Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Maria das Palavras

A blogger menos in do pedaço, a destruir mitos urbanos desde 1986. Prazer.

16
Mai17

Na música, como no amor.

Maria das Palavras

Deste Sábado ficam-me dois eventos na memória e nenhum mete terços ou bolas. O primeiro tem carroceis, farturas, gelados de máquina, a minha família e o meu sobrinho pela primeira vez num cavalo roxo, na feira de Maio. O segundo começou de manhã comigo a cantarolar ao ouvido do Moço, para o acordar, a música que levaria mais longe o nome de Portugal à noite. Têm os dois a mesma importância para mim. São memórias igualmente felizes e inesquecíveis. 


E as palavras que ecoam são "tia, outra vez?" e "a música não é fogo de artifício, é sentimento".

Engraçado como se parecem. Dizem a mesma coisa. Falam de amor. As coisas mais bonitas da vida não são as mais caras ou que mais cativam a vista. As coisas mais bonitas da vida, tantas vezes, são as que sussurram em vez de gritar. 

Sigam-me no Instagram @maria_das_palavras, no Youtube aqui e no Facebook aqui.

04
Abr17

Sim. Posso passar semanas sem ouvir música.

Maria das Palavras

É libertador confessá-lo, porque sinto que é uma coisa muito mal vista na sociedade. Mas ao ver um mundo cada vez mais ciente da igualdade de direitos quanto ao género, a raça, a preferência sexual e outras que tais (clubística ainda não) sinto que devo poder dizê-lo sem ser vista como leprosa auditiva.

 

Não me entendam mal, sou grande apreciadora de jazz & blues e sinto que há momentos na vida onde quase todos os géneros musicais são adequados. E sim, há músicas que me tocam (especialmente de gente morta) e me despertam recordações e me causam um "ah". Mas no dia-a-dia não sinto falta dela, como muita gente. Não a uso de fundo para trabalhar, nem de companhia quando estou sozinha. Nas viagens prefiro um livro e não preciso de auriculares nos ouvidos para esquecer o resto do mundo (isso e tenho pavor de falarem para mim ou acontecer qualquer coisa e eu estar sem a audição ativa). Não conheço o que anda a ser ouvido e nunca ouço rádio. Aliás, o carro é mesmo o único sítio onde gosto de ouvir música (porque não posso mesmo fazer mais nada), mas quero ouvir a mesma de sempre e cantá-la se o ouvido alheio não for muito sensível. Não sei nada do que está na berra, nem de bandas, nem de nada. Se fosse ao Quem quer ser milionários perdia a dizer que DAMA era um tipo de alfinete (sim, sim, sei que é "de ama"). E sempre que o Moço me pergunta "sabes que banda é esta?" respondo Beatles. É raro mas acerto, como os relógios parados que ainda assim estão certos duas vezes por dia.

 

Gosto de música mas não me alimento dela. Espero que possam continuar a tolerar-me depois de saberem desta terrível verdade. Deixo para outro dia a revelação: não tenho aquela cena de querer ver o mar

Sigam-me no Instagram @maria_das_palavras, no Youtube aqui e no Facebook aqui.

14
Out16

A letra da música*

Maria das Palavras

Não sou daquelas apaixonadas por música. Não coloco banda sonora para quase nada do que faço, dou-me bem com o silêncio. Usava a música por companhia nas viagens de Expresso, mas a verdade é que me conseguia isolar sem elas. Gosto de desafinar cantar no carro, é verdade. Praticamente não oiço rádio - só por efeito colateral do Moço. Entre isso, não ver TV e abrir poucos vídeos que me passem à frente no Facebook, quase só gosto de música muito antiga e versões delas, ali na vizinhança do Ray e do Frank. Depois, de vez em quando, num contexto qualquer (um filme, um momento, um anúncio) há uma música nova que me provoca uma sensação. Quase sempre por causa da letra mais do que da música. A letra, que eu sou das palavras. 

 

A questão é: como é que uma música que diz "Shopping dos Olivais" pode ser tão genuinamente bonita?

 

*E se eu vos disser que este post estava escrito e agendado antes da polémica entrega do Nobel de ontem? Coincidências do diabo. Não quer dizer que seja bem entregue, continuo chocada e dividida, mas mais que isso encantada com a polémica que põe as letras ao centro. E com a minha capacidade de adivinhação, parece-me, ao escrever um post tão em voga hoje....há dois dias. 

 

Sigam-me no Instagram @maria_das_palavras, no Youtube aqui e no Facebook aqui.

11
Out16

3 coisas que me irritam solenemente em concertos

Maria das Palavras

3 coisas que me irritam solenemente em concertos - Maria das Palavras

 

1. O Bis
Vamos ser honestos, vamos? Essas músicas JÁ ESTAVAM NO ALINHAMENTO. Portanto quando fazem aquele numerozinho de ir embora e ficam à espera que o pública insista...no fundo estão só a enganar-nos. E nós aplaudimos. Ai que adoro ter de me pôr de joelhos por uma coisa que eles já tinham programado, vou-lhes bater palminhas por me fazerem de imbecil e tudo. É assim: têm mais para tocar toquem. Não têm: vão-se embora. Simples. Não gosto é de andar ali naquela: sera que vão voltar ao palco pela 65ª vez ou posso mesmo ir-me embora? É que acaba por se tornar numa espécie de Pedro e o Lobo. O público continua a pedir e eles continuam a vir. Quando não vêm mesmo já ninguém acredita e ficamos ali a pedinchar para o boneco.


2. Albufeira, quero ouvir-vos!
Paguei o bilhete, certo? Então quem canta SÃO VOCÊS! Nada dessas mariquices de "agora vocês" para o público (sobretudo nas notas mais difíceis, bem vos topo às vezes). É que não só eu não fui lá para ser eu a cantar o refrão (que aí até tenho uma escolha que é ficar calada) como não paguei para ouvir as centenas de marmanjos desafinados à minha volta. Se não quisesse ouvir alguém que soubesse cantar tinha ido ver o Pedro Abrunhosa, am I right
 
 
3. Ficha técnica ao vivo
Agora vamos lá apresentar os músicos todos que isto o vocalista é tão importante como o rapaz dos ferrinhos. Verdade. Mas se num dueto isto é tolerável, numa orquestra sinfónica nem tanto. Depois dos músicos todos vêm os técnicos de som, de luz, o departamento de relações públicas, o Horácio que montou o palco. Poupem-me. Eu também tenho um músico lá em casa e não me importo de ler o nome dele no programa em vez de ouvir um nome de cada vez, numa lista mais longa que algumas das músicas. E depois há sempre aquele fenómeno: quando começa o ditado de nomes ainda batemos palmas com vigor. Quando chega lá atrás ao baterista as palmas já estão tão fracas e regulares, como quem está ali a bater castanholas já sem ouvir quem está a aplaudir, que o homem até fica com o ego desnutrido. 
 
 
 

Facebook Maria das Palavras

 

 

Sigam-me no Instagram - @maria_das_palavras e no Facebook aqui.

Sigam-me no Instagram @maria_das_palavras, no Youtube aqui e no Facebook aqui.

Seguir no SAPO

foto do autor

Passatempos

Ativos

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

O meu mai'novo

Escrevo pr'áqui







blogging.pt

Recomendado pela Zankyou

Blogs Portugal

Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2014
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D

subscrever feeds