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Maria das Palavras

A blogger menos in do pedaço, a destruir mitos urbanos desde 1986. Prazer.

14
Set16

Entrai, entrai.

Maria das Palavras

Pois bem, o meu tapete de entrada é algo que muito estimo (não é por acaso que o meu post de apresentação tem tapete). Penso que a pessoa que cá vem a casa deve logo ter a sensação de onde está a entrar. No caso, o nosso lar é profundamente irónico e portanto o tapete de entrada, desde que nos mudámos é este: 

tapete.jpg

 

 

Na altura achei carote (é do Gato Preto), mas tinha acabado de me mudar e precisava mesmo de uma statement rug e este tinha sido amor à primeira vista. O que é que sucede? O tempo de vida útil deste amiguinho foi deveras encurtado pelas obras no prédio e hoje em dia parece-se mais com a superfície lunar: cor de burro quando foge, atoladinho de pó. Nem dá para limpar o pés (só sujar) nem cumpre a sua função principal (ostentar uma mensagem gira, claro).

Tenho andado a namorar tapetes online (tudo amores platónicos, não se preocupem) e encontro muita coisa gira "lá fora" ou "cá dentro" a preços do demo. Até agora estava a ganhar um tapete do Game of Thrones que diz Hold The Door (só para quem segue a série) mas também custava uns tostões valentes, pelo que não ganhei balanço.


Quando a Odisseias me convidou a experimentar o Zori, o seu novo portal de moda, casa e decoração fui passear pelo shopping virtual sem nada em mente, mas com alguma expetativa, já que me prometiam grandes marcas de tudo e um par de botas (literalmente, também tem botas) a preços que o povo gosta. Mas o que é que estava na homepage? TAPETES! Tapetes de entrada giros e a preços acessíveis (comparando com o que tenho visto). Peço deculpa Odisseias, quase não vi o que mais estava disponível, porque parei logo para encomendar este menino que me roubou o coração:

 

tapete Zori by Odisseias - Maria das Palavras

 

E há mais opções giras (até considerei que alguns destes davam boas prendas de Natal): 

 

Tapetes Zori by Odisseias | Maria das Palavras


Já sei, já sei...sou meio maluca. Mas não temam, o tapete novo será posto à entrada (assim que as obras terminem, claro) e não vou ver se as pessoas o pisam ou não. Entrai, entrai. 

 

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28
Jul16

Acreditam em sinais?

Maria das Palavras

Estava a falar com as meninas da Seita do Arroz e a contar-lhes que desde que fiz reset ao telemóvel (apanhei um trauma, logo vos conto) o som das mensagens de Facebook (portanto das mensagens delas) era o de um grilo. Uma diz-me que antes isso que o som de uma cigarra. Fiquei em dúvida...a inseto soavam de certeza. Seria grilo ou cigarra? Já não me lembrava bem. Fechei a página de Facebook para ouvir as notificações no telemóvel e distinguir o som do bicho, afinal. Na página do separador abaixo, que me apareceu instantaneamente ao fechar o Facebook, um banner publicitário em grande destaque. Juro-vos.

 

Raid - Publicidade

 

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30
Jun16

Um fado para a Maria e para o Moço

Maria das Palavras


Será que os portugueses não gostam de fado? Já vos conto a razão de ser desta pergunta, mas deixem-me dizer-vos que eu gosto. Da poesia, da voz grave, dos acordes da guitarra portuguesa. 

 

Fado Maior by Morgadinha - Experiência de fado Odisseias

 

Pois há muito tempo que andávamos a falar, entre amigos, do dia em que iríamos aos fados. É daquelas coisas que falamos todos os anos e quantas vezes fomos? Pois, nenhuma. Por isso eu e o Moço chegámo-nos à frente e escolhemos esta experiência do site Odisseias, no Fado Maior by Morgadinha. Há outras opções no site da Odisseias, há sempre, e a minha escolha recaiu sobre esta por ser em Alfama, por incluir bons petiscos (pelo menos em teoria) e por ter lido boas críticas. 

