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Maria das Palavras

A blogger menos in do pedaço, a destruir mitos urbanos desde 1986. Prazer.

27
Dez16

7 coisas que podem correr mal no Amigo Secreto

Maria das Palavras

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Antes de mais: calma! Já passou. Já não há mais amigos secretos. Compreendo o medo à simples menção. O amigo secreto é cada vez mais um flagelo da sociedade. Hoje em dia qualquer grupo de que faças parte quer fazer amigo secreto. Já não são só os grupos de amigos chegados. São os colegas do trabalho. O pessoal do ginásio. As pessoas que estavam na repartição da finanças naquele dia. Mas por este ano creio que estamos safos (pelo sim, pelo não, evitemos sair de casa), por isso falemos tranquilamente sobre o assunto. 

 

De repente, o amigo secreto que nasceu sob a desculpa de se poupar nas prendas, já obriga a comprar mais prendas do que inicialmente. Mas se negares participação és o Grinch e ninguém percebe - afinal o Amigo Secreto até tem aquele limite de preço de 5€. A matemática é uma disciplina transversalmente odiada e ninguém pensa que 5€ x [todos os círculos de gente com que trocas quinquilharias] = 340€. 


E aquela alminha que organiza diz: ah, mas não tens de gastar cinco euros, esse é o valor máximo. Atire a primeira pedra quem nunca sentiu a pressão para aproximar ao máximo o presente do valor máximo estipulado. Melhor: quem nunca comprou uma prendica adicional se a primeira foi praí metade do valor (e se nota). 

 

Portanto, aceitas o fenómeno encolhendo os ombros, fazes o teu melhor para escolher a prenda sem ires ao chinês (olá Primark, olá Tiger) e rezas para não te deparares com uma destas 7 situações:  

 

1.

Tu decides que já que eram só 5€ vais fazer uma coisa simbólica, como um postal com uma poesia dedicada à pessoa e juntas um bombom de uma caixa que lá estava aberta aberta há algum tempo, mas achas que a pessoa vai gostar. A pessoa que te calhou pede desculpa porque ultrapassou um bocadinho o budget (ai, não encontrei nada) e dá-te um colar de diamantes. Ficas com cara de pau e dizes que o presente a sério atrasou nos CTT e lhe dás depois? 

 

2. 

Dás um presente super personalizado que mostra que conheces a pessoa que te calhou em sorte (ou tentaste, ao investigar a fundo as suas redes sociais), como um vinil daquela banda que só ela conhece e sobre a qual anda a mandar dicas de Facebook há meses. Em troca, ela dá-te uma caixa de After Eight. Marca Branca.

 

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3. 

Finges lindamente que adoras a prenda que te calhou em sorte, mas o teu namorado ou amiga próxima aponta e diz alto e bom som: tu nem gostas de After Eight, pois não?  Ou: já tens isso, não tens?

 

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4. 

Era uma troca cega (Porquê!? Gente, não façam isto!) e só na própria noite sabes a quem vais dar a prenda escolhida. Como há 50 mulheres no departamente comercial e só um homem compras uma velinha aromática. May the odds be with you. Claro que te calha o Antunes. Que dá logo uma trinca na vela porque nem sabe bem o que era e só viu o desenho de uma manga. Está muito bom, chomp, chomp, chomp. E o bocado de pavio a pender da boca.

 

5. 
Adoro esta em particular. Pois bem, todos concordamos no Amigo Secreto naquele grupo de amigos para se poupar. Mas no fim do ritual...os teus amigos começam a desencantar mais prendas que distribuem por toda a gente. Olé! Toda a gente trouxe prendas para todos, sem que se tenha verbalizado que isso ia acontecer. Começas rapidamente a olhar para a mala a ver se há alguma coisa que possas embrulhar rapidamente. Uh, há quanto tempo é que aquela tangerina está ali?

 

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6. 

