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Maria das Palavras

A blogger menos in do pedaço, a destruir mitos urbanos desde 1986. Prazer.

20
Jun19

Diário da Islândia #6 | Missão: sobreviver

Maria das Palavras

Local de Partida: Horgsland, Islândia

Local de Chegada: Vik, Islândia

 

Apesar de, como expliquei no episódio anterior, os donos do alojamento em Horgsland nos quererem deixar ao relento, sem nos deixarem fazer late checkout quando havia toda uma tempestade a decorrer, não queriam que falecessemos de barriga vazia. O pequeno-almoço fica na memória como sendo um dos melhores da minha vida, com waffles feitos no momento e o famoso pão de centeio (rye bread). O pequeno-almoço tomava-se num hotel diferente, um pouco mais acima na estrada. Depois ficámos fechados no quarto até à hora de nos atirarmos à morte na estrada, ignorando os alertas. Não façam isto em casa.


Tivemos portanto uma subtil mudança de planos. Inicialmente, a ideia era visitar duas cascatas, o avião despenhado e duas praias. Com as alterações climáticas passou a ser chegarmos vivos a Vik.

Skogafoss - Maria das Palavras na Islândia

Pelo caminho, as condições foram melhorando e acabámos por visitar as duas cascatas. Primeiro Seljalandsfoss, que se vê logo da estrada e onde me deixei salpicar. Depois Skógafoss. Que é muito bonita, tal como toda a envolvência, mas amaldiçoo o momento em que concordei em subir as escadas para vermos a vista de cima. São 527 degraus. Suei na neve, minha gente. 

 

tenor.gif

 

De seguida visitámos dois dos locais de filmagem de Game of Thrones na Islândia (embora não especificamente por causa disso). Dyrhólaey. Não sei explicar a sensação, mas fiquei bastante impressionada com aquela composição da natureza.

 

Dyrholaey - Maria das Palavras na Islandia

 

E a praia de areia negra Reynisfjara, já perto de Vik. Onde o que mais impressiona é o penhasco de basalto com formas de paralelipípedos desenhadas. Se os homens da Night's Watch lá estiveram na temporada sete, nós estivemos em 2018. E o Moço, armado em blogger, levou o corta-vento ideal para fazer contraste nas fotos. 

 

Reynisfjara Beach - Maria das Palavras na Islândia

 

Creio que foi também neste dia (assim rezam as minhas notas) que o Moço trespassou dois metros um placa que dizia Propriedade Privada para tirar uma foto ao longe e levou um belo sermão por causa disso, de um senhor (talvez o dono?) que se deu ao trabalho de vir bater no vidro do carro para ralhar pós-foto. Na Islândia, é suposto as pessoas repeitarem regras. Imagine-se uma coisa dessas. 

 

giphy.gif

 

Foi um dia bastante chuvoso, mas mais tranquilo do que previsto e acabámos a conhecer estes locais absolutamente irrealísticos. E ainda assim, de alguma forma, reais. Chegámos cansados ao nosso alojamento a Vik, mais caro, mas mais familiar, com amor nos detalhes (ah, o amor de ter condicionador de cabelo para o banho). Chamava-se GuestHouse Carina. Tudo o que precisam de saber, além de que era acolhedor, é que também nos ofereceu um pequeno-almoço espetacular, com papas de aveia, mais waffles e café expresso (!). E bem precisávamos, porque no dia seguinte íamos viver a aventura de uma vida. E eu fico entusiasmada só de voltar a pensar nisso. 

 

 

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03
Abr18

Diário da Islândia #5 | Golden Circle

Maria das Palavras

Local de Partida: Reykjavik, Islândia

Local de Chegada: Horgsland, Islândia

 

No quarto dia chegou a hora de deixar a área mais urbana e rumar aos encantos naturais da Islândia, fazendo parte daquilo a que se chama a Golden Tour. Ao trilhar novas estradas percebíamos a cada minuto mais o encanto desse país, só enquanto íamos do ponto A ao ponto B. 


maria na estrada da Islândia - Maria das Palavras

 

O tempo estava bom, mas a neve ainda pintava grande parte da paisagem, pelo que saltámos uma parte do plano que incluía a visita às Reykjalador Hot Springs. Uma lagoa termal natural, mas um pouco inacessível, que incluía uma boa caminhada por percursos desconhecidos na neve. Apesar do tempo estar bom, começava a falar-se de uma grande tempestade que aí vinha e o Trip Advisor falava de duas horas para ir e mais duas para voltar, o que nos tomava uma boa parte do dia.

 

A primeira paragem foi Kerid, a Cratera vulcânica, que na maior parte das fotos do Google verão como tendo um círculo de água azul leitoso, mas nós vimos assim: 

 

kerid, a cratera vulcânica - Maria das Palavras

 

Como expliquei saltámos Reykjaladir e substituímos essa lagoa termal pela Secret Lagoon. Cujo uso também é pago, mas é um sítio um nadinha menos turístico do que a Blue Lagoon, onde tínhamos adorado estar de molho. Pelo caminho, avistámos CAVALINHOS. E perdi a cabeça.

