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Maria das Palavras

A blogger menos in do pedaço, a destruir mitos urbanos desde 1986. Prazer.

14
Set16

O flagelo das datas redondas.

Maria das Palavras

Ou: será que 2016 nunca mais acaba?

 

O presente ano festeja 30 sobre a magnífica colheira de 1986 "onde moram" a maior parte dos nossos amigos chegados (e os não tão chegados). Onde moro eu também e o Moço. E é uma pressão desgraçada. Estar presente no aniversário de todos os amigos já é complicado num ano normal em que nem todos querem festejar, então imaginem num ano destes onde todos querem fazer uma festinha especial - ou quando não querem, os respetivos conjuges, amigos, familiares sentem-se pressionados a preparar supresas. Nunca pensei ser daquelas pessoas que temem os 40 (ou seja que idade for). Mas se os 30 são isto, daqui a dez anos a festa repete-se em modo mais gordo e eu, com outra década em cima, terei ainda menos paciência para palhaços coloridos e menos criatividades para me multiplicar em mensagens fofinhas para a ocasião (escritas, em vídeo ou grafitadas num mural de prédio).


É um problema sério. Já olho para os emails e mensagens que começam com "Este ano é uma data especial..." com o mesmo entusiasmo que aqueles de spam que começam com "Quero deixar-lhe a minha herança..." ou anúncios do Vaporeto Titanium. E é injusto porque quem fez os 30 no início desta vaga ainda levou com os meus sorrisos entuasiamados e o meu empenho total e agora já é mais uma espécie de "palminhas para ti, fazemos todos anos ciclicamente, sim?.

Assim sendo proponho-vos que abaixo assinem pelo fim da ditadura das datas redondas. Que se celebrem os 24 com o mesmo fulgor dos 30. ou os 57 com o mesmo fulgor dos 40. Ou vice-versa. Que cada ano seja especial de acordo com a vivencia própria e não pelo sistema numérico adotado no país. Da minha parte vou tentar criar um calendário da próxima década, em que cada amigo escolhe um ano para fazer "a" grande festa. Um deles vai ter surpresas aos 31, outro vai ter vídeos com mensagens aos 32, e por aí adiante - e já agora em datas em que eu possa sempre estar presente sem desiludir ninguém - e assim distribuimos o entusiasmo e eu não chego a Setembro com este espírito de mula...

 

 

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09
Mar16

Já vos tinha dito, acho.

Maria das Palavras

Imagem Pixabay

 

Não me apetece festa. É diferente de "não me apetece fazer 30 anos". Não estou numa altura nem particularmente triste, nem particularmente feliz da minha vida, mas estou exatamente onde tenho de estar. Até acho que os 30 me vão assentar bem. Que serão uma década melhor que a montanha russa dos 20. Talvez vão ser só uma montanha russa diferente.  Eu até gosto de montanhas-russas. Seja como for, estou serena , talvez entusiasmada, para os receber. Quero só ter a certeza que me lembro da maior lição dos últimos tempos, para os aproveitar ao máximo: não esperar pela felicidade de amanhã, tirar o máximo partidos dos momentos de hoje. Os problemas sucedem-se, é a vida, pelo que não podemos simplesmente sentar-nos e aguardar por uma bonança imperturbável que nunca chegará. 


Mas festas...não tenho paciência. Não quero organizar coisas, nem quero ser surpreendida. A agenda está a abarrotar e uma coisas assim seria mais uma chatice que um motivo de alegria. É mais ou menos o motivo (um deles) pelo qual dispenso o casamento: que chatice ter de organizar tudo. É mais pelos outros do que por mim. E foi assim, que chegámos à conclusão, eu e o Moço, que me acompanha na entrada dos -inta este mês, que já não temos idade para fretes, mas temos idade para desfrutar das coisas que nos dão prazer (e já sabemos bem quais são). Havemos de jantar com família, beber cafés com amigos, não interessa a data, se é o dia certo ou um mês depois, é quando quisermos, e vamos fugir: vamos passear. Vamos tirar uma semana para subir e descer, com a calma que quisermos, ver a ria de Aveiro, parar nas margens do Douro, tudo o que fique pelo caminho. Levo-vos comigo nessa viagem. Porque este blog é uma dessas coisas que já aprendi que me dá prazer. Embarquem comigo no blog, embarquem comigo no Facebook, embarquem comigo no Instagram, enviem-me me email ou deixem-me comentários com as vossas dicas à medida que me forem vendo aproximar das cidades que conhecem.