E quando a troca acontece com amigos emparelhados em casais? E claramente é só uma troca de prendas que aconteceu entre as mulheres que compraram tudo e os homens estão lá como quem assiste a um jogo da bola (mas com menos interesse). Faz-te sentir verdadeiramente especial quando a pessoa que te ia dar o presente (no caso um membro masculino do casal) diz "espero que gostes, escolhi com carinho" com aquele ar gozão que diz "agora a sério, foi ela que comprou, eu nem sei o que está aí". Uma pessoa demasiado fixe para se importar, claramente. Aponta o nome. Pode ser que seja ele a calhar-te para o ano e tu decidas dar-lhe um creme para as hemorróidas.

 

7. 

A pessoa que te calhou ou a quem calhaste não vem. E é sempre bom que tenhas pago 12,50€ para ir comer outra vez strogonoff de frango com bebidas à descrição (sobretudo se não bebes) só a bem da concretização do ritual e depois voltas para casa com o mesmo par de meias com renas com que saíste. 

 

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15
Dez16

O lado negro do Natal.

Maria das Palavras

Para além da solidão a que alguns se vêm obrigado, das mesas onde a consoada não é recheada de comida, de toda a restante miséria humana que parece destoar mais (e por isso ser mais intensa) nesta época natalícia, hoje deparei-me com mais um flagelo muito próprio desta quadra: 

 

Maria: Bom dia, queria uma broa de mel para levar, por favor. 

Sr. do Café: Tem frutas cristalizadas.

Maria: Nãaaaaaaaaaaaaaao.

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02
Nov16

O flagelo das novas profissões

Maria das Palavras

Empresários a  promover gente através do nome - Imagem Pixabay

 

Estava aqui a tentar perceber quem deveria contactar numa determinada empresa a propósito de um determinado assunto, quando me apercebo que é virtualmente impossível. Não faço ideia do que ninguém faz apesar de os cargos estarem todos visíveis e a culpa é desta nova mania de criar nomes de profissões. As empresas deixaram de promover os colaboradores, passaram só a promover o nome do cargo que desempenham. Sempre se poupa. Menos dinheiro, mais palavras a descrever a função. Normalmente também usam o inglês e acrescentam-lhe ares de importância. 

 

Assim, uma secretária é agora uma Desk & Office Manager.

Um psicólogo em território nacional é um Local Insight Specialist.

A senhora na caixa do supermercado é uma Shopping Expert & Advisor. Claro que se aceitar talões de oferta passa a aumular o cargo de Campaign Executive.

O rapaz que dá apoio na área de computadores da Worten é um Digital Coordinator.

 

E agora, a quem me dirijo para colocar a minha dúvida naquilo que costumava ser o Apoio ao Cliente? Ao Clients' Feelings Center Supervisor ou ao Global Director of Questions

 

Nota: Alguns ou todos os nomes de cargos deste texto podem ter sido inventados para efeito exemplificativo dramático da problemática em discussão. 

 

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27
Out16

O flagelo dos filhos na escola (na perspetiva de quem não os tem)

Maria das Palavras

Estou assustadíssima. Lembrem-se os mais desatentos que não tenho filhos, mas muitos amigos à volta já os têm - alguns já em idade escolar ou pré-escolar. Uma amiga minha partilhou no Facebook a guitarra artesanal que fez para a filha. A GUITARRA, senhoras e senhores. Isto são coisas que me encolhem o útero, confesso. Deixem-me partilhar convosco alguns flagelos de ter filhos pequenos que frequentam escolinhas com que me vou deparando e que me assustam mais que beber azeite coalhado diretamente da garrafa. 

 

1. Manualidades em casa

Coisas que eu faço bem em casa, à mão: nem lavar a roupa. Nunca achei graça a fazer colagenzinhas, recortezinhos e construções. Não quero ter cola nos dedos, não quero construir caixinhas e guitarrinhas de cartão. Teria de fazer muito esforço físico e mental para ficar uma coisa decente e prefiro brincar a outra coisa, pode ser? E NÃO QUERO sentir que tenho de me esforçar porque os paizinhos dedicados vão chegar lá com autênticos retratos renascentistas quando o TPC for levar de casa um desenho da família feito com os pais. 

