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Maria das Palavras

A blogger menos in do pedaço, a destruir mitos urbanos desde 1986. Prazer.

03
Ago17

Teoria Geral do Amor #1 - O Momento Make or Break

Maria das Palavras

Teoria Geral do Amor - MariadasPalavras.com | O Momento Make or Break


Creio que há um momento decisivo naquela fase inicial das relações em que a coisa dá para o torto ou se encaminha positivamente. Regra geral está nas mãos do elemento feminino, mas isto traduz só a maior parte dos casos que conheço e não toda a realidade. Passo a explicar: depois daquela fase dos primeiros encontros começa a crescer de um dos lados a necessidade de rotular a coisa. Já se sabe que se entendem bem, saem com alguma regularidade e são felizes nesses momentos a dois.


Então ela (lá está, genericamente, mas pode não ser ela) começa a pensar que pode mesmo "ser desta". E não vê porque não se hão-se de chamar os bois pelos nomes. Ou apresentar os bois à manada (leia-se amigos, pelos menos), assumindo uma relação. É raríssimo que os dois cheguem a este momento de realização ao mesmo tempo. E é aqui que a porca torce o rabo - para continuar nas metáforas do reino animal. 

 

O facto de o outro ainda não estar preparado para o rótulo "namoro" e querer simplesmente que continuem "a sair" ou não querer ainda apresentar-vos a amigos ou família por medo que depois a coisa dê para o torto e tenha de se retratar, não significa necessariamente que não ache também que o futuro dos dois pode ser risonho. Significa só que - lá está - têm ritmos diferentes. Normalmente é o homem que não se sente preparado para assumir que perde aquilo que chama de independência e liberdade de escolha (sem racionalizar que é uma escolha e que continua a ser uma pessoa livre em muitos sentidos), mas pode ser ela, ou qualquer das partes, sem género definido - há um mais apressado, outro mais cauteloso. 

E aqui dá-se o tal momento make or break - ou vai ou racha em bom português. Vai tudo depender de como a pessoa que já "chegou lá" exerce pressão  e de como a pessoa que ainda está a levar o seu tempo encaixa essa pressão. E a primeira pode ser particularmente impaciente, agressiva ou histérica a comunicar o seu estado de situação, sem perceber que isso não reforça certezas do outro lado, só desperta mais dúvidas. Tal como o segundo, o mais cauteloso, pode reagir com compreensão ou fugir de medo, sobretudo se for uma pessoa que sempre evitou o compromisso e estava a considerá-lo pela primeira vez, ou tem traumas anteriroes - daqueles que não são só desculpas. 

 

O meu conselho é que o primeiro comunique com calma e seja paciente. E que o segundo tente ver para além do tom com que as intenções do primeiro possam ser demonstradas. Este momento pode ser bastante tenso e ditar uma quebra que até podia não estar escrita. Normalmente é o momento em que isso acontece. Um já não atura que não seja uma relação assumida. Outro não quer ainda assumir a relação.

 

Nuns casos deve-se ao tal ritmo diferente. Noutros casos, a rotura que se dá neste momento é mesmo porque tinha que ser. Porque efetivamente o mais apressado nem sabe bem o que quer e só quer qualquer relação. Ou porque o mais vagaroso de sentimentos, de facto não está para compromissos e anda a fazer malabarismos com o coração da outra pessoa. E como identificar isso? Vale a pena ser paciente ou estamos a perder tempo? Isso já é história para outro texto, diria. 


Nada nesta potencial nova rubrica (querem que seja uma nova rubrica?) é científico ou estatístico, é tudo fruto da minha experiência, das pessoas que me são próximas e do que vou retirando de outras coisas que vou lendo e sabendo. É a minha singela opinião, que pode ser simplista  ou errada - e descontextualizada sê-lo-à de certeza pois cada caso é singular. 

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27
Abr15

A Prova dos Nove: Ela e Ele

Maria das Palavras

Atenção, não confundir com o famoso hit Ele e Ela da Madalena Iglésias. Sei quem ele é...ele é bom rapaz um pouco tímido até...
Já vos pus a cantarolar? Boa! Então agora que estamos com a banda sonora certa vamos ver se um dos casais mais janotas da blogosfera. Confesso que adoro blogs de casais, até acho que posso ter uma pequena disordem de comportamente relacionada com isso. Nem precisam saber escrever bem, mas neste caso até calha que sim. 

Conclusão: fui desafiá-los. Eles são ainda mais novos na blogosfera do que eu, pelo que ficaram adoravelmente honrados com o que convite e eu fiquei com azedumes de tia velha. Vamos lá ver se os jovenzinhos do Ele e Ela me conseguem tirar o título de blogger menos in do pedaço...

Ele e Ela Blog

 

 

 

 

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27
Nov14

As 3 fases do "apaixonamento"

Maria das Palavras

Não, não somos todos iguais. Mas em maior ou menor escala (e evidenciando a parte histérica que mora em nós e a parte descontraída que mora neles), é mais ou menos nestas três fases que nos apaixonamos. Tudo clichés. Tudo vergonhoso demais para admitir. Tudo "eu nãooooo".

Ela e as 3 fases do apaixonamento - daspalavras.blogs.sapo.pt


1. O primeiro impacto e a gestão irrealista de expetativas

OH MEU DEUS ELE É TÃO [riscar o que não interessa] GIROOOO/QUERIDOOOO. Será que foi desta que encontrei o homem da minha vida? Será que ele quer casar e ter filhos? Será que vai gostar dos meus pais? Calma, Maria. Calma. A sério. Calma.

2. A sobre-análise complementada com dúvida
Acho que ele não gosta assim tanto de mim, por isso não me vou apegar. Ou gosta? Ele pôs um smile na mensagem acho que gosta. Mas ele disse "vou" em vez de "vamos" por isso se calhar não gosta. Mas ele inclinou a mão na minha direção, se calhar gosta. Mas vestiu uma camisola verde e eu disse-lhe que não gostava de amarelo e verde é amarelo com azul, por isso se calhar não gosta. Mas porque é que ele não me chama namorada? Se calhar também não gosto dele. Ah, gosto, gosto. Não. É melhor não me apaixonar por ele. Aiiii.

3. A certeza
Não me partas o coração. Não me partas o coração. Não me partas o coração. Não me partas o coração. [ad infinitum]

Ele e as 3 fases do apaixonamento - daspalavras.blogs.sapo.pt

 

1. Interesse e honestidade mórbida
Gostosa, inteligente, divertida [o que for aplicável]. Ai, comia, comia. Só espero que não comece já a querer compromissos que não sei no que isto vai dar. Vou ser honesto com ela e dizer-lhe que para já é só assim, não estou à procura de nada sério, e depois logo se vê no que vai dar

2. Ligação imprevista
Vou ligar-lhe a dizer que amanhã tenho treino para ela saber que não vou estar atento ao telemóvel. Se calhar é dar satisafações a mais. E também não tenho de atender sempre ou responder logo. O que é que ela tem a ver com isso? Vou só ligar a dizer boa noite e a ver se amanhã nos encontramos. "Olá Maria! Olha, daqui a pouco vou ao treino, mas amanhã queres ir beber um café?...".

3. Reconhecimento: apogeu e queda
[a olhar para o espelho e a suspirar por ela, não (só) pelo seu par de mamas, numa terça-feira comum] Pronto, já foste...

 

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