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Maria das Palavras

A blogger menos in do pedaço, a destruir mitos urbanos desde 1986. Prazer.

13
Jul16

5 Sites do Ca'tano para Planear uma Viagem

Maria das Palavras

Assumindo que já sabem onde querem ir e contaram os trocos disponíveis, sem chegarem à conclusão que só dão para chegar ali ao café do Sr.Américo que é na esquina, chegou hora de porem as mãos na massa e pesquisar, pesquisar, pesquisar...e marcar. Eis os sites e ferramentas que uso normalmente para planear e marcar as minhas viagens in and out (links nas imagens).

 

 

Booking.com

 

 

Dizem que já não compensa em termos de preço, mas continua a ser uma das ferramentas de pesquisa mais poderosas para o alojamento (seja hotéis, apartamentos, turismo rural), com uma série de reviews bem categorizadas, muita informação e muitas fotos bem selecionadas. Mesmo quando não marco alojamento através do Booking vejo sempre - SEMPRE - a página do Booking para descobrir mais sobre ele e tomar uma decisão final. Claro que é preciso ter um filtro ao ler os comentários. Há utilizadores capazes de classificar mal um alojamento porque o pequeno-almoço era fraco por não ter rúcula selvagem colhida ao pôr-do-sol.

Airbnb

 

Para apartamentos, em modo particular, é uma ferramenta fácil, cheia de opções de filtros para pesquisar exatamente o que queremos e intuitiva. Promove o contacto com os donos de alojamentos particulares de forma segura - eles pedem sempre identificação para ficar registada na base de dados tanto do lado de quem tem a casa para arrendar, como de quem quer lá ficar. Atiro-me normalmente para os que têm mais comentários (positivos, claro) e com um fator prioritário: localização.



TripAdvisor

 

Embora também sirva para aconselhar sobre alojamentos e pontos a visitar, uso sobretudo este site para descobrir sítios para comer. Fora do país já se revelou uma salvação. Dentro do país também nunca me falhou. Ultimamente, por cá, também tenho gostado muito do Zomato - perco-me por plataformas com fotos dos menus. 

Odisseias

Claro que é impensável que a escolha recaia fora da Odisseias, se temos vouchers na mão e escolha por todo o país. Já fiquei em sítios fantásticos que só descobri por causa dos packs (Monte Góis ao poder) e já comi em sítios - onde quero sempre voltar - também por causa da Odisseias (ai aquele bife com queijo da Serra no Hotel da Montanha...). Referi exemplos antes de ter uma parceria, sempre com packs que me ofereciam à mão ou vouchers comprados no site. Hoje em dia, por causa da parceria, estou sempre a passear no site e ainda me perco mais.

 

Opodo

 

Se é para andar de avião, a primeira pesquisa, certinho como a morte, será na Opodo. Um agregador de opções de voo que se tem revelado sempre imbatível. Às vezes compro lá, outras vezes vou direta à operadora depois de descobrir o voo ideal lá. Mas passo sempre, sempre. E é a primeira visita quando começo a sonhar com um destino - para perceber o grau de realismo de eu chegar a esse destino num futuro próximo. Ainda não usei decentemente o Google Flights, que supostamente faz isto tudo e ainda melhor, mas uma vez tentei e não encontrei o que queria, enquanto o Opodo nunca me falhou e recomendo de forma segura.

 

Blogs: Turista Profissional

Dica extra:

Na finalização do plano de viagem (já vos disse como faço aqui) e mesmo depois, na preparação para a viagem já marcada, procuram-se sempre os guias de viagem. E se é verdade que os guias formais são úteis e bem organizados, não é menos verdade que as dicas mais preciosas são as das pessoas que escrevem sem estarem limitadas editorialmente. Aquelas que além de te dizerem que o bilhete do metro custa 2€, te explicam que se disseres que só vais até à estação X só pagas 1€ ou te dizem que as bananas da banca do canto do mercado é que são as melhores, ou acrescentam que, sim, são só 10 minutos a pé, mas é a andar em calçada irregular e não aconselham o caminho. Os blogs brasileiros e e em língua inglesa são sempre poços de sabedoria nestas coisas das viagens do ponto de vista da pessoa real. Não deixem de visitar uns quantos. 



