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Maria das Palavras

A blogger menos in do pedaço, a destruir mitos urbanos desde 1986. Prazer.

19
Abr18

Dois dedos de conversa #97

Maria das Palavras

Conversa de Whatsapp num grupo de amigas:

 

Amiga A: Más notícias. A minha filha apanhou varicela...

Amiga B: É o que dá a creche...os miúdos pegam todos as doenças uns aos outros.

Amiga A: Também tens a vantagem de te encherem a casa com trabalhos manuais que fazem na escolinha.

Maria: Antes as doenças...

 

(acalmem-se que é brincadeira)

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22
Set17

Juro que tinha amigos na faculdade.

Maria das Palavras

Lá consegui abrir o conteúdo dos tais CD Rom. Tinha de tudo, minha gente!

Pastas por semestre, por disciplina, com transcrições de aulas, trabalhos e pesquisas, organizadíssimo ao ponto do OCD, com pastas gerais adicionais, com os meus horários, professores e notas por módulo.

 

Juro que não sei como tinha amigos. Ou então era por isso que os tinha.

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21
Set17

Eu tenho-me em boa conta, mas...

Maria das Palavras

Uma amiga de faculdade veio falar comigo. Vai lecionar umas disciplinas na escola onde andamos, está um pouco à nora porque vai direta do estrangeiro para lá, sem hipótese de preparação. Contactou-me para saber se eu tinha alguns apontamentos, qualquer coisa que lhe servisse de orientação só para começar que pudesse enviar digitalmente, já que eu era tão organizada. 

 

Disse-lhe logo: não contes com isso, que eu sou daquelas que na altura se aplica, mas depois arruma para trás e esquece, portanto não terei organizado até ao fim as coisas. Além disso duas mudanças de casa depois...dificilmente encontrarei alguma coisa. Prometi que quando chegasse a casa procuraria, ela que me lembrasse. 

 

Cheguei a casa e dirigi-me à caixinha que tem CD-Roms antigos. Entre os outros todos (alguns nunca usados) três surgiram: 1º ano de curso, 2º ano de curso, 3º ano de curso - título Disciplinas e Apontamentos. 

 

Eu tenho-me em muito boa conta, mas não me sabia tão boa menina. 

Agora resta saber como lhe vou passar o material, visto que já não computadores com leitor de CD cá em casa!

 

 

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27
Out16

O flagelo dos filhos na escola (na perspetiva de quem não os tem)

Maria das Palavras

Estou assustadíssima. Lembrem-se os mais desatentos que não tenho filhos, mas muitos amigos à volta já os têm - alguns já em idade escolar ou pré-escolar. Uma amiga minha partilhou no Facebook a guitarra artesanal que fez para a filha. A GUITARRA, senhoras e senhores. Isto são coisas que me encolhem o útero, confesso. Deixem-me partilhar convosco alguns flagelos de ter filhos pequenos que frequentam escolinhas com que me vou deparando e que me assustam mais que beber azeite coalhado diretamente da garrafa. 

 

1. Manualidades em casa

Coisas que eu faço bem em casa, à mão: nem lavar a roupa. Nunca achei graça a fazer colagenzinhas, recortezinhos e construções. Não quero ter cola nos dedos, não quero construir caixinhas e guitarrinhas de cartão. Teria de fazer muito esforço físico e mental para ficar uma coisa decente e prefiro brincar a outra coisa, pode ser? E NÃO QUERO sentir que tenho de me esforçar porque os paizinhos dedicados vão chegar lá com autênticos retratos renascentistas quando o TPC for levar de casa um desenho da família feito com os pais. 

 

2. Ai que pedra bonita.

Tenho na cabeça uma pedra (não literalmente, tipo tumor, só que me lembro) pintada que dei ao meu pai num Dia do Pai, precisamente. Eu sei que se faz o que é possível com crianças pequenas para tornar estas ocasiões especiais e as educadoras ou professoras primárias também não têm de ser artistas, nem têm dinheiro para certas coisas. Mas que porra, então parem de tentar ser uma secção de papelaria do IKEA a fazer pisa-papéis e calendários rabiscados. Ou bonecos com rolos de papel. Prefiro que ensinem as crianças a esquecerem-se de celebrar o dia da mãe (ou que lhes ensinem que o carinho é que deve ser a coisa especial) do que criar-lhes o hábito de oferecerem lixo e coisas recicladas. São esse tipo de crianças que depois tentam criar empresas que vendem colares feitos com cápsulas Nespresso usadas, minha gente!

