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Maria das Palavras

A blogger menos in do pedaço, a destruir mitos urbanos desde 1986. Prazer.

27
Out15

Sobre mulheres de cabelo curto

Maria das Palavras

Imagem Pixabay - Cabelo curto

 

A Pandora cortou o cabelo e toda a gente lhe diz que está fantástico. Pretende saber da veracidade destes elogios. Eu ajudo (sem nunca a ter visto) com dados retirados de alguns estudos pessoais e transmissíveis.
Há efetivamente 5% da população feminina que fica melhor de cabelo curto, mas atenção que não é mais do que isto. Tens de perceber a sinceridade no discurso dos emissores para saber se fazes parte dessa fatia de estatística. Ou identifcar bem quem está a fazer o elogio, para apurar a fiabilidade da fonte.

 

Eis o tipo de pessoas que vos dirá que o cabelo curto fica melhor mesmo que isso não seja verdade:

  • O Pai: tudo o que torne a filha menos gulosa aos olhos dos homens é ótimo.
  • A Avó: no tempos dela tinha de se cortar os cabelos às miúdas para evitar piolhos e gastar muito sabão por isso continuam com o velho hábito.
  • As amigas menos giras: finalmente têm uma vantagem competitiva sobre ti, abençoados sejam os deuses. Têm de te elogiar para manteres isso durante tanto tempo quanto possível. 
  • A cabeleireira: Cabelo curto exige cortes mais frequentes para manutenção de um penteado giro. Euros. Euros.
  • O namorado. Que ainda não saiu do armário.


Não é só nesta amostra episódica que se baseia o meu estudo, mas bem me lembro de cortar o cabelo à joãozinho e todos lá em casa me elogiarem. As minha amigas, também. E depois aquele meu amigo mais sincero disse-me: não está mal, mas...nunca mais faças isso. E eu obedeci, até porque já me tinha visto ao espelho. Ainda hoje o meu pai me diz que foi o melhor que fiz ao cabelo e tenta convencer a minha irmã a fazer o mesmo, enquanto eu, por trás, faço sinais mudos: nãaaaaaaaaaaao

Só para finalizar, Pandora:  disseste que te sentias bem com o corte. Isso, muito provavelmente, responde à tua pergunta. Estás nos 5% e os teus belíssimos caracóis ficam em forma com esse corte. Eu, de cabelo ralo e curto, sentia-me só assim:

Hairless Dog Breeds - https://featuredcreature.com/five-hairless-dog-breeds-mans-best-naked-friends/

 

 

 

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27
Out15

A Caneca Menos IN do Pedaço

Maria das Palavras

Prometi no Facebook que explicava e aqui vai: recebi um email simpático de uma menina que trabalha na empresa nobrinde, que tem uma nova marca, a criei.eu. Não me pedia nada, nem este post, só me perguntava se eu gostava de experimentar a nova plataforma, ou seja, escolher e personalizar um produto que me seria oferecido. Sabem como é que eu reajo a estas coisas, não é? De borla, até injeções na testa.

A parte mais demorada do processo de receber a minha oferta foi mesmo a minha escolha, com toda a angústia que isso envolveu. Angústia porquê, perguntam vocês?
Primeiro: quando dizem "pode ser qualquer coisa" uma pessoa desconfia...peço a mochila que é mais cara? A capa de tablet? E se for a bateria auxiliar? Tem de ser uma coisa que eu use, também não quero abusar. Vai daí escolhi a caneca, porque joga bem com o blog. Quantas vezes não bebo chá enquanto escrevo, arriscando a vida do portátil?
Depois: Como personalizar? Eu sabia que vos ia querer mostrar (num exercício de ego que diz ó pra mim, a receber brindes, qual pipoca da classe baixa) e não vos queria desiludir. 

A caneca menos in do pedaço

 

E assim nasceu a caneca que alberga o chá menos IN do pedaço. Surpresa das supresas: o brinde trazia um brinde (INCEPTION). E já decidi para que servirá o porta-moedas que personalizaram para mim: é lá que vou juntar todo o lucro que obtiver com contratos publicitários a partir do blog. Para já tem 20 cêntimos que o Moço me pagou para o referir neste texto. Já está.

