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Maria das Palavras

A blogger menos in do pedaço, a destruir mitos urbanos desde 1986. Prazer.

23
Jul18

Das expressões: Pela boca morre o peixe.

Maria das Palavras

Maria das Palavras Blog - Imagem da Praia de Espinho

 

Praia ou Campo?
Campo.

 

Praia ou Piscina?
Piscina.

 

Praia ou ver uma série toda de seguida no sofá?
Ver uma série toda de seguida no sofá.

 

Toda a vida as minhas respostas foram estas. Não gosto de areia que me faz cócegas debaixo dos pés e invade tudo à minha volta e em mim (a areia não respeita o meu espaço pessoal), nem tenho paciência para horas longas ao Sol sem fazer nada, nem aprecio roupa molhada a demorar-se no corpo e pingar para o meu livro, muito menos sou um caso sexy de mergulho (sou uma patega a nadar com a cabeça de fora).


O meu conceito de praia constituiu-se a partir daqui: sairmos às sete da manhã de casa para ir até à lagoa da Foz do Arelho, passar o dia todo a tentar ficar com a cadeira do meu pai para ler confortável; almoçar na mata, com o que vinha da geleira mais algum frango assado comprado à beira da praia, em cima de uma manta onde as carumas teimavam em espetar-se e onde as formigas faziam fila. E nem me ponham a falar das abelhas.


Havia duas coisas boas: (1) a hora do banho que era só horas depois de digerir a comida, mas acompanhada de algum temor de peixes-aranha e (2) despachar livros, com o meu pai a ralhar que não podia estar sempre de cabeça enfiada no papel.


Foi, portanto, irónico que a vida me viesse plantar à beira-mar, a ter por quintal as praias de Espinho: a mim, a pessoa que nem aprecia assim tanto a praia. Só que aqui descobri que a praia podia ser outra coisa. A praia é um passeio curto. É sair de toalha na mão, refrescar-me no mar e voltar para casa. Ou esquecer o biquíni e levar só um livro. Lê-lo sentada nas esplanadas que moram na areia. É uma hora de vitamina D, em vez de uma cápsula. É sair de casa e sentir o aroma a maresia. É ir e regressar quantas vezes eu quiser, se me apetecer. Aqui, a praia é liberdade. Não tenho o peso de ter passado o trânsito da ponte para chegar à Costa que me dá obrigação de estar lá tempo suficiente para compensar o que pago de portagem na volta. Não tenho de levar tupperware com petiscos, porque posso literalmente dar um saltinho ao frigorífico. É saúde, é descompromisso, é prazer.


Praia ou qualquer outra coisa?
Praia.

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10
Set17

Das expressões: meter medo ao susto.

Maria das Palavras

Ontem. O Moço saiu para apanhar o comboio até ao Dragão onde vai ver o jogo. Eu fico, que o bilhete de graça era só um.  De borla até injeções na testa. Troco a roupa da rua por metade-pijama metade-roupa-de-ginástica (que devia chamar outra coisa qualquer visto que só tenciono rebolar os olhos). apanho o cabelo num nó alto e desfeito. Ponho uma máscara nos papos dos olhos e outra nos beiços (das de hidratar, não do carnaval). Auscultadores dos grandes nos ouvidos - dos grandes que não sei dos outros - para ouvir melhor uns vídeos de som baixo. Vejo-me no reflexo do tablet ainda escuro, olho por mim abaixo e penso: se ele voltasse agora a casa porque se esqueceu de qualquer coisa...matava-o do coração com o susto.

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29
Nov16

De corpinho bem feito

Maria das Palavras

Hoje ouvi a voz da minha mãe, a 124km de distância e sem usar o telemóvel. Decidi que não queria usar casaco. Como acontece a todas as mulheres de roupeiro cheio: não tinha o que vestir. Nenhum dos meus casacos se afigurava capaz de me compor com elegância e eficiência o conjunto já escolhido. Portanto pedi à minha camisola de lã que se fizesse de tão grossa quanto possível. Às vezes, quando temos de fingir felicidade, ficamos um pouco mais contentes. Disse isso à camisola e ela fez-se quente. 
Entrei nos dez graus da manhã com confianças de verão. Às vezes, quando temos de fingir que não temos frio, não temos mesmo. É por isso que as mulheres podem usar saias no Inverno - a meia de vidro não protege, o ego é que sim. Olhei-me na vitrine enquanto passava e ouvi distintamente a voz da minha mãe: lá vai ela, em corpinho bem feito

 

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