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28
Jun16

5 passos para planear uma viagem

Maria das Palavras

Ah, Junho. Quando marcar qualquer coisa com alguém se torna uma missão impossível, porque além das dificuldades normais, dos fins-de-semana que começam a ser ponto de paragem quase obrigatória em batizados, casamentos e chás de bebé (acrescento eu, nesta altura da vida: e festas de 30º aniversário), surge o fenómento: vou estar de férias. Parece, dizem estudos nomeadamente alguns, que a maior parte dos portugueses planeia as férias em Abril e Maio (coisa para me dar um AVCzinho por ser com tão pouca antecedência). Mas o que é isso de planear uma viagem? Para mim, são estes os passos obrigatórios: 

 

5 passos para planear uma viagem | Mariadaspalavras.com | Imagem Pixabay

 

Passo nº 1
Existir: para mim existir é querer viajar. Se existem, parabéns! Estão prontos para começar a planear a vossa viagem e habilitados a passar ao segundo passo.


Passo nº2
Listar os sítios onde sempre sonhámos ir e aqueles onde nunca nos importámos de ir. Vale tudo desde a viagem mais maluca que faremos se nos calhar a sorte grande, ao país que está na lista de desejos mais realistas há 200 anos (mesmo que só tenhamos 30), ao recanto mágico do nosso país do qual ouvimos falar tantas vezes e onde nunca fomos, até voltar à casa daquela tia que tem uma criação de coelhos em Azeitão e nos fazia bolo de laranja em pequenos. Nem sequer estou a brincar com a última. Durante muitos anos, na minha infância, férias eram mito para os meus pais. Eu pegava nos meus tarecos e ia passar uma semana a casa dos meus avós. Que moravam no andar de cima. Ora, o importante é respirar um oxigénio diferente por uns dias.


Passo nº3

Fazer um orçamento realista de quanto se pode gastar e, assim, escolher o destino de entre todos os listados, bem como o tipo de férias de que falamos, consoante o nosso grau de tolerância e disponibilidade financeira, que podem ir de campismo a hotel de luxo, passando pelos apartamentozinhos, normalmente muito em conta para grupos. 

Passo nº4

Escolher as datas: conciliar trabalho, compromissos, destinos (época alta e época de monçoes a evitar). Deve guardar-se uma margem antes da decisão final das datas para poder brincar com os preços dos voos e hotéis. O melhor é marcar com alguns meses de antecedência ou, se o vosso coraçãozinho aguentar, aproveitar as last minute calls nas agências, voos, estadias. Daqui a uns dias já vos digo os sites todos que uso para marcar (ou sonhar com) as minhas viagem e que ajudam muito a orientar e conter o orçamento nesta fase. . 


Passo nº5

Passo final antes de reservar em definitivo a estadia e definir a duração da vagem: o que queremos absolutamente visitar naquele sítio? Há sempre espaço para a surpresa e para explorar ao sabor do vento (ou deve haver) mas certamente que não querem perder o ponto A ou B por serem famosos (a Torre de Pisa?), por terem tudo a ver com vocês (um templo budista?) ou porque um amigo o descobriu há uns tempos e ficou-vos na memória (uma cascata escondida?). Certifiquem-se que as estadias são perto desses sítios ou que os transportes ajudam facilmente a chegar lá e que têm dias suficientes para tudo o que não vos passa pela cabeça deixar de fora, sem andar também à pressa.


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21
Abr16

Crónicas de um fim-de-semana em Madrid (Parte 5)

Maria das Palavras

Se não leram as quatro partes que antecederam esta crónica nº5 cliquem aqui para verem todas de enfiada. Caso tenham lido...prossigam. E se já estão fartos disto não temam, porque já é mesmo o último post sobre o assunto.

Estava a contar-vos que comemos no El Brillante, a propósito de uma recomendação que eu tinha lido online. Como estávamos com muito tempo livre e já sabíamos que o museu que mais gostaríamos de ver era o Museu Rainha Sofia (com obras de Picasso, Miró, Dali) fomo-nos pôr na fila para o museu, que era mesma nas traseiras do tasco onde tínhamos acabado de manjar. Mas a pêga da fila não andava. Aproximei-me da entrada para ver e percebi: faltam cinco minutos para a uma e meia. E o que acontece à uma e meia de Domingo? A entrada é livre! Já tinha lido que as entradas eram livres ao fim do dia no Prado, mas nada sobre o Rainha Sofia. E é nesta alturas que quase acredito que há um ser superior a olhar por nós.

