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Maria das Palavras

A blogger menos in do pedaço, a destruir mitos urbanos desde 1986. Prazer.

21
Abr19

O blogger anónimo está em vias de extinção

Maria das Palavras

A blogger anónima, uma espécie em vias de extinção - Maria das Palavras


Ninguém abre os olhos para esta causa. Ninguém cria uma linha de apoio. Ninguém marca blogger anónimos na consignação de solidariedade do IRS. Mas a luta é real.

 

O blogger anónimo não pode ganhar uns trocos pintando os beiços com a nova gama de maquilhagem ou os óculos de sol da Vitom, porque não pode mostrar a cara.

 

O blogger anónimo só tira fotos de costas, o que é uma fortuna em calças, que nunca podem estar coçadas no rabo.

 

O blogger anónimo vive incompleto por não poder usar o filtro de orelhinhas de cão nos Stories, que é revelador de identidade.

 

O blogger anónimo não pode ir a eventos da Boticário (e não é só porque não foi convidado!).

 

O blogger anónimo nem pode ser levado para cativeiro no zoológico para preservação da espécie, porque ninguém pagaria para ver uma figura com uma máscara de emoji a tapar a cara. 

 

Face a todas estas dificuldades, muitos optam pelo caminho da fronha a descoberto. Os efeitos são nefastos. E não falo de olhar para pessoas feias, porque hoje em dia toda a gente sabe que não se usam sacos de plástico para comprar fruta e a beleza está no interior. Mas o grau de realidade cai a pique. Toda a gente sabe como é mais fácil a prática de dizer-o-que-vai-na-telha quando ninguém sabe bem quem fala. Os comentadores anónimos que o digam. Há muito hater com nome que também é elefantezinho em loja de cristal, mas os anónimos gostam mesmo de partir a louça até ao último caco.

A vós, resistentes do anonimato na web, um conselho para a vida: mesmo sob a capota, nunca devem escrever nada que o vosso pai ou o vosso chefe não pudessem ler.

 

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16
Dez18

As que se põem a jeito.

Maria das Palavras

Opinioes x 1000, respeito x 1000, Maria das Palavras Blog (foto de base Unsplash - Gareth Harper)


Hoje, como na maior parte dias em que estou sozinha com tarefas caseiras para despachar, foi dia de me fazer acompanhar com o tablet de um lado para o outro, enquanto arrumo roupa, ou cozinho. Vou ouvindo as peripécias de diversas Youtubers, meio atenta, meio distraída. E, hoje em particular, chamou-me a atenção que várias delas mencionaram os comentários insultuosos do público e a expressão que elas tantas vezes ouvem: a partir do momento em que se expõem, põem-se a jeito

Falam para muita gente, partilham parte da sua vida e portanto, sim, é natural que mais gente forme opiniões, ou mesmo comente, o que se passa. Mas faltar ao respeito a alguém é um ato igual quer sejamos a única pessoa a ver ou sejamos um de 50 mil.

Vamos a exemplos práticos.


Digamos que conto a uma amiga minha que já comprei todas as prendas de Natal. Expus-me diante dela.  Ela odeia o consumismo e desperdício gerado à volta de datas como o Natal. Ela vai julgar-me. Vai (ou não) dar-me a sua opinião. Terá de o fazer de forma educada. Não é esperado ou aceitável que me chame nomes ou ameace.

Digamos que o digo no Youtube num canal com meio milhão de subscritores. Expus-me diante de todos eles. Pelo menos cem mil odeiam o consumismo e o desperdício gerado à volta de datas como o Natal. Eles vão julgar-me. Vão (ou não) dar-me a sua opinião. Terão de o fazer de forma educada. Não é esperado ou aceitável que me chamem nomes ou ameacem. 

 

Se disser algo a uma pessoa ou um milhão, o julgamento e as opiniões serão multiplicados pelo mesmo número, inevitavelmente. Mas o respeito devido está na mesma expressão numérica e também deve ser multiplicado. 