A criei.eu acaba por ser uma sugestão pertinente para usar neste Natal que se aproxima e eu acho que o vou fazer nalguns casos (depois do processo de angústia inicial, as ideias começaram a fervilhar). Visitem, só se acharem por bem. E não se esqueçam de seguir este fantástico exemplo: ofereçam-me coisas. Hoje a caneca, amanhã a viagem uma Bali.

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27
Out15

Está bem, eu corro.

Maria das Palavras

Eu vou já inscrever-me na próxima maratona e começar a treinar. Arranjo um PT, juro por tudo. Vai ser ginásio 8 dias em cada semana de 7. Já estou a cortar o passe e a carta de condução com a tesoura da cozinha: a partir daqui vou a pé para todo o lado. Talvez arranje uma bicicleta para as distâncias maiores. Passo a comer essencialmente relva e sementes. Renego aqui ao arroz e a todo o tipo de hidrato, mesmo a ocasional batata frita. Nunca mais entro num McDonalds (certo, nem passo no Drive Through) e apago o número da Telepizza. O pacote de Futebolas que descansa na dispensa para situações de emergência, vai diretamente para o lixo. 

Mas não me tirem o bacon, por favor. Pois dos que comem bacon com ovos ao pequeno almoço será a eternidade.

 

Bacon considerado cancerígeno - NIT

 

 

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26
Out15

Diário de um Caracol - Parte 7

Maria das Palavras

Diário de um Caracol

 

21 de Outubro de 2015

Querido Diário, 

Aproveitámos para sair do esconderijo hoje. Os humanos estavam distraídos com um tal de Netflix que ia chegar dos Estados Unidos hoje. O Felismino, que é sabido, diz que os humanos são muito de se entusiasmarem com coisas assim: vão ter a possibilidade de pagar por coisas que têm de borla e ficam aos saltos. Ele diz que é para não serem Inácios. 

Entretanto o negócio da baba de caracol está a correr de vento em popa. Literalmente. Com o mau tempo, veio uma rajada e demos cabo do stock todo. Não sei se tenho coragem para começar a recolha toda de novo. 

Uma ranhoca,

Martim


23 de Outubro de 2015

Querido Diário, 

Por esta altura as coisas já deviam ter acalmado. Em Outubro ninguém nos anda a apanhar para nos cozer vivos e só temos de ter os cuidados básicos com os humanos: sair da frente deles para não sermos pisados.

Tem-se revelado uma tarefa especialmente penosa porque os humanos iam para a direita, começamos a ir na direção contrária e eles voltaram à esquerda. Fomos nós para a direita, eles voltaram a virar-se para lá. Uma confusão. Eles não se decidem e nós não sabemos para que lado fugir. O pai diz que o importante e escondermo-nos e não dar cavaco às opiniões dos outros. Não sei bem o que quer dizer com isso.

A nossa meta é chegar à margem sul porque dizem que por lá não há ninguém. Chamam-lhe deserto, mas o Felismino promete que tem plantas e não há camelos para nos pisarem. Se continuarmos a bom ritmo e os humanos pararem de mudar de direção em 2054 estamos lá. 

Uma ranhoca,

Martim

 

[Todas as entradas do Diário do Martim Caracol, aqui.]

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26
Out15

Caçadoras de Sonhos #5

Maria das Palavras

Caçadoras de Sonhos - Maria das Palavras e M.J.


"Olá minhas queridas M.J. e Maria das Palavras,

 
A vidinha como vai? (aiiii os “inhos” não é Maria? xD ahahaha)
 
Não sou muito de me lembrar dos sonhos, raramente me lembro deles com um principio, um meio e um fim, mas este por acaso lembro-me bem, e espero que me possam ajudar realmente a seguir com a minha vida para a frente, que eu cá julgo ser apenas indicador de mau presságio.
 
Sonhei então que o dia do meu casamento tinha finalmente chegado e eu estava muito feliz. Até descobrir que me tinha esquecido de alguns pormenores importantes para o dia.
Quando fui a vestir o vestido de noiva, descobri que me tinha esquecido de comprar a lingerie, tão importante para a noite de núpcias e muito importante para que as minhas marufas ficassem lá em cima, tendo em conta que o vestido era (e, é) versão cai-cai. O pânico... tive que ir sem soutien (o pavooooor) e o vestido parecia que me estava super largo e estava sempre a escorregar... Mas lá decidi que não era isso que me iria estragar o dia de princesa com que sempre tinha sonhado.
 