 

2. Ai que pedra bonita.

Tenho na cabeça uma pedra (não literalmente, tipo tumor, só que me lembro) pintada que dei ao meu pai num Dia do Pai, precisamente. Eu sei que se faz o que é possível com crianças pequenas para tornar estas ocasiões especiais e as educadoras ou professoras primárias também não têm de ser artistas, nem têm dinheiro para certas coisas. Mas que porra, então parem de tentar ser uma secção de papelaria do IKEA a fazer pisa-papéis e calendários rabiscados. Ou bonecos com rolos de papel. Prefiro que ensinem as crianças a esquecerem-se de celebrar o dia da mãe (ou que lhes ensinem que o carinho é que deve ser a coisa especial) do que criar-lhes o hábito de oferecerem lixo e coisas recicladas. São esse tipo de crianças que depois tentam criar empresas que vendem colares feitos com cápsulas Nespresso usadas, minha gente!

 

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3. Trabalhos para onde?

Trabalhos para casa? Deixa cá ver quando é que achava aceitável fazer trabalhos de casa...Hummm...Ah, já sei, quando era eu que andava na escola. Portanto já andei uma vez na escola (check!), já fiz os TPC todos que tinha de fazer (check!). Então podíamos fazer um acordo que era: mandavam TPC para as crianças em quantidade e qualidade moderada de forma a que sejam coisas para as quais não precisam da ajuda dos pais, nem lhes tomam muito tempo. Ou então, nem mandam (oh Deus, ajuda a que esta medida vá para a frente antes de eu ter filhos) e essas coisas fazem-se na escola onde até já passam uma boa quantidade de horas. Pode ser? 

 

4. Cada menino traz um lanchinho para partilhar.

Lembro-me logo das séries americanas com as mães bullies pseudo-perfeitas. Aposto que por cá também há. A divisão entre as mães que compram croquetes do Pingo Doce e chegam lá todas transpiradas e despenteadas, a bufar, porque mesmo conseguir comprá-los foi um feito, e as que fazem Muffins de Noz de Macadâmia e Mirtilo caseirinhos, ainda quentes, até usaram o forno da instituição de freirinhas cegas onde são voluntárias para os cozinhar a baixa temperatura enquanto remendavam meias e só se atrasaram um minutinho porque estavam a acabar a manicure. E já disse que os mirtilos eram da sua pequena hortinha biológica? Claro que vou ser do primeiro tipo. E se é verdade que a opinião dos outros me rala pouco, talvez não me apeteça envergonhar os piolhos (e os pais dos piolhos).

 

5. Por falar em piolhos...

As escolas estão cheias de coisas pegajosas não é? É que às tantas é melhor trazerem o tal suporte de chaves feito com caixas de Chocapic no dia do Pai que um nariz cheio de ranho de bactéria alheia. 

 

 

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Pronto, já desabafei, no meu tom nada exagerado e bastante conhecedor. Estou mais aliviada. Pode ser que até chegar lá ganhe mais virtudes e consiga lidar com estas coisas. Mas em relação à tal guitarra artesanal ficam já a saber que se me calhar em sorte ter de fazer um instrumento musical para a cria levar para a escola, mando a criança virar um iogurte e chamar-lhe tambor. Pode não ser a criança mais prendada a nível de artes manuais. Mas será a mais criativa e visionária. Não? Desenrascada, então? Vá, esqueçam.

 

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11
Out16

3 coisas que me irritam solenemente em concertos

Maria das Palavras

3 coisas que me irritam solenemente em concertos - Maria das Palavras

 

1. O Bis
Vamos ser honestos, vamos? Essas músicas JÁ ESTAVAM NO ALINHAMENTO. Portanto quando fazem aquele numerozinho de ir embora e ficam à espera que o pública insista...no fundo estão só a enganar-nos. E nós aplaudimos. Ai que adoro ter de me pôr de joelhos por uma coisa que eles já tinham programado, vou-lhes bater palminhas por me fazerem de imbecil e tudo. É assim: têm mais para tocar toquem. Não têm: vão-se embora. Simples. Não gosto é de andar ali naquela: sera que vão voltar ao palco pela 65ª vez ou posso mesmo ir-me embora? É que acaba por se tornar numa espécie de Pedro e o Lobo. O público continua a pedir e eles continuam a vir. Quando não vêm mesmo já ninguém acredita e ficamos ali a pedinchar para o boneco.