Foi difícil marcar, porque o lugar estava cheio, em plena época de Santos, mas fui sempre atendida com simpatia  e arranjaram-me a mesa para o dia pedido. Pediram-me apenas que estivesse às sete em ponto. Claro, respondi. Claro que NÃO! Saí de casa com tempo suficiente para tecer um tapete de arraiolos e mesmo assim as malditas obras que são agora a praga maior de Lisboa fizeram das suas (voltem pombos, estão perdoados). 


Eu estava desorientada com o atraso - odeio estar atrasada. Para não perdermos mais tempo com o atraso que já levávamos no lombo, mesmo já tendo telefonado para avisar, o Moço anunciou que ia deixar o carro no parque que avistou. O parque da Emel nas Portas do Sol. Pois bem, o Moço nunca tinha estacionado num parque destes, em que se deixa o carro numa espécie de garagem e é o mecanismo que transporta os carros para um lugar determinado e o devolve, pelo que ficou meio em pânico. Era o senhor a explicar o funcionamento e o ar desorientado a migrar de mim para o Moço, que quase se despediu a chorar do carro, sem saber o que lhe ia acontecer. Spoiler alert: correu tudo bem, apesar de termos ficado com a pulga atrás da orelha de tantas vezes que o homem repetiu: não deixem pessoas ou animais na viatura.  E até acabou por não ser caro.


E lá fomos, encontrar o nosso cantinho de Alfama, em passo de chita.

Alfama - Maria das Palavras

 

Chegámos enquanto as guitarras cantavam. Gostei muito do sistema da casa- não sei se é assim em todas. O fado vadio começa e vai rodando as salas. Entram primeiro os guitarristas, apagam-se as luzes, eles dedilham e quando eles se calam, ouvem palmas e logo recomeçam, que lá vem o fadista. Eram três, são os que costumam estar por lá, a Milene Candeias, o Augusto Correia e PORRA que não me lembro da outra fadista - que é a da foto - e que foi a que cantou em exclusivo para nós, num momento em que estávamos sozinhos na sala. Foi maravilhoso ouvi-los todos, sem esquecer os guitarristas, a quem também não conheço os nomes mas felizmente já conheço o talento. Estive à procura na página de Facebook e hei-de sugerir-lhes que a atualizem com os nomes. 

 

Fado maior - fadistas - Maria das Palavras

 
E enquanto a música vai à outra sala, as luzes acendem-se e temos tempo para petiscar. Depois voltam para nos presentear novamente com os seus fados. Confesso que foi angustiante, ali num primeiro momento, ter a comida à frente a fumegar, estar esfomeada, mas não querer comer por respeito aos artistas. Enfiava um niquinho de pica-pau na boca enquanto ninguém estava a olhar (que ainda por cima estava delicioso) e prosseguia como se nada fosse. Foi só da primeira vez, depois já tinha o estômago aconchegado. E se eram bons os petiscos! O chouricinho estava incluído no menu Odisseias, com as azeitonas e o clássico pão com manteiga. Depois escolhemos três pratos da carta: ovos mexidos com farinheira, pica-pau e choco frito. Ah, as sobremesas foram mousse de manga para ele e bolo de chocolate com cobertura de côco para mim. Comam lá só um bocadinho com a vista.

Petiscos Fado Maior by Morgadinha - Experiência Odisseias

 

O senhor que nos atendeu era uma simpatia, contou-nos que fazia aquilo "por desporto" e de facto notava-se o gosto com que trabalhava. Ainda nos deu dois dedos de conversa - e dois copinhos de ginja com que brindámos (eu só brindei mesmo, porque por mais docinho que fosse, não gosto mesmo de alcóol). A sala onde estávamos apresentou-se praticamente vazia, por ter havido um cancelamento de um grupo grande. O senhor estava convencido que era por causa do futebol e eu não lhe quis dizer que naquele dia nem havia jogos do Euro. Havia alguns casais, estrangeiros, apenas estrangeiros. O que me faz voltar à pergunta: os portugueses não gostam de fado?

