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Maria das Palavras

A blogger menos in do pedaço, a destruir mitos urbanos desde 1986. Prazer.

01
Fev19

6 anos, 6 perguntas | Maria&Moço e amores e afins

Maria das Palavras

Lancei o desafio e vocês aderiram. Todas as vossas questões e as minhas respostas estão na zona de destaques do Instagram @mariadaspalavras, mas creio que algumas merecem uma reflexão mais cuidada, pelo que vou responder aqui a um Best Of. Prometo que a seguir não se fala mais deste 6º aniversário, até porque começo a sentir que lhe dei muito mais importância no blog do que na vida real.

Aí vão elas.

 

Como se conheceram?

Temos um amigo em comum. Amigo dele de infância e meu da faculdade (dos dois para a vida). Já nos tínhamos cruzado uma ou duas vezes à conta disso, mas sem dar grande atenção um ao outro. Na passagem de ano de 2012 para 2013 decidi diversificar: passei o fim-de-semana com o meu grupo de amigos do costume e depois peguei em mim e fui com esse meu amigo juntar-me ao grupo dele para a noite do “revelhão”. Foi aí que de facto o conheci – que falámos enfim, que nos vimos.  

 

Como é que ele te atraiu?

Lata incrível da parte dele (um vaidoso com a mania que é sedutor)  e provocação mútua. Ele até é bem jeitoso, mas tenho a dizer que, nestas coisas da atração, a confiança é efetivamente 90% do trabalho.

 

Qual foi a pior fase da relação?

Não consigo dizer uma em particular ao género: foi no ano 3, de janeiro a março quando a lua de Saturno estava em Marte.  Sei que as piores fases foram (e são) sempre quando um de nós está em stress com algum fator externo à relação e acaba por não ter paciência para o outro. A coisa resolve-se quando se resolve a crise externa – ou quando eu deixo de ser casmurra e partilho o que me incomoda.

 

Qual é o segredo (para quem já não acredita em relações)?

Não pode ser esse cliché da comunicação (apenas) porque eu sou pior que um monge budista com voto de silêncio quando há coisas que me incomodam. Engulo as palavras todas até não poder mais (ou para sempre).

Acho que parte do segredo está na base. Temos de estar bem connosco para podermos estar bem com outra pessoa. Aliás, temos de estar bem connosco para escolhermos a pessoa certa: que nos ama, respeita e nos dá prioridade. Sem isso, ficamo-nos por menos do que merecemos e inevitavelmente a relação não funciona.

Depois, há uma escolha que se faz todos os dias. Não é só no dia do “queres namorar comigo” (claramente em desuso), mas em todos os outros dias a seguir a esse, ainda que 20 anos tivessem passado, que temos de alimentar a relação e continuar a escolhê-la.

 

 

Não vão casar?

Nunca fiz questão disso. Aliás, muita coisa no conceito de casamento me incomoda (a festa, não o compromisso). Um dia podemos falar melhor sobre isso. Admito que talvez um dia se assinem papéis, por algum aspeto prático, mas não preciso da celebração nem a quero, para ser honesta. Ele já teve o desejo de casar, sim, juntar a família e amigos e tuditudo, mas creio  que consegui corromper esse sonho...trocando por viagens, que é uma coisa que temos mais em comum. Afinal, já foram 12 em seis anos, contando só as que envolvem avião. E não me consigo fartar.

 

E bebés?

Este tema dá pano para mangas. Não o tema em si, porque esse é obviamente nosso e dá para as mangas ou para os punhos ou para a peça de roupa que nós quisermos. Mas o facto da pressão brutal que se coloca nos casais ser uma coisa estúpida e mal pensada. Mais do que as perguntas: as cobranças. E se andássemos a tentar há seis anos? Como se sentiriam as vozes do “acho que está na hora de terem um bebé”. Tenho um texto inteiro sobre isso, que só não publico, porque sei que vou ofender pessoas.

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14
Dez17

Q&A | O Natal de Maria

Maria das Palavras

A vossa participação estonteante no Instagram valeu quatro perguntas inteiras sobre o meu Natal. O que me leva a crer que a maior parte de vós não quer saber coisíssima nenhuma sobre a minha celebração do 25 de Dezembro - e respeito muitíssimo esse facto porque eu também não sou bisbilhoteira*. Vamos sem demora às respostas!

 


@cilasilva1981 pergunta se gosto mais de bombons que caras de bacalhau.

Perguntar a uma lambona como eu se prefere qualquer coisa que engorde e vicie o cérebro em açucar a peixe que se coze é como perguntar ao Papa se costuma rezar. Em boa verdade, a minha estimada Cecília pegou na pergunta que achei que a minha mãe me faria (se é este ano que como caras de bacalhau com os adultos). Na noite da consoada comemos bacalhau, mas normalmente o meu é com natas, porque já vem sem espinhas (com a desvantagem de ter de ser eu a fazê-lo).

 

@desarumada_blog pergunta em que cidade vou passar o Natal e se já o passei longe da família.

Vou passar o Natal a Leiria. Desde pequena foi lá com os meus pais, irmã, avós maternos e pack tios + primas (que depois emigraram para França e a dinâmica da festa alterou-se um bocado). Passei duas vezes em Lisboa, quando já estava com o Moço (a minha outra família) e ele estava a trabalhar no Natal ou na véspera, mas os meus pais, irmã e avó vieram passar connosco. Também nos últimos anos dividi o Natal entre a minha família em Leiria e a dele em Vila Real, mas a consoada - que para mim é o verdadeiro Natal - foi sempre em Leiria. Não concebo a consoada sem os meus pais e a minha irmã e nem quero pensar numa altura em que algum deles não esteja no meu Natal porque eles são o meu Natal.

 

@umacartaforadobaralho pergunta quais são as minhas tradições natalícias.

Tenho muitas e poucas se perderam com o passar dos anos. Cozinhar em conjunto durante a tarde. Enfeitar as cabeças com chapéus de Pai Natal e chifres de rena. Teatrinhos, jogos e interlúdios musicais na espera pela hora certa. Sortear o nome da pessoa que tira a primeira prenda da árvore de Natal. O longo ritual de abertura de prendas (nem que seja todas meias) em que os mais novos (mesmo que isso signifique entre os 20 e os 30), à vez, tiram cada prenda, lêem de quem é e para quem é, e todos assistimos à revelação do que está no embrulho. Dormir com o pijama recebido nessa noite, mesmo sem o lavar. Uma prenda mais pequena no sapato na manhã seguinte, mesmo muito anos volvidos do tempo em que acreditávamos no Pai Natal (se é que alguma vez acreditei). 

 

*Não sou bisbilhoteira, mas sou curiosa. Não deixem de partilhar comigo a resposta às mesmas perguntas. Sobretudo se também partilham alguma destas tradições comigo!

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