2. Albufeira, quero ouvir-vos!
Paguei o bilhete, certo? Então quem canta SÃO VOCÊS! Nada dessas mariquices de "agora vocês" para o público (sobretudo nas notas mais difíceis, bem vos topo às vezes). É que não só eu não fui lá para ser eu a cantar o refrão (que aí até tenho uma escolha que é ficar calada) como não paguei para ouvir as centenas de marmanjos desafinados à minha volta. Se não quisesse ouvir alguém que soubesse cantar tinha ido ver o Pedro Abrunhosa, am I right
 
 
3. Ficha técnica ao vivo
Agora vamos lá apresentar os músicos todos que isto o vocalista é tão importante como o rapaz dos ferrinhos. Verdade. Mas se num dueto isto é tolerável, numa orquestra sinfónica nem tanto. Depois dos músicos todos vêm os técnicos de som, de luz, o departamento de relações públicas, o Horácio que montou o palco. Poupem-me. Eu também tenho um músico lá em casa e não me importo de ler o nome dele no programa em vez de ouvir um nome de cada vez, numa lista mais longa que algumas das músicas. E depois há sempre aquele fenómeno: quando começa o ditado de nomes ainda batemos palmas com vigor. Quando chega lá atrás ao baterista as palmas já estão tão fracas e regulares, como quem está ali a bater castanholas já sem ouvir quem está a aplaudir, que o homem até fica com o ego desnutrido. 
 
 
 

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14
Set16

O flagelo das datas redondas.

Maria das Palavras

Ou: será que 2016 nunca mais acaba?

 

O presente ano festeja 30 sobre a magnífica colheira de 1986 "onde moram" a maior parte dos nossos amigos chegados (e os não tão chegados). Onde moro eu também e o Moço. E é uma pressão desgraçada. Estar presente no aniversário de todos os amigos já é complicado num ano normal em que nem todos querem festejar, então imaginem num ano destes onde todos querem fazer uma festinha especial - ou quando não querem, os respetivos conjuges, amigos, familiares sentem-se pressionados a preparar supresas. Nunca pensei ser daquelas pessoas que temem os 40 (ou seja que idade for). Mas se os 30 são isto, daqui a dez anos a festa repete-se em modo mais gordo e eu, com outra década em cima, terei ainda menos paciência para palhaços coloridos e menos criatividades para me multiplicar em mensagens fofinhas para a ocasião (escritas, em vídeo ou grafitadas num mural de prédio).


É um problema sério. Já olho para os emails e mensagens que começam com "Este ano é uma data especial..." com o mesmo entusiasmo que aqueles de spam que começam com "Quero deixar-lhe a minha herança..." ou anúncios do Vaporeto Titanium. E é injusto porque quem fez os 30 no início desta vaga ainda levou com os meus sorrisos entuasiamados e o meu empenho total e agora já é mais uma espécie de "palminhas para ti, fazemos todos anos ciclicamente, sim?.

Assim sendo proponho-vos que abaixo assinem pelo fim da ditadura das datas redondas. Que se celebrem os 24 com o mesmo fulgor dos 30. ou os 57 com o mesmo fulgor dos 40. Ou vice-versa. Que cada ano seja especial de acordo com a vivencia própria e não pelo sistema numérico adotado no país. Da minha parte vou tentar criar um calendário da próxima década, em que cada amigo escolhe um ano para fazer "a" grande festa. Um deles vai ter surpresas aos 31, outro vai ter vídeos com mensagens aos 32, e por aí adiante - e já agora em datas em que eu possa sempre estar presente sem desiludir ninguém - e assim distribuimos o entusiasmo e eu não chego a Setembro com este espírito de mula...

