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Maria das Palavras

A blogger menos in do pedaço, a destruir mitos urbanos desde 1986. Prazer.

13
Mar17

Chega a Primavera, chega o amor.

Maria das Palavras

Já sei que o anúncio é precipitado e a conclusão também. Em todo o caso os passarinhos a cantar, dizem as boas línguas, propiciam os momentos cor-de-rosa. Se for o caso, façam favor e peguem nos conselhos que Maria vos dá, do alto da sua (pouca) experiência:

 

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14
Abr16

Primeiro Encontro: 10 Perguntas

Maria das Palavras

Já uma vez me tinha dedicado aqui a dar conselhos para o primeiro encontro (para eles e para elas) e também já tinha contado como foi o meu primeiro encontro com o Moço. Mas vi por aí este desafio, numa tag pelo bairro, em alguns blgs que sigo, e estou cheínha de vontade de responder. Posso? Aí vai!

1- Pode ser a menina a convidar para o primeiro encontro?

Se ainda for menina, considere o enquadramento legal da situação. Se for mulher, pode, claro. 

 

2- Qual é a idade ideal para um primeiro encontro perfeito?

Nenhuma. É preciso desconfiar se o primeiro encontro for mesmo perfeito. Por exemplo, o Moço levava um barrete na cabeça...

 

3- O que vestir?

Qualquer coisa de nível acima da Ana Malhoa e nível abaixo da Irmã Lúcia. Vejam aqui o ponto 3.


Usar e não usar no primeiro encontro

4- O que levar na carteira?

As coisas do costume. E nada de truquezinhos de deixar a carteira em casa "por acidente" que vos fica mal. Se estão mal de finanças vão a um sítio mais barato. Casa da mãe não vale.

 

5- Que maquilhagem usar?

Qualquer coisa que destaque os vossos melhores atributos (levantem lá a cabecinha que estamos a falar só da cara) e esconda a filha-da-mãe da borbulha que tinha mesmo de nascer naquele dia e vocês escarafuncharam toda com os nervos. Nada de frescuras de "ai, quero que ele conheça as minhas olheiras desde o primeiro dia para saber se gosta realmente de mim". Sejamos honestos: é o primeiro encontro, ninguém gosta realmente de ninguém. Por isso venda-se bem, sem exageros.

 

6- O que fazer se ficar sem assunto?

Esta questão é das mais frequentes nas nossas cabecinhas tontas não é? Agora pensem assim, se fosse um café com qualquer pessoa sem interesse amoroso, dava-vos esse medo? Não. Em princípio isso não vai acontecer a não ser que estejam super nervosos (e os nervos não vos dêem para falar pelos cotovelos). Nesse caso, a primeira coisa a fazer é não entrar em pânico (o silêncio faz parte da vida e aprenderão a estimá-lo mais à frente se a coisa correr bem). E podem sempre levar uns tópicos pensados (ou escritos, se tiver mesmo de ser, no ecrã do telemóvel) para vos dar segurança. 

 

7- O que fazer se algo der errado?

Seguir com a vida. Se corresse sempre tudo bem só havia um primeiro encontro na vida e na maioria dos casos não é assim - e ainda bem, ou então não, nem sei. Se estamos a falar de estratégias de fuga não vale a pena, a não ser que estejam desagradadas ao ponto do assustadas. Mesmo que não estejam a gostar, façam como eu quando estou numa sala de espera num consultório ou coisa que o valha e tenho de passar tempo: pensem que amanhã por essa hora já não vão estar nesse sacrifício nem se vão sentir como naquele momento. Deixem passar, encarem a coisa com naturalidade e quando acabar: adieu pessoa e hello episódios da Clínica de Grey.

 

8- Vale beijar no primeiro encontro?

Vale tudo, desde que estejam alinhados um com o outro e respeitando a personalidade de cada um. Um beijinho não faz mal a ninguém, também diz alguma coisa sobre o outro se na parte da conversa já viram que corre bem. A não ser que...

 

Mama-June-Shannon-20.gif

 

 

9- Como saber se a pessoa vai querer um segundo encontro?

Meio caminho para se saber é perguntar. Mas a não ser que tenha sido penoso (e aí vocês também vão sentir) é muito provável haver um segundo encontro para tirar teimas ou para ganhar certezas. Não precisam ficar de vigia ao telemóvel, nem suster a respiração para mandar mensagem se vos apetecer fazê-lo logo no dia seguinte. E quando houver mais conversa leiam sem interpretar muito: "oh meu deus ele pôs um ponto final na frase, significa que quer acabar com isto" ou "oh meu deus ela mandou um beijinho, está toda libidinosa para cima de mim, a maluca!". Geralmente eles são mais diretos que elas. Mas elas quando não querem também são bem diretas - não achem que se está a fazer de difícil e insistam durante três anos no segundo encontro.

