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Maria das Palavras

A blogger menos in do pedaço, a destruir mitos urbanos desde 1986. Prazer.

21
Fev18

Faz um ano e trocos.

Maria das Palavras

Foi no dia 16 que a minha vida se mudou para norte. Este blog ressentiu-se, parte da família e dos amigos ressentiram-se, nós ressentimo-nos. O tempo que já era curto afinal tinha capacidade de encolher ainda mais. E as estradas que ao início pareciam curtas (ah, a viagem faz-se tão bem!), são mais longas a cada viagem (excepto quando descubro no Spotify uma nova banda sonora da Disney em português). E ainda assim olho para trás, para o que me lembro e parece tão distante, e acho que somos todos mais felizes. Que há pessoas que vemos quase o mesmo número de vezes e pessoas com quem simplesmente valorizamos mais os minutos e as palavras trocadas. Que outros também mudaram, mesmo que não tenha sido geograficamente e a vida de qualquer forma também lhes tirou o tempo para nós. Houve pessoas que a vida filtrou. Eu e o Moço já habituados a tentar fazer muitas capelinhas quando vivíamos a sul, continuámos a fazer isso, mas ganhámos muito mais tempo para nós. Às vezes a distância que nos obriga a dizer que não aos outros, transforma o tempo que estávamos dispostos a partilhar em tempo só nosso. Sim, a nossa qualidade de vida subiu - parecia mito ou otimismo dizer isto ao início, mas é verdade. Temos mais tempo a dois, mesmo trabalhando muito e viajando muito, vivemos mais fora de casa e vemos a praia todos os dias, mais o pôr do sol no mar sempre que quisermos. Jantar fora ficou mais em conta e nem por isso pior (não sei se já vos falei das costelinhas do Papagaio). Temos uma casinha mais simples, mas maior, com espaço para as nossas tralhas e para o nosso futuro. E, apesar de tudo o que desejava que fosse diferente, como se as mudanças pudessem ter só prós e nenhuns contras, se tenho escrito menos é porque, em boa verdade, tenho vivido mais. 

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06
Jul17

Um minuto de silêncio pela minha privacidade

Maria das Palavras

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Cortinados. São a coisa mais feia na história da decoração, a meu ver (e já sei que não obedeço à maioria). Roubam espaço à casa, confinam-nos mais na caixa de quatro paredes e no geral só servem para os gatos afiarem as unhas. 

 

Não são só vocês que (potencialmente) discordam de mim. Já vos contei o que me disse a minha avó. No passado, por morar praticamente sempre em últimos andares, ou ter o quarto virado para locais sem gente, não lhes senti necessidade e - assim - evitei-os. Hoje em dia, na nova casa onde tenciono ser feliz, tenho mesmo necessidade de botar cortinados nalgumas divisões, por ser mais baixa. A casa é muito luminosa e aberta para a rua e mata-me ter de cortar na vista, mas pelos mesmos motivos, os vizinhos iam conseguir contar-me os buraquinhos da celulite, por isso lá terá de ser.

 

Tenciono passar muito tempo de cortina arredadada. Não quero roubar a vista para a rua que me apaixonou assim que entrei na casa pela primeira vez. Mas tenho mesmo de ter opção de vedar os olhos aos outros, sem baixar as persianas (bem basta vedar a vista, não posso vedar também a luz natural com que o sol presenteia a mim e ao mar ao lado ao mesmo tempo). 

 

Mas juro-vos que isto me mata por dentro um bocadinho. E que enquanto no outro dia via as opções para tratar deste assunto, estava capaz de verter meia lágrima. Deve haver praí alguma solução de vidro que seja claro por dentro e não permita olhar do lado de fora, - como nos carros de vidros fumados, mas melhor? Se vos calhar o Euromilhões (que eu não jogo) era mesmo só este favorzinho que vos pedia. Sim?

 

#firstworldproblems

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26
Jun17

Pára. Respira. Recomeça.

Maria das Palavras

Apesar de “calma” ser uma das palavras que menos gosto que me atirem tenho-a repetido na minha cabeça muitas vezes. Em teoria, quando o Moço viesse para cima, a rotina ia estabilizar. Na prática, a loucura continua. Tempo para parar quieta numa cidade, precisa-se. Família e amigos estão espalhados pelos quatro ventos. Aniversários são como cerejas, vão uns atrás dos outros e isto só para mencionar a parte mais leve da coisa. É verdade que toda a gente está ao alcance e as viagens não são assim tão compridas, mas o que não mata, mói (e se me permitem o aparte também mói a carteira #gobrisa).

E se não parar em Espinho é um problema, querer receber cá toda a gente é outro. Quero mostrar o nosso ninho novo a toda a gente, os encantos e os recantos gulosos da nova cidade. Mas não há tempo para tudo decentemente. Não posso fazer planos porque depende sempre de A, B, C pessoas e D, E, F eventos com G, H, I possibilidades.

