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Maria das Palavras

A blogger menos in do pedaço, a destruir mitos urbanos desde 1986. Prazer.

21
Nov16

A pequenada e os livros.

Maria das Palavras

Quando o nosso sobrinho nasceu, vai para dois anos e umas quedas, prometemos (ao Universo enfim, para ninguém em particular que ele não falava) que lhe daríamos um livro por ano. Eu sou menina das letras, o Moço alinhou, houve direito a pinky swear e tudo. 

 

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Falhámos redondamente.
Tem sido bem mais de um livro por ano. 

 

À medida que ele vai crescendo e vai ligando cada vez mais aos livros (ele não diz livros, diz "histórias") mais gozo dá escolher livros para ele. Tenho descoberto um mundo de criatividade que só visto. Numa primeira fase eram os livros com sons e texturas. Agora, para a idade dele há livros que são autênticos jogos. Têm poucas letras? Têm. Mas ajudam-nos a apaixonarem-se pelos livros mesmo antes de saberem ler e a desenvolverem todo o tipo de competências com tanta interatividade. Enquanto os adultos também se deliciam com a originalidade. Embora não possamos admitir que os livros deles nos divertem muito mais que os nossos.  

 

Socorro, estamos no livro errado - Booksmile

 

O mais recente que oferecemos ao garoto foi esse que se chama Socorro, estamos no livro errado e tem tudo desde bonecada e um argumento giro a instruções para fazer um  barco de papel ou páginas para identificar as diferenças (e apesar de ele ser demasiado pequeno para conseguir fazer tudo desde já, juro-vos que não tem largado esta "estóia" nova). A premissa é simples: o Rui e a Rita foram parar ao livro errado e precisam da ajuda do leitor para voltarem ao seu livro - para junto do seu cão. Ao longo das páginas vão saltando de livro em livro e encontrando desafios diferentes até chegar ao seu. As crianças são convidadas a ajudar nesta busca e, a julgar por este meu catraio que ainda nem percebe tudo, divertem-se muito.Podem ver algumas das páginas interiores aqui: 

 

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Além deste, reuni abaixo alguns dos que já ofereci (a este sobrinho e a outras sobrinhas "de coração") que ficaram no meu lote de favoritos. Um deles faz jogos de sombras, outro explica a vinda de uma mana, outro é um grande hit entre a miudagem e creio que tem a ver com os sons! Todos escolhidos com carinho para uma pessoa e uma situação, recomendados com honestidade.

 

 

 

Se eu estou ansiosa para ter filhos? Ainda não. E para lhes fazer uma biblioteca? Absolutamente! Aproveitando que é quase Natal fiquem então com estas sugestões: um livro é sempre um bom presente. 

  

Uma última dica: algo que me baralha muito nos livros - como nalguns brinquedos - é saber se já são adequados para a idade. Claro que podemos sempre oferecer com antecipação e às vezes mesmo fugindo à tabela do que é adequado para as crianças (pois todas têm os seus próprios ritmos e podem já ler livros mais avançados ou aproveitar bem os que são pensados para uma idade menor), mas é bom ter uma noção. Então neste link podem ver os conselhos do Plano Nacional de Leitura, para saberem o que é adequado para cada etapa. 

 

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14
Nov16

Este blog não é sobre livros #9: De sete em sete

Maria das Palavras


"Não sou corajosa; apenas fiquei sem todas as outras opções."

 

Esta foi a minha citação favorita do livro. Quando acabei de ler o Inseparável, deparei-me com as primeiras páginas deste De Sete em Sete (podem clicar na capa para ver detalhes). E vi nele uma das coisas que mais me cativou no outro: o tom da menina que nos fala (o autor que nos fala com voz de criança). Ao ler mais deparei-me com outras semelhanças - pura coincidência: o gosto das duas pela cor vermelha, os caracóis indomáveis. As duas são crianças fora do comum, com um incidente de vida fora do comum. 


A capa é uma boa metáfora da estória: a menina rema contra a maré. A menina de uma inteligência fora do vulgar vê-se numa situação fora do vulgar. A menina perde a vida como a conhece quando perde os pais e deixa mesmo de contar de sete em sete - depois perceberão. A improbabilidade da situação em que se encontra é flagrante e ao mesmo tempo...ela consegue calculá-la. 

É um livro incrivelmente simples com uma mensagem poderosa, que se lê como se barra manteiga no verão. Não damos pelas páginas a passar, porque é a Willow Chance que vai passando por nós. Ela e as outras personagens, todas de personalidades diferentes e vincadas - únicas, como as pessoas reais. Se vão gostar? Leiam as primeiras páginas e digam-mo vocês

 

 

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