Alguém que fala para uma audiência maior tem uma maior responsabilidade e deve usar a sua voz da melhor forma. Mas não tem, sob nenhuma circunstância, uma autorização emitida para merecer menos civismo do que aquele de que fazemos uso diariamente, nas nossas interações pessoais e individuais. Nem para ouvir que estão gordas, nem para ouvir que o cabelo está horrível, nem para condenar nenhuma das suas opções. Se ajudar, façam um exercício: pensem que a pessoa pública é a vossa vizinha do lado e se encontram com ela na escada: dir-lhe-iam diretamente o que estão prestes a escrever? Não?! Então apaguem e sigam com o vosso dia. Prometo que prosseguirem, nem chega a ser assim tão terapêutico para as vossas próprias frustrações.

 

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28
Nov18

Nem por acaso.

Maria das Palavras

Admiro pessoas que fazem o que eu não sou capaz de fazer. Não digo coisas como dominar malabarismo, cozinhar soufflés, construir um motor de um automóvel, ou...assobiar. Também não sou capaz dessas. Digo pessoas capazes de sonhar. E de pegarem nesses sonhos e fazerem como diz naquele ditado japonês: quando rezares, mexe os pés. 


A Alexandra, que para mim é a Fatia Mor, sonhou e mexeu os pés. Apaixonou-se por fotografia, mais ou menos como eu sou apaixonada pelas palavras. Sonhou que havia de ser mais que um passatempo e mexeu os pés. A Alexandra aconteceu, quando aconteceu o sonho dela. Eu que não tenho coragem, disciplina, energia para isso, admiro-a tremendamente. 

 
 
 
 
 
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Ela chama ao seu projeto Serendipity Photography, que se define como um acaso feliz. Mas isto não foi acaso: foi tudo ela. Um motivo mais para ela se orgulhar e à sua família linda que nos arranca gargalhadas a cada episódio descrito (já disse que é mãe de três?!). Por isso hoje, por nenhuma razão em especial, apeteceu-me dizer a quem quer que ainda não a conheça: que a vá conhecer. 

 

  • No blog, no qual aliás podem votar na categoria Família para os Sapos do Ano (e de viagem, votem no meu, para Generalista). 
  • No Facebook do projeto Serendipity, onde podem marcar as vossas sessões.
  • No Instagram da @fatia_mor, onde algumas imagens captadas pela sua objectiva também são publicadas. 

 

E, já agora, maltinha de sotaque alentejano...considerem isto:

Natal_pub.jpg

 

Não vos dou é nenhum código de desconto para as sessões. Primeiro, porque não combinei este post com ela. Depois porque amigo que é amigo (mesmo que seja dos blogs), recomenda que paguem tudo e ainda dêem gorjeta. Mas digam que vão daqui e tenho a certeza que vão ser recebidos com sorrisos iguais aos que ela capta nas fotografias.

 

 
 
 
 
 
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21
Nov18

Estamos num relação desequilibrada...

Maria das Palavras

Camarão na Fazenda | Sibaúma | Pipa - Maria das Palavras no Brasil 2018


Sabem quando um dá mais do que recebe? Continuamente? Até ao ponto de estarem numa relação desequilibrada (como eu naquele baloiço)? Assim estamos nós. 


Não somos "nós" eu e o Moço. Somos "nós" eu e vocês que me lêem. Eu escrevo pouco, passo mais tempo no Instagram, só digo tolices, qualidade zero, humor questionável. Dou pouco mais que umas palavritas. 

E vocês? Dão-me paletes de carinho. Não só tive nomeações (sem ser da minha mãe) nos Sapos do Ano, como tive nomeações suficientes para estar a votos na categoria Generalista. Portanto já que começaram o trabalho, acabem-no se faz favor. Vão aqui e votem na vossa Maria ou em quem acharem que merece o Sapo d'Ouro. Pode ser que se ganhar publique a foto seguinte onde caio de chapa no rio (mentira, iss não aconteceu e se tivesse acontecido e o Moço fotografasse a máquina também mergulhava comigo).