Brinde no Fado Maior - Experiência Odisseias

 

Para nós acabou por ser um momento bonito, ter um concerto intimista e sentido, fazer ressoar as palmas da sala toda. E pensei que voltaria, certamente, com um grupo de amigos. Portugueses. Sem cancelamentos. Fica a recomendação. Do Fado da Morgadinha e do fado apenas (que nunca é pouco). Vão seguir a minha sugestão? Prometo que vão gostar dessa noite diferente.  

 

Alfama à noite . Experiência Odisseias

 



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25
Jun16

Provavelmente.

Maria das Palavras

Foto daqui: http://indianexpress.com/photos/sports-gallery/euro-2016-day-of-underdogs-hungary-beat-austria-iceland-hold-portugal-photos-2853555/

 

Estou louca com esta campanha. Claro que só uma marca com uma notoriedade já de si enorme e fortunas gastas em marketing se pode dar a este luxo. Mas...porra, a marca paga milhões para estar no Euro e depois nem sequer usa o seu próprio nome (nem menciona o produto) na publicidade. Porquê? Porque pode. E todos nós sabemos exatamente o que é e quem nos fala. Provavelmente a melhor jogada deste Euro. 

 

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22
Jun16

Não são (só) os avós que estragam com mimos

Maria das Palavras

Spoiler alert: Este post contém reflexões sérias, publicidade descarada e uma boa dose de mimalhice.

 

O meu sobrinho emprestado (que na verdade é sobrinho do Moço) é viciadão no tablet. Não tem ainda dois anos e navega pelo Youtube (go Panda) e pelos seus jogos favoritos como um ás. Isto tem uma componente muito gira de o ver tão desenrascado e outra muito feia de uma criança tão pequena já estar tão agarrada à tecnologia. Ele também gosta de folhear livros (às vezes fica mesmo com as folhas na mão) e brincar com legos e pescar peixinhos com íman e tocar no xilofone e toda uma panóplia de coisas que não envolvem estar agarrado ao ecrã, atenção. Mas na hora da birra é o tablet que o sossega. Eu sinto-me muito dividida com isto (ele devia ou não mexer no tablet? O tablet devia ou não ser arma de chantagem e objeto de recompensa ou castigo?) mas não me atrevo a julgar, que não sou mãe - e os pais em geral já têm demasiada gente a julgá-los. Não se coíbam, no entanto, de deixar a vossa opinadela em baixo.

 

Mas se há coisa que me faz doer o coração é o pimpolho usar um tablet que na verdade é o iPad do pai. Ora eu não uso iCoisas mas sei o que elas custam e só de o ver a pegar no bicho, com as suas mãozinhas gingonas antevejo logo mil desgraças. Já para não falar das asneiras que ele faz a denunciar vídeos sem querer ou a clicar para comprar jogos da Apple Store (nunca compra, porque tem de pôr o pin, mas dêem-lhe mais um bocadinho a ver se ele não o aprende também).

E depois há a coisa que me faz derreter o coração que é ele chamar a tia (eu! eu!) para se sentar ao pé dele a ver os vídeos (já sou pró em músicas do Panda, da Xana Toc Toc, Heidi, Abelha Maia, até Sónia Araújo, só não nos chegamos ao Avô Cantigas que o pequeno tem medo!) ou pedir-me para o ajudar nos jogos de puzzles de animais.

 

Tablet para Crianças Odisseias | Maria das Palavras

 

Por isso não resisti, assim que o vi no shopping Odisseias, a mandar vir cá para casa este tablet especial para crianças para depois oferecer ao catraio. Tem na mesma ligação à net, tem uma série de aplicações já pensadas para a pequenada, tem Youtube (e Youtube Kids, já com vídeos selecionados para a criançada), tem uma capa de silicone boa para agarrarem (e mandarem ao chão) e o Kidoz que é um software pensado para os mais novos. Confesso que o que me venceu foi a ideia de mimar o miúdo mais giro do planeta Terra, que fica de beicinho quando os tios têm de ir embora, mas também fico mais descansada se souber que ele pode mexer nos vídeos e nos jogos que gosta sem pôr em risco um "brinquedo" tão caro como um iPad.