 

museu rainha sofia - Maria das Palavras.com

 

Foi muito porreiro porque fomos logo ver a Guernica do Picasso (enorme!) e os outros autores e exposições que nos interessavam sem termos o peso na consciência de ter pago um bilhete sem explorar todo o museu! Não tirámos muitas fotos, mas eram permitidas, desde que sem flash e excluindo a mais famosa.

 

 

 

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19
Abr16

Crónicas de um fim-de-semana em Madrid (Parte 4)

Maria das Palavras

Não deixem de visitar a parte 1, 2 e 3 desta crónica (todas de enfiada nesta página) - ou se já viram prossigam com a leitura, por favor. Ia eu a dizer que tínhamos ficado no Hotel Ibis Budget Madrid Las Ventas, logo ao pé da estação do metro de La Carmen. Quartinho simples e moderno, a dar para o gasto e pequeno almoço a 4,5€ (afinal não estava incluído). A zona é a mais feia de todas onde passámos, mas ainda assim a cinco minutos a pé de um dos sítios que queríamos ver ao vivo - a Praça de Touros. E se pensam que há discórdia por causa de se ser contra ou a favor das touradas, é porque ainda não sabem a história desta foto.

 

 

Praça de Touros, Madrid, Las Ventas | Maria das Palavras

 

Quis que o Moço me tirasse uma foto exatamente assim como esta que lhe tirei a ele. Depois de dez minutos ao vento e muitas indicações "chega-te para cá...mais...mais..." só havia fotos que não apanhavam o edifício ou apanhavam só com o crutinho da minha cabeça a aparecer. "Não é fácil tirar como queres, se consegues melhor, faz tu". Peguei na máquina, tirei-lhe esta foto em 2 segundos. E o fotógrafo (amador) é ele...

 

Mas adiante. Começamos a manhã no Parque do Bom Retiro, chamado simplesmente de El Retiro, que tinha sido um dos spots mais aconselhados para passear e de facto valeu a pena. Não é que o Palácio de Cristal, o lago principal, a estátua do Anjo Caído não sejam dignos de nota, mas o verdadeiro destaque vai para a vida que o parque tem num Domingo de manhã. As pessoas passeiam em família, correm, andam de bicicletas, decorrem aulas de patinagem em linha, há grupos de pessoas a fazerem yoga, enfim...Por um lado dá vontade de fazer o mesmo, aproveitando os espaços verdes da nossa cidade, por outro lado, só pensava: "mas esta gente é doida? com esta ventania [no parque o vento não se fazia sentir, é certo] saem de casa e vêm para aqui mexer-se em vez de ficarem debaixo de uma manta a ler e a tomar um pequeno almoço tardio e preguiçoso?". Este tipo de pensamento é um dos motivos pelos quais sei que serei obesa assim que o meu metabolismo perceber que já tenho 30 e começar a dar de si. Vejam lá todas as fotos do Parque, clicando na setinha.

 

 

 

A seguir fomos à estação de Atocha, que também puderam espreitar aí no segundo carrosel de fotos. Gostei muito. O edifício principal é imponente e tem um jardim botânico no meio com tartarugas ninja. Parámos para beber um café só porque estava mais frio que no dia anterior (onde tinhamos andado numa roda viva de tira-o-casaco veste-o-casaco) e queriamos aquecer-nos. Percebemos que se estava a aproximar a hora de almoço e, coincidentemente, estávamos próximos de um sítio que levávamos marcado: o café El Brillante. E, em verdade vos digo: nunca lá teria entrado (ou entrava e saía) se não tivesse lido as recomendações. Tem ar de tasca, as pessoas comem ao balcão e o atendimento não é a coisa mais fofa do mundo. Mas comemos a especialidade da casa - os calamares - e uma deliciosa paella e não nos arrependemos. 

 

El Brillante - Tapas | Madrid - Maria das Palavras

 

A seguir o nosso maior golpe de sorte. Logo vos conto, no último capítulo da saga.


Continua aqui...

 

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18
Abr16

Crónicas de um fim-de-semana em Madrid (Parte 3)

Maria das Palavras

Cristiano Ronaldo - Real Madrid VS Eibar | Maria das Palavras

 

Se já leram a Parte 1 e a Parte 2 do relato do fim-de-semana em Madrid já sabem que arrancámos de Lisboa para a Praça de Espanha e acabámos a ver um jogo no Santiago Barnabéu, tudo antes das quatro da tarde. Lá dissemos adeus ao Cristiano Ronaldo (a foto acima foi o Moço que tirou) e, para evitar ficar horas em filas para o metro (não há bilhetes de ida e volta e o diário não compensava para as viagens que precisávamos, por isso...), passeámos até às estações de metro mais adiante.