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08
Mai18

As influenciadoras fazem mal à saúde?

Maria das Palavras

Imagem Pixabay - Joy

 

Acho que este novo fenómeno de se achar que as "influenciadoras" fazem mal às pessoas é um pouco como não querer que as crianças vejam desenhos animados "com lutas". Ou seja, sim, reconheço que devem ser ambos consumidos com moderação (tantos as fotografias das últimas viagens patrocinadas pelos produtos da moda, como a cena do pontapé do Rato de Marte no Power Ranger vermelho), mas no final é só uma questão de nos munirmos de bom senso e ensinarmos a nós mesmos e às nossas crianças que os dois casos têm ficção a não ser aplicada à vida real. O que significa que não só não é 100% verdadeiro - é filtrado ou fingido - como nem sequer é desejável (ser pleno a tempo inteiro deve ser mesmo muito cansativo e pouco saudável).

 

Os blogs acabam por ser um bocadinho mais francos do que os Instagrams e os vlogs, porque às vezes as palavras transmitem dores de uma forma mais bonita do que uma imagem. A blogger pode dizer que chora de forma poética, mas ninguém quer ver uma foto dela com ranho a escorrer numa rede social da moda.

Ainda assim, ninguém tem uma vida perfeita, ninguém tem zero problemas, ninguém acorda penteado e maquilhado como se fosse para uma gala, as malas da Prada não dão saúde eterna. E se todos soubermos isto, não faz mal ver todos os dias fotos glamourosas de felicidade irradiante da fulana tal, porque sabemos que algumas dessas imagens são publicadas em dias em que ela não está bem e foi ao arquivo. Porque é humana, como nós. Só que, exatamente como nós fazemos - tirando aquela prima que todos temos que até publica fotos da unha do pé encravada e vídeos dos curativos -,  tenta aparecer sempre no seu melhor.

 

Treinemos o nosso sentido de noção e realismo. Domemos a nossa inveja. Vejamos o entretenimento exatamente apenas como aquilo que é. Aspiremos exclusivamente ao que sabemos que é real. Admiremos as pessoas que não estão dentro do ecrã do tablet, mas que se cruzam conosco na vida real. 

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31
Dez17

Relendo.

Maria das Palavras

Com bons olhos (fora a miopia) noto que, apesar de todas as saudades de pessoas e lugares  que se matam só a espaços, - estou muito mais feliz com esta mudança hoje do que estava quando ela aconteceu. Palmadinhas nas costas, Maria. É (também) por isto que escrevo. E é muito bom constatá-lo ainda antes de virar o ano.

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28
Dez17

A blogger menos in do pedaço em 2017.

Maria das Palavras

2014 | 2015 | 2016 | 2017

Mudei-me. Na passagem de ano estava fiadinha que nunca sairia da capital até ao fim dos meus dias (citação própria: tenho os pulmõezinhos habituados a esta poluição) e em Fevereiro já estava a morar junto a uma arejada praia do Norte. Reencontrei pessoas contra todas as probabilidades. Li muito menos e escrevi muito menos.  Tive mil vezes vontade de ler mais e escrever mais e melhor, mas raramente foi tempo disso e o blog esmoreceu. Mesmo assim não falhei no meu compromisso de um post por dia desde 11 de Julho de 2014 quando este blog ganhou vida. Pendulei no Alfa. Fui surpreendida e conferi que continuo a não gostar de ser a última a saber das coisas. Fiz duas viagens-de-cair-o-queixo lá fora, mas passei muito mais horas a viajar em estrada nacional para ver amigos e família - sempre com o meu companheiro da viagem da vida que é o Moço. Aprendi a valorizar o tempo como nunca antes. Confirmei que a distância não é mais que um filtro que só deixa de lado quem é acessório - e que, por múltiplos meios, quem quer estar presente na nossa vida, está presente. "Casei" uma boa amiga e desejei secretamente que fosse a última a meter-me num vestido de dama de honor. Estreei-me nas salas de teatro do Porto (calma, sempre do lado do público) e vi um concerto fantástico com a minha irmã nos jardins de Serralves. Enfrentei os fantasmas e voltei a conduzir. O meu sobrinho aprendeu a dizer com perfeição "tia, amanhã outra vez?" quando me vou embora porque tem de ser. Ganhei mais "sobrinhos" e fiquei a ansiar por outros que estão por vir. Repeti mais vezes do que nunca que "não, ainda não era a nossa vez". Faltei a aniversários e festas, mas nunca faltei à minha palavra. Comi muitos brunches em sítios novos e repeti vezes sem conta as costelinhas do Papagaio. Estraguei a minha média de idas ao cinema mas descobri um onde irei muitas vezes. Ocupada como nunca, comprei praticamente todas as prendas de Natal até 1 de Novembro. Voltei a enviar postais porque as SMS não lhes chegam aos calcanhares. Não fiz planos para 2018.

