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Maria das Palavras

A blogger menos in do pedaço, a destruir mitos urbanos desde 1986. Prazer.

12
Mar18

As emoções emocionam-me.

Maria das Palavras

Isto é basicamente como as pessoas que dizem que não gostam de gelados porque são frios - coisa que eu nunca entenderei (vide post). 

 

É a verdade, no entanto. Não gosto de emoções, porque me emocionam. E não gosto de estar emocionada ou de nada que se assemelhe suavemente a falta de controlo (como o auto-controlo para segurar meia-lágrima). Fujo dos sentimentalismos como o carteiro dos cães-de-guarda. Nego-os ingenuamente. 

 

É por isso que no Sábado queria saber de uma amiga e o disse em voz alta: Como estará a fulana? E teve de ser o Moço a chamar os bois pelos nomes. Liga-lhe. A isso chamam-se saudades. Claro que neguei, saudades são para os fracos. Nem tenho tempo para isso. 

 

[Eram saudades.]

 

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04
Jan17

O que não nos mata torna-nos mais fartos.

Maria das Palavras

Não é um erro de digitação, é isso mesmo. Abaixo a ditadura da felicidade em frases feitas.


Nunca nos deixam olhar o lado lunar em paz. Quando as coisas correm bem não nos podemos queixar. Quando correm mal há sempre quem esteja pior. Quando o que passamos é mesmo assim a tender para o pior temos de nos contentar na mesma com a ideia de que nos torna mais fortes ou que depois da tempestade vem a bonança e portanto temos de estar felizes por esta magnífica fase de viragem.


Ora porra, em teoria sabemos isso tudo. Mas deixem chorar, deixem entristecer, deixem dar corpo à dor por um bocadinho. Se não tivermos medo dela, se não a reprimirmos, se aceitarmos as coisas más como um facto e não fizermos delas um bicho papão dentro da arca do sotão, se soubermos que não faz mal que nos sintamos mal de vez em quando (mesmo que o nosso problema seja muito relativo ao pé dos meninos em Àfrca a morrer) talvez possamos ver a normalidade da coisa e tornar tudo menos gigante.

 

O que não nos mata, deixa-nos fartos. E desde que nos fartemos das coisas beras e não de nós, está tudo bem.

 

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11
Jul14

Quem morre é quem fica vivo

Maria das Palavras

Penso sempre nisto: que é mais fácil para quem parte (se é que parte para lado algum).
Quem fica vivo é que morre. Um pedaço de cada vez. Uma pessoa de cada vez.

 

Eu já morri por duas vezes. A primeira tirou-me um pedaço gigante. Levou-me uma parte da infância, um colo, viagens de Verão e parceiro para jogar às damas. Nunca mais fui encher os garrafões de água à fonte. Da segunda vez morri menos, mas morri muito naquele abraço interminável de quem morreu inteiro ao ver a sua alma gémea partir. 

 

Morrer é muito difícil para quem fica vivo.

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