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Maria das Palavras

A blogger menos in do pedaço, a destruir mitos urbanos desde 1986. Prazer.

13
Fev17

Sabem o badagaio?

Maria das Palavras

Está a dar ao meu telemóvel. O badagaio. 

Primeiro passou a fazer suspense e de cada vez que me ligam tenho de esperar dez segundos para que o ecrã me mostre de quem é a chamada. Agora deixou de ler o cartão SD mas não sem antes fazer um número circense de ligar o ecrã de 30 em 30 segundos com uma mensagem de erro de configuração (que nunca durava mais de um milissegundo para eu  não a conseguir perceber) e me esvaía a bateria numa questão de horas. Está praticamente a soro. Ligado às máquinas. E eu sem vontade nenhuma de o trocar. Ainda por cima tirei-lhe a capa, como quem rasga a camisa a um doente para ele respirar melhor, e lembrei-me que é branquinho e bonito. Creio que me está a pedir a eutanásia (eu sou pouco in, mas o telemóvel acompanha as tendências), mas eu estou em negação, a ser egoísta e não me quero despedir. 


Num momento de loucura, como uma mulher traidora, fui ver outros. Mas nem estou com vontade de escolher, tal é a pouca vontade de fazer a troca (ou o investimento). Não quero iPhones que nao sou de iCoisas e não tenho iFundos para isso. Algum conselho para bom desempenho com preço aceitável? Conhecem os modelos ou marcas abaixo (que não são das upa upa)? Alguém tem, alguém recomenda?

 

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23
Set16

O meu lado conservador.

Maria das Palavras

Gosto que ele siga na frente ao entrar num sítio que não conheço. Gosto que pague a conta (mesmo que o dinheiro seja dos dois). Gosto que seja ele a perguntar informações. Gosto que decida por mim. É uma espécie de instinto primário que pede proteção e orientação, que me quer deixar entregue a quem mais confio. Embora saiba que só gosto disto porque não me é imposto. Embora saiba que só gosto disto porque no fundo decidimos sempre os dois. Embora saiba que só gosto disto porque sou uma mulher livre e independente e faço muitas escolhas todos os dias. Tivessem todas as mulheres do mundo, o poder de escolher quando, como, onde e sob o jugo de quem, ser conservadoras. 

 

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05
Set16

Os favoritos, as melhores, a coisa mai'linda!

Maria das Palavras

Se há coisa que me faz rugas na testa são os rótulos tipo "melhor amiga", os escolhe-lá-e-só-podes-dizer-um-para-sempre tipo "o prato favorito". Como é que eu posso comparar o filme que me eriçou o pêlo há pouco, super moderno, com o clássico que nunca esquecerei e dizer qual deles é melhor que o outro? Ou dar pontos diferentes ao livro que me levou ás lágrimas de rir e o outro de chorar. Ou dizer que o meu sabor de gelado favorito é straciatella, enquanto me lembro dos caramelos da Hagen Dasz e da meloa do Santini. Ou recomendar só um blog, a fazer de conta que não acompanho outros tantos com igual entusiasmo? A coisa mai'linda do mundo é não ter favoritos. E, em tendo, se se tratar de um filho, disfarçar muito bem.

 

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10
Dez15

A nata da nata em 2015 (e quem discorda tem pulgas)

Maria das Palavras

Eu queria chamar-lhes Globos de Ouro ou Óscares, mas o nome já estava ocupado. Por isso cá vos trago as minhas escolhas: o melhor de 2015, aqui para a Maria - do show biz e não só! No fundo é daquilo que me interessa. Por exemplo, música não tem, porque só gosto de música velha e versões novas dessa música velha (sim, sou uma snob).E não é cedo demais - escrevo-vos isto enquanto tenho ainda alguma da vossa atenção, que bem sei que já andam todos distraídos e meio encandeados para o mundo dos blogs por causa das luzinhas de Natal e das lantejoulas dos vestidos da passagem de ano. Se fosse ontem, por exemplo, é que tinha sido cedo demais (MUAHAHAH).

MARIETTES 2015 - Maria das Palavras

 

O LIVRO: A verdade sobre o caso de Harry Quebert, Jöel Dicker

 

O livro já tem uns bons anos (e pelo menos um deles inteirinho passado na minha estante), mas só este ano peguei nele. E quase me chicoteei por não o ter feito mais cedo - quando o Moço chegou a casa já estava eu de costas nuas a ganhar balanço para lançar a chibata para trás. A história tem tudo e mais uma página e está muito bem organizado e escrito. Foi sem dúvida o melhor livro que li em 2015 (não, não foi o único e os outros não eram todos de banda desenhada).

 

A SÉRIE: Orphan Black

 

Confesso que não fui cheia de expectativas. A sinopse dizia que era canadiana e sobre qualquer coisa como clonagem e - a Dolly que me perdoe - mas não é tema que me apaixone. Acontece que andava sem série para ver e em busca de um novo amor televisivo. Já tinha visto vários primeiros episódios e nunca me apeteceu ver o segundo. Foi no meio desse desespero que experimentei esta série com o Moço. Não sei o que sucedeu. Prendeu logo. A série NÃO PÁRA. E nós não descansámos enquanto não consumimos tudo o que era possível. BTW: estou novamente à procura. 