Eis que vou para a igreja, completamente desconfortável e a meio da cerimónia recordo-me que me esqueci de um outro PEQUENO pormenor, do local da boda. Não é que não tinha nenhum lugar para levar os convidados depois do belo casório? O pânico novamente... Começo a suar, a suar, a suar, e já nem ouvia nada que o padre dizia. Decido fingir que nada daquilo estava a acontecer, e levo a cerimónia até ao fim.
 
Entretanto, quando saímos da igreja, e me vêm perguntar onde vai ser a boda, eu com um ar envergonhado disse que teria que ligar para alguns restaurantes a ver se existia vaga para levar aquela gente toda, tendo em conta que me tinha esquecido desse PORMENOR!...
 
Só vejo os olhos do noivo a saltar... os olhos dos convidados e saltar... e quando eu estava mesmo a entrar em pânico, acordei! E felizmente vi que estava tudo bem, que podia continuar com a minha vidinha miserável de sempre!
 
Diga-me lá meninas, é melhor desistir disto do casamento, porque vai correr tudo mal, não é verdade?
 
Boa semana e cá espero pelas vossas análises!"

  

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26
Out15

Sobre o dérbi só queria dizer isto

Maria das Palavras

Estava numa casa com 5 benfiquistas e 2 portistas, que me receberam já semi-equipados, com pinturas de guerra na cara. A leoa, sempre em minoria, já habituada. Não gritei nenhum dos golos (nem a ausência deles no Porto x Braga). Mantive uma serenidade honesta e um ligeiro sorriso. Que os irritou mais a todos do que se eu tivesse feito uma festa. Na vida, como nos dérbis, as vitórias que se sentem - que nos bastam sem a necessidade de as esfregar na cara dos outros - são as melhores. 

 

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25
Out15

Isto ou aquilo #3

Maria das Palavras

Está na hora de mais um dilema profundo da rubrica Isto ou Aquilo, inspirada naqueles moços desengraçados e pouco conhecidos da Nêspera. Preparados? Ora escolham o que preferiam e não se esqueçam de justificar.

a) Terem a vosso cargo dos 0 aos 18 anos de idade, vinte e cinco crianças. Não precisam de trabalhar, o estado encarrega-se de vos providenciar o essencial: casa, comida, brinquedos, material para providenciar educação, roupa, calçado e dinheiro para algum entretenimento. Mas são vocês e vinte cinco crianças, todas da mesma idade, até atingirem a maioridade. Por 18 longos anos. Sem chance de contratar baby-sitter ou empregada e, em idade própria, frequentam a escola, sem ficarem por lá horas extra. Depois acaba, a vida volta ao normal.

 

25 Bebés - Maria das Palavras (imagem Pixabay)

 

b) Viver em isolamento numa casa para o resto da vida. Não precisam trabalhar, pois a casa, utilidades e os essenciais de sobrevivência são assegurados pela mesma entidade que vos pagaria para tomarem conta das crianças. Têm internet, mas podem fazer tudo com ela à exceção de comunicar com alguém, seja de que forma for. Podem ver TV, comer o que vos apetecer (podem pedir coisas online, seja o que for, desde que não comuniquem com ninguém), andar nus pela casa, ler livros, levar a cabo projetos...desde que no recato de uma casa, confortável, com tudo o que desejarem, mas de onde não se vê vivalma pelas janelas e sem portas abertas.

 

Home Alone

 

 

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23
Out15

Que estranho é o amor

Maria das Palavras

Inconcebível mesmo. Perto do ridículo. Inaceitável.

 

Pois então passamos toda uma vida a conhecer pessoas novas. Algumas dão-nos a vida e aquecem-nos os Natais. São a família. Com outras temos anos de cumplicidade e tanto em comum. São os nossos amigos. Há aquelas com quem passamos horas a fio, mais do que com qualquer outra alminha, os únicos que percebem o drama de muitas das nossas horas. São os colegas. Outras inspiram-nos de forma ímpar e fazem-nos desejar ser tal e qual assim. São os autores e as personagens dos nossos livros.


E um dia chega uma pessoa diferente. Não passou o Natal conosco, não nos viu crescer, não estudou conosco para o exame mais difícil, nunca foi chamado à atenção pela besta do chefe, não é autor nem personagem uma obra prima. Não somos nós e de repente é tudo o que nós somos.

 

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