Comentar o comentador #5
Como já devem ter ouvido falar e comentar sobejamente, a Playboy anunciou que as capas vão deixar de ter nudez. A verdade é que muitas das capas ao longo dos anos não apresentaram nudez, sem serem por isso menos sensuais. Comercialmente, entende-se até (de um prisma apenas): as capas não ficarão mais escondidas nos expositores das tabacarias, porque não há "vergonhas" à mostra.
Claro que se impõe um certo escárnio e mal-dizer. Claro que se impõe um erguer das vozes (masculinas e, porque não, femininas). O que será da Playboy sem nudez na apresentação? Será que os livros de culinária também deixarão de apresentar comida na capa? Faz-se uma capinha com um prato vazio e depois logo se vê?
Não, não é? Por mais que se possa racionalizar, não há quem possa gostar disto. Ou há.
Encontrei um homem - o único - que fica feliz com esta medida comercial. Não só isso, até se incomoda de estar a ler o Observador e ter de se deparar com notícias deste nível, ilustradas logo à partida com um (aaaahhhhhhh - gritos de horror): rabo.
Fontes próximas asseguram que a seguir a ver as fotos das capas exibidas na notícia - todas as 63 para se aperceber do grau de atrevimento deste diário online e sentir-se completamente impingido - deitou ácido nos olhos, para evitar situações semelhantes no futuro.
Ao Observador, deixamos o mesmo aviso que deixou o Vítor: cuidado com este caminho perigoso. O do funcionário que escreve a notícia ficar distraído na recolha de fotos e ser menos produtivo, entenda-se.
Gostava ainda de sugerir a criminalização formal das 817 pessoas que até ao momento tinham partlhado em redes sociais a notícia do Observador, impingido uma notícia do foro erótico aos seus amigos, potencialmente causando um sofrimento indescritível aos mesmos pela cumplicidade demonstrada na comercialização do rabo na capa (perdão, da mulher na capa). O Vítor é que viu bem a coisa. Agora, com o ácido nos olhos, já não vê tanto.