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Maria das Palavras

A blogger menos in do pedaço, a destruir mitos urbanos desde 1986. Prazer.

21
Jul15

Num mundo ideal

Maria das Palavras

Ninguém teria hora para acordar. As temperaturas estariam sempre amenas. Homens e mulheres falariam a mesma língua. Os estágios seriam remunerados e os empregos - aqueles com que sempre sonhamos - muito bem remunerados. A televisão seria um mix perfeito de cultura dinâmica e entretenimento de qualidade. Haveria liberdade, igualdade e fraternidade (mesmo que não falassemos francês). 

Mas depois do que é que nos queixavamos?! 

 

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20
Jul15

A escolha de um um (per)curso

Maria das Palavras

Pixabay free images

 

Por esta altura decorrem as candidaturas ao ensino superior. Lembro-me (já foi há uma vida, cruz credo) de marcar 6 opções no boletim quando queria apenas a primeira. Sabia o que queria naquele momento e não me arrependi nunca de o ter feito. Não sei se senti o peso da escolha que estava a fazer. Parecia-me errado deixar linhas em branco, ainda assim.  Não era só um curso, era um percurso para a minha vida, dirão muitos.


Lembro-me com mais exatidão da noite em que saíam os resultados e eu levei o portátil, um Compaq gigante, para o hall de entrada, para desligar o telefone e ligar a internet (estou a sentir-me octagenária a escrever este texto), equilibrando a maquineta ao pé do arranjo de flores da minha mãe e os blocos rabiscados dos telefonemas. Os sons do costume: IEEEE-TCHEC-ZZZ-TRRRR-IIIII. Ligação efetuada. Lembro-me de estar ao telefone com a minha amiga de sempre, com quem viria a partilhar a casa velha em Lisboa. De no dia seguinte já estar a caminho da capital, duas mães e duas filhas num carro. A minha média pintada na testa pelos veteranos. Conhecer a minha senhoria. Estudar. Gritar a defesa sem luvas do Ricardo pela seleção sentada no chão com 10 colegas em minha casa. Dar jantares. Passar exames. Ver novelas com a minha roommate. Fazer um estágio. Beber cafés no miradouro de S.Pedro de Alcântara. Ficar fechada no elevador. Morar sozinha. Apaixonar-me. Visitar Praga. Mudar de casa. Estudar com a minha irmã. Criar este blog. Escrever este texto.

 

É verdade, houve um caminho que começou nessa candidtura - ou continuou a partir dessa milestone. Mas muitas outras escolhas foram feitas para além do curso. Muitos outros eventos e opções ditaram o lugar onde estou hoje, e não estou a falar da cadeira bege onde estou sentada e que tive oportunidade de a) comprar com o meu dinheiro e b) ver a minha irmã riscar com tinta azul. Olhando agora para trás, acho que essa foi até a escolha menos importante. Que poderia ser feliz em muitas áreas diferentes. Que a diferença que o curso fez na minha vida, não foi tanta como o empenho com que o frequentei, as amizades on campus, o desafio de ser crescida longe da família,  conhecer pessoas novas.

 

Se estás hoje no lugar que estive há (OH-MEU-DEUS) 11 anos, guarda contigo o que disse o professor na primeira aula desse meu (per)curso: a licenciatura é só uma licença para aprender. O curso não te define. Não define sequer a tua carreira. Ou o sucesso que terás nela. Por isso, se não estás certo do que queres fazer - ou se estás, mas não estás certo que consigas entrada nesse curso com que sempre sonhaste, -  respira fundo e de alívio. O curso é só uma das linhas do teu percurso. E reajustar o nosso percurso à medida que a vida se contrói e nós nos conhecemos, é tão nobre quanto lutar pelo que queremos ou ser dono de (in)certezas. E agora que já estou a soar a uma vidente-cigana-bêbada-filósofa-saudosista a agarrar a tua mão sem saber ler a sina, vou pousar a caneta (ou largar o teclado). Boa sorte nisto da vida. 

 

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20
Jul15

Bem Bom #1: Teatro na Quinta da Regaleira

Maria das Palavras

Eu tinha ideia de estrear esta rubrica com a recomendação de um sítio que nos satisfaz a gula, mas entretanto tive esta experiência que não posso deixar de partilhar já, a tempo de aproveitarem, se estão por perto ou têm intenção de passar pela zona um dia destes.

Já me tinham falado das peças de teatro noturnas neste sítio, mas estava longe de imaginar a experiência fantástica que foi. A mim apetecia-me teatro, ao Moço apetecia sair de casa e o Sapo Voucher, a 7,5€ por cabeça, proporcionou a atividade (corraaaaaam, corraaaam para não esgotar).


