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Maria das Palavras

A blogger menos in do pedaço, a destruir mitos urbanos desde 1986. Prazer.

20
Abr17

É tão fácil fazer alguém feliz.

Maria das Palavras

Tenho para mim que os senhores das promoções de supermercado estão taco a taco com as raspadinhas premiadas no campeonato de gerar felicidade humana. São como o Pai Natal dos graúdos. 

Imagino-os a trabalhar pela calada, antes das portas abrirem para receberem os clientes. Imagino-os a colocarem uma etiqueta de promoção: um detergente que passa de 6,98€ para 6,97€ (ou melhor ainda: para 6,99€). Só para fazerem a delícia dos adultos que ao longo do dia vão ver a mudança ridícula (ou a gaffe) e vão ter o prazer imenso de sacar do telemóvel para fotografarem e partilharem essa grande descoberta, de cada vez vista como um tesouro, com os seus amigos das redes sociais. Maior deleite ainda provocam ao fazer receber todos aqueles "gostos" na fotografia.

Senhores das promoções dos supermercados. Ao serviço da sociedade desde...que existem supermercados.

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09
Abr17

Só é permitido bater nos filhos.

Maria das Palavras

Já tinha ouvido falar do Louis C.K., comediante, pela voz de muita gente. No outro dia caí no erro de ver um pouco de um show dele na Netflix. Foi mesmo um baita erro. Comecei por torcer o nariz nos primeiros minutos e agora tenho devorado tudo dele no Netfllix e no Youtube. O homem não tem limites no humor (coisa que eu adoro), mas para além disso tem muitos episódios reais (exagerados, não duvido) para contar e muitos raciocínios refrescantes. Por exemplo, este do título: só é permitido bater nos filhos.

 

Não se pode bater na mulher ou num colega de trabalho ou a um estranho na rua, adultos formados (até aqui nada contra). Constitui um crime. Mas podemos bater num ser indefeso, desproporcionalmente pequeno em relação a nós, que ainda não compreende totalmente o que motiva a agressão. E esta, hein

 

[Este post encontra-se livre de julgamentos, é só para nos fazer pensar.]

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21
Fev17

O último post do blog.

Maria das Palavras

Imagem Adeus - Pixabay

 

Porque não me quero expor mais. Porque já não quero esta rotina. Porque se tornou uma obrigação e não me dá prazer. Porque não me apetece lidar com os anónimos que destilam ódio. Porque ando muito ocupada e não tenho tempo para isto. Porque tenho mais em que pensar. Porque já não me satisfaz escrever. 

É tudo mentira. Os posts de despedida em blogs são mentirosos. Sobretudo os que prometem o fim pela insatisfação de escrever. Os blogs que acabam pelos motivos acima (ou no geral) acabam aos poucos. Vão definhando e tendo pouca atenção e um dia lembramo-nos que "há tempo tempo fulano não escreve". Às vezes tem um espamo e sai mais um post muito espaçado, até que não sai mesmo mais nenhum.  O blog acabou.

Os blogs que escrevem posts de despedida estão cheios de ganas de ficar e voltar. E a prova que não deixaram de sentir o prazer da escrita com esta componente de partilha é que querem fazer uma carta de despedida. Querem escrevê-la, porque precisam disso. Querem que as pessoas leiam e reajam, porque precisam disso. E um dia, prometo-vos, nesse ou noutro URL - mas sem demorar muito (também sabendo que o tempo é relativo - estão de volta.

 

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04
Jan17

O que não nos mata torna-nos mais fartos.

Maria das Palavras

Não é um erro de digitação, é isso mesmo. Abaixo a ditadura da felicidade em frases feitas.


Nunca nos deixam olhar o lado lunar em paz. Quando as coisas correm bem não nos podemos queixar. Quando correm mal há sempre quem esteja pior. Quando o que passamos é mesmo assim a tender para o pior temos de nos contentar na mesma com a ideia de que nos torna mais fortes ou que depois da tempestade vem a bonança e portanto temos de estar felizes por esta magnífica fase de viragem.


Ora porra, em teoria sabemos isso tudo. Mas deixem chorar, deixem entristecer, deixem dar corpo à dor por um bocadinho. Se não tivermos medo dela, se não a reprimirmos, se aceitarmos as coisas más como um facto e não fizermos delas um bicho papão dentro da arca do sotão, se soubermos que não faz mal que nos sintamos mal de vez em quando (mesmo que o nosso problema seja muito relativo ao pé dos meninos em Àfrca a morrer) talvez possamos ver a normalidade da coisa e tornar tudo menos gigante.

 

O que não nos mata, deixa-nos fartos. E desde que nos fartemos das coisas beras e não de nós, está tudo bem.

 

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