Encontrámos a chamada Porta da Europa, que são duas torres inclinadas (as Torres KIO, na Plaza de Castilla) ou, como as batizei, as Torres de Pisa lá do sítio. Se bem que aquilo ainda tem uma inclinação de 15º (a torre de Pisa é uma menina ao pé das torres, com uns 4º arredondados) e foram construídas a propósito da nomeação de Madrid como Capital Europeia da Cultura em 1992, se o Google não me falha. O obelisco (desatrosamente cortado na foto), colocado mais recentemente, é obra do arquiteto espanhol Santiago Calatrava.

 

Torres Kio | Porta da Europa | Madrid - Maria das Palavras

 

A seguir voltámos à Praça de Espanha, onde tínhamos iniciado a nossa jornada, desta vez para seguir pela Gran Vía. Tem teatros, lojas, muitos sítios para comer. Foi aqui que parámos para "picar" no Museo del Jámon (um dos, porque estão espalhados pela cidade), que já nos tinham aconselhado. No fundo aquilo é a nossa Portugália, mas com presunto, queijo e paella em vez de bifes. Comemos presunto de 3 qualidades, queijo curado e gambas al ajillo para termos forças para seguir viagem. Enquanto "tapeávamos" ainda vimos uma noiva e percebemos que estava a haver boda no "Museu do Presunto". Ele há coisas...
Fotos não tenho. Primeiro porque a fome era negra e nem me lembrei disso, depois porque era eu que envergava a máquina do Moço ao logo da Gran Vía e não mexi nas definições da bichinha, pelo que ficou tudo uma escuridão só. Mas posso mostrar-vos a cara que o António, comentador da parte 2 destas crónicas fez, quando percebeu que tínhamos ido ao Museo del Jamón bater mais um ponto turístico em vez de termos experiências super originais em Madrid como parkour no cemitério ou jantar restos de cozido madrileno com os sem abrigo à volta de uma lata a arder: 

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A seguir, descemos para a Puerta del Sol. A que não achei gracinha nenhuma. Talvez porque estava cheia de turistas (mais recheada de gente do que o estádio onde tínhamos acabado de  estar), talvez porque ainda não estava suficientemente escuro para estar iluminada, talvez porque face ao resto não me tenha impressionado, pronto. O afamado Kilómetro Zero, de onde partem todas as estradas de Espanha está marcado no chão, mesmo em frente ao edifício principal, mas está sobretudo marcado por dezenas de pessoas em tufos a querer tirar uma foto com o pé lá. O que eu queria mesmo encontrar era o urso, o que serve de símbolo à cidade. E depois de navegar por marés de turistas até ao fundo da Praça (no lado oposto ao km 0) lá vimos o urso a agarrar...o bróculo! 



 

O dia não terminou sem passarmos à Praça Cibeles, onde o Real Madrid festeja as suas maiores conquistas (é a foto com a fonte dos cavalinhos, que podem ver no carrosel acima) e a Puerta de Alcalá, na Praça da Independência. Aqui estamos mesmo à porta do Parque do Buen Retiro, mas nesta altura já escurecia e eu estava genuinamente cansada. Não tanto dos pés e pernas (apesar de ter abusado de ambos) mas mais por ter acordado à cinco da manhã e desde aí não ter parado. Por isso e porque eu e o Moço não fazíamos questão de conhecer a noite madrilena (já que tantas vezes evitamos a Lisboeta) saltámos o serão aconselhado nos bairros de La Latina ou na zona de Malasaña e fomos dormir ao Ibis Budget Las ventas, onde eu passei dez horas santas na cama.


Por esta altura já tínhamos aprendido algumas coisas importantes acerca da cidade:

  • Não há supermercados (à vista) no centro da cidade.
  • Os semáforos piam.
  • Os espanhóis (em Madrid em particular) estão um bocadinho à nossa frente na questão da igualdade porque vemos vários casais do mesmo género de mãos dadas (aliás têm a Chueca, o bairro gay, para comprovar, onde passámos depois).


Continua...

 

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