Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Maria das Palavras

A blogger menos in do pedaço, a destruir mitos urbanos desde 1986. Prazer.

01
Fev16

Mais olhos que barriga

Maria das Palavras

Bifana de Vendas Novas  - Maria das Palavras

Maria (de olho gordo para outra mesa): Humm...o que te parece aquilo que os senhores têm ali? 

Moço: Não sei...uma espécie de molho,acho.

Vem o senhor atender-nos.

Maria: Quero uma bifana, um prato de batatas e uma cola com gelo e limão.
Senhor: E o nosso novo molho para as batatas?
Maria: De que é feito?
Senhor: Natas e cogumelos.
Moço: Tu não gostas de cogumelos nem muito de natas...
Maria: Quero provar na mesma!

Olhar reprovador do Moço. Vem tudo para a mesa. Maria-gorda avança com a batata para o molho e prova lampeira:

Moço: Então, gostas?
Maria: Não...mas queria mesmo provar.

 

Não posso ser só eu (e a Susana Félix) a ter mais olhos que barriga (e cérebro). Não sou, pois não? Digam ao Moço.

 

Sigam-me no Instagram @mariadaspalavras, no Youtube aqui e no Facebook aqui.

12
Dez14

Palavras dos outros #5

Maria das Palavras

bifanas

Esta podia ser a história dum homem e duma mulher que foram feitos um para o outro, mas não é. Quando nascemos, nascemos feitos para nós mesmos. Não é egoísmo, é liberdade. Se o Amor não entender isso, acaba. O problema é que normalmente não entende, porque o Amor tem a mania de ser egoísta.
Sobre o que falamos quando falamos de Amor, acaba sempre no mesmo pressuposto, errado, de que quando duas pessoas se Amam passam a dever alguma coisa um ao outro. É a assumpção de que duas pessoas podem nascer uma para a outra quando, de facto, não podem.
 A variável do nascimento insere-se no imenso caos probabilístico que nos torna impossíveis para o(s) outro(s). Ainda bem, digo eu. Sabe tão bem sermos feitos para nós mesmos que sabe ainda melhor quando atingimos a impossibilidade do Amor.
Na verdade, o único egoísmo que consegue ser maior do que o nosso é o egoísmo da paixão. Quando nos apaixonamos e passamos a sentir que o chão está dez centímetros abaixo dos nossos pés, assim como quem não quer a coisa, abdicamos um pouco de nós.
Estou a escrever este texto com as mãos a cheirar a bifanas, as melhores do mundo, que como de vez em quando no Icaria, um restaurante perto da estação de São Bento. São dois euros e noventa por uma experiência divinal com carne no pão e uma cerveja. Mais ainda quando se assiste ao que eu assisti hoje. Um homem e uma mulher a discutirem energicamente na rua. Ela a pedir que ele a deixasse em paz, ele a argumentar que foram feitos um para o outro.
É um péssimo argumento, pensei. Depois trinquei a bifana.


Do Bagaço Amarelo, que me fez salivar com este texto do seu fabuloso blog não compreendo as mulheres

 

Sigam-me no Instagram @mariadaspalavras, no Youtube aqui e no Facebook aqui.

Seguir no SAPO

foto do autor

Passatempos

Ativos

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

O meu mai'novo

Escrevo pr'áqui







blogging.pt

Recomendado pela Zankyou

Blogs Portugal

Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2017
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2016
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2015
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2014
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D

subscrever feeds