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Maria das Palavras

A blogger menos in do pedaço, a destruir mitos urbanos desde 1986. Prazer.

14
Mar17

Uma foto da semana, se me dar na gana #7

Maria das Palavras

Caminhos de ferro - Foto Maria das Palavras

 

[A foto tirei-a na linha de comboio desativada da minha nova terra. Não podia ser mais cliché, nem menos prevista. Se naquela meia-noite em que nunca como passas me tivessem dito que poucas semanas depois estaria a morar a 300 quilómetros dali rir-me-ia como se tivesse bebido demasiado champanhe. E afinal era eu que – uma e outra vez – não sabia nada da vida. E andava a fazer e a assumir planos como se pudesse saber. A única coisa que podemos definir quanto ao nosso caminho é como vamos querer pisar as mudanças que surjam nele. Porque dizer qual será está fora do nosso alcance.]

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06
Out16

Maria no Workshop de Fotografia

Maria das Palavras

Maria no Workshop de Fotografia Noturna - Experiência Odisseias - Cliquem aqui para saber mais

 

Olh'áli eu com a minha orelha gigante a tirar uma fotografia! Pois é, fiz um workshop de fotografia noturna através da Odisseias com o formador Adalberto Santos, da escola Luz do Deserto. A ideia era aprender a tirar fotos com pouca luz porque, se de dia me safo já com umas funções manuais, à noite ou recorria ao automático ou ficava sempre com as fotos a) desfocadas b) escuras c) cheias de grão ou d) todas as anteriores e mais alguns defeitos. Não quero profissionalizar-me, nem sequer ser fotógrafa amadora, só quero mesmo divertir-me e publicar umas fotos no blog - e isso envolve não ficar frustrada por tirar más fotos à noite. 

Cheguei lá e fiquei muito intimidada. O voucher diz que se pode fazer o workshop até com uma câmara de telemóvel, o que não deixa de ser verdade, mas convém mesmo ter uma máquina e - atenção - tripé. Pelo menos para a fotografia noturna em que se tem de fazer exposições longas é essencial não mover a câmara nenhum milímetro e eu, mesmo sem Parkinson, não sou capaz. Dizia eu que cheguei e fiquei intimidada. Todos tinham o que me pareciam maquinões (com várias lentes e a minha só tem uma mesmo) e só uma pessoa do grupo não tinha tripé (eu tinha o do Moço, para partilharmos). Olhei para a minha máquina mixuruca e pensei: devo escondê-la e dizer que me esqueci dela? Afinal não havia nada a temer. Não era um workshop pretensioso. O formador até elogiou a minha maquininha porque tinha não-sei-quê-de-não-sei-quantos e disse que não era preciso gastar muito dinheiro (vulgo, comprar maquinões) para tirar grandes fotos, porque uma grande parte da fotografia é interpretação. 

 

Saí com dicas muito preciosas, daquelas que não vêm nos manuais. Em teoria eu sabia o que precisava fazer para tirar fotos à noite: abertura de diafragma com valor maior (abrir os olhos) e velocidade de obturação menor (mais tempo a captar), mas na prática faltava-me aplicar bem essas regras. A causa, fiquei a saber, é que devia começar por fixar o ISO (num valor baixo) e depois a partir daí ajustar os restantes valores. Também não estava a dar a devida importância ao balanço de brancos e ao tipo e quantidade de luz a que estava a expor a lente. E se isto for tudo chinês para vós (mas gostam de fotografia) sugiro que comecem por este workshop para terem as noções básicas da coisa. Muitas máquinas permitem mexer nestas definições, no modo manual, e vocês vão ser pessoas menos frustradas com algumas fotos que tiram nas instâncias mais banais se elas ficarem mais bonitinhas. Vão a uma festa de aniversário com toda a gente a tirar fotos e experimentem ser os únicos que conseguem uma decente. Pumbas. Grande sensação. Que o Moço costuma ter, não eu.


Quando fui fazer o workshop a ideia era deixar de usar o modo automático da máquina também nas fotos à noite, mas mais por brio, porque eu estava convencidíssima, que o modo automático faria tão bem como uma boa foto no manual. Errado. Sua burra. Vejam, para finalizar - que o discurso que já vai longo, - as duas fotos seguintes e espantem-se (ou não, que a burra era eu). A primeira tirada no modo automático. A segunda (quase bem) tirada (mas ainda podia fazer melhor) no modo manual. Uau, que diferença na cor (e em tudo), certo?

Workshop Fotografia Noturna (modo automático) - Odisseias | Maria das Palavras

 

Workshop Fotografia Noturna (modo manual) - Odisseias | Maria das Palavras

 

Para vocês ou para oferecerem a experiência a algum amigo que goste de  fotografia procurem os vários vouchers Odisseias de workshops de fotografia aqui. Este foi o que eu fiz. Prometo que vale a pena. Pelo menos obriga-vos a focarem-se na máquina que têm e nas suas funcionalidades e treina-vos para a aproveitarem melhor.



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15
Set16

Uma foto da semana, se me dar na gana #6

Maria das Palavras

No caminho para a ponte de Misarela - Maria das Palavras

 

[Foi no último dia de Gerês que visitámos a Ponte de Misarela. As lendas desta ponte têm pequenas variações: todas envolvem a mão do Diabo e a mão de Deus, que resultaram na ponte torcida. Diz-se que se uma mulher que tenha dificuldade em ter filhos passar a noite debaixo da ponte a sua gravidez será abençoada. E que deve tomar por padrinho da criança a primeira pessoa que passar na ponte e batizá-la com o nome de Senhorinha ou Gervásio. Assim diz também a música de Sebastião Antunes que tem o nome da ponte. Mas sabem a verdade? Independemente das lendas, independentemente dos turistas que percorrem o caminho para sentir a mística da ponte, as vacas ainda têm de ser passeadas.]

 

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05
Ago16

Uma foto da semana, se me dar na gana #3

Maria das Palavras

Amor sem FIltros | Uma foto da semana se me der na gana - Maria das Palavras

 

[Não há maior cliché do que que publicar fotos de pôr do sol no verão. Por isso é que não vos martirizo com uma série de quatro que tirei ao fim da tarde na Costa, com intervalos de dez minutos e todas com cores diferentes a pintar o céu. Mas esta, caramba, aposto que aquele casal ia adorar ter esta. Amor de verão sem filtros.]

 

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25
Jul16

Uma foto da semana, se me dar na gana #2

Maria das Palavras

Julho2016 | Peniche - Praia da Gambôa | Maria das Palavras


[Este fim-de-semana esteve à beira de ser perfeito. Costumo encher a boca para dizer que não gosto de praia, mas meteu praia. Praia de areia chata (sempre) e água fria, mas sem vento, sem enchentes, sem horas a mais. E além da praia e de termos estado os dois num pedaço de paraíso inesperado, houve amigos, houve a família dos dois (além da família que somos os dois) e houve sobretudo oportunidade para esconder as ninharias do dia-a-dia por baixo de um chapéu de sol e esquecê-las por um bocadinho. As preocupações todas, gigantes que sejam, não deixam de ser ninharias ao pé dos bons momentos. Não podemos deixar que sejam.]

 

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