Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Maria das Palavras

A blogger menos in do pedaço, a destruir mitos urbanos desde 1986. Prazer.

02
Ago16

Doce como algodão

Maria das Palavras

Algodao Doce - Maria das Palavras

Há um tempo da nossa vida, ali na parvolescência, em que há coisas que nos fazem confusão. Ir a uma festa de Agosto acompanhada dos pais, por exemplo. Comer um algodão doce por mais que apeteça - afinal já somos crescidos e temos de o provar ao mundo. Ainda nem sabemos nessa altura que o mundo está todo com o nariz enfiado nos seus problemas e não se rala com o nosso alodão doce. Ou que quem se rala e aponta o dedo deve ser olhado com condescendência e não vergonha. Aos 30, é precisamente desses momentos que se faz a felicidade. O meu pai deu-me um algodão doce gigante. Peniquei-o com a minha irmã, enquanto a minha mãe e ele seguiam ao pé com as pipocas. Fiquei com os dedos todos colados e lambi-os. Lambi pois. Sem vergonha. Não há tempo para ter vergonhas nestes fragmentos em que a vida é doce.

 

Sigam-me no Instagram @maria_das_palavras, no Youtube aqui e no Facebook aqui.

24
Abr16

Oh, no! Another Baby Shower.

Maria das Palavras

Já vos disse que me estou a profissionalizar em organização de festas-surpresa, animação de casamentos e chás de bebés em geral? O mais engraçado é que tenho paciência ZERO para organizar qualquer coisa que se assemelhe para mim. Já para os outros, refilo, reviro os oslhos e...faço com todo o gosto. Porra.

 

Sigam-me no Instagram @maria_das_palavras, no Youtube aqui e no Facebook aqui.

31
Mar16

Lembrem-me de agradecer à minha mãe.

Maria das Palavras

Pelo que entendo, dos agradecimentos que se fazem em blogs - nomeadamente muitos -, hoje em dia, são precisas cerca de 34 empresas para uma festa de aniversário de criança: a do local arrendado, a do catering, que não é a mesma que faz o bolo em forma de castelo (com tanque de crocodilos à volta e tudo), a que faz os convites, a que dobra os convites, a que fornece os brindes, a que tira fotografias, o palhaço, o pessoal especializado que ajuda os meninos a usar o penico...

E a minha mãe que fazia tudo sozinha na garagem lá de casa?

 

Sigam-me no Instagram @maria_das_palavras, no Youtube aqui e no Facebook aqui.

06
Jul15

A tradição já não é o que era

Maria das Palavras

A tradição já não é o que era - Maria das Palavras  | Imagem Touro Pixabai Free Images

 

Sou totalmente contra a crueldade animal. Embora não seja uma ativista dos direitos dos animais e até ache que ainda temos muitas causas (des)humanas para gritar antes de pensar em manifestações anti-tourada ou gatos a subirem paus ao toque de fogo, causa-me náuseas saber que tais práticas existam na sociedade sob a fachada da tradição (também era "tradição" que as mulheres não votassem).


Mas há tradições com um cariz mais subtil e que não aleijam tanto (pelo menos põem o animal em condições de igualdade) e que não me chocam. É o caso das "vacadas" - não sei se é este o termo que usam em todo o lado, mas é o termo que usam pela minha zona. É uma espécie de tourada, versão light (não faz mal à saúde). Basicamente lançam umas vacas ou uns touros mais tenros para a arena improvisada e durante algum tempo as pessoas são convidadas a fazer frente ao bicho (nada mais que uma pega, não há objetos afiados envolvidos, até os cornos dos bichos são protegidos). 

Assisti a parcos minutos de uma dessas vacadas abertas ao público este fim-de-semana. Basicamente uma mão cheia de catraios pseudo-corajosos entram e saem da arena a correr assim que o animal se vira para eles. E muito de quando em vez acontece que conseguem mesmo agarrar o animal. A ideia é agarrar e largar - só provarem que são homenzinhos e estão cheios de testosterona para a seguir poderem pagar um gelado à miúda mais gira da aldeia com o peito feito.
Vi mais catraios no chão do que a conseguirem mostrar alguma valentia frente ao animal. Mas houve um momento em que caiu a proteção de um dos cornos do touro e o tipo mais experiente foi organizar a pega. Lá agarrou o touro para ajeitar a fatiota-de-corno, com a ajuda de alguns dos badamecos que para lá andavam a tentar a sorte.

E de facto a tradição já não é o que era. A vacada ficou suspensa durante vários minutos. Porquê? Porque todos quiseram, à vez, tirar selfies com o touro...Graças a Deus ele não se irritou. Ou teriam conhecido o verdadeiro selfie stick.

 

Sigam-me no Instagram @maria_das_palavras, no Youtube aqui e no Facebook aqui.

Seguir no SAPO

foto do autor

Passatempos

Ativos

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

O meu mai'novo

Escrevo pr'áqui







blogging.pt

Recomendado pela Zankyou

Blogs Portugal

Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2014
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D

subscrever feeds