 

Tablet para Crianças Odisseias | Maria das Palavras

 

E agora? Fiz bem ou estou a alimentar ainda mais um vício que devia ser travado? 
E a minha sogra, avó do gaiato? Vai ficar contente pelo neto ou vai-me rogar pragas por ter sido eu a mimá-lo desta maneira?

Pr'ó diabo com as questões: estou é ansiosa por lho dar e ser a pessoa favorita dele. 


Disclaimer: Nenhum animal (de peluche) foi magoado no decorrer da composição deste post. Uma nota de agradecimento ao Gerevásio por ter servido de show girl para mostrar o tablet às pessoas. O post não foi escrito em parceria com ninguém, porque eu sei escrever sozinha.

 

 

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08
Jun16

A minha primeira experiência a três.

Maria das Palavras

Tenho de abrir o jogo convosco e contar-vos a minha primeira vez com dois estranhos: um homem e uma mulher. Começou por ser estranho, mas acabou por ser uma experiência de puro deleite. Já sei o que estão a pensar: e o Moço? Ficou de fora, mas apoiou-me. Sabe que precisamos destas quebras na rotina para manter uma vida animada. 
Eu cheguei e deixaram-me numa sala. Pediram que me despisse. Que me estendesse. As luzes baixas. A música suave. E depois besuntaram-me com óleo para que as mãos escorregassem melhor no meu corpo. As mãos e...só as mãos! Estava na Stetic4U a receber uma massagem a 4 mãos, experiência Odisseias, o que achavam que era? Hein, seus pervertidos ordinarões? Envergonham-me com essas mentes putrefactas...

 

Stetic4u - Experiência Odisseias | Maria das Palavras

 

Mas esqueçamos à vossa mente e voltemos à minha. Sabem quando estamos a ser massajados e é suposto estarmos de mente vazia? Normalmente não consigo. Aproveito muito bem a experiência, mas estou sempre a pensar em qualquer coisa, normalmente de como vou contar o que se passa aqui no blog ou ao Moço. A promessa era uma massagem a 4 mãos com aromaterapia e cromoterapia. E com todos estes estímulos ao mesmo tempo é impossível não esvaziar a cabeça e ter foco total nas sensações.

 

Quando estão a ser massajadas partes diferentes do corpo a sensação é boa, sendo que há sempre uma zona que está a predominar em relação a outra - normalmente a nossa favorita de levar festinhas. Mas quando se fazem danças sincronizadas nas nossas costas a quatro mãos ou temos as duas pernas ou os dois bracinhos em modo frango assado a ser bem massajados: chegámos ao céu e não temos travões. 


Stetic4u - Experiência Odisseias | Maria das Palavras

 

Percebi logo a parte da aromaterapia quando me começaram a esfregar aqueles óleos cheirosos, mas só quando me virei para baixo e me deparei com um jogo de luzes (sem ser o da sala) é que apanhei com a cromoterapia em cheio. Mas não dá sensação de discoteca, são luzes suaves que variam de cor e fazem parte do jogo de sentidos (mesmo com os olhos fechados). 

 

Uma coisa que eu gostava de propor aos donos de clínicas de estética e spa's que oferecem massagens é porem uma câmara escondida apontada à cara das pessoas quando estão com a face aqui enfiada neste orifícios das macas de massagem (deve ter outro nome). Pelo menos eu tenho expressividade suficiente para fazer um filme mudo - e não é só quando estou a tentar não me babar.