 

Cavalinho Branco - Maria das Palavras na Islândia

 

Não estavam propriamente à beira da estrada, mas eram tão bonitos, enquadrados numa paisagem tão inesquecível, que o Moço parou o carro e tirou fotos ao longe, enquanto eu fui andar uns 200 metros a enterrar as botas na neve para chegar ao arame farpado que guardava os cavalinhos. Valeu a pena. Tirei muitas selfies com o branquito e conversei um pouco com todos eles, a agradecer a simpatia, como uma verdadeira chanfrada. 

 

Cavalinhos - Maria das Palavras na Islândia

 

A tal da Secret Lagoon, mesmo assim, tinha mais gente do que o esperado, mas uma vista linda diferente da Blue. E era mais quente ainda. Aliás, em determinadas zonas tinha avisos, porque pôr lá o pézinho, numas zonas de água ali mesmo ao lado, era mesmo sinónimo de esfolar a pele - estava a mais de 100º. Quando pensarem nestes cenários idílicos, ignorem sempre que há um forte cheiro a enxofre no ar. 

 

Secret Lagoon - Maria das Palavras na Islândia

 

Fomos ver o Geysir - Strokkur, a seguir. Não o vimos a explodir a grande altura - porque não temos a paciência dos chineses para esperar ali por horas) mas vimos o fenómeno natural por umas duas vezes (a água fervilhante sobe a cada 7-15 minutos). Fenomenal mesmo era a sopa de cordeiro do Geysir Center (no Glima, do lado da estrada oposto ao Geysir). Vem com pão com manteiga e permite refill - pedimos uma para cada um, mas podíamos bem ter abusado do refill para comer os dois e pagar só uma...

 

Strokkur e Sopa de Borrego - Maria das palavras na Islândia

 

O próximo ponto de visita (muito perto dali) é de uma magnitude que não se explica em palavras, nem se traduz em fotos ou vídeos. Nevava, a paisagem era toda branca, e a sequência de cascatas que compõem Gulfoss, equiparada às Niagara Falls, mas que cai ainda com mais força, é inexplicavelmente poderosa. Vemos as cascatas de cima e no horizonte, assim todo alvo, quase conseguimos ver os White Walkers a aparecer (mas são turistas). Não fosse o frio, tinha tirado a luva para dar uma chapada à turista a quem ouvi a frase "já fotografaste isto?" para uma colega de viagem. Quando a pergunta correta teria sido: já viste isto?

 

Maria das Palavras em Gulfoss

 

Já disse que nevava?

 

O Moço debaixo de neve na Islândia

 

Depois voltámos uns quilómetros atrás para chegar ao nosso alojamento, porque o que visitámos nesse dia era um pouco a dirigir-se para o centro da ilha e a seguir íamos mais para Sul. Todo o percurso se acomodou muito bem num dia - notem que a velocidade máxima é de 90km/h e mesmo essa velocidade furiosa é só se estiver tempo impecável. 

 

maria na islândia - há neve!

 

A Skyr Guesthouse foi um dos sítios mais bonitos onde ficámos, com uma decoração cheia de bom gosto - até o WC partilhado era apetecível, mas mesmo assim eu mandava o Moço ir bater à porta antes de eu o usar. Quisemos comer no restaurante dos mesmos donos que fica no edifício anexo (e que serve de receção), sabendo que era um pouco caro, porque queríamos falar com os anfitriões. É que nesse momento já havia por todo o lado avisos de alerta de tempestade com trejeitos de furacão para o dia seguinte. Pouco habituados a esse tipo de tempo e muito avisados para não arriscar quando os sites de estradas e meteorologia davam tais indicações, tentámos pedir um late checkout para ficarmos no hotel um pouco mais enquanto a tempestade passava. Recebemos um não como resposta e ainda pagámos caro para comer mal - o cordeiro era bom, mas pouco, a sopa de lagosta só sabia a natas. 

Portanto era efetivamente a nossa última noite. Restava saber se em Horgsland, ou no mundo...

 

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04
Mar18

Uma palavrinha rápida sobre "a" viagem à Islândia.

Maria das Palavras

Estive fora da realidade por uma semana, num sítio que a minha imaginação só sabia conceber como cenários de filmes e a ter experiências que podem ser vulgares para alguns, mas foram aventuras de uma vida para mim. Vou contar-vos tudo: onde estive, o que comemos, onde ficamos e partilhar convosco o meu diário de bordo. Tiro sempre notas de viagem, coisas parvas, mesmo quando não as tenciono escrever no blog. Escrever torna as coisas mais reais e empresta-lhes memória. Também temos muitas fotos com uma amostra pequenina que já podem ver no Instagram. Também fiz muitos vídeos numa composição que pretendo editar só para mim e para o Moço, mas talvez possa fazer uma edição mais curta para vocês também espreitarem coisas das quais não dá para falar, só dá para viver. E, no meio de tanto registo, nunca nos esquecemos de dar primazia a ver com os olhos e sentir na pele. Prometo que não demoro a começar a partilha aqui, mas a verdade é que ainda não desfiz a mala, porque a realidade intrometeu-se logo no segundo em que acabei as férias. Entretanto se têm perguntas específicas ou temas sobre a viagem que gostavam que abordasse, deixem nos comentários. E preparem-se, porque agora que acabou a aventura, vou maçar-vos com o relato.  

 

 

 

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