eles que tenho tudo controlado). Carne com mix de vegetais a fazer na chapa, botar as ervas num tacho, tagliateli a cozer no outro. 

A água da massa nunca mais fervia e mudei-a para o bico maior do fogão. Nisto, mudei o tacho das ervas para onde estava a massa, para fazer depois no fim.

 

Continua a grelhar a carne na chapa aos poucos, quando começo a sentir um agradável aroma ao pesto.

É mesmo bom, penso eu, fechado no tacho e vem aqui o cheiro

O cheiro era mesmo muito intenso e já quase não parecia pesto, já parecia ganza...

Fui até ao tacho das ervas que estava...acidentalmente ao lume. Quando movi o tacho da massa não desliguei aquele bico e as ervas ficaram literalmente a queimar.

Puxei o tacho mais para ao pé de mim, mexi um pouco para encontrar ervas pretas depois de uma fina camada enganadora de pesto verdinho que já não dava para nada.

 

Improvisei um molho de tomate para salvar o jantar.

Agora quero ver o que vou improvisar para salvar a outra asneira.

 

Os bicos do fogão depois do incidente do pesto - Maria das Palavras

 



Aparentemente quando puxei o tacho para ver o estado do incêndio florestal do pesto, pousei o tacho muito quente por uns segundos em cima de dois botões do fogão. Que derreteram...

É caso para dizer que não fiz molho de pesto. Apesar de o pesto ter dado molho.


PS: Sim, o fogão ainda estava todo sujo quando tirei a foto: não julguem, aceitem.

 

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03
Out14

Fritei de vez. Literalmente.

Maria das Palavras

Há para lá de cinco anos que não fritava batatas. Não que não as coma de vez em quando, mas nunca em casa. 
Tanto que a velha fritadeira de alumínio com cesto já tinha sido reformada (ido para o lixo) aquando da mudança de casa, há uns meses.

As próprias batatas são raras lá em casa, sem ser umas pequeninas de vez em quando, que ficam bem gostosinhas no forno com alho e ervas.
Mas tinha lá batatas gordas, que os sogros trouxeram da terrinha e quis aproveitá-las da pior melhor maneira. 

Peguei numa frigideira daquelas mais baixas (desadequadas para o caso, mas onde já vi a minha avó fritar batatas sem problemas centenas de vezes). Botei óleo e quando aqueceu espetei-lhe com os palitinhos devidamente cortados. Aparentemente óleo demais.
Foi óleo para todo lado - juro que quase me chegou ao quarto. 

Fritei as batatas, fritei o fogão, fritei a bancada, fritei o braço...enfim. Fritei.
De modos que, enquanto me lembrar disto - se calhar mais um ciclo de cinco anos - não há batatas fritas lá em casa para ninguém. É do modo que não sujo a cozinha, nem as artérias. 

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21
Ago14

#desastresnacozinha

Maria das Palavras

Não quero que a Pippa se sinta sozinha por causa dos filetes moles. É que pescada é coisinha para ter de marinar por muitas horas para não ficar a saber a cartão azedo. E mesmo as mais capazes, as pseudo-prendadas e as olha-que-até-safas têm os seus dias maus na cozinha. 

Olha eu (sou da categoria "olha-que-até-te-safas", não mais). Ainda ontem a fazer umas batatinhas no forno com alho e alecrim, fiz uma asneira daquelas que não lembra ao menino Jesus. 

É que, depois de cozida e antes de ir ao forno, a batata tem de ser ligeiramente esmurrada. Eu só me lembrei disso quando o meu homem me disse e eu já tinha posto azeite em cima das batatinhas. 

 

Batatinhas com alecrim - #desastresnacozinha

Pego numa colher de pau e vai de maltratar as batatas para as esmurrar um bocadinho. Já com azeite e restantes temperos. 
Pois bem, foi azeite nas batatas, na bancada, no meu vestido, na t-shirt do rapaz. Enfim, um festivalzinho de alecrim.

Acontece às melhores. E a mim também. 
Partilhem os vossos próprios #desatresnacozinha com a respetiva tag. A ver se nos fazemos sentir melhor umas às outras - neste mundo em que blogger que é blogger até faz panquecas só com duas sementes de chia e uma colher de xarope para a tosse, é preciso que nos lembremos que somos todas humanas e falíveis.


Contem lá a vossa maior asneira ou a mais recente, vá...

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