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Maria das Palavras

A blogger menos in do pedaço, a destruir mitos urbanos desde 1986. Prazer.

18
Ago17

Tudo por um clique.

Maria das Palavras

Headlines enganosas

 


Sendo brutalmente honesta, compreendo que alguns "jornalistas" sacrifiquem um título de notícia - e portanto um pedacinho de reputação - por uns milhares de cliques. E digo que compreendo porque estão a fazer exatamente aquilo que o povo pede. Sabem o que escrever para cativar a audiência e usam-no em meios de comunicação cuja sobrevivência pode estar em risco, porque não vêem que podem haver outras soluções onde a qualidade de um texto se sobrepõe ao clickbait ou uma notícia com o propósito único de chocar (ou não lhes cabe fazer isso pois não gerem o meio). Fazem-no porque, enfim: têm medo de perder o emprego, porque os meios perdem visualizações, perdem anunciantes. E a estratégia mais fácil é esta.

 

Não serve de desculpa, mas é assim que vejo as coisas, friamente, pondo-me no lugar de um ou outro "jornalista".

Apesar disso, continuo a pôr jornalista entre aspas, porque esse ato não reflete a carteira profissional e sim um momento de desespero, de chamada de atenção. Um exercício de vale tudo a troco de nada.

 

A seu tempo essas estratégias deixarão de resultar. Ou então, como verdadeiramente temo, nunca deixarão de resultar. Porque somos atraídos pelo escândalo como as moscas pela luz. E por mais que se achem deploráveis algumas partilhas, haverá sempre muita gente a querer ver qual o pedaço de verdade num título enviesado.

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03
Ago17

Teoria Geral do Amor #1 - O Momento Make or Break

Maria das Palavras

Teoria Geral do Amor - MariadasPalavras.com | O Momento Make or Break


Creio que há um momento decisivo naquela fase inicial das relações em que a coisa dá para o torto ou se encaminha positivamente. Regra geral está nas mãos do elemento feminino, mas isto traduz só a maior parte dos casos que conheço e não toda a realidade. Passo a explicar: depois daquela fase dos primeiros encontros começa a crescer de um dos lados a necessidade de rotular a coisa. Já se sabe que se entendem bem, saem com alguma regularidade e são felizes nesses momentos a dois.


Então ela (lá está, genericamente, mas pode não ser ela) começa a pensar que pode mesmo "ser desta". E não vê porque não se hão-se de chamar os bois pelos nomes. Ou apresentar os bois à manada (leia-se amigos, pelos menos), assumindo uma relação. É raríssimo que os dois cheguem a este momento de realização ao mesmo tempo. E é aqui que a porca torce o rabo - para continuar nas metáforas do reino animal. 

 

O facto de o outro ainda não estar preparado para o rótulo "namoro" e querer simplesmente que continuem "a sair" ou não querer ainda apresentar-vos a amigos ou família por medo que depois a coisa dê para o torto e tenha de se retratar, não significa necessariamente que não ache também que o futuro dos dois pode ser risonho. Significa só que - lá está - têm ritmos diferentes. Normalmente é o homem que não se sente preparado para assumir que perde aquilo que chama de independência e liberdade de escolha (sem racionalizar que é uma escolha e que continua a ser uma pessoa livre em muitos sentidos), mas pode ser ela, ou qualquer das partes, sem género definido - há um mais apressado, outro mais cauteloso. 

E aqui dá-se o tal momento make or break - ou vai ou racha em bom português. Vai tudo depender de como a pessoa que já "chegou lá" exerce pressão  e de como a pessoa que ainda está a levar o seu tempo encaixa essa pressão. E a primeira pode ser particularmente impaciente, agressiva ou histérica a comunicar o seu estado de situação, sem perceber que isso não reforça certezas do outro lado, só desperta mais dúvidas. Tal como o segundo, o mais cauteloso, pode reagir com compreensão ou fugir de medo, sobretudo se for uma pessoa que sempre evitou o compromisso e estava a considerá-lo pela primeira vez, ou tem traumas anteriroes - daqueles que não são só desculpas. 

 

O meu conselho é que o primeiro comunique com calma e seja paciente. E que o segundo tente ver para além do tom com que as intenções do primeiro possam ser demonstradas. Este momento pode ser bastante tenso e ditar uma quebra que até podia não estar escrita. Normalmente é o momento em que isso acontece. Um já não atura que não seja uma relação assumida. Outro não quer ainda assumir a relação.

 

Nuns casos deve-se ao tal ritmo diferente. Noutros casos, a rotura que se dá neste momento é mesmo porque tinha que ser. Porque efetivamente o mais apressado nem sabe bem o que quer e só quer qualquer relação. Ou porque o mais vagaroso de sentimentos, de facto não está para compromissos e anda a fazer malabarismos com o coração da outra pessoa. E como identificar isso? Vale a pena ser paciente ou estamos a perder tempo? Isso já é história para outro texto, diria. 


Nada nesta potencial nova rubrica (querem que seja uma nova rubrica?) é científico ou estatístico, é tudo fruto da minha experiência, das pessoas que me são próximas e do que vou retirando de outras coisas que vou lendo e sabendo. É a minha singela opinião, que pode ser simplista  ou errada - e descontextualizada sê-lo-à de certeza pois cada caso é singular. 

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02
Ago17

O otimista, o pessimista e o realista entram num bar.

Maria das Palavras

Acho fascinante como as coisas podem tomar um sentido diferente, consoante quem as ouve. Sobretudo quando falamos de pessoas de extremos, com síndrome de vítima ou desprendimento abençoado. Pode mesmo nenhum dos recetores da mensagem dar-lhe a mesma interpretação com que alguém a disse. Andamos aqui todos a conversar e ninguém ouve a mesma coisa. Que interessa o acordo ortográfico, se não falámos nunca a mesma língua?

Caramba, a vida tem piada. Às vezes é hilariante. Outras, só uma má anedota.

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28
Jul17

A poesia das coisas

Maria das Palavras

Fiquei chocada no dia em que percebi que a poesia não tinha de rimar. Era pequena e assumi que era coisa de gente sem talento. Eu a esforçar-me por encontrar palavras que acabassem em som igual, sem ser -ão ou-ar, os mais vulgares, para escrever os meus poemas no Livro em Branco que a minha mãe me tinha oferecido, e outros, gente famosa, intitulada de escritora, a não se darem ao trabalho? Era muito atrevimento. Muita falta de imaginação. Isto pensava eu, a saber nada da vida.

 

Hoje sei que a poesia não só não tem de rimar, como não precisa sequer de palavras. Às vezes está num gesto. Ou dentro dos teus olhos. 

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