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Maria das Palavras

A blogger menos in do pedaço, a destruir mitos urbanos desde 1986. Prazer.

19
Jun18

#eleouela

Maria das Palavras

Na Sexta passada, lancei um desafio. Uma votação no Instagram para que decidissem quem faria o quê no dia seguinte: eu ou o Moço? Desde quem fez o pequeno-almoço a quem cantou para o público, houve um pouco de tudo. Recebi algumas mensagens a dizer que tinha sido divertido de ver, mas penso que mesmo assim não terá sido tão divertido como para nós. Ou pelo menos, para mim, já que na maior parte das vezes deram a fava ao Moço - ele magoou um pouquinho, mas alinhou em tudo. 

 

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Isto tudo para dizer duas coisas: 

 

1. Se ainda não me seguem no Instagram (@mariadaspalavras), saibam que estão a perder novidades (mas é só mais conteúdo fraquinho, ao menos nível daqui do blog, nada de relevante). Mesmo quem não tem conta de Instagram consegue acompanhar as fotos e os Stories que têm menos de 24 horas aqui.

 

2. Se estão curiosos com o desafio, não precisam pedir mais: guardei nos destaques do Instagram Stories, é só irem ao meu perfil de Instagram e clicarem onde assinalei na imagem abaixo. 

 

Perfil de Instagram de @mariadaspalavras | Blogger Portugal

 

Considerem-se desafiados, se quiserem fazer igual (ou parecido). Só não se esqueçam de me chamar também para votar (e ver!). 

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24
Jan17

Conto de encontro #3

Maria das Palavras

Capítulos: 1 | 2 | 3


Quando tocou à campainha da mãe os nervos já lhe tinham passado. O Mendes tinha tanto de pouco recomendável como de engraçado e ela descontraía ao seu lado. Por outro lado, os seus dentes muito brancos, os seus olhos muito azuis e o seu cabelo muito louro iam dar a impressão de que ela estava numa fase boa da sua vida - e o que pode ser mais importante do que as aparências? O Luís ia desistir de qualquer tentativa de flirt e a mãe ia desistir de lhe tentar fazer arranjinhos com os filhos nerds das amigas. Com sorte o jantar ainda ia correr muito bem!


Sorte. Uma palavra com poucas entradas no seu dicionário. 


Assim que entraram o Mendes começou a fazer elogios altamente despropositados à sua mãe. "Parecem irmãs e não mãe e filha" estava taco a taco com  "podia perder-me nos olhos das duas" na competição "frases que não precisava de ouvir do meu convidado". Não havia bem certeza se se estava a candidatar a genro ou ao próximo da fila, mas certamente estava a abusar do galanteio. E o Luís parecia nem reparar. Andava de um lado para o outro, como chef de serviço sem prestar qualquer atenção ao que se passava. Sem qualquer necessidade para tanta azáfama porque a festa de aniversário era afinal um jantar a quatro. 


Numa ocasião em que contava ser seduzida pelo seu ex (atual da sua mãe) e fazer inveja às pedras da calçada com a sua conquista do momento, acabou sem a atenção de nenhum, a sorver sopa de açafrão e engolir bocados de borrego sem mastigar - visto que ninguém se lembrou que odiava aquela carne. Fingiu pressa assim que lhe pareceu que tinha aguentado o suficiente (tinha de acordar cedo) e saiu com o Mendes de rojo. Quase se esqueceu de oferecer à mãe o presente que tinha escolhido para ela, uma écharpe cinzenta, tanto que lha ofereceu bem antes de sair e ao fechar a porta ainda conseguiu ouvir do outro lado "e uso isto com quê?".

 

Tinham vindo no carro do Mendes, mas decidiu que voltaria para casa a pé, que não era longe. Ele protestou:

- Pensei que te ia dar boleia e depois tu me ias pagar a boleia...se é que me entendes. 
- Não entendo. Obrigada pela companhia.

E afastou-se fazendo uma nota mental para apagar o número dele e não voltar a cair em tentação. Aliás, ia fazer isso agora mesmo. Pegou no telemóvel e esqueceu-se completamente do que ia fazer, Tinha recebido uma mensagem do Luís:


"Estavas linda."

E todas sabemos. Um elogio assim em cima de um ego ferido pode trazer sérios problemas.
Quando chegou à porta de casa reconheceu o carro estacionado mesmo em frente. 

