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Maria das Palavras

A blogger menos in do pedaço, a destruir mitos urbanos desde 1986. Prazer.

30
Ago16

Olá senhoras empresas.

Maria das Palavras

Tudo bem com V/Excelências?

 

Falo aqui diretamente convosco porque gostava de vos dar uma achega em relação a como funciona a mente do consumidor.

 

Bem sei que somos pseudo-bloggers, o nosso endereço de email é público, e muita gente nos manda informação pensando que nos possa interessar. Às vezes até é verdade, mesmo sem qualquer parceria, posso ficar a saber qualquer coisa que me interessa, para mim própria e para divulgar e nesse sentido agradeço. Podem fazê-lo de forma dirigida ao blog e pensada. Mas vou dar-vos - possivelmente - uma novidade. O meu email é público mas não é vosso. E mesmo sendo público não pode ser inserido na vossa base de dados para receber as vossas newsletters (estou a evitar chamar-lhes lixo eletrónico em massa) sem autorização prévia. Não é má vontade minha. É mesmo proibido por lei. 

 

Mas não sejamos picuinhas e pensemos por um momento que não era proibido...

Acham que era assim que eu escolheria o meu dentista? Acham que se começarem a enviar-me todas as semanas - sem eu ter pedido nada - o vosso portfólio de dentes mais brancos e direitos eu, ao precisar de dentista, vou pensar assim: olha, e se fosse falar com aquela empresa que me começou  enviar emails de enfiada, sem autorização e de forma totalmente despersonalizada? Não sei, mas parece-me que têm uma boa vibe...


Pois não é. A coisa carece de um tratamente mais cuidado. No marketing, para que depois percebamos que isso se reflete nos dentes. E na forma como tratam os clientes. Mas se nada disso vos demover, e falando agora mesmo especificamente só para os senhores do exemplo em que peguei, fiquem sabendo isto: é pouco provável que, em caso de emergência dentária...eu tenha tempo para ir ao dentista NO BRASIL. 

 

Foco sim, meus queridos? As bases de dados autorizadas custam um pouco mais, mas, se virem bem a coisa, ficam mais baratas.

Aqui acaba a lição por hoje.

 

Despeço-me com amizade (como o outro).

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09
Dez15

Também quero escrever uma carta ao Pai Natal

Maria das Palavras

Seu gordo pindérico,

 

Sei o que fizeste no Natal passado. Aliás, em todos os Natais passados. Andaste a gravar anúncios para a Coca-Cola, a encher esse bandulho à custa de uma grande empresa, enquanto ignoravas todos os pedidos que te faziam à volta do mundo. 

No outro dia vi-te, à entrada de um desses mercadinhos de Natal, ao pé da feira de Alverca. E estavas a escolher prendinhas nas bancas de artesanato? Ou mesmo na feira ao lado, com os ténis da Reboque a 12€? Não, estavas a acenar a todos. Feito presidente da república. As crianças até pararam de saltar no insuflável, de olhinhos brilhantes a ver o homem que lhes dá as prendas - tão enganadas que elas estão.


E olhavas para o lado a contar piadas a quem achas que te deve devoção:

- Sabem porque é que não dou prendas aos meninos em África? Porque eles não comem a sopa! OH OH OH.


Admite de uma vez. Tu não dás prendas a ninguém. O pai e a mãe é que compram as prendas, os senhores dos CTT é que respondem às cartas. Tu? Nem tomas contas dos teus. A tua rena anda constipada há anos a fio, com aquele nariz vermelho e tu não dás pevide, nem pegas no trenó para a levar ao médicos. Os teus duendes? Aparecem aí congelados de frio, que nem se mexem, nos jardins das pessoas...

Se não fossem os meus pais e o Moço, sabes há quanto tempo eu não tinha um perfume novo? Se dependesse de ti, andava aí só a cheirar a água de rosas e sabão azul. O que conseguisse juntar. Muita gente, por quem passo diariamente, nem sabão azul, informa-me o meu nariz.