 

E eu dou por mim a querer fazer tudo ao mesmo tempo. E despachar visitas como se estivesse a despachar senhas no talho. E não quero. Quero saborear. Quero ter paciência. Quero gostar de ir e gostar que venham, sem pensar que estou só a cumprir calendário. CHECK ao jantar, CHECK à visita. Quero não pensar que se tenho um dia livre podia estar a aproveitá-lo para marcar outro CHECK nas coisas que queria fazer e nas pessoas que queria visitar ou trazer.


Preciso de parar. Respeitar-me e ao meu tempo. Pensar que o que não acontecer agora, acontece depois e que não faz mal que eu não saiba quando. O dia não tem de ter mais horas e a semana não tem de ter mais dias. Eu é que tenho de ser mais paciente. Se eu me esquecer, vão-me lembrando?

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14
Jun17

5 Coisas que mudaram agora que o Moço voltou a morar comigo.

Maria das Palavras

1
A cama nunca mais voltou a acordar com os lençóis no sítio. Não, não estou a ser ordinária. É que eu entro e saio da cama quase sem ela dar por mim. E durmo direitinha, perpendicular à linha dos lençóis, sossegada. Ele dorme assim:

 

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2

A TV voltou a estar sempre ligada e há música por todo lado. Perdi há muito o vício da TV por companhia e passei a preferir o silêncio como banda sonora de quase tudo. Já ele: Porto Canal e Spotify ao poder.

 

3

A cozinha começou a ser frequentada. Sim, cozinhei tanto desde fevereiro, como uma pessoa normal cozinha num dia só. Eu juro que não era assim quando morava sozinha A.M. (antes do Moço). Mas parece que o facto de saber que era uma situação passageira deu lugar a uma preguiça que eu sempre soube que possuía. Portanto "preparar o jantar" passou a ser "ir buscar qualquer coisa ao frigorífico" e "pôr a mesa" era basicamente "tenta não fazer muitas migalhas no sofá".

 

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4

Há “coisitas” espalhadas pela casa toda. Eu nunca fui freak da limpeza (até porque isso é uma mania que dá muito trabalho) mas sou obcecada por ter as coisas no lugar. De maneira que a minha casa podia fazer parte de um catálogo (não da Caras Home, mas do Povo’s Home, sei lá) a qualquer dia da semana porque toda a confusão está perfeitamente dissimulada. Agora já não: o iPad mora em cima do sofá, as calças que se tiraram moram em cima da cama (“porque são para voltar a vestir”, como se o resto da roupa fosse descartável), a mochila ficou pousada na entrada e o garrafão de água não desceu da bancada depois de ser usado.

 

5

O lugar que já tinha passado a ser a minha casa, agora passou a chamar-se lar. Agora sim: mesmo que ainda faltem trocar candeeiros, a mudança está feita e a vida nova começou.

 

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14
Fev17

A Novidade (muita calma nessa hora!)

Maria das Palavras

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Quando se tem 30 anos e uma relação estável tem de ser ter muito cuidado ao dizer-se que se tem uma novidade. Sem supresa, os palpites são bebés e casamento. Confesso que, mesmo por causa disso, tive cuidado a anunciar a mudança que se aproxima às pessoas mais próximas. No vosso caso (lamento já) quis ver que teorias daí vinham. Deixei em aberto que novidade seria. Não se trata de nenhum dos casos mais previsíveis. Sem mais demora: vou mudar-me. Mudar de cidade. Para perto do Porto, embora não exatamente (mas e a grande cidade mais próxima, e eu preciso da proximidade a uma cidade grande, como de oxigénio para os pulmões). A alfacinha emprestada vai para norte.


Sim, está relacionado com uma decisão profissional, como alguém adivinhou (aliás também houve um palpite certeira no abandono a Lisboa). Uma decisão que deve vir por bem, espera-se, mas que ao mesmo tempo forçou uma reviravolta na nossa vida. Infelizmente não é de 360º, que se assim fosse dava uma volta e vinha parar ao mesmo lugar. 

Vou rumar a norte e vai-me custar muito. Não o facto de ir para cima, mas deixar uma vida cá em baixo. Verdade que sou de Leiria como a pronúncia "a cantar" bem à vista aqui não deixa esconder - e com muito orgulho. Mas Lisboa foi a cidade que escolhi (que me escolheu?) há mais de 12 anos e onde tenho tanta gente que é importante para mim. Já para não falar do Pão Pão Queijo Queijo.


E eu até podia continuar a minha vidinha sem vos contar disto, até porque não é propriamente emigração, nem vou desligar-me por completo da capital, mas é relevante para mim, pelo que é relevante para vocês. Pode mudar os meus hábitos de atualização do blog, embora eu suspeite que, mais do que nunca, irei precisar de escrever nele (e contar convosco). Peço, sem vergonha, as vossas dicas, as vossas palavras, que fiquem desse lado e me acompanhem nesta aventura. Hei-de batizar uma rubrica nova para vos ir contando. É que amanhã à noite...já vou a caminho.  

Facto é que, claramente estou a ficar uma blogger muito IN. O Porto é eleito melhor destino europeu e eu...PUMBAS:

 

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