Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Maria das Palavras

A blogger menos in do pedaço, a destruir mitos urbanos desde 1986. Prazer.

18
Set18

Um Update à Carta de Amor

Maria das Palavras

photo-1526764279915-c9f6a84f10d1.jpg

 

Meu Moço,

 

Já foi há mais de cinco anos que te adicionei e a partir daí nunca mais deixámos de fazer likes um ao outro. Há mais de cinco anos que as minhas melhores fotos têm a tua tag. Há mais de cinco anos que és o meu destinatário de emails favorito.

 

Contigo cresci: dupliquei o número de seguidores quando os teus amigos se tornaram meus e o grupo da família no Whatsapp são afinal dois. Contigo aprendi a experimentar coisas novas: passei a colocar fotos de dois pratos no Instagram. Contigo vivi: os melhores pontos do meu Google Maps, piquei-os contigo e fizemos thumbs up a centenas de lugares novos, mesmo quando discordamos nas reviews. Contigo aventurei-me: lembras-te quando ignorámos o radar do Waze? Contigo partilhei: tantas receitas da #comidafit.


Não imagino outro como meu parceiro da conta de Netflix, ou que me deixasse ter uma lista no seu Spotify. Quero subscrever o Amazon Prime contigo. Quero ter bitcoins tuas. Faz-me uma menção.

Serás sempre o Favorito dos meus contactos do smartphone. Eu estou pronta para nunca deixar de ser a tua.


Instagramo-te muito. Mais a cada dia que passa no Google Calendar.

 

Likes sentidos da tua, 

Maria das Palavras

Sigam-me no Instagram @mariadaspalavras, no Youtube aqui e no Facebook aqui.

17
Set18

O relato de um Sábado e a ponta do Icebergue

Maria das Palavras

Manhã na Cama - Imagem Unsplash | Maria das Palavras

 

A semana foi dura e pela primeira vez em muito tempo dei por mim a fazer uma coisa que odeio: rezar (figurativamente) pelo fim-de-semana. Tento sempre convencer-me que devo esperar coisas boas no próprio dia, seja ele qual for e o trabalho também deve ser uma fonte de alegrias. Normalmente resulta. Na semana passada, cá por coisas que tinham mesmo de ser, não resultou e foi stress a mais e sono a menos. 


Em sequência, o Sábado foi então absolutamente anormal: apesar de ter acordado às 9h passei horas e horas na cama. Tinha vários planos que envolviam sair de casa: ver como estava a praia, tomar o pequeno-almoço fora, fazer umas compras, talvez ir ao cabeleireiro. Mas entre a preguiça e as tarefas que tinha para fazer em casa, deixei-me ficar. 

Logo de manhã partilhei uma foto no Instagram onde lia na cama, com uma caneca do meu leite-com-café. De facto foi uma manhã de leitura entre os lençóis, pequeno-almoço tomado na cama, luz a entrar pela janela, quase poético. Durante o dia acabei um livro, acabei uma série e espreguicei-me muito, coisa que estava a dever a mim própria. Só me levantei oficialmente às 15h. 


No entanto, isso não traduz exatamente a manhã ou o dia. Queria mesmo era estar com o Moço, que tinha de trabalhar. A máquina de café está avariada. Demorei toda a manhã para ler as 30 páginas finais do livro porque fui constantemente interrompida com questões de trabalho. Continuei na cama, mesmo quando quis ver um episódio de uma série, porque o sofá que descascou todo está a ser forrado de novo (incha carteira). E foi de lá que trabalhei à tarde também de portátil no colo. Pelo meio não deixei de fazer todas as tarefas que tinha a fazer em casa, tão excitantes, como lavar, estender e arrumar roupa. 

 

O balanço foi um dia bom, claro. Mas aquela primeira foto que publiquei traduzia tão pouco. Serve de lembrete para como realmente tudo o que vemos nas redes sociais é uma ponta do icebergue da vida ou dos dias de cada um. Não faz mal que assim seja, não devemos explicações a ninguém. Mas devemos a nós mesmos essa lembrança quando olhamos para o quintal do vizinho.

 

 

Sigam-me no Instagram @mariadaspalavras, no Youtube aqui e no Facebook aqui.

15
Set18

A série mais tola do mundo (wait for it)

Maria das Palavras

anne-with-an-e.jpg

 

Comecei a ver quase sem querer. Creio que num serão em que tinha muito para fazer, mas uma dor-de-cabeça que abolia qualquer chance de ser produtiva. Estava na lista de recomendações do Netflix por causa de outra série tola qualquer que eu também tivesse visto e lembrei-me de uma Youtuber brasileira, daquelas que nem é só fru-frus e maquilhagem, ter dito que era uma série imperdível.


Depressa cheguei à conclusão que era uma série tola. Pateta. Juvenil. Ridícula. Como as cartas de amor.

Os discursos elaborados de uma menina-patinho-feio-orfã com uma imaginação para lá de fértil, os seus pés-na-argola, a falta de uma personagem com quem me identificar. Tudo motivos para deixar de ver a série. A série que não parei de ver.

 

É que eu também sou ridícula. É que também somos todos ridículos. Corremos todos os dias em sequência achando-nos pessoas muito sérias, quando a capacidade de sonhar nos é inata, apenas afastada pela crença que ser adulto é outra coisa. 

 

Tenho visto poucas séries, mas várias que gostei mais que esta: Bates Motel, Peaky Blinders,...no entanto nenhuma me levou a vir aqui querer escrever sobre ela. Porque nenhuma outra era assim: tola e inspiradora.

Sigam-me no Instagram @mariadaspalavras, no Youtube aqui e no Facebook aqui.

Pág. 2/2

Seguir no SAPO

foto do autor

Passatempos

Ativos

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

O meu mai'novo

Escrevo pr'áqui







blogging.pt

Recomendado pela Zankyou

Blogs Portugal

Arquivo

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2018
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2017
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2016
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2015
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2014
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D

subscrever feeds