Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Maria das Palavras

A blogger menos in do pedaço, a destruir mitos urbanos desde 1986. Prazer.

29
Abr16

Samuel Úria, o meu cupido.

Maria das Palavras

O Moço e eu como "nós" era coisa para ter um mês quando comecei a pensar o que raio lhe podia dar pelo aniversário. Teria de ser memorável. Ou bem que a coisa corria bem e era o primeiro presente, que ficaria para a história, ou bem que a coisa corria mal e seria aquela namorada que nenhuma outra sirigaita conseguiu superar (ao nivel das prendas). 

O Moço é músico e tarado por música. E é daquelas pessoas capazes de criar paixões platónicas por artistas verdadeiramente inspiradores. Uma das suas paixões platónicas é Manel Cruz, ex-Ornatos Violeta. Outra é Samuel Úria e todo o seu [na altura] novo disco, acabado de sair do forno, chamado "O Grande Medo do Pequeno Mundo". E havia nesse disco uma poção mágica: uma música que combinava os génios e as vozes de ambos e que o Moço me tinha feito ouvir já duas mil vezes em poucas semanas. Eu gostava. Muito. Não só porque é aquela altura da relação em que até a pimenta que faz o outro espirrar nos parece ouro de 24 quilates, mas porque é uma música verdadeiramente bonita, com uma letra verdadeiramente bonita - vocês sabem que eu sou das palavras.

 

Foi assim que a dúvida do primeiro presente se desfez na minha cabeça. O CD era a parte óbvia. Os bilhetes para o próximo concerto a parte especial. O autógrafo do Samuel, que me tinha proposto a conseguir, custasse o que custasse, a cereja em cima do bolo. Não custou muito. O Samuel Úria é todo sem tiques de estrela, embora seja uma. Respondeu-me rapidamente por mensagem de Facebook e marcámos encontro à porta de um hotel para ele me assinar o CD. 

À hora marcada lá fui. E lá estive. Mas o Samuel nunca apareceu. O telemóvel calado (ele tinha o meu número, mas eu não tinha o dele). Esperei tanto quanto pude e me permitiu a vergonha - o segurança do hotel deve ter considerado chamar a polícia por haver uma miúda - eu - a montar acampamento na entrada. 

Passado um tempo, já refeita da desfeita, volto a falar com o Samuel e...fico a perceber o que se passou. Querem adivinhar? Eu estive à espera numa das portas do hotel. Ele esteve na outra. Cada um a secar do seu lado, até à exaustão. E ele a mandar SMS para o meu número...que eu tinha digitado mal quando lhe dei. Lá conseguimos marcar novo encontro, numa hora de almoço que ele tinha agendada com outras pessoas. Interrompeu a refeição de propósito para me dar duas palavras e três frases no álbum (ou mais, nos dois casos) e ainda fez questão de me mostrar as SMS que me tinha de facto enviado (para um número que não era, afinal, o meu). 


A reação do Moço ao receber o presente? Não se pode descrever com palavras. Mas ainda hoje este "Lenço Enxuto" é "aquela" música. Obrigada padrinho, Samuel. 



[Isto tudo é para dizer que hoje vamos voltar a ver o Samuel Úria, no palco do São Luiz, a apresentar o seu novo trabalho: Carga de Ombro. E atenção, minhas gentes a norte, a seguir vai ao Porto.]

 

Sigam-me no Instagram @maria_das_palavras, no Youtube aqui e no Facebook aqui.

14
Dez15

Concerto, procura-se.

Maria das Palavras

 

Concerto, procura-se. - Maria das Palavras

 

Apercebi-me que, pela primeira vez, este ano, eu e o Moço não assistimos a nenhum concerto. Não contam as Mafaldas Cristinas das festas da terra, nem as filarmónicas.

Assim sendo, estou a aceitar sugestões para corrigirmos a breve trecho esta falha inaceitável. 

Qualquer tipo de música, para compromisso sério, a acontecer dia 20 ou 21 de Dezembro (olhando assim de repente para a agenda é isto ou nada) e na zona de Lisboa ou arredores.


Chovam os convites e os bilhetes grátis. Ou, vá, as sugestões.

 

Sigam-me no Instagram @maria_das_palavras, no Youtube aqui e no Facebook aqui.

23
Fev15

A primeira vez #2

Maria das Palavras

A propósito do último post da rubrica d'A Blogger Menos In do Pedaço.

#2 A primeira vez que fui a festival de Verão

Eu sabia que isto não era vida para mim. Os meus artistas favoritos estão quase todos mortos, logo não aparecem em festivais (pelo menos que se veja). Adoro ver concertos bem sentada e sentir o entusiasmo só por dentro, sem a cabeça no sovaco de alguém e pescoço muito estendido, a criar torcicolos internos, para conseguir ver as ponta da cabeça do cantor. Nunca fiz questão de gastar uma pipa de massa para ir mal vestida (porque tem de se levar roupa confortável, não é?) ouvir música em más condições - convidem-me para a tenda VIP e a história pode ser outra.

De maneira que sempre evitei os festivais de verão. Até ao ano passado. Sim, foi com 28 aninhos que me estreei nos festivais, mas juro-vos que não tem a ver com a idade: este bicho do mato também não teria gostado da ideia aos quinze.

Fui ao Rock in Rio ver os Arcade Fire (de quem gosto só moderadamente, mas tinha oferecido bilhetes a quem gosta mais), mas à hora que tocaram já estava exausta e a querer um sofá. Tinha frio. Queria um jantar decente. Queria andar naquela cena de rappel e pararam a fila porque fazia parte do espetáculo deles. Valeu pela companhia e, sim, pela experiência. Que não tenciono repetir.

 

E vocês? Qual foi o vosso primeiro festival de Verão? Qualquer concerto empoeirado também conta!

 

Sigam-me no Instagram @maria_das_palavras, no Youtube aqui e no Facebook aqui.

Seguir no SAPO

foto do autor

Passatempos

Ativos

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

O meu mai'novo

Escrevo pr'áqui







blogging.pt

Recomendado pela Zankyou

Blogs Portugal

Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2014
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D