 

Stetic4u - Experiência Odisseias | Maria das Palavras

 

Foi de facto a primeira vez que fui massajada por duas pessoas em simultâneo e posso garantir que é todo um novo nível! A equipa também era uma simpatia, não só os talentosos que me puseram as mãozinhas em cima, e explicaram-me que tinham outros "rituais" de massagens, com surpresas românticas (como cápsulas com mensagens), de aniversário (flor de lótus que abre com uma vela, bolinho), etc. Fiquem com a pulga atrás da orelha para as ocasiões especiais - que eu também fiquei. 

 

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18
Mai16

Este blog não é sobre livros #4

Maria das Palavras

Mas se fosse e eu vos pudesse recomendar um só, seria a paixão assolapada de livro que ainda não consegui superar (e já li há uns bons meses): A Verdade Sobre o Caso de Harry Quebert de Joël Dicker.


A minha história com o livro é engraçada. Ganhei, não um exemplar, mas dois num passatempo. Um ofereci ao meu sogro que fazia anos na altura e gosta bastante de ler. O outro ficou na estante, arrumado, certamente mais de um ano, na fila de espera. (Talvez a história para vocês não tenha assim tanta graça, afinal.)

 

Quando, não sei porquê, o passei para a frente da fila e o li, não o li. Devorei-o. Todas as páginas se devem seguir umas às outras. O problema de se pegar num best seller são as expectativas - continuo a achar que é o problema em tudo na vida, mas agora falamos de livros - e este era um livro premiado e muito vendido. Mas nem o fenómeno de vendas recente A Rapariga no Comboio, nem o fenómeno de vendas antigo Mataram a Cotovia, chegam (na minha opinião pessoal, entenda-se) aos calcanhares desta peça de ficção que fala de escritores bloqueados e de crimes esquecidos. Que explica, baralha e volta a dar. E ninguém melhor que o próprio autor, na voz de uma das suas personagens, para descrever o que o livro nos faz sentir:

 

- Um bom livro, Marcus, não se mede apenas pelas últimas palavras, mas pelo efeito colectivo de todas as que as precederam. Cerca de meio segundo depois de terminar o livro, depois de ler a última palavra, o leitor deve sentir-se dominado por um sentimento poderoso; por um instante, só deve pensar em tudo o que acaba de ler, olhar para a capa e sorrir com uma ponta de tristeza porque vai sentir a falta das personagens. Um bom livro, Marcus, é um livro que lamentamos ter acabado de ler.

 

O autor vai estar na Feira do Livro de Lisboa no final deste mês a apresentar o seu novo livro - O Livro dos Baltimore, que tem o mesmo protagonista. Não espero apaixonar-me da mesma forma duas vezes por um livro do mesmo autor. Mas estarei lá. O novo livro vem comigo. Assinado, se tiver que ser (mas mais porque o autor tem uma carinha laroca e a perspetiva de me chegar ao pé dele na fila não é aborrecida, do que propriamente por dar mais valor a um livro assinado). 


E vocês? Vão resistir? Para a sinopse completa cliquem na capa que...vos leva direitinho à FNAC Online. Cuidado. Eheheh.



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17
Mai16

Naan! Naan! Naan!

Maria das Palavras

Vocês sabem que eu, ao contrário de uma blogger comum, como pão. Ora o Naan é o melhor pão do mundo (que me desculpe o pão alentejano de côdea estaladiça e que neste momento também marchava muito bem). Se não comprovaram ainda isto, corram já para um indiano.

 

Nan - Restaurante Danfé

 

Foi precisamente este tipo de raciocínio guloso que me fez escolher o título "Os Himalaias em Lisboa! Gastronomia Exótica para Dois | Alcântara" enquanto navegava no site da Odisseias. O restaurante é Nepalés - e eu já tinha estado em nepaleses e..adivinhem?...Serviam naan! Em boa verdade não sei distinguir restaurantes indianos de nepaleses, mas como são vizinhos vou acreditar que a diferença é pouca ou nenhuma - íamos todos adorar que um estrangeiro dissesse isto de Portugal e Espanha, não era? 

