Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Maria das Palavras

A blogger menos in do pedaço, a destruir mitos urbanos desde 1986. Prazer.

13
Out15

#somostodosescritores

Maria das Palavras

typewriter-472845_1920.jpg

 

Dizem-me que hoje é o dia Mundial do Escritor e sobre isso leiam este post do Stone Art Books - um blog bem mais adequado para tal comemoração. 

Os bloggers podem não ser escritores de profissão, ou merecer maiúscula nesse título, mas têm sempre, digo eu, um tiquinho de aspiração a tal. Escrevem melhor ou pior, com ou sem erros, ficção ou realidade, em nome próprio ou de uma personagem, sobre teorias desconcertantes ou a mais recente escolha de verniz para as unhas. Não interessa. Ou interessa. Interessa que se expressam pelo meio da palavra desenhada. E mesmo que isso valha pouco aos olhos dos outros, vale qualquer coisa para quem escreve e para quem lê - mesmo que seja só uma pessoa e meia.

 

Assim, hoje, pedimos aos escritores que nos emprestem um pouco do seu dia e tomemos de forma despropositada a sua vaidade. Deixem aqui o nome do vosso blogger favorito, o que gostariam de ver elevado (?) à categoria de escritor. À séria. De profissão. Com maiúscula. E não digam que sou eu, senão depois dizem-me que fiz este post para me puxarem o lustro. Quando o faço, sou mais óbvia.

 

Sigam-me no Instagram @mariadaspalavras, no Youtube aqui e no Facebook aqui.

16
Out14

Desculpem, mas ontem vi um documentário sobre Fernando Pessoa

Maria das Palavras

Fernando Pessoa - Ilustração

 

Normalmente chamo-lhe “o bêbado”. Como quem disfarça o génio com a loucura (e o vício).
E ele era mesmo – e sabia! Quando o acusaram de ser uma esponja, até replicou: que não era uma esponja mas sim o armazém de esponjas e o anexo ao lado.

Mas muito mais que isso era um artista, leitor e escritor, sonhador, fã do esotérico, até capaz de traçar a sina em horóscopo, um ser da noite,  escrevinhador de pé, aproveitador de todos os pedaços de papel, um homem de família, amigo e conviva, um passeador da Baixo e do Chiado, um observador do quotidiano, um desiludido com a vida...

 

E tinha todo um  mundo de pessoas dentro de si para lhe caberem todas estas facetas. A minha favorita sempre foi Alberto Caeiro, o mestre dos sentidos, cansado de pensar, o guardador de rebanhos que ditava as coisas tais como eram:

 

Da minha aldeia veio quanto da terra se pode ver no Universo...

Por isso a minha aldeia é tão grande como outra terra qualquer

Porque eu sou do tamanho do que vejo

E não, do tamanho da minha altura...

Nas cidades a vida é mais pequena

Que aqui na minha casa no cimo deste outeiro.

 

Na cidade as grandes casas fecham a vista à chave,

Escondem o horizonte, empurram o nosso olhar para longe de todo o céu,

Tornam-nos pequenos porque nos tiram o que os nossos olhos nos podem dar,

E tornam-nos pobres porque a nossa única riqueza é ver.

 

Alberto Caeiro, in "O Guardador de Rebanhos - Poema VII"


Ao morrer jovem , aos 47 bem contados, por culpa do vício, perdeu só duas das melhores sensações:  a de ver a sua obra reconhecida por tantos (ele que sonhava ter sido publicado em Inglaterra ou ser o maior poeta português, em competição com Camões) e a de saber amar.

 

Portanto...se escrever, não beba.

 

Sigam-me no Instagram @mariadaspalavras, no Youtube aqui e no Facebook aqui.

Seguir no SAPO

foto do autor

Passatempos

Ativos

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

O meu mai'novo

Escrevo pr'áqui







blogging.pt

Recomendado pela Zankyou

Blogs Portugal

Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2017
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2016
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2015
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2014
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D