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Maria das Palavras

A blogger menos in do pedaço, a destruir mitos urbanos desde 1986. Prazer.

08
Mai18

As influenciadoras fazem mal à saúde?

Maria das Palavras

Imagem Pixabay - Joy

 

Acho que este novo fenómeno de se achar que as "influenciadoras" fazem mal às pessoas é um pouco como não querer que as crianças vejam desenhos animados "com lutas". Ou seja, sim, reconheço que devem ser ambos consumidos com moderação (tantos as fotografias das últimas viagens patrocinadas pelos produtos da moda, como a cena do pontapé do Rato de Marte no Power Ranger vermelho), mas no final é só uma questão de nos munirmos de bom senso e ensinarmos a nós mesmos e às nossas crianças que os dois casos têm ficção a não ser aplicada à vida real. O que significa que não só não é 100% verdadeiro - é filtrado ou fingido - como nem sequer é desejável (ser pleno a tempo inteiro deve ser mesmo muito cansativo e pouco saudável).

 

Os blogs acabam por ser um bocadinho mais francos do que os Instagrams e os vlogs, porque às vezes as palavras transmitem dores de uma forma mais bonita do que uma imagem. A blogger pode dizer que chora de forma poética, mas ninguém quer ver uma foto dela com ranho a escorrer numa rede social da moda.

Ainda assim, ninguém tem uma vida perfeita, ninguém tem zero problemas, ninguém acorda penteado e maquilhado como se fosse para uma gala, as malas da Prada não dão saúde eterna. E se todos soubermos isto, não faz mal ver todos os dias fotos glamourosas de felicidade irradiante da fulana tal, porque sabemos que algumas dessas imagens são publicadas em dias em que ela não está bem e foi ao arquivo. Porque é humana, como nós. Só que, exatamente como nós fazemos - tirando aquela prima que todos temos que até publica fotos da unha do pé encravada e vídeos dos curativos -,  tenta aparecer sempre no seu melhor.

 

Treinemos o nosso sentido de noção e realismo. Domemos a nossa inveja. Vejamos o entretenimento exatamente apenas como aquilo que é. Aspiremos exclusivamente ao que sabemos que é real. Admiremos as pessoas que não estão dentro do ecrã do tablet, mas que se cruzam conosco na vida real. 

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29
Mar18

Definição de corta-mocas.

Maria das Palavras

Publiquei no Instagram Stories uma imagem de uma pizza de ar guloso e ovo estrelado pregado no meio, de uma pizzaria perto de Espinho cuja arte ia provar pela primeira vez. Ainda ia eu na primeira fatia com queijo e gema de ovo a escorrer pelo queixo abaixo, embevecida, quando recebo mensagem da invejosa, que devia estar a trincar um bróculo: 

 

Screenshot_20180329-113223.jpg

 

Olhei para a pizza desconfiada (uma carbonara, nada menos, portanto além do risco do ovo, o risco das natas), a pizza olhou para mim e disse "confia". Apaguei da memória as mensagens seguintes da Fatia Mor que mencionavam expressões do demo como "maldição da pizza" e "o culpado é o ovo". E eu que sou uma espécie de São Tomé dos tempos modernos, comi para crer

 

@Fatia Mor, está tudo fino. Acordei com uma dor de costas invulgar, mas em princípio não é disso, será já da idade. À pizza, sobrevivi!

giphy (1).gif

 

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18
Fev18

Instagram, pode ser?

Maria das Palavras

A dona do blog foi viajar com seu Moço. Promete que o blog estará devidamente alimentado por ocasião da sua ausência - aliás, fiquem atentos porque escrevi sobre um medo que me assola para publicar esta semana, - mas informa que o conteúdo mais fresco estará a ser publicado no Instagram (assim haja wifi e paciência). No fundo, não se promete nada, mas está-se naquele momento em que as expectativas estão no teto. Pela imagem de ontem, já arriscam para onde fui? 

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22
Ago17

O flagelo das Pituchas.

Maria das Palavras

Clips de vídeo que consistem em pessoas a sorrir para a câmara com bigodinhos e orelhas de gato (ou cão), enquanto balouçam a cabeça para a esquerda e para a direita. Vamos falar sobre isto?

 

Ariana Grande on Snapchat

Eu sei que falo porque sou uma invejosa: não tenho o tipo de beleza que me permite ostentar bigode. Isso está reservado para as mais fortes: aquelas que até a fazer caretas são bonitas. Agora, em podendo, em sendo dessas que ficasse sexy com orelhas a despontar do cabelo, ou estrelinhas a cintilar nas bochechas, ou (literalmente já vi isto) um chifrinho de unicórnio colorido a enfeitar-me a testa, continuo sem ver o propósito.

 

Parece a regressão evolução da selfie. "Agora estou farta de ser bonitinha numa foto vou ser bonita e balouçar ligeiramente o tronco e o pescoço enquanto pespego troços de cartoon em cima de mim."

 

Não consigo deixar de imaginar a conversa entre quem se lembrou disto e quem aprovou a ideia, possivelmente o pessoal do Snapshat, agora migrado para o Instagram Stories:

 

Inventor: Então chefe, agora a ideia era máscaras flutuantes para as pessoas parecerem gatinhos ou outros animais. Com olhos gigantes! Ou terem tipo setinhas de cupido a atingir-lhes a cara e corações a sair da boca em jeito de arroto…

Chefe: Humm…isso é só parvo. Que mais tens?

Inventor: Há aquela ideia antiga de as pessoas terem de resolver um problema matemático para verem cada post, para incentivar o raciocínio...

Chefe: Ó Costa*, isso não nos convém. Que mais?

Inventor: Temos a hipótese de integrar aquela funcionalidade que mostra como fica o mesmo prato de comida publicado ao fim de três meses para combater o excesso de publicações do género alimentício. Ou um filtro para vegans que sobrepõe alternativas vegetais às imagens de postas mirandesas**. Ou podemos repetir a ação de curar uma doença nefasta por cada like.

Chefe: Diz lá qual era a primeira outra vez?...

Inventor: Cenas na cara…

Chefe: Epá, parece-me brilhante. Põe isso. Pelo menos as crianças vão gostar. E se não pegar dizemos que foi uma daquelas ações de charme em que a empresa põe os filhos dos funcionários a ter ideias. A imprensa vai adorar. A NiT já partilhou e tudo.

Inventor: Ok, chefe. Mais alguma coisa?

Chefe: Olhos gigantes. Faz isso aumentar os olhos das pessoas. A minha mulher tem os olhos encafuadinhos na cara, pequeninos e malinos e faz-me espécie. Cada vez que olho para as pessoas de olhos pequenos parece que a oiço refilar comigo. Tratas disso?

Inventor: Vou caprichar!***



*O original em inglês é Coste.

**O original é hambúrgueres do Mac.

***O original é Gonna caprichate!

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