Lê bem com atenção: tenho cópias desta carta prontas para seguir para todas as redações de jornais do país. Se pelas 20h do dia 20 de Dezembro não tiveres feito um comunicado ao país a repor a verdade - a César o que é de César, aos pais o mérito por gastarem uma porção preciosa do seu dinheiro para dar uma  prendinha aos seus filhos - serei eu a denunciar de forma crua a tua malícia. O teu engodo. 


Pai Natal: tens sido um mau menino.

 

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30
Out15

Carta de uma leitora assustada

Maria das Palavras

Há uns anos vivia na paz. Fazia a minha vida no campo e, sim, havia alguma taxa de criminalidade na minha aldeia da beira litoral, mas baixíssima. 
De há uns tempos para cá, as coisas alteraram-se. A nossa pacata comunidade sofreu uma americanização e a influência dessa sociedade onde as armas de fogo são permitidas, mas os ovos Kinder não, está a destruir-nos. 

Várias amigas minhas foram abordadas na rua e mutiladas. Contam-se histórias horríveis em que os bandidos, de faca em punho, nos cortam o escalpe e removem cirurgicamente o miolo. As vítimas são encontradas apáticas, de boca aberta e olhos esbugalhados, como vegetais - mais do que antes entenda-se. Apenas uma chama de vida.

Este email, que pedia que fosse divulgado tanto quanto possível, pretende ser um alerta. Mas é também um grito deseperado por ajuda.
Tragam de volta a celebração mais portuguesa do Dia de Todos os Santos. E deixem a minha comunidade em paz.

Abóbora Lina

 

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29
Jan15

Serviço Público: Carta aos massagistas

Maria das Palavras

Olá massagistas do mundo,

Deixem-me começar por dizer que sou vossa fã! Não em particular daquela senhora para os lados de Carnide com calos nos dedos que me beliscou tanto que estranhei que as costas não tivessem sangrado, mas em geral daqueles por entre vós que aderem aos vouchers de desconto.

Com a minha vasta experiência em massagens profissionais no lombo (umas quatro na vida) deixo-vos algumas recomendações, do ponto de vista do cliente: 

Quanto ao grau de nudez

Sejam específicos. Não nos abandonem na sala com um "já volto, ponha-se confortável". Isso quer dizer quantas peças de roupa tiradas? É que confortável ao pé de estranhos estou mesmo é vestida...Para os homens até se torna relativamente fácil. Para as mulheres (digam-me que não estou sozinha) o soutien é sempre uma piéce de résistance. Parece errado tirar. Mas às tantas já te está o profissional a massajar as pernas e começas a aperceber-te do erro porque ele não te consegue massajar bem as costas com tiras de tecido em todo lado. E agora como é que tiras o soutien sem ele reparar? E quase sempre batem à porta ainda tu estás a meio deste processo de pensar se tiras mais roupa ou não, atiras tudo para um canto, deitas-te e tapas-te com a toalha maior que encontras...para ouvir o massagista dizer que era para te virares ao contrário. Olha, põe uma placa! This side up.

 

Quanto à banda sonora

Normalmente são aqueles básicos orientais que não chateiam e diz que até relaxam. E eu estou de acordo. Até ao momento em que a minha barriga começa a fazer ruídos involuntários. Ou a respiração do massagista se torna evidente e audível. Ou quero engolir a porra da saliva e o constrangimento do silêncio não me deixa e quase me afogo na minha própria garganta. Por isso vamos optar por uma musiquinha mais alta, mais completa, com diversos instrumentos, para eu estar de facto relaxada e não preocupada em parecer relaxada.

 

Quanto aos cuidados capilares

Receber massagens despenteia: é um facto. Não dispenso, alias, a parte em que me lançam os dedos ao escalpe e depenteiam vigorosamente. É toda uma experiência Herbal Essences, com óleos em vez de champô. E até percebo que são massagistas e não cabeleireiros (alguns até são) para ter escovas esterilizadas na zona de spa para todos usarem. Portanto o pessoal habitua-se a levar uma escovinha ou usar os dedos no pós-momento. Agora, pelamordedeus, arranjem um espelho de forma a sairmos da salinha sem parecermos cientistas loucos. Por favor.