A rua do restaurante é escondida e feíta (ainda por cima fui num Sábado em que chovia a cântaros). Mas tive um sinal de confiança ao perceber que era mesmo ao lado dos Grelhados de Alcântara, já meu conhecido. O restaurante em si também é de decoração simples e não se daria dois tostões por ele - mas isso é apanágio dos melhores restaurantes indianos que conheço. Concentram-se na comida, é o que é!

 

Papari - Restaurante Danfé

 

Tivemos direito ao tradicional papari com os molhos de menta (o meu favorito), manga picante e agridoce.  Aprendi que o papari é pão de lentilhas e este era muito mais fininho que os que como noutros restaurantes - até o Moço que não costuma gostar muito, afinfou no papari.
Depois duas entradas: uma foi aquele cestão e naan que me durou a refeição toda (gosto de o juntar aos molhos da própria comida) e chamuças au-point (mesmo bem feitas, estaladiças e nada gordurosas). E para pratos escolhemos os nossos já conhecidos e favoritos: Chicken Tikka Masala (frango assado em tandoori com especiarias, salteado com molho de coco, natas e castanhas) e Garlic Prawn (camarão salteado com molho de alho e especiarias). Também gosto muito do Korma, mas fica para uma próxima. E o longo arroz basmati também é muito bom (eu sou tarada por arroz branco) apesar de uma vez, ao comer numa esplanada de um indiano, e vendo o arroz misturado no molho, a minha irmã ter achado que eram vermes que lhe tinham caído no prato...


Agora deixo as imagens falarem por mim:

 

restaurante danfe - maria das palavras - Odisseias

 

Comi que nem um abade (ou um monge, já que "estamos" no Nepal). E juntei este disfarçado Restaurante Danfé à minha lista de restaurantes a visitar de quando em vez.
Se estão em Lisboa, façam-me um favor: espreitem aqui o voucher e digam-me se não acham que vale a pena a experiência!

 

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13
Mai16

Fui ao aeroporto...receber uma massagem.

Maria das Palavras

Odisseias Tryp Lisboa (fotos site Odisseias)

 

A Maria vai fazer este post na terceira pessoa porque a Maria quer. A Maria acha que toda a gente merece ser bem esfregada de vez em quando, salvo seja. E desta vez saiu com a carne tão tenra, meus queridos, que estava pronta para temperar e ir ao forno. 

 

Este é o spa que nos relaxa e nos engorda: por isso aqui a menina recebeu uma bolachinha com o roupão logo à entrada e um chá com bolachinhas e um chocolate depois da massagem. Como quem diz "daqui não vais a dizer que passaste fome". Um política que faz falta a muitos restaurantes, no fundo...Estamos a falar do Tryp Hotel Lisboa Aeroporto, numa experiência proporcionada pela Odisseias

 

Tryp Lisboa Aeroporto - Massagem - Maria das Palavras

 

Ora bem, Maria troca-se, come a bolachinha e começa por atacar a zona de spa: sauna, banho turco e mega piscina com zona de jacuzzi. E meus senhores, este e o melhor jacuzzi onde Maria colocou alguma vez os seus presuntos gourmet. O dito é integrado numa ponta da piscina e tem uma espécie de espreguiçadeiras dentro de água que são todas elas compostos por jatinhos de água. Um sonho.


Passei aí o meu tempo praticamente todo até ser chamada para "a" massagem. [pronto, já não estou a falar na terceira pessoa] Uma massagem de bamboo. Eu desconfiei logo do que se ia passar quando avisei que tenho muitas cócegas nos pés e ela disse "como eu faço não tem cócegas, é preciso é força". Ui...
Bom, digo-vos já: não foi uma massagem de relaxamento, foi praticamente fisioterapia (nunca fiz fisioterapia, portanto deixem-me comparar à vontade). Ela migou-me todinha até desfazer não-sei-quantos nós de tensão que trazia nas costas e calcou-me os pés de tal forma que as cócegas até fugiram. Acham que me estou a queixar? Não estou! Claramente a rapariga sabia o que estava a fazer (e melhor do que eu, sabia o que estava a precisar - tareia no lombo, o  Moço há-de concordar). Os meus músculos tensos viraram algodão e ao sair estava mais leve e relaxada do que nunca. Há quem aprecie mais massagens de óleozinhos ao de leve e quem aprecie mais massagens em força (como o Moço, que adorou esta). Eu habituava-me com muita facilidade ao dois tipos. Neste caso levar com canas (de bamboo) fez-me muito bem. 