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22
Dez17

Sou Sapa do Ano e não vos disse!

Maria das Palavras

Os blogs da plebe também são de valor e provou-o toda a adesão que o concurso da Magda teve ao longo das últimas semanas (que muito trabalhinho lhe deu).

O meu era o mais fraco dos nomeados da categoria generista, escrito por uma blogger que anda menos dedicada do que nunca, a concorrer contra pessoas que escrevem como quem canta e que nos alegram todos os dias, como se fossem (algumas são mesmo) nossas amigas.

Ainda assim, arrecadei o caneco. Sou Sapa do Ano 2017, caramba! E só vos tenho a agradecer. 

Isto é um grande honra OU finalmente a vingança por aquele momento em que eu era muito pequena, teria 4 ou 5 anos, e disse a um amiguinho (à frente dos pais dele e dos meus): O meu pai diz que tu pareces um sapo. 

Vão lá conhecer todos os vencedores de todas as categorias aqui

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28
Nov17

Eli Gold procura-se! e um Manifesto de Campanha

Maria das Palavras

Como muito boa gente sabe, anda aí a votação mais importante do século, uma iniciativa da Magda no seu blog StoneArt Portugal: Os Sapos do Ano. Ora eu, com pouco tempo disponível e concorrência impossível de bater (são todas manifestamente melhores que eu na categoria Generalista, vendo bem até nas outras categorias) preciso de um diretor de campanha. Uma espécie de Eli Gold de Good Wife para o meu singelo Maria das Palavras. Com tarefa mais fácil porque não tenho um marido que andou a recolher sífilis no passado. Fiquem à vontade para deixar candidatura nos comentários com informação do CV. 

 

Sapos do Ano

 

Entretanto, para que conheçam o meu perfil, decidi deixar já a minha posição em relação às questões mais polémicas da blogosfera.

 

O que acha da regionalização dos blogs?

Penso que todos os blogs devem trabalhar sob as mesmas regras unas de ética e respeito, sejam da zona do Blogger ou do Sapo Blogs, Wordpress para os mais snobs ou aquelas outras plataformas que ninguém conhece bem.

 

Como vê o aborto voluntário de blogs?

Considero que se as pessoas não estão em condições de alimentar o blog, que aliás começariam de má vontade, é preferível interromperem voluntariamente o mesmo. Já existem bastantes blogs abandonados nos arquivos.

 

Qual a sua opinião sobre a despenalização dos blogs leves?

Penso que os blogs leves devem ser permitidos, senão de consumo obrigatório. Por vezes é tudo o que uma pessoa precisa para descontrair no fim de um dia de azáfama. 

 

O que acha da união de blogs do mesmo género?

Sou toda a favor. Quanto mais colaborações melhor, seja entre que géneros for, a blogosfera só tem a ganhar com isso.

 

Como bem se vê, sou mesmo capaz de precisar do tal diretor de campanha...afinal as votações já estão a decorrer aqui.

 

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