 

 

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03
Ago16

Disco-nhecas

Maria das Palavras

Disconhecas - Maria das Palavras (Imagem Pixabay)


Eu podia culpar a idade. Dizer: ah, para mim as discotecas já tiveram o seu tempo...
Seria mentira. A verdade é mais parecida com isto: lá vai o tempo em que aturava fretes e às vezes ia a discotecas para acompanhar o pessoal (que felizmente também já acalmou essa febre). Não quer dizer que não me conseguisse divertir, mas nunca consegui integrar-me naquele ambiente e sempre preferi um barzinho com a música mais baixa, um concerto (sentada), um restaurante, um passeio, um bom serão em casa...E na verdade o que eu prefiro mesmo é fazer tudo isso durante o dia e dormir à noite...mas isso são outros quinhentos. 

Passemos em revista as caraterísticas das disconhecas discotecas que me fazem alergias:


O horário vampiresco

Não é só que abram de noite. É que as pistas de dança já abrem de madrugada. Quando eu estou ali mesmo em ponto rebuçado para o sétimo sono, vamos abanar o capacete. Nunca percebi porque é que só é socialmente aceitável dançar a partir das duas da manhã, mas isso talvez seja porque não bebo. O que me leva ao próximo ponto.

 

Lubrificante social obrigatório

Tens de beber! Prova lá! #sóquenão 
Se eu quisesse beber, poupava o desgosto de não gostar de vinho tinto ao meu pai e acompanhava-o com meio copo à refeição de Domingo. Não bebo alcoól, mas se o fizesse dificilmente escolheria um sítio cheio de estranhos desorientados a enfiar mãos em tudo o que lhes aparece à frente para o fazer.
Também nunca precisei dele para me divertir - e sim, acabava por me divertir nas idas às discotecas, senão não valeria a pena por lá os pés, por mais que preferisse estar a fazer outras mil coisas (e a primeira da lista seria: dormir).

 

Sozinho ou acompanhado? Tanto faz.
Não vais conseguir conversar com ninguém mesmo...E eu nunca gostei de excursões à casa-de-banho (ahahaha, como se fosse usar uma casa de banho pública, e logo de uma discoteca). A única vantagem de ir com um grupo grande é se as outras forem horrendas e sobressaíres ou dançarem como fusos e os teus passos do século passado não parecerem tão mal. Só que mesmo aí há outro probleminha...

 

O engate discotequeiro

Diz muito sobre alguém que queira arranjar o seu príncipe encantado (ou mesmo a sua one night stand) neste ambiente enfumarado e barulhento. A receita perfeita para uma manhã onde a primeira frase é "mas o que é que eu fui fazer? (literalmente). A grande vantagem é que não precisas tentar adivinhar como é o físico daquela pessoa, porque se seguir o código da discoteca já está quase sem roupa. Portanto quase consegues perceber como a pessoa é no fato em que veio ao mundo. Isto se não pensares nos saltos altos, soutiens e calças push up, extensões de unhas e pestanas e cabelo, maquilhagem de cal...ok, esqueçam.


De forma que esta coisa das discotecas pop up de verão onde o mexilhão se pela para entrar (pelo tempo de tirar uma selfie pelo menos) merece da minha parte um revirar de olhos mais repenicado ainda. É que já não bastava isto tudo...ainda querem pôr AREIA à mistura? Não me lixem...

 

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30
Jul16

Um minuto de silêncio pelo meu bloco de notas virtual*

Maria das Palavras

Fiz um hard reset ao telemóvel que andava lento por estar mais cheio de porcaria que um glutão num buffet. Certifiquei-me que os contatos e fotos estavam sincronizados e que não ia perder nada importante. Com a conta Google sincronizada até as apps voltam a ser instaladas sem ter de fazer nada, embora, claro, se não forem de login, percam a informação anterior que não foi guardada.

Esqueci-me do Bloco de Notas. Com notas preciosas. Textos, listas, excertos, dicas, receitas, nomes, sugestões de prendas. Coisas a fazer, a escrever, a lembrar, informação sobre em que botão da campainha tocar quando visitamos cada amigo e voltamos a perguntar-nos se era esquerdo ou direito...enfim. Coisas que nem me lembro - era por isso que estava lá. Uma vida (pronto, dois anos). Chorem comigo. 

 

*Sim, tenho outros - muitos - de papel mesmo. Mas este estava sempre na ponta dos dedos.