 

10- Convida 5 pessoas a responder a este desafio.

Sou muito tímida para isso. Antes convidar para um primeiro encontro...

 

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11
Abr16

5 Personagens que Existem em Todas as Famílias

Maria das Palavras

(Menos na minha. Cof cof cof.)

1. O barrigudo que tira a roupa

Um tipo vermelhusco, bem oleado por copos de tinto e que em todos os eventos familiares chega ao ponto de se achar um participante - o melhor - do Achas que Sabes Dançar. Para riso de quase todos, mas vergonha dos entes mais próximos que disfarçam com um sorriso de aceitação desolada, é inevitável o momento em que acaba a despir a camisa. Se tivermos sorte, só a camisa. 


columbus-blue-jackets-fan-turn-down-for-what-dance

 

 

2. A mexeriqueira

É uma mistura explosiva entre SIC Notícias do Alandroal de Baixo, informador do FBI e mural do Facebook. Sabe tudo e põe a informação a circular como se a sua vida dependesse disso - e no fundo a atenção que todas as outras mulheres lhe dão depende mesmo disso (mesmo aquelas que depois comentam ao lado que a fulana é funcionária da Rádio Alcatifa com ar reprovador, não se afastam enquanto não ouvem tudo). A sua veia curiosa e intriguista também é o gerador principal de várias discussões familiares. E é um gerador tal que várias petrolíferas querem catá-la para não se descobrir esta fonte de energia inesgotável que pode acabar com o negócio deles. 

 

3. O palhaço de serviço

Em muitos casos é a mesma pessoa que o barrigudo que tira a roupa. Embora geralmente faça os presentes rir com os seus comentários ora sagazes ora inconvenientes, não deve ser dada muita confiança ao palhaço de serviço sob pena de este começar a fazer tentativas que envolvem funções corporais (aka arrotos). Numa versão mais ligeira pode ser só o tipo que tem o maior portfólio de anedotas - que repete em todos os jantares. Todos. Sim, vai voltar a repetir - felizes dos presentes que têm memória curta e que podem rir-se de todas as vezes.

 

4. A velha das notas

Toda a gente sabe ou suspeita que ela é cheia da massa apesar de ser reformada desde 1845 e comer pão até ganhar bolor. Aliás é por ser tão poupada (forreta, há quem diga) que reuniu uma quantia de dinheiro que, para os filhos da crise que não sabem bem o que é poupar, é uma fortuna - embora para ela, que faz contas ao dinheiro que precisa para o seu próprio funeral, seja sempre pouco. De quando em vez, numa época de Páscoa em que o sol se põe para Este a uma sexta-feira 13 ela saca de uma nota gorda e dá a uma das crianças que entende ser merecedora daquele pedaço de papel que ela guardou nos últimos cinco anos no fundo de uma arca e cheira ligeiramente a alfazema (ou bolas de naftalina). Sim, ainda tem notas de escudos guardadas dentro de um colchão velho.

 

downton.gif

 

5. A deslocada

Assume geralmente a forma de um(a) adolescente, mas não é obrigatório. O telemóvel é o seu melhor amigo em qualquer ocasião familiar e escolhe os cantos mais recatados da sala como habitat natural. Ninguém lhe vê as beiças desde 2003 porque está sempre de cabeça baixa, até a comer, e cabelo a tapar meia cara. Assume-se naturalmente, pela postura, que é estudiosa e/ou rebelde, mas em calhando não é nenhuma das duas, é só menos fingida que os outros que atiram sorrisos por cima do bacalhau com todos.

 

Conseguem identificar alguns no vosso seio familiar? Cuidado. Se não conseguem...podem bem ser vocês. Muahahahah.

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14
Mai15

Como escrever dedicatórias (s)em fitas

Maria das Palavras

Está naquela época do ano em que os estudantes, felizes porque o curso está a acabar (tementes porque a vida real está a começar) distribuem fitas uns aos outros e por familiares e amigos - para terror dos mesmos. É especialmente grave quando tens 50 fitas por preencher de uma forma que se espera original, pouco tempo e nenhum jeito para desenhar e despachar logo meia fita com uma Hello Kitty - been there, done that.