A touch of humour

E pronto era isto. Um bem-haja. E estejam à vontade, massagistas do mundo, para me convidarem aos vossos estabelecimentos, a comprovar que a par das vossas mãos mágicas, têm todos os aspetos acima mencionados mais do que cobertos.


Um apalpão (amor com amor se paga),

Maria das Palavras

 

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17
Set14

Uma carta nunca enviada

Maria das Palavras

Meu amigo A.,

 

Somos amigos há muito tempo, daqueles que não têm dificuldade em combinar coisas, conversar sobre tudo e dar-se bem, mesmo que já não se vejam há meses a fio.

Não somos amigos há tanto tempo como tu és daquele teu amigo que tu dizias que já tinha sido gordinho e que era o mais giro dos que tens. O teu amigo de infância, do coração.

 

Parece que agora tudo corre bem para nós, não é?
As peças estão todas a encaixar. Pelo menos eu sinto isso. Que as pessoas à nossa volta estão a encontrar as suas caras-metades, felizes e sem separações à vista.

Agora parece que foi a tua vez. Ainda é cedo para dizer, mas a moça é de minha recomendação e apesar daquela pontinha de ciúme de amiga (que é saudável, diria), torço tanto por vocês!

 

E antes foi a minha. Com esse teu amigo de infância, e porque um dia me convidaste para ir contigo à passagem de ano com o teu grupo de muitos amigos. Não sei se devia dizer isto tantas vezes, mas encontrei o homem da minha vida. E em grande parte, por tua causa.

Hoje vocês trocaram-me as voltas. Eu a trabalhar e vocês em minha casa, a falar com o meu senhorio, a tomarem pequenos-almoços tardios que me fazem adiar o almoço convosco, mesmo que eu já tenha fome. Quase estou com mau feitio e não é só por causa disso: a casa numa confusão, o verão que se acaba, o trabalho que se acumula...

 

Ontem regressei ao trabalho depois de 5 dias de férias além-fronteiras. Não via o teu amigo desde que ele me deixou no aeroporto na 5ª feira às 5 da manhã. E, meu A., não sabes o sentimento que tive quando o voltei a ver na 2ª à noite. Só pensava "meu Deus, como ele é bonito". E mesmo que ele o seja de facto (porque é), senti que estava completamente toldada pela paixão e mesmo que ele tivesse um cara disforme e com cicatrizes eu diria o mesmo. Fica a saber, mas não contes a ninguém, que nem consegui dormir com saudades dele. Não, não foi durante a viagem, foi na noite a seguir ao regresso, a partilhar a cama e a pedir a cada hora os braços dele. Porque as saudades foram tantas que eu estava já com ele e ainda tinha saudades.

 

Gosto dele de uma maneira inexplicável, para lá da ficção dos livros e dos filmes. Algo que eu sempre tinha imaginado (desejado), mas nem sabia se era possível. Amo-o, e talvez assim esteja tudo dito, apesar de me parecer que já nem nesta palavra cabe o meu sentimento.

Tenho aquelas certezas loucas e impossíveis e insensatas: vai ser para sempre, ele faria tudo por mim, nunca me vai trair, nunca poderei amar assim outra pessoa.

 

Quero muito que a vida nos permita dar asas aos planos que fazemos a dois. Quero aquelas coisas que nunca sonhei porque primeiro sonhava em encontrar a pessoa com quem o quereria: casar, ter filhos, constituir família.

Quero muito cumprir os meus sonhos e os dele.

 

Devias ter visto A., como me integrei bem na terra dele e com a família e amigos de lá. Acho que todos gostaram muito de mim. Um dos primos dele e outro amigo chegado disseram mesmo que ele tinha muita sorte - por me ter a mim, que o acompanho, e me dou bem com toda a gente. Soube bem, logo quando eu já achava que eles me deviam achar uma chatinha por não largar o J.

 

Enfim...queria agradecer-te. Não sei como, mas um dia vou-te fazer uma surpresa para te recompensar, prometo. Dar-te uma grande prenda, já que me deste tu o maior presente da minha vida: a minha paixão.

Setembro 2013

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