 

Comenta e Decide

 

Quem era?


1. O Mendes, arrependido pela falta de atenção que lhe tinha dado.

2. O Luís, que precisava de falar urgentemente com ela.

 

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14
Dez16

Conto de encontro #2

Maria das Palavras

Capítulos: 1 | 2 

Sem dar por isso estava outra vez a morder uma madeixa de cabelo. Já a mãe a tinha avisado que era um tique nervoso muito feio e que devia tentar outra coisa mais elegante, como piscar os olhos. Uma autêntica conhecedora da mente humana, a sua mãe. Só que não. Aliás, quando a sua mãe decidiu fazer "auto-terapia" para enfrentar a viuvez, o resto da família encolheu os ombros. As teorias de Helena prevaleceriam e não havia nada a fazer. Uma das fases envolveu dar abraços a estranhos para que aprendesse de novo a "dar-se ao mundo" nas palavras da própria. Resultou tão bem ou tão mal que a útlima dádiva tinha sido precisamente para o ex-namorado dela. 


Contar-se entre as pessoas no mundo que têm a honra de partilhar um homem com a mãe fez com que ela própria precisasse de terapia (mas não arriscou na auto-terapia, nem - por algum motivo - pediu conselho à mãe).

 

Tinha chegado finalmente ao ponto em que estava em paz com a ideia de que o seu Luís, a relação mais longa que tivera, era agora...o seu padrasto. Verdade que os seus pais sempre tinham gostado dele. Não fazia ela ideia quanto. Mas tendo feita toda a travessia do Inferno para chegar a este lugar de aceitação, começou a desenhar-se o novo problema: tinha bastante certeza que o Luís andava a tentá-la.


Pegou no telemóvel e respondeu que sim. Não tinha outro remédio, era o aniversário da mãe e uma daquelas poucas ocasiões em que ela não tinha estofo suficiente para negar. Além disso a sensação de que o Luís estava a seduzi-la podia ser passageira, quem sabe fruto da sua mente que alternava entre desejar desesperadamente alguém ao seu lado e afirmar o quão satisfeita estava entregue a si própria. 

 

Talvez devesse, só para garantir que nada estragaria a noite, levar alguém com ela. O Frederico acabara de entrar para lhe trazer alguns morangos ácidos num guardanapo. Os favoritos dela. Sorriu. Pelas gomas e pela sua própria decisão. Ligou à mãe para avisá-la que ia levar alguém com ela.

 

 

Comenta e Decide

 

Quem é ela vai levar à festa de aniversário da mãe?

  1. O Mendes, o seu mais recente caso. Se ele a usava, porque não usá-lo ela desta vez?
  2. O Celso, a paixoneta de infância que andava a meter conversa com ela no Facebook.

 

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30
Nov16

Conto de encontro #1

Maria das Palavras

A chuva picava-lhe a cabeça, ainda assim menos que as suas próprias dúvidas. Já seguia atrasada para abrir a loja – sempre combinava com o atraso para pagar as contas.

 

A voz seca da mãe em loop: não arranjas homem, ao menos arranja um negócio. Abrir a loja foi só a pior decisão da vida dela. E muito menos lhe permitiu tempo para a primeira opção. No fundo a vida dela resumia-se a um conjunto de decisões erradas: o curso errado, o timing errado para deixar a casa dos pais, os homens errados, o negócio errado.

Era dona de uma pequena loja de artigos informáticos. Porque alguém lhe disse que era “isso que estava a dar”, como quem fala de um programa de televisão. E ela sabia pouco do que dava ou não dava, só sabia que precisava de algo que desse. As poupanças de uma vida (a do pai) serviram ao investimento inicial e a falta de experiência dela fez o resto.

 

- Olá vizinha!

 

Ao lado da loja dela ficava a das gomas, que geria o Frederico no lugar da sua avó. Ela a vender discos externos, o Frederico na loja das gomas. O Frederico com o curso técnico informático, ela com uma vida de treino a comer doces. Ah, as graças da vida.

 

De cabeça enfiada no telemóvel nem deu troco ao Frederico. É que tinha mesmo de responder à mensagem do Luís:

 

“Tenho saudades. Vemo-nos logo à noite?”

 

O Luís era o namorado da mãe.

 

 

Comenta e Decide

 

O que reponde ela ao Luís?

  1. Sim
  2. Não.

 

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