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Maria das Palavras

A blogger menos in do pedaço, a destruir mitos urbanos desde 1986. Prazer.

15
Nov16

Particularidades de um amor fresquinho

Maria das Palavras

FotoFlexer_Photo_kisses.jpg

 

São oito da manhã num veículo da Carris. Ninguém é feliz às oito da manhã num veículo da Carris.

Até chegar aquele casal que sobe mesmo o autocarro de mão dada, como quem passou a primeira noite em concubinagem e agora volta ao trabalho com a mesma roupa de ontem (embora bem engomada).

Até aqui tudo bem. Até que oiço um CHUAC. Bota beijo ruidoso nisso.

 

Um autocarro cheio de silêncios de remela e aquela gente a fazer espalhafato por causa de um beijo.  

Novatos, pensei. Coisas de um amor fresco, que quer ecoar no mundo para ter a certeza de si.

 
Depois repetiram. Só mais um beijo ruidoso. E eu até achei bem. Os passageiros que não se tivessem apercebido do casal à primeira podiam ter pensado que o barulho era uma peça do autocarro a descolar. 

 

 

 

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13
Abr15

Os beijos não são como as cerejas

Maria das Palavras

1. Não me lembro de ter comido as minhas primeiras cerejas envergonhada e meio atrapalhada.

2. As cerejas não provocam sensação de borboletas na barriga, a não ser que estejam estragadas.

3. Nunca uma cereja me mordeu de volta.

4. Não tenho de ir ao Fundão buscar os melhores beijos.

5. O beijo não é (graças a Deus) uma fruta sazonal.

 

Cerejas, imagem: comofazerasunhas.com

 

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09
Fev15

O tal do miminho de boa-noite

Maria das Palavras

Há um tal de ensinamento passado de geração em geração para os casais em início de vida comum: nunca adormecerem zangados e mesmo que haja briga de meia-noite pelo meio não adormecer sem um miminho final.

Há quem lhe chame um bom conselho, eu chamo-lhe um programa de incentivo ao cinismo (ou não fosse eu do contra). Qualquer beijo que não seja resultado direto do carinho que nos transborda naquele momento exacto pela pele é um beijo vazio. Beijos por obrigação, por hábito ou porque assim é que deve ser, são beijos que ofendem o amor que tantas vezes transportam. Mimos contra-vontade que desvalorizam todos os tantos momentos em que são cheios de calor. É como quem diz que ama vinte e quatro vezes ao dia: vulgariza a palavra e o sentimento. Tornam um "amo-te" num "bom dia" rotineiro - deixa de ser especial proferi-lo, passa antes a ser mau sinal a sua falta. Assim se transforma um mais em menos.


Às vezes adormeço chateada porque assim é a vida. Porque não há botão de pause&play para qualquer coisa que dói. Ou porque o "desculpa" ainda não está na ponta da língua. Porque tudo passa (aquela zanga também) mas não tem de ser naquele momento, porque a sabedoria popular quer. 

 

Goodnight Kiss - Despicable Me

 

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