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Maria das Palavras

A blogger menos in do pedaço, a destruir mitos urbanos desde 1986. Prazer.

26
Ago15

Tesourinhos para lá de deprimentes

Maria das Palavras

Pedi (pela milésima vez) ao Moço que me formatasse o velhinho netbook (vulgo, computador pequenininho) para voltar a usar. Ele instruiu-me (pela milésima vez) a fazer um back up dos dados primeiro. E desta vez fi-lo mesmo.


E que surpresa tive ao fazê-lo. As fotos de uma Maria rodeada dos mesmos amigos de hoje em modo full-youthness, as centenas de documentos de textos perdidos, até uma pasta relativa a um blog que tive numa vida passada, a letra do genérico da volta a Portugal da RTP e o Kamasutra em PDF (!), para verem bem as pérolas com que me deparei. Aquele computador parece de outra pessoa, se não denunciasse tão bem que era meu. 

 

Abrir hoje | Tesourinhos para lá de deprimentes - Maria das Palavras


Agora, a cereja no topo do bolo da minha palermice, para perceberem que isto de eu ser meio avariada não é coisa de hoje. No desktop estava um documento de texto em bloco de notas, com o título ABRIR HOJE. Não é muito anormal eu fazer coisas deste género, quando sei que no dia seguinte tenho de tratar de alguma coisa assim que ligue o computador, por isso nada me preparou para o recado que eu tinha deixado para mim própria: 


"Se eu ganhar o Euromilhões, a primeira coisa que faço é comprar um pacote de batatas fritas com sabor a presunto."

 

Retiro-me assim. Deixo a caixa de comentários à vossa disposição...

 

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25
Ago15

Para quem não viu ontem no Facebook

Maria das Palavras

A SMS dramática do Moço, esfomeado, lá da fila dos grelhados, há mais de meia hora à espera (eu já bem sentada na zona de restauração do Colombo a devorar um hambúrguer): 

 

SMS do Moço - Maria das Palavras

 

Adenda: ele não faleceu.


[PS.: A sério que ainda não me adicionaram no Facebook?...uau...corrijam já esse problema aqui]

 

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25
Ago15

Conta-me uma história...

Maria das Palavras

O título e a inspiração para este texto, peço-os emprestados ao Alpendre da Maria Alfacinha. Que Marias há muitas, mas nem todas com esta categoria. Diz ela: 


“Conta-me uma história...” pedia eu quando era menina e precisava espantar a suspeita, que a vida não era o mundo encantado das canções de embalar.

 

A mim também me contaram histórias em pequena, desde que me lembro de ser micro-gente. O meu pai, mais ainda a minha mãe, cediam sempre ao meu capricho (foram eles que o criaram afinal) quando lhes estendia uma e outra vez um livro. Não as inventavam, liam-mas.

Criança a ler: https://pixabay.com/en/read-book-boy-child-kid-student-316507/

 

Um dia, disse à minha mãe, do alto dos meus quatro ou cinco aninhos (sei lá): agora leio eu! Peguei no livro e comecei: as palavras todas certas e seguidas. Ela riu-se assumindo que eu tinha decorado o livro inteiro. Só que não. E puxou de outro livro e de mais um, escolheu passagens ao acaso. E convenceu-se: eu tinha aprendido a ler. Não foi à força de os meus pais quererem fazer de mim menina-prodígio, nem o fui alguma vez. Foi - agora peço as palavras emprestadas ao anúncio da Luso - tão natural como a minha sede. As crianças gostam é de brincar e aquela era umas das minhas brincadeiras favoritas (a maior parte das outras envolvia o quintal grande da minha avó e bonecas que eu enchia de bolacha migada).

 

Contaram-me tantas histórias que me fizeram querê-las contar também. E ouvi-las: sempre. Foi isto.
Contar e ouvir histórias faz parte da rotina da minha casa. E não precisa haver crianças. Só uma voz suave, uma pitada de imaginação e pelo menos um par de olhinhos a brilhar. E isso, por aqui, arranja-se sempre.

 

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24
Ago15

Leitura Quadripolar

Maria das Palavras

A Rapariga no Comboio | Maria das Palavras

 

MUITO BOM: A forma como a história é contada. O tal do narrador inconfiável, que não nos conta tudo o que sabe, que não sabe tudo o que há para contar e nos vai fazendo descobrir a trama aos poucos.

 

BOM: O livro começa meio mole e não senti logo o ímpeto de não largar. Mas foi crescendo. A forma como se organiza também propicia que queiramos sempre mais um bocadinho.

 

ASSIM-ASSIM: As personagens são todas caóticas. Eu sei que todos nós temos o caos em nós, em maior ou menor quantidade, neste ou naquele momento. Mas ali, não há personagem que se safe. Torna a história pouco realista (é muita loucura em tão poucas casas). Mas vá...é ficção.

 

MAU: É quase desde o início que se percebe um facto muito importante que, no fundo, nos conta o desfecho e nos deixa logo descobrir o mistério principal do livro. Se não soubesse aquilo que adivinhei logo (e não fui a única, por certo) teria tido um elemento surpresa grande lá pelo fim e teria gostado muito mais. E não era só desconfiar - eu sabia.


[Nota-se que estou um bocadinho dividida? Na dúvida: leiam. Até porque gostava de saber com qual das opiniões (ou quantas) concordam.]

 

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24
Ago15

O bloco de notas e as birras

Maria das Palavras

O bloco de notas e as birras | Maria das Palavras

 

Queria escrever. Iamos a meio de um passeio e lembrei-me de coisas que queria escrever. Precisava registar para mais tarde e as palavras eram algumas, o telemóvel não dava. Tinha uma caneta e nenhum sítio onde assentar as frases que já me estavam a querer fugir. Entramos os dois numas quantas lojinhas daquele sítio que não conhecíamos assim tão bem, mas em nenhuma havia cadernos. 


Sentamo-nos numa esplanada à beira-mar, a beber uma água fresca (fosse eu uma blogger in, e poderia muito bem ser un gin). Avistei uma espécie de banca de artesanato que talvez fosse a minha salvação. Pedi licença e fui espreitar. Nada onde se pudesse escrever - só postais. Voltei ao meu lugar. Estava oficialmente de birra. Não me apetecia conversar, nem nada. Só escrever e não tinha solução. Abandonei-me ao mau feitio. Fiz que tinha cinco anos e não queria saber. De nada.


Levanta-se o Moço e desaparece por uns minutos. Eu fico a ler, contrariada. Quando reaparece tem um bloco de notas. Pequenino. Perfeito. 


E ocorre-me que eu não sou assim. Que sou controlada. Que não me largo simplesmente aos problemas. Que sou uma solucionadora, que me desenrasco, que vejo o lado melhor e me adapto. Ocorre-me que a birra que faço, como se tivesse cinco anos, só a faço ao pé dele. Como talvez fizesse em pequena, ao pé dos meus pais. Ocorre-me que me sinto protegida, que sei que ele toma conta de mim. Que faço cara feia por ter a certeza que ele me arranca um sorriso a seguir. Ocorre-me a sorte que tenho por me poder dar ao luxo de fazer birras.

 

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22
Ago15

O flagelo do envelope branco

Maria das Palavras

Foram milhares os emails que recebi a pedir conselhos acerca de prendas de casamentos. Pronto, foram quatro ou cinco. Certo é que muita gente (por razões diferentes) quer evitar a prenda em notas. Ficam os meus conselhos sobre este assunto, lá no Consultório de Prendas. Cliquem aqui para lerem. E digam-me lá se não concordam.

 

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