 

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21
Jul16

O Flagelo das Ecografias

Maria das Palavras

Pintura na barriga, imagem Pixabay

 

Perdoem-me desde já a potencial insensibilidade deste post. Mas preciso desabafar convosco.

Ora bem, tenho 30 aninhos, em teoria aquela idade em que a minha avó me veria já com cinco catraios nos braços, na prática, aquela idade em que as amigas à volta começam a ficar grávidas. Eu adoro bebés e crianças - tem qualquer coisa a ver com o fato de também gostarem de mim e eu depois não lhes resisto - e muito embora não esteja ainda a planear ter um 24/7 em casa gosto muito de ver e mimar todos os meus "sobrinhos" e acompanhar as mamãs na aventura, a uma distância segura (eheh). 

O que acontece é que continua a haver alturas que não sei bem como reagir, talvez por me faltar ainda a costela de mamã. E uma das coisas que mais me custa é...reagir a ecografias. Pensemos naquelas normais em que se vêem sombrinhas pretas e brancas e com sorte distinguimos uma forma. A primeira coisa que me acontece (nalguns casos) é...querer muito ficar feliz, mas não encontrar o bebé...lembram-se desta cena de Friends? Sou uma tal Rachel.

 

 

Quando me explicam para onde olhar, ou se a forma já for bem definida, e eu orgulhosa digo que fico muito feliz com esta primeira foto do "nosso" bebé, na verdade o que estou a dizer é que fico muito feliz que esteja tudo bem. No entanto, há SEMPRE amigos no circuito capazes de me fazer deixar cair o queixo no chão com os seus comentários. Nomeadamente:


"Oh-meu-Deus. Vê-se tudo!"
Hein? Eu demorei séculos para perceber o que significavam as manchinhas e tu vês tudo? Vês alguns ossitos, sabes onde estão as coisas, vá, mas quer dizer...exagero, não?

 

"É parecida com a mãe!"

Se já me queixava neste texto da insistência desde recém-nascido no discurso "com quem se parece a criança" (parece um bebé! acabou de nascer!), ouvi-lo dizer a partir de ecografias, deixa-me totalmente à nora. 

 

"Tão bonito, está a dizer adeus!"

Não...não me parece. Por muito que o vosso filho vá ser daqueles que aos 2 anos já recita o o alfabeto de trás para a frente em três línguas...tenho bastante certeza que neste momento essa mãozinha para cima significa só que está a tentar arranjar espaço aí dentro e a ajeitar-se como pode para crescer bem...

 

"Que coluna tão bonita!"

Juro que isto aconteceu. A sério? Isto não parece quando um tipo está a tentar elogiar uma miúda feia e lhe diz que tem umas unhas perfeitinhas? Ou que adora o facto de ela ter nariz? Digam-me...é suposto elogiar os ossinhos do bebé? Sou eu que sou meio estúpida ou são eles que estão só a inventar qualquer coisa para dizer porque também não sabem?


Pronto, enfim. Gostava que talvez me pudessem melhorar o léxico e avançar algumas sugestões para expressar a minha felicidade que não pareçam superficiais, mas, que enfim, não soem a forçado. No meu caso, claro, porque juro que aquele "que coluna tão bonita" foi bem sentido por quem o disse. Eu é que sou a desprovida de coração do grupo...

 


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16
Jun16

Os Finalistas Crónicos

Maria das Palavras

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Se antes as pessoas eram finalistas quando acabavam a licenciatura, hoje em dia são finalistas também os adolescentes no secundário, ou no 2º ciclo, as crianças na primária, os bebés na creche. Enfim, o difícil passou mesmo a ser não finalizar e fugir às cerimónias da cartola.

Próximo passo: cada vez que uma criança termina a sopa vai receber um diploma e um chapéu azul, na sua qualidade de grande finalista dos vegetais. Ou vai um miúdo de bicicleta de uma ponta à outra da rua e assim que chega já está lá um senhor a pedir discurso ao finalista da etapa sem rodinhas 2015/16. Ou termina uma sesta e acorda logo envolvida em fitas com dedicatórias por parte dos familiares.

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