Partimos a 21 de Março (o meu dia). Vêm?

 

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06
Mai15

A primeira vez #3

Maria das Palavras

#A primeira vez que me fizeram uma festa supresa.

Ainda estou hoje a tentar decidir se adorei ou se me senti parola. Era o Domingo solarengo das minhas 18 primaveras (literalmente, que nasço no mesmo dia da estação). Tinha decidido fazer só um almoço em família para os mais próximos; pais, avós, o par de primas favoritas...Tudo muito sossegado. 
Saí de manhã com o meu pai para ir buscar um leitão acabado de assar. Ainda tivemos tempo de ir beber qualquer coisa a um café onde a senhora me pergunta se eu fazia 13 anos (o que aos 18 representa um murro no estômago que tomei com muita graça e algum rubor nas bochechas). E lá fomos para casa. Já chegamos tardito e o meu pai pediu-me que subisse ao sotão e deixasse lá o leitão: íamos brincar com a minha mãe e dizer que afinal não havia leitão - uma pequena partida. E eu não percebi muito bem porque o faríamos, mas se é para gozar com alguém alinho sempre. 
Subi ao último andar, abri a porta do nosso sotão e SURPRESA. Grita um conjunto assustador de familiares e amigos, com direito a um primo afastado a tocar acordeão e a mãe dele no reco-reco. E eu de leitão na mão, encavacada. The joke's on you, Maria.
Ainda hoje penso nesse dia com um misto de vergonha e agradecimento, sobretudo à minha mãe que foi quem mais dedo teve na organização, à minha irmã que supreendentemente não se chibou e ao meu pai que teve a difícil tarefa de me levar ao engano. E a imagem que tenho na cabeça não são os primos de Lisboa a fazer um concerto improvisado, o javali a sair no espeto, a caixa enorme e cheia de prendas que as melhores amigas da altura arquitetaram...mas eu mesma, toda encarnada, de leitão na mão.

Agora é a vossa vez. Como foi a vossa primeira festa surpresa? Própria ou para outrém?

 

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06
Jan15

Dia Seis, Dia de Reis

Maria das Palavras

Vem o ouro, incenso e mirra, vai-se a magia da época natalícia. Adeus e até para o ano. Há quem diga que o Natal devia ser no pico do calor e não no Inverno. Eu digo que precisamos que seja assim para não sermos cinzentos nos dias todos, a dar com esta longa e fria estação.
Mas não se tenha o dia de hoje como apenas o final da época natalícia. Festejem-se os reis da nossa vida, que podem não trazer fortunas, pauzinhos para queimar ou ervas aromáticas, mas que nos dão sorrisos, amor (e, presentemente, no caso do meu moço, talvez o vírus da gripe).


A quem brindam (com este copo imaginário) no dia de hoje, enquanto desligam as luzes da árvore de Natal?

Reis Magos - Sombra

 

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30
Dez14

O Ano para mim não passa

Maria das Palavras

Até vinha a calhar que passasse. Que eu acreditasse que do 31 para o dia a seguir, algures entre o champanhe e as passas (e eu que não gosto de nenhum!), há um filtro, um coador de café, mas grande - para a vida. O grão ficava preso em 2014 e só passava o que há de mais fino e suave - os sonhos e os sorrisos que não se apalpam mas se sentem.

O ano novo não traz nada de bom - pelo menos nada que nós não possamos trazer a cada dia do ano, sem ajuda do calendário e fogo de artifício à volta do mundo, ao bater de cada hora, em cada lugar.

As coisas boas, como as coisas más, não trazem data marcada e não sabem quando vestir lantejoulas para a festa.

Há dez anos atrás, quando o meu avô morreu de 31 para o dia a seguir, o ano não passou. E desde aí que os anos não passam na contagem decrescente de um minuto de Dezembro para outro em Janeiro. Passam nesse ou noutro dia qualquer quando a minha história muda para melhor. Conto que o ano passe algures em 2015, para mim e para os meus: que o calendário vire, dia circundado a vermelho vivo numa semana qualquer. Mesmo que não seja na noite em que o mundo todo o quer celebrar. Mesmo que seja em todos os dias menos neste.

 

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