 

O FILME: A Visita

 

Apercebo-me agora que vi muito poucos filmes em 2015 (muito menos que em 2014, quando me metia em tudo o que era passatempos de bilhetes e ia ao cinema quase todas as semanas) e que os que vi não me marcaram especialmente. Revendo a lista de estreias do ano apenas um me salta a vista. Já vos tinha recomendado e continuo a fazê-lo. Não é bem terror, nem bem comédia, nem bem thriller, nem bem nada. É um filme sem rótulo. Só vendo. Prometo que é tempo bem aproveitado e aceito que me queiram escrever no livro de reclamações se não concordam.

 

O ESPETÁCULO AO VIVO: Commedia à La Carte

 

Rir até à indisposição é a melhor das sensações de enjoo (senão a única aceitável). Pensei com carinho no teatro a que assisti em Sintra, ao ar livre, o Vampíria, que não ficaria aqui nada mal. Ou no negríssimo (de humor) Sinel de Cordes. Mas este espetáculo tem uma vantagem imbatível: se pudesse ter ido todas as noites em que esteve em cena em vez de uma apenas, em todas me teria rido da mesma forma, com um improviso diferente. No mesmo espetáculo. Marquem para 2016 conhecer o trabalho destes malandros, prometem?

 

O ESPAÇO: Fábrica dos Sabores, Lisboa


Hei-de falar-vos melhor do espaço onde se come um dos melhores brunches de Lisboa (sim, sei que é muito IN da minha parte ir ao brunch - mas se pensarem bem não é chique, é labrego. Conseguem pensar em alguma coisa mais labrega que acordar tarde e comer pequeno-almoço e almoço, tudo ao mesmo tempo?). Começámos por botar lá o pé por ter pão biológico, que é o único que o Moço come (prometo que não é cá por manias) e acabámos rendidos a TUDO. Os bolos, os croissants, aquelas panquecas com nutella e morangos, até os iogurtes de fruta, o ovo mexido na perfeição ou o pão caseiríssimo e, valha-me nossa senhora, aqueles scones. Tornou-se rapidamente o local oficial dos pequenos-almoços fora. 

 

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20
Jul15

A escolha de um um (per)curso

Maria das Palavras

Pixabay free images

 

Por esta altura decorrem as candidaturas ao ensino superior. Lembro-me (já foi há uma vida, cruz credo) de marcar 6 opções no boletim quando queria apenas a primeira. Sabia o que queria naquele momento e não me arrependi nunca de o ter feito. Não sei se senti o peso da escolha que estava a fazer. Parecia-me errado deixar linhas em branco, ainda assim.  Não era só um curso, era um percurso para a minha vida, dirão muitos.


Lembro-me com mais exatidão da noite em que saíam os resultados e eu levei o portátil, um Compaq gigante, para o hall de entrada, para desligar o telefone e ligar a internet (estou a sentir-me octagenária a escrever este texto), equilibrando a maquineta ao pé do arranjo de flores da minha mãe e os blocos rabiscados dos telefonemas. Os sons do costume: IEEEE-TCHEC-ZZZ-TRRRR-IIIII. Ligação efetuada. Lembro-me de estar ao telefone com a minha amiga de sempre, com quem viria a partilhar a casa velha em Lisboa. De no dia seguinte já estar a caminho da capital, duas mães e duas filhas num carro. A minha média pintada na testa pelos veteranos. Conhecer a minha senhoria. Estudar. Gritar a defesa sem luvas do Ricardo pela seleção sentada no chão com 10 colegas em minha casa. Dar jantares. Passar exames. Ver novelas com a minha roommate. Fazer um estágio. Beber cafés no miradouro de S.Pedro de Alcântara. Ficar fechada no elevador. Morar sozinha. Apaixonar-me. Visitar Praga. Mudar de casa. Estudar com a minha irmã. Criar este blog. Escrever este texto.

 

É verdade, houve um caminho que começou nessa candidtura - ou continuou a partir dessa milestone. Mas muitas outras escolhas foram feitas para além do curso. Muitos outros eventos e opções ditaram o lugar onde estou hoje, e não estou a falar da cadeira bege onde estou sentada e que tive oportunidade de a) comprar com o meu dinheiro e b) ver a minha irmã riscar com tinta azul. Olhando agora para trás, acho que essa foi até a escolha menos importante. Que poderia ser feliz em muitas áreas diferentes. Que a diferença que o curso fez na minha vida, não foi tanta como o empenho com que o frequentei, as amizades on campus, o desafio de ser crescida longe da família,  conhecer pessoas novas.

 

Se estás hoje no lugar que estive há (OH-MEU-DEUS) 11 anos, guarda contigo o que disse o professor na primeira aula desse meu (per)curso: a licenciatura é só uma licença para aprender. O curso não te define. Não define sequer a tua carreira. Ou o sucesso que terás nela. Por isso, se não estás certo do que queres fazer - ou se estás, mas não estás certo que consigas entrada nesse curso com que sempre sonhaste, -  respira fundo e de alívio. O curso é só uma das linhas do teu percurso. E reajustar o nosso percurso à medida que a vida se contrói e nós nos conhecemos, é tão nobre quanto lutar pelo que queremos ou ser dono de (in)certezas. E agora que já estou a soar a uma vidente-cigana-bêbada-filósofa-saudosista a agarrar a tua mão sem saber ler a sina, vou pousar a caneta (ou largar o teclado). Boa sorte nisto da vida. 

 

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