Fitas - Imagem art-e-bordados

 

Portanto as minhas sugestões são: comprem um carimbo a dizer "Felicidades aqui da Maria" e despachem tudo em cinco minutos OU leiam lá o que aconselhei à boa da S., que estava precisamente com este problema.


"Para cada fita/pessoa lembra-te de um episódio em particular. Há-se de ser mais corriqueiro se é uma pessoa menos chegada, mas pode ser aquela vez que se perderam na cidade, aquela noitada a acabar um trabalho, aquela vez que ele nunca te devolveu a caneta...detalhes. Pegas nisso, descreves e juntas uma mensagem daquelas fofinho-coisas que se aplique." 


Vamos a exemplos?

Pessoa para quem escrevo a fita: Amiga com quem uma vez fui ao Zoo e ela teve medo de entrar no reptilário, mas fomos na mesma.
Mensagem na fita: Minha querida [nome da amiga], lembras-te daquela nossa ida ao Zoo quando devíamos ter estado a estudar? Eu lembro-me bem e tenho saudades dessas nossas tarde que espero que ainda se repitam no futuro. O que te queria dizer era que dessa vez quase não fomos ao reptilário porque só da menção à palavra cobras ficavas a tremer. Mas à ultima hora fechaste os olhos, creio que prendeste a respiração e seguiste atrás de mim. Queria dizer-te que não percas essa coragem. Precisaste dela para concluir a etapa que agora termina e voltarás a precisar 

É um truque maneirinho (uma técnica que é geral, mas resulta numa mensagem personalizada). Sou uma Maria cheia de truques, é o que é. Com a mania que sou esperta - e ainda por cima - engraçada. Se ainda não conhecem o blog comecem aqui pela apresentação e vão lendo as minhas últimas tolices e dicas.

 

Um bem-haja a todos. E boa sorte a quem há-de ver as fitas abençoadas este ano. Tentem apanhar água benta também no cocuruto da cabeça que vão precisar. Mas com um bocadinho de sorte e muito talento (e seguindo aquele ditado do "quando rezares mexe os pés") tudo se faz. 

 

 

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22
Abr15

7 Frases a Evitar no Primeiro Encontro

Maria das Palavras

Avançar para um strip em cima da mesa no meio de um restaurante aberto ao público durante o primeiro rendez-vous é lastimável, mas ainda assim preferível a proferirem qualquer das seguintes frases:

1. O/A meu/minha ex não era nada assim.
Mesmo que a comparação seja para melhor só de mostrarem que estão a pensar no/a falecido/a já estão a perder pontos. Se a comparação for para pior acho que nem tenho de explicar, não é?

 

2. Tu não te calas!

Está bem, disseste isto a sorrir e depois? Achas que foi bonito? A pessoa está a falar que se desunha porque está nervosíssima...mas depois deste comentário, upa upa: vai ser a serenidade em pessoa. NOT.

 

3. Então, não dizes nada?

Vou virar o disco para tocar o mesmo. A pessoa está nervosíssima e não sabe o que há-de dizer. E o teu comentário ainda ajuda menos que os silêncios constrangedores que já se tinham registado até ao momento. Vai ler sobre desbloqueadores de conversa, mas nunca, minha alminha, digas isto. Ficas com a companhia muda na mesma e vermelha que nem um tomate de brinde.

 

4. Deixa-me só ligar à minha mãe.

O problema não está em ter mãe ou manter o contacto com ela. Mas se nem um primeiro encontro é motivo para te esqueceres dela por um bocadinho...diria que há aí qualquer coisa de pouco saudável nessa relação. Prepare-se a companhia: se quiser apanhar esse comboio, vai sempre na carruagem trás.

 

5. Tens aí uma borbulha, não é?

Obrigada! Não estava nada consciente e brutalmente complexado/a com este vulcão que esperava ter disfarçado convenientemente. Vale para qualquer defeito físico a apontas, tipo: És tão pálida! Ou: a tua barba parece pelito de rato, não é?

 

6. És contra ou a favor de sexo no primeiro encontro?

Se era a favor acabou de ficar contra que não é assim que se fazem as coisas. 

 

7. Nem acredito que ainda é tão cedo.
Sabem aquilo de "quando nos divertimos o tempo passa a correr"? Acabaste de denunciar o quão terrivelmente aborrecido/a estás. Se não era isso que querias dizer, pelo menos foi isso que se ouviu do outro lado.

 

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