O encanto de Sintra, a mística da Quinta da Regaleira e o nevoeiro cerrado (nem encomendado, teria sido melhor) de uma noite fria

VAMPÍRIA NA QUINTA DA REGALEIRA pela bYfurcação Teatro(agasalhem-se bem se gostam dos vossos mindinhos) foram a envolvente perfeita para esta peça de terror cómico da companhia bYfurcação: Vampíria.

Vocês vão chegar à cafetaria da quinta, onde tudo tem início, aquecer com um carioca de limão, e esperar para serem conduzidos por um dos personagens, através da magnífica quinta até ao palco, lá em cima. As cadeiras estão dispostas de um e do outro lado do palco e cada espetador tem direito a uma mantinha (absolutamente essencial à vossa sobrevivência).
A história? Uma família de vampiros, os últimos da sua espécie, sobrevivem como podem, servindo de amostras de exposição para turistas curiosos. 
Vão rir-se a bandeiras despregadas e adorar a expressiva Letúcia (e todos os outros: desde o avô compositor à humana convertida). Se tiverem sorte, como eu, o giro do vampiro-pai morde-vos o pescoço (calma, foi tudo na brincadeira, nem me tocou).

 

Agora vão por mim. Não se deixem enganar porque estão quase 40 graus e um Verão esplendoroso na capital. Sintra tem um micro clima potente. É onde o Inverno passa férias. Assim, qualquer casaco que vs pareça "demasiado quente para a estação"...não chega. 


O quê? Ainda estão a ler o blog? Simbora daqui, percam o amor a 7,5€, juntem os amigos e sigam para Vampíria.


PS.: Este post não é patrocinado, mas estão à vontade para o pós-patrocinar.

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17
Jul15

Palavras dos outros #9

Maria das Palavras

Um casal de quem gosto muito, porque são uma inspiração e uma esperança nisto de acreditar que as relações podem mesmo durar para sempre e ser felizes, explicou-me: "para poupar no divórcio (ou para nos poupar ao divórcio) é preciso investir na relação". Eu, que esperava uma coisa mais simples, assim tipo "basta que seja mesmo amor", tomei consciência daquilo que mais temia, até nisto do amor, a sorte dá muito trabalho.

 

Da querida Catarina Beato, em Dias de Uma Princesa

 

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17
Jul15

Eu só queria mesmo era pagar, pode ser?

Maria das Palavras

Caixa Registadora - Pixabay free images

 

Precisava de um apontamentozinho para fechar o look para o casamento de amanhã. Como tenho a mania que sou rica fui à Accessorize, que ao menos estava cheia de promoções. Menos mal, pensei eu. Nem sabia o quão enganada estava. Peguei rapidamente no que eu queria (ao preço que gostava) e fui para a caixa.

 

A senhora olha-me firme e rejeita-me o produto: Não, não faça isto! Leve mais coisas que se comprar quatro artigos tem desconto de 50%!
Eu digo que não, obrigada, mas ela insiste: Qualquer artigo conta! Mesmo muito barato ou já em promoção!


Abstive-me de dizer que nada ali é "muito barato" e dei meia volta. Andei pela loja toda, Moço atrás (paciente como tem de ser, porque eu aturo-lhe muito mais as voltinhas nas compras do que ele as minhas). Lá acabei por escolher uns cacarecos quaisquer que sei que preciso sempre (ganchos para o cabelo e elásticos) e um par de cuecas em promoção, daquelas rendadas para não desabituar os vizinhos.


Vou para a caixa novamente. Avanço os quatro artigos. Ao início parece estar tudo a correr bem, mas ela detém-se nas cuecas:
Ah, não leve só estas cuecas! Temos uma promoção se levar três artigos de lingerie, oferecemos o mais barato.

Fartinha de estar ali (não represento nada em a espécie de gajas que adoram compras, se pudesse fazia tudo online), pergunto-lhe: isso acumula com a promoção dos 4 artigos a 50%? 

Ela responde: não. Mas posso registar à parte!! Vá lá buscar.

Ainda olhei por mim abaixo para tentar perceber se tinha papéis a sair da mala ou do bolso, por exemplo, que ela pudesse confundir com aqueles livrinhos de talões de desconto que algumas pessoas colecionam religiosamente, sempre sôfregas por promoções, mesmo de coisas que não costumam comprar (tipo mulheres solteiras a comprar creme de barbear Nivea só porque está com 30% em cartão). Nada.

Tive de pegar na minha confiança e assertividade em bloco e dizer: Não quero mais andar a zanzar a loja. Eu só queria mesmo era pagar, pode ser?

Nunca pensei vir a dizer isto...

 

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