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Maria das Palavras

A blogger menos in do pedaço, a destruir mitos urbanos desde 1986. Prazer.

05
Jul16

Preocupações Injustificadas

Maria das Palavras

Vamos levantar dinheiro à maquineta e assim que as notas saem eu dobro-as e faço-as caber no porta-moedas. O Moço abana a cabeça em jeito de censura e eu já sei que é porque ele acha que eu devia guardar as notas direitinhas.

 

- Já sei o que estás a pensar. Deixa-me em paz, guardo-as como quero.

- Mas é que assim estragas as notas na carteira.



Notas. Estragar. Carteira.

 

Dwight Schrute a rir

 

Deixar estragar notas na carteira!! Ahahahaha. Que conceito engraçado. Como se lá parassem tempo suficiente para ganharem jeitos ou apodrecerem! Ahahahahahahaha.

 

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15
Mai16

Querem discutir se o cartão é de cidadão ou de cidadania?

Maria das Palavras

Eu gostava mais de saber quem é que foi o cidadão ou filho de uma cidadania que riscou o nosso carro estacionado de uma ponta a outra enquanto saia do (ou entrava no) lugar ao lado. E agora, já me mandam a pulseirinha?

 

[Estou a ser injusta. Estava a chover, por isso o senhor ou senhora certamente não deixou um papelinho com os contatos para o dito não derreter no vidro e ser mais um estrago, não é? Estou a ver bem as coisas?]

 

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03
Mai16

50 sombras de vermelho.

Maria das Palavras

50 sombras de vermelho.png

 

No Domingo fiquei de me encontrar com uma desconhecida no shopping em Leiria porque uma amiga lhe tinha comprado uma coisa e eu podia ajudar na entrega. Para facilitar a identificação disse, por SMS, que já estava no sítio marcado e decidi usei a referência à roupa da minha minha irmã, que estava comigo, para ajudar: mencionei que ela estava de vermelho com um colete preto.

Quando finalmente nos encontramos, diz-me a senhora:

 

- Enganou-me! Isto não é vermelho [a blusa da minha irmã]. É grená!

Grená!! Para já palmas a quem se lembra de usar a palavra grená (não é certamente a blogger menos in do pedaço que o costuma fazer). Por pouco não nos desencontrámos. Porque eu fui incorreta do ponto de vista da paleta dos vermelhos.

 

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19
Abr16

Cá por causa das pessoas que estão sempre a fazer surpresas umas às outras.

Maria das Palavras

Não quero ninguém cá em casa sem eu saber. Nem escondidas atrás do sofá para me gritarem parabéns ou "surpresa". Guardo coisas terríveis atrás do sofá.

Não quero ninguém que seja de longe e passe a Lisboa de propósito para me agradar. Posso ter planos, sabem?

Não quero chegar a um restaurante a achar que vou manjar a dois e apanhar lá uma receção de umas dezenas. Às vezes tudo o que uma pessoa precisa é sossego, conversas em voz baixa, nenhum sorriso, com a pessoa com quem quis estar.

 

Uma vez um rapazinho tentou fazer-me uma surpresa. Foi buscar-me aos Expressos sem eu saber, no meu regresso a Lisboa. Já não me lembro se não se entendeu com as linhas do terminal ou se o meu autocarro chegou antes, mas não o vi nem ele a mim. Sei que me ligou já eu tinha chegado a casa para me contar da (pseudo-)surpresa  e que nos tínhamos desencontrado. Mas - surpresa! - estava lá em baixo para me ver. Não o convidei para subir. Fui à entrada do prédio e dispensei-o, dando instruções para não repetir a brincadeira. Para verem o que eu gosto de surpresas. 

 

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04
Mar16

One Smile a Day

Maria das Palavras

Todas as sextas-feiras (quando não é todos os dias) a Chic'Ana proporciona risadas ao pessoal. Grande apoiante do #movimentoprogargalhada, é o que ela é. Desta vez, foi a mim que pediu que relatasse um episódio engraçado. Fiz o meu pior. Ora espreitem o que eu lhe contei. 

 

Ler o episódio da Maria das Palavras no blog da Chic'Ana

 

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21
Out15

Zulmira AKA Deus

Maria das Palavras

Eu sei que devia trincar a língua por dizer isto, que são os transportes públicos que têm que melhorar e os idosos precisam de ter mobilidade na cidade, mas caramba, quem mal se aguenta de pé, também devia saber que não pode tentar a sua sorte na Carris.

 

Old Womas (Imagem Pixabay)

Uma senhora de idade entra no autocarro e dirige-se a um lugar vago. Nisto, o motorista arranca (porque não pode esperar até Novembro) e ela quase vai de boca ao chão. Uma mulher solícita (vamos chamar-lhe Zulmira) que ia a passar ouve os gritos estridentes da velhota ("AGARRE-ME QUE EU VOU PARTIR O BRAÇOOO, AI, AI, AI, AI") segurou-a e ajudou-a a sentar-se no banco, direitinha e bem segura. Não saiu de perto dela enquanto não estava instalada.