 

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3. Trabalhos para onde?

Trabalhos para casa? Deixa cá ver quando é que achava aceitável fazer trabalhos de casa...Hummm...Ah, já sei, quando era eu que andava na escola. Portanto já andei uma vez na escola (check!), já fiz os TPC todos que tinha de fazer (check!). Então podíamos fazer um acordo que era: mandavam TPC para as crianças em quantidade e qualidade moderada de forma a que sejam coisas para as quais não precisam da ajuda dos pais, nem lhes tomam muito tempo. Ou então, nem mandam (oh Deus, ajuda a que esta medida vá para a frente antes de eu ter filhos) e essas coisas fazem-se na escola onde até já passam uma boa quantidade de horas. Pode ser? 

 

4. Cada menino traz um lanchinho para partilhar.

Lembro-me logo das séries americanas com as mães bullies pseudo-perfeitas. Aposto que por cá também há. A divisão entre as mães que compram croquetes do Pingo Doce e chegam lá todas transpiradas e despenteadas, a bufar, porque mesmo conseguir comprá-los foi um feito, e as que fazem Muffins de Noz de Macadâmia e Mirtilo caseirinhos, ainda quentes, até usaram o forno da instituição de freirinhas cegas onde são voluntárias para os cozinhar a baixa temperatura enquanto remendavam meias e só se atrasaram um minutinho porque estavam a acabar a manicure. E já disse que os mirtilos eram da sua pequena hortinha biológica? Claro que vou ser do primeiro tipo. E se é verdade que a opinião dos outros me rala pouco, talvez não me apeteça envergonhar os piolhos (e os pais dos piolhos).

 

5. Por falar em piolhos...

As escolas estão cheias de coisas pegajosas não é? É que às tantas é melhor trazerem o tal suporte de chaves feito com caixas de Chocapic no dia do Pai que um nariz cheio de ranho de bactéria alheia. 

 

 

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Pronto, já desabafei, no meu tom nada exagerado e bastante conhecedor. Estou mais aliviada. Pode ser que até chegar lá ganhe mais virtudes e consiga lidar com estas coisas. Mas em relação à tal guitarra artesanal ficam já a saber que se me calhar em sorte ter de fazer um instrumento musical para a cria levar para a escola, mando a criança virar um iogurte e chamar-lhe tambor. Pode não ser a criança mais prendada a nível de artes manuais. Mas será a mais criativa e visionária. Não? Desenrascada, então? Vá, esqueçam.

 

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24
Mai15

As pessoas não são números

Maria das Palavras

Calvin

 

Acho que posso dizer isto à vontade porque sempre tive boas notas. E sei o pouco que isso vale ou traduz um aluno.

É que a semana passada houve exames para muitos. E vai parecer que os alunos que tirem os cincos, mais para a frente os vintes, são os melhores.

Mas não são. O cinco ou o vinte num exame pontual não fala da taxa de esforço ou da alma que se tem para uma profissão em particular - propósito último disto tudo da quantificação da aprendizagem. 

Muitas vezes não distingue quem é bom de interpretação e quem é bom de memória - e são coisas tão diferentes, perceber e decorar. 

É por isso que se chega a determinado patamar e os alunos das boas notas são pressionados a ir para uma profissão que só esses podem alcançar e que às tantas nem querem (porque a capacidade de ser alguma coisa na vida está ligado a essa média que se escreve na testa). É assim que acabamos com médicos que nem olham para a cara dos pacientes para lhes passar a receita. E profissionais resignados noutras áreas que teriam dado excelentes cirurgiões. Talvez não o sejam por algumas décimas. Só que as pessoas não são números.

 

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