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Maria das Palavras

A blogger menos in do pedaço, a destruir mitos urbanos desde 1986. Prazer.

01
Abr17

Uma destas não é mentira. Quem sabe qual?

Maria das Palavras

Os livros que melhor devoro são os de contos. Posso passar semanas sem ouvir música. Gosto de ervilhas por serem doces. Este ano já comecei a ver demasiadas séries novas. Certa vez, cortei um dedo a trocar uma lâmpada. Prefiro bebidas sem gás. Adoro ver a gravata dele a combinar com o vestido dela. Acredito no amor à primeira vista. Já deixei de atualizar a minha agenda. Não estou a ler livro nenhum por estes dias. A tarefa de casa que menos me custa é lavar a loiça. Este post não foi agendado.

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01
Abr16

Boa tarde, meus Pinóquios.

Maria das Palavras

Vou casar e estou ansiosa para começar a organizar tudo?
Estou grávida de trigémeos?
Enjoei de comer gelados?
Vou tirar uma formação de coordenação de moda?
Tiro sempre a maquilhagem da cara à noite?
Uso maquilhagem todos os dias?
Voltei a provar sushi e adorei?
Finalmente pus unhas de gel?
Deixei de comer hidratos?
Já consigo beber três litros de água por dia?

 

Esqueçam...acho que já não vos consigo enganar...Bom dia das mentiras!

 

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25
Fev16

A primeira vez #5

Maria das Palavras

#A primeira vez que menti (que me lembre).

E ai do primeiro que venha para aqui nos comentários dizer que nunca mente que eu invoco já a palavra "balelas". Talvez seja triste dizê-lo, mas a nossa sociedade desmoronava sem algumas little white lies. Podem recordar a minha reflexão sobre o assunto e o filme que a inspirou (sobre um mundo em que ninguém mente e de repente há um maluco - o Ricky Gervais - que consegue fazê-lo) aqui. O filme é delicioso, cómico e faz-nos pensar. 

Pois bem, corria a década de 90 e eu estava acabadinha de entrar na catequese. No meu tempo, e na minha terra, não havia cá aquela coisa de liberdade religiosa para a criança ou grandes discussões filosóficas acerca do bem ou mal que faz à criança - toda a gente ia à catequese (os meus amiguinhos) e portanto eu também. Não me toldou a mente de maneira nenhuma (aliás, nunca acreditei eu deuses, messias, água que se faz vinho e afins), portanto como vêem não me tirou a liberdade de escolher o meu caminho na fé (ou a falta dela), mas aprendi muito acerca da nossa cultura e ouvi bonitas estórias que pelo menos servem para passar valores morais.

Ora não me lembro em que ano teria sido, mas julgo que foi logo no primeiro (primeiro ano de catequese - coincide com o primeiro ano escolar) que nos empurraram para uma confissão. A primeira confissão. Como não sabíamos escrever e pelos vistos alguém decidiu que falar não era o ideal (talvez fosse na altura que nos caem os dentes e os padres não quisessem levar com spray de cuspo) pediram a todos os meninos que fizessem um desenho que representasse o seu pecado. Ora estar a escolher um pecado que combine as propriedades de ser confessável e ao mesmo tempo conseguir desenhar-se é complicado. Por exemplo, eu poderia pensar "fui mal educada para os meus pais". E como é que esta jovem (des)Picassa ia representar isso em desenho? Por acaso sou a Maria das Imagens? Não. Sou a Maria das Palavras.

Portanto eis o que fiz na minha primeira confissão: menti.

Desenhei-me a atirar uma pedra a outro menino, que era infinitamente mais fácil de representar em folha do que tudo o que me ocorria, e contei ao padre sobre isso. Sem qualquer pudor, até porque continuava sem certezas da legitimidade daquela pessoa de vestido branco para andar a ouvir segredos profundos. 

Devo ter sabido que era errado, porque me lembro bem disto. Se me arrependo? Ora bem, as Avé-Marias e Pais-Nossos que rezei pelas pedras que não atirei devem ter chegado para o pecado que realmente cometi. Portanto diria que paguei a minha dívida à sociedade...

 

Agora contem  vocês, vá.

 

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07
Out15

As 3 mentiras mais descaradas numa relação

Maria das Palavras

Pinóquio - Imagem Pixabay (public domain)

 

Li um artigo assustador sobre mentiras aceitáveis numa relação. Apesar deste tipo de artigos serem normalmente de e para mulheres, parece-me evidente que este foi escrito por um homem (ou uma mulher cuja relação mais longa se conta pelos dedos das mãos - em horas). Ora leiam a primeira mentira tida como permitida:

Dizer "tens razão" - De certeza que já passou pela experiência de argumentar e contra-argumentar com o seu parceiro durante algum tempo e percebeu que apenas andavam em círculos e não conseguiam chegar a lado nenhum. Para que isto não volte a acontecer, o melhor que tem a fazer é dizer ao seu parceiro que ele tem razão, mesmo que não seja bem assim, para dar como finalizada a discussão.