A senhora sentou-se e começou num pranto. Ai que já ia partindo o braço outra vez. E que o motorista era um animal. Que nunca ninguém a ia calar. E que foi Deus que a salvou. Foi Deus, foi Deus, chorava ela em lágrimas secas tão fiteiras que eu sentia a fita a dois metros que estava dela. Um grito pela atenção que precisa, juro que percebo, mas quanto mais ela falava e disparava em todas as direções, mais eu perdia a pena. Foi Deus, Deus não me abandona, continuava ela. 

Foi Deus? Ora porra, foi a Zulmira, que eu bem vi.
Só que a senhora, no meio de tanto berro, lágrima de crocodilo e protesto (entretanto já berrava contra os políticos) só se esqueceu de berrar um "obrigada" à Zulmira. Logo uma senhora tão apoquentada com a falta de educação do motorista.

 

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17
Set15

A boa e a má notícia

Maria das Palavras

Fomos ao cinema e sobrou parte do balde de pipocas. Queríamos ir (eu e a minha irmã) cheirar os livros à FNAC. Ela nem queria entrar porque ja sabia que iam implicar com as pipocas e eu ofereci-me para o levar na mão. 

O segurança vem logo direito a mim (eu a fazer um ar desentendido): "não se pode comer aqui". E eu disse com gentileza e elegância que não íamos comer, só não tinhamos forma de guardar as pipocas - há bom tempo que não se usam aquelas bolsas de mulher que mais pareciam tendas de campismo (sim, tive algumas).

 

A boa notícia: Fui honesta. Não comemos nem uma pipoca ao longo do percurso na FNAC.

A má notícia: Ela veio de encontro a mim e entornei cerca de 357 de pipocas no chão junto às figuras de animação da Nintendo. Que apanhamos envergonhada e apressadamente para a minha mala e para os bolsos dela.

Quanta elegância.

 

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10
Set15

A visita ao restaurante mais frustrante do mundo.

Maria das Palavras

Restaurante - Maria das Palavras (imagem Pixabay)

 

Eu até estava numa de experimentar outro, mas já todos sabíamos que aquele era BBB (bonito, bom e barato) e portanto marchamos em direção ao conhecido Lobo do Mar em Sesimbra (que continua recomendadíssimo, apesar do relato de desespero individual que se segue - se é lá que vão os da terra, é lá que deve ir o resto do povo). 

Eu, morta de desejo que ando por comer arroz de marisco, já tinha mobilizado a minha mãe para me fazer companhia no tacho, que a especialidade é sempre para duas pessoas (já vos tinha falado desta minha pequena frustração, certo?).

Chegamos ao restaurante familiar onde (quase toda) a gente é muito simpática e confiro logo com o senhor sorridente que há arroz de marisco.

- Não. Só por encomenda.


Atirei-me para o chão, rebolei um bocadinho, funguei, engoli em seco (ok, foi só esta última) e escolhi o meu peixinho grelhado, que é a especialidade da casa. Avisto sopa de peixe no menu e começo logo a sentir-lhe o sabor (a saliva a formar-se na boca). A minha irmã também quer e peço ao mesmo senhor sorridente duas sopinhas de peixe.

- Não temos. Hoje só de legumes.

 

Bati com a cabeça na vidraça ao meu lado, atirei um copo à parede, bufei (ok, foi só esta última) e continuei a comer pão com manteiga. O senhor recolheu os pedidos das bebidas e a minha irmã, no meio de tanta nega, atira que só falta querer Coca-Cola e só haver Pepsi.

- Pois. Só Pepsi. E se quiser Fanta só tenho Sumol. 

 

Chamei-lhe os nomes todos de que me lembrei, pedi para falar com a gerência, ameacei que chamava a ASAE e revirei os olhos (ok, foi só esta última) e entretanto lá veio o peixinho apetitoso para começarmos a encher a barriga e acalmar qualquer desejo. No final está tudo refastelado e ninguém quer sobremesas, mas a minha irmã pergunta timidamente se há ananás, ao que o o mesmo senhor sorridente responde já em tom malandro, de quem sabe que nos negou tudo e até leva gosto nisso:

- Não, só abacaxi.


Apesar de tudo saímos satisfeitos e não pagamos acima do justo, o que só acontece em restaurantes muito específicos e quando os astros se alinham. Claro que na minha cabeça a cena final se desenrolava de outra forma, no momento em que o senhor sorridente apresentava a conta e perguntava se eu tinha dinheiro, ao que eu reponderia:

- Não, só tenho pastilhas elásticas. 

 

E ele perdia o sorriso.

 

 

 

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