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Maria das Palavras

A blogger menos in do pedaço, a destruir mitos urbanos desde 1986. Prazer.

18
Set17

Comprar casa ou não: eis a questão.

Maria das Palavras

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Pequena sondagem: moram numa casa comprada ou arrendada?

Eu diria que aos 31 seria capaz de responder com a primeira opção, mas a vida é muito poucas vezes aquele que pensámos que íamos fazer dela. O que não significa que seja pior. Quando estava em Leiria sabia que queria ir para fora: não porque não gostasse da minha cidade (#leiriaélinda) ou das minhas pessoas, mas porque sempre tive trejeitos de independência e sabia que queria criar um espaço novo, só meu. 

 

Em Lisboa convenci-me que seria para sempre. Cheguei a considerar trabalhar fora, quando as pessoas ainda o faziam por vontade e não por necessidade, mas não cheguei a dar o salto - e mesmo aí considerava que fosse uma coisa temporária. Na última casa em que morei, cheguei a pensar que se tivesse mais um quarto, era bem capaz de me convencer a nunca mais mudar (e sabe Deus - mais quem já as fez, como as mudanças são custosas).

 

Depois levou tudo uma cambalhota e vim parar ao Norte, onde sempre onde sempre adorei passear, mas nunca considerei poisar. Sou feliz aqui e moro numa casa que me apaixonou assim que abri a porta e depois as janelas para a rua. Não por ser uma casa nova (que não é) ou perfeita (que não é) mas porque tem luz de dentro para fora e de fora para dentro. 

 

Mas mesmo vendo-me a ser fiel tanto a esta casa como à outra, já não sei como garantir que isto vai durar muitos anos, quando há pouco jurava que nunca moraria ao pé da praia (e cá estou eu, um rato de cidade a poucos metros da areia). Suponho que o trauma de não controlar a vida vai assentar e um dia estarei (estaremos) preparados para esse passo. Hoje não é o dia, e por um lado é uma pena, agora que até tenho contactos privillegiados no mundo imobiliário, com uma amiga da maior confiança a trabalhar na agência Comprar Com Arte (aproveitem vocês, se estão nessa fase). 


Ela ajudou-me a escrever um texto no blog Aprender Uma Coisa por Dia, com 5 Dicas para Comprar casa. Não deixem de espreitar!

 

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24
Mai17

O dia em que descobri que não tinha perdido uma casa.

Maria das Palavras

Passei o fim-de-semana em Lisboa a sentir que tinha regressado ao lar. As pessoas, os lugares, a comida. É tudo meu, há tanto tempo. Do Tejo à segunda circular, dos monumentos aos centros comerciais. Casa.

Domingo à noite regressei à nova cidade. Da estação de comboio vi o topo da igreja matriz iluminada. Estou em Casa, pensei outra vez, sem querer, agora numa cidade diferente. 

Lisboa não deixou de ser minha, como Leiria nunca deixou. E tenho uma Casa aqui. Agora. Também.

Também. Não "em vez de".

Liguei ao Moço a dizer que tinha chegado e acrescentei "Sabes? Acho que vamos gostar de morar aqui". Ele nunca duvidou. Sempre soube que a geografia não importa.

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18
Abr17

Carta a quem faz planos

Maria das Palavras

Maria das Palavras - Agenda ConVit 2017

 

Olá caríssimo, 

 

Eu já fui tu. Aliás, teimo em ser. Organizando tudo com trejeitos de obsessão na minha agenda e no meu calendário. Encontrando o melhor momento para isto e a data certa para aquilo. As obrigações e o lazer. O que julgo poder prever segue uma ordem que a logística complicada dos dias me faz assentar no papel para assegurar que tudo ficará bem.

 

Com o passar do tempo fui adquirindo a certeza, já bem cimentada aos 31 de vida, que os planos não são mais que esperanças apontadas. Tentativas de organização, nunca cimento no tijolo. 

 

Há dois tipos de pessoas: as que fazem planos e as que já sabem que não vale a pena fazê-los. Fico feliz que ainda estejas no primeiro patamar. No entanto, não é assim tão mau estar no segundo. As mudanças, às vezes são desgraças e outras vezes são supresas maravilhosas. Na maior parte das vezes, são isso tudojunto. Mas, seja qual for o tipo, fazem-nos crescer, aprender, adaptar, ver coisas a que fechávamos os olhos e descobrir tanto sobre nós, os outros, o mundo, que mesmo quando não podemos dizer que valem a pena, têm o potencial de nos tornarem melhores e de nos fazerem ter as prioridades certas. 

 

Até amanhã.

Ou talvez não.

Uma pessoa sabe lá o dia de amanhã.

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16
Abr17

O meu paizinho fashionista reage ao cadeirão amarelo.

Maria das Palavras

Poltrona amarela IKEA

Compraste isso? Achei que isso era velho...que a senhoria tinha deixado aí e ias devolvê-lo. Não combina com nada. O amarelo desta almofada nem sequer é igual. Pronto, está bem. Como queiras. Mas não fica nada bem.

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