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Maria das Palavras

A blogger menos in do pedaço, a destruir mitos urbanos desde 1986. Prazer.

26
Set18

Este blog não é sobre livros #18: Truly Madly Guilty

Maria das Palavras

Truly Madly Guilty - Maria das Palavras | Opinião

 

Em português, chamam-lhe "Até que a Culpa nos Separe" mas mais uma vez apostei na versão inglesa para poupar uns cobres. Até aqui a única desvantagem desta dica de poupança é que eu bem recomendo os livros, mas menos gente o quer emprestado - o que pensando bem, dependendo de quem pede, até pode ser bom. 

 

Agent-Smith-Evil-Laugh.gif

 

Pois que dizer? Quando comecei a ler Liane Moriarty nunca mais parei e este foi o "não há dois sem três" a seguir ao Big Little Lies e O segredo do meu marido. Dos três foi o que me custou mais a entrar na leitura. Pensando bem, agora que acabei, ainda não consigo justificar o início. 


Gostei, porque gosto da escrita da autora, há sempre mistérios que ela nos vai permitindo descobrir sozinhos, outros que espera para nos revelar, e traduz as várias fragilidades humanas sem medos. O tema - aí sem mistérios, logo a partir do título - é desta feita: a culpa. Um sentimento tão bem impregnado na nossa cultura ocidental que qualquer um se identificará, mesmo que queira dizer às personagens: esquece isso, m'lher, não podes carregar o mundo às costas. 

 

Gostei, mas gostei menos do que dos outros. Li-o bem, mas estou preparada para ler algo diferente agora. 

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24
Set18

É muito mais o que nos une, que a chatice que nos separa

Maria das Palavras

Ora bem, eu e o Moço, sim senhor, cinco anos e ainda estrada a ver-se pela frente, extensão de garantia, nada de trocas aos 100 mil quilómetros, apesar de algumas avarias menores, várias revisões obrigatórias e todos os seguros abrangendo terceiros em dia. Agora, se eu tivesse de dizer que nos separamos um dia, tenho a certeza da razão. 

 

1) Temos níveis de ambição diferentes?

2) Só em caso de traição.

3) Ele tem bicho carpinteiro

 

É claramente a última hipótese. Eu até poderia ser adepta do perdão se ele me traísse com alguém que me fizesse compreender bastante bem a tentação da carne (de Sara Sampaio para cima, entenda-se, portanto até podia ser caso para bater palmas e largar um sim senhor!), mas jamais me conformarei com a falta de sossego deste homem. 

 

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Vídeo que captei do moço numa noite relaxada a ver televisão.


A sério, a gelatina Royal inspirou-se nele para criar a inconstância da gelatina. O saltitão foi um brinquedo inventado por um observador que estava no parque infantil a vê-lo quando era criança.  Ele terá sido o bebé mais insistente, se não o primeiro, a pontapear a mãe! O termo "irrequieto" entrou no dicionário por causa dele (e dos caracóis no Alentejo) e o novo acordo ortográfico surgiu por acaso no meio de uma discussão sobre um novo termo que exprimisse mais movimento do que "irrequieto" que pudesse qualificar o Moço.

 

Enquanto dizem: "o rato roeu a rolha da garrafa do rei da Rússia" já ele alisou o cabelo, coçou um pé, ajeitou o cinto, mudou de posição, trocou o canal na TV, assobiou, deu um murro no peito, tossiu e andou ao pé-coxinho. Uma coisa de cada vez, que continua a ser um homem que obedece ao cliché da falta de multitasking, apesar de conseguir dançar a lambada enquanto lê um livro.

 

Que faço eu, uma lesma inamovível do pior, que só quer sossego, face a esta problemática? Têm sugestões que não sejam drogas leves ou fármacos fortes?

 

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20
Set18

Você (não) decide

Maria das Palavras

Quem já viu aqueles magníficos vídeos de Youtubers em que durante um dia, os seguidores votam no Instagram para decidir o seu dia? Entusiasmante, certo?! Não. 

 

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Há uns tempos li uma sugestão que me pareceu bastante pertinente acerca de amenizar birras infantis. Dar escolha à criança, condicionando essa escolha. Por exemplo, querem que a cria se sente na cadeira "da papa". A escolha parece ser sentar ou não sentar e a criança 98% das vezes não se quer sentar. A partir do momento que ela compreende, pode apresentar-se outro tipo de opção: queres sentar-te com a tua boneca na mão ou preferes o carrinho? E queres o arroz com o garfo ou a colher? A criança entretém-se a pensar na decisão que lhe cabe e nem repara (tem dias!) que não se sentar ou não comer o arroz não é uma escolha. 

 

Sinto que sou a criança na cadeira da papa sempre que me deparo com esses vídeos ou sondagens de "controla o meu dia" (que, atenção, só vejo, se quiser, porque de facto sigo as Youtubers com gosto). Visto este vestido que gosto muito ou aquele vestido que gosto muito? Corto o cabelo ou não corto o cabelo? (o que significa fico igual, ou fico igual com menos um centímetro de pontas?)

Claro que não têm de nos dar o poder de lhes pintar o cabelo de roxo ou tatuar "amor de mãe" na virilha, mas caramba, gostava por uma vez de escolher realmente, se a proposta é decidirmos qualquer coisa. Em vez papas de aveia ou crepioca para o pequeno-almoço, iam ver se não acabam a comer francesinha às 8h para abrir a pestana (#tudonapaz).

 

E daí talvez seja só a minha veia controladora a querer atingir novos limites. Ignorem-me, sim?

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18
Set18

Um Update à Carta de Amor

Maria das Palavras

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Meu Moço,

 

Já foi há mais de cinco anos que te adicionei e a partir daí nunca mais deixámos de fazer likes um ao outro. Há mais de cinco anos que as minhas melhores fotos têm a tua tag. Há mais de cinco anos que és o meu destinatário de emails favorito.

 

Contigo cresci: dupliquei o número de seguidores quando os teus amigos se tornaram meus e o grupo da família no Whatsapp são afinal dois. Contigo aprendi a experimentar coisas novas: passei a colocar fotos de dois pratos no Instagram. Contigo vivi: os melhores pontos do meu Google Maps, piquei-os contigo e fizemos thumbs up a centenas de lugares novos, mesmo quando discordamos nas reviews. Contigo aventurei-me: lembras-te quando ignorámos o radar do Waze? Contigo partilhei: tantas receitas da #comidafit.


Não imagino outro como meu parceiro da conta de Netflix, ou que me deixasse ter uma lista no seu Spotify. Quero subscrever o Amazon Prime contigo. Quero ter bitcoins tuas. Faz-me uma menção.

Serás sempre o Favorito dos meus contactos do smartphone. Eu estou pronta para nunca deixar de ser a tua.


Instagramo-te muito. Mais a cada dia que passa no Google Calendar.

 

Likes sentidos da tua, 

Maria das Palavras

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