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Maria das Palavras

A blogger menos in do pedaço, a destruir mitos urbanos desde 1986. Prazer.

04
Abr17

Sim. Posso passar semanas sem ouvir música.

Maria das Palavras

É libertador confessá-lo, porque sinto que é uma coisa muito mal vista na sociedade. Mas ao ver um mundo cada vez mais ciente da igualdade de direitos quanto ao género, a raça, a preferência sexual e outras que tais (clubística ainda não) sinto que devo poder dizê-lo sem ser vista como leprosa auditiva.

 

Não me entendam mal, sou grande apreciadora de jazz & blues e sinto que há momentos na vida onde quase todos os géneros musicais são adequados. E sim, há músicas que me tocam (especialmente de gente morta) e me despertam recordações e me causam um "ah". Mas no dia-a-dia não sinto falta dela, como muita gente. Não a uso de fundo para trabalhar, nem de companhia quando estou sozinha. Nas viagens prefiro um livro e não preciso de auriculares nos ouvidos para esquecer o resto do mundo (isso e tenho pavor de falarem para mim ou acontecer qualquer coisa e eu estar sem a audição ativa). Não conheço o que anda a ser ouvido e nunca ouço rádio. Aliás, o carro é mesmo o único sítio onde gosto de ouvir música (porque não posso mesmo fazer mais nada), mas quero ouvir a mesma de sempre e cantá-la se o ouvido alheio não for muito sensível. Não sei nada do que está na berra, nem de bandas, nem de nada. Se fosse ao Quem quer ser milionários perdia a dizer que DAMA era um tipo de alfinete (sim, sim, sei que é "de ama"). E sempre que o Moço me pergunta "sabes que banda é esta?" respondo Beatles. É raro mas acerto, como os relógios parados que ainda assim estão certos duas vezes por dia.

 

Gosto de música mas não me alimento dela. Espero que possam continuar a tolerar-me depois de saberem desta terrível verdade. Deixo para outro dia a revelação: não tenho aquela cena de querer ver o mar

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05
Abr16

Talvez, afinal, eu seja mesmo uma besta.

Maria das Palavras

Comunicação - Imagem Pixabay

Depois desta acusação do Moço e de me terem linchado em praça pública por não querer que me digam "bom dia" quando estou a trocar de roupa no ginásio, passou-se outro episódio. E eu, que acho sempre que sou encantadora (às primeiras, pelo menos, depois torno-me irritante porque quando vou ganhando confiança não me calo e abuso na brincadeira e na ironia e já não me suportam), tive de me render às evidências: sou uma besta (e é mesmo logo às primeiras). 


Estava com uma amiga e o Moço liga-me. Falo com ele, desligo e vejo-a muito séria a olhar para mim.

 

Amiga: Afinal não é só a mim que fazes isto!!

Maria: Isto, o quê?

Amiga: Tu nunca te despedes ao telefone!

Maria: Não é verdade...

Amiga: É, é! Qual foi a última coisa que o Moço te disse?

Maria: Tchau? Beijinhos?

Amiga: Tu não respondeste nada! Só desligaste! Fazes o mesmo comigo. Até já te fiz o mesmo para ver se gostavas, mas tu nem ligaste nenhuma e eu fiquei a sentir-me mal a achar que podias ter mais alguma coisa para dizer e eu cortei a chamada...

 

Pois, meus caros, isto é assim: eu não quero retirar poder a ninguém. Se o Moço (ou a minha amiga) dizem "adeus" estão a terminar a chamada e não precisam da minha validação. Não é preciso eu autorizar. Eles despedem-se e eu limito-me a obedecer. Se dissesse "adeus" também estaria a dizer que eles sozinhos não têm poder aos meus olhos para deter a decisão do fim da chamada - e eu respeito-os muito. 

Pelo menos foi assim que racionalizei a questão e a expliquei. Porque tenho sempre resposta para tudo - inventada na hora. 

 

A verdade é que nunca me apercebi que fazia isto. Que vivi anos a fio sem noção que não respondia ao "adeus" telefónico. Logo eu que sou toda "por favores" e "obrigados". Uma besta, afinal. Peço desculpa à humanidade. Por existir, enfim. 

 

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02
Mar16

Resoluções à-la-Marie

Maria das Palavras

Garrafa de água do Luso

Desta vez é que é. Tenho mesmo de beber mais que um púcaro de água por dia. Oito copos ou 1,5l, no mínimo. Já tinha experimentado uma aplicação para me lembrar e não resultou. Mas penso que não estava mesmo decidida - e desta vez estou.

Por isso, esta manhã, pus uma garrafa de litro e meio ao pé de mim. 
...
...

...

...

São cinco da tarde. Acabei de a abrir. Dois tragos já foram. 

 

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