 

Se é verdade que há little white lies que fazem bem à saúde (já expliquei) e que no meu entender são sobretudo aplicáveis em casos em que já não há nada a fazer e se quer dar paz de espírito ao outro, esta (e outras neste artigo) passam em muito essa esfera. Dizer "tens razão" para acabar uma discussão, ou nem sequer começá-la, é o primeiro passo para uma não-relação. Não argumentar, não saber o que se passa na cabeça do outro (mesmo que sejamos incapazes de lhe dar razão), não querer saber...é permitido apenas entre estranhos ou pessoas com as quais não nos queremos "dar ao trabalho". Se isso for a pessoa que temos ao lado: é muito mau sinal.

 


Assim decidi eu mesma reunir as 3 mentiras, que não sendo aceitáveis, são quase ditas sem querer em muitas (todas?) as relações. Se há mentiras permitidas, porque as dizemos ingenuamente, enlevados por um sentimento etéreo, em momentos de pés pouco assentes na terra, são estas: 

1.jpg "Não mudes nunca."


Mas vais ter de te habituar a levar o lixo para baixo. E deixar de roer as unhas. E gostava mesmo que começasses a usar mais camisas. Vais vestida assim? Tens mesmo de te pintar? Tens de ser mais compreensiva. Tens de ser mais incisivo. Quando deixas de fumar? Passas muito tempo no futebol. Gostava que saíssemos mais. "Uau, um voucher para implantes mamarios, obrigada querido!".

 

2.jpg "És o homem/a mulher mais bonito/a do mundo."

 

Ó ACAPO VEM CÁ VER ISTO! Salvo seja.
A intenção é boa: não escolheríamos outro/a companheiro/a mesmo com o cardápio inteiro aberto à nossa frente, inesgotável de possibilidades. O que não quer dizer que não saibamos perfeitamente que isso é mentira. Sabemos todos, calamos e comemos. Calamos para comer, aliás. E podem dizer-me que "para mim arruma mesmo a Irina Shayk a um canto" ou "aos meus olhos é mesmo o homem mais garboso do planeta", que eu digo "balelas". Aos vossos olhos está a anos luz da Irina Shayk e vocês gostam na mesma (até preferem), isso sim (e não é nada mau, pelo contrário). Se mesmo assim estão convencidos que eu estou errada (ou não estão preparados para admitir que estou certa) levem lá a taça...e um par de óculos. 

 

3.jpg "Vamos ficar juntos para sempre."


Já para não falar das cerca de 70% de relações que falham (segundo uma sondagem à boca da urna que não levei a cabo) - mas que começam invariavelmente para lá das nuvens, pintadas deste tipo de promessas - temos o caso das vezes em que é dito, sim senhor, numa relação onde isto vai ser verdade, mas antes de ser verdade. Até porque, convenhamos, não há maneira de o garantir, por mais que pensemos que temos a certeza. Às vezes "para sempre" é até apanhar a Sheila gostosa a apanhar a caneta de mini-saia do chão lá no escritório, ou até se acabar a cerveja no frigorífico, ou até ficar um sozinho a limpar ranho aos putos e o outro não acode ou simplesmente até que um dia as coisas mudam (por motivos parecidos com a tal mentira que sugere o artigo de que falei inicialmente).

 

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16
Dez14

E se não mentíssemos?

Maria das Palavras

Vi o filme mais delicioso, sem querer, na tarde de Sábado.Escrito, dirigido e protagonizado pelo génio da comédia Ricky Gervais. Chama-se A Invenção da Mentira e relata a vida numa sociedade onde ninguém mente. O conceito não existe, sequer. As pessoas não mentem, não fingem, não ocultam. A publicidade à Coca-Cola diz "Beba porque queremos vender mais" e a da Pepsi diz "Beba quando não há Coca-Cola. Os filmes neste mundo são factos relatados por um homem sentado numa cadeira a falar para a câmara (qualquer tentativa de reprodução seria um fingimento).

Choca ao início, que haja tamanha frieza nas reações aos: "és gorda", "não tenhas esperanças", "odeio trabalhar contigo". Tudo o que há é honestidade e as pessoas estão habituadas a ela. Depois o protagonista inventa a mentira e tudo muda para ele e para o mundo, numa sátira à sociedade e à religião (revi um pouco de Saramago, será possível?).


É uma comédia ligeira, mas também um exercício de reflexão pesado. Um mundo sem little white lies parece-me agora horrível. Julguem-me se quiserem. Mas depois vejam o filme para verem a importância de um "vai ficar tudo bem" quando não sabemos se isso é verdade. Sem um pouco de fingimento, não há otimismo. Sem alguns segredos, não há boas surpresas.

 


A minha irmã escolheu-o ao acaso no menu das gravações automáticas, na Fox Movies, e pode ser que ainda o apanhem lá. E foi bem melhor que o filme que eu tinha escolhido primeiro (e não vimos mais de 5 minutos). Não sei em que mundo é que o "Caçador de Trolls" me pareceu uma boa opção.

 

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