 

Bamboo (Imagem Pixabay)

 

No fim ainda aproveitei um pouco a sauna até ter aquela sensação familiar de olhos a arder (portanto ao fim de 30 segundos, sou uma fraca) e não fui ao banho turco porque estava lá um rapaz sozinho, giro, por sinal, e eu não queria que ele achasse que ia fechar-me com ele naquele espaço exíguo para lhe fazer mal. Isto porque nesta altura achava que já estava solteira: o Moço tinha ido comigo mas eu não o encontrava em lado nenhum. Afinal já estava a despachar-se no balneário masculino, porque tinha rebentado a touca na piscina. Eu também acho a touca ridículo mas não me ponho a rebentá-las por causa disso. Cada um sabe de si.

Experiência a repetir? Sim. Mas para a próxima, e já que estamos ali junto no aeroporto, que seja também para seguir viagem logo a seguir.

 

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26
Abr16

A minha mãe é...azarada!

Maria das Palavras

Sabem aquelas mães de mãos mágicas que transformam tudo em ouro e só com um sopro fazem passar os dói-dóis? A minha mãe é a melhor do mundo (sim, é a minha, não adianta teimarem), mas tem o toque de Midas estragado. Consegue avariar quase tudo aquilo em que mexe. E não é por fazer mau uso, é mesmo por um fenómeno qualquer de embruxamento. 

 

Foi por isso que com o pack Odisseias do Dia da Mãe em mãos, e tendo oportunidade de o personalizar, saiu-me isto:

 

A minha mãe é...azarada - Pack Odisseias Dia da Mãe | Maria das Palavras

 

Opções que teriam sido aceitáveis: a melhor do mundo, linda, fantástica, maravilhosa.

Opção da Maria: Azarada!


Mas a questão é esta: ela precisava mesmo era de um telemóvel. Porquê? Porque mesmo quando ela não avaria tudo o que mexe, há quem a ajude a fazê-lo. O telemóvel dela? O nosso adorável demónio cãozinho...roeu. Afinfou os dentes no aparelho - quem sabe querendo ligar a alguém, que com isto de ser capado tem de olear a sua vida social de outra maneira. O certo é que o telemóvel ficou meio para cá, meio para lá, apesar de ter ficado bem mais giro, com marcas personalizadas de dentinhos afiados. Azar o dela! 

Querendo fazer uma boa ação, conferenciei com o resto da família e mandei vir um telemóvel bem em conta do shopping da Odisseias. Tinha quase a certeza de já ter visto lá telemóveis catitas - fazer chamadas e tirar fotos, é tudo o que ela precisa. Mas...o que eu queria esgotou-se e nenhum dos outros - que são modelos melhores e portanto mais caros, tem chegada prevista a tempo do Dia da Mãe. Azar o dela! Outra vez...

 

Pode ser que tenha sido melhor assim. Ela andava entusiasmada para criar conta no Facebook e com o telemóvel roído afigura-se mais complicada a tarefa. Além disso, se o mote da Odisseias é providenciar experiências, assim temos a certeza que no telemóvel não vem para proporcionar mais uma experiência dentífrica para o cão da casa...

 


Nota: O primeiro que vier para aqui dizer que o Dia da Mãe não é para ser uma data consumista vai de vela. Se não for (ao menos) isto, em vez de latas de atum pintadas com as mãos, não sei quando é que o meu relógio biológico alguma vez se liga na vida... Além disso a minha mãe só faz anos em Dezembro, por isso tem muito que esperar até que seja tempo de alguém lhe oferecer o telemóvel. Assim, enquanto espera, sempre faz uma massagem para relaxar! 

 

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