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Maria das Palavras

A blogger menos in do pedaço, a destruir mitos urbanos desde 1986. Prazer.

20
Mar18

Diário da Islândia #4 | Ainda na Capital

Maria das Palavras

Local de Partida: Reykjavik, Islândia

Local de Chegada: Reykjavik, Islândia

 

Ora movendo a conversa da lagosta que neste dia ainda há muito por comer. Hããaa...dizer! E mostrar! E se acharem mínima graça às fotos, vale lembrar que há mais no Instagram @mariadaspalavras que não serão publicadas aqui (para não vos maçar). 

A chuva começou  picar-nos por volta desta hora, mas não constituiu problema: o próximo passo era visitar o Harpa, o maior centro de espetáculos do país e também com uma arquitetura vanguardista. Aproveitámos para recarregar baterias em todos os sentidos: descansar um bocadinho e dar energia à máquina fotográfica. 

Harpa Concert Hall - maria das Palavras na Islândia | Reykjavik

 

Depois continuámos pela linha da água com uma vista assim a este nível, mesmo enevoada: 

 

vista da costa em reykjavik - maria das palavras na Islândia

 

Até chegarmos ao Sun Voyager (ou Sólfar), uma escultura dedicada ao Sol e representante da esperança, que faz lembrar um cruzamento entre um esqueleto de baleia e um barco viking: dois elementos muitos fortes na Islândia, apesar de não ter visto nenhum fora das lojas de recordações (nem baleias, nem vikings). 

 

sun voyager - reykjavik - maria das palavras na islândia

 

Percebe-se porque têm uma estátua dedicada ao Sol nesta terra - embora não se perceba como estão ali aquelas pessoas na foto sem escorregar. Tão depressa ele não se esconde meses a fio, como se deita com as crianças. No Inverno, neste Fevereiro, anoitecia pelas 18h, pelo que começámos num passeio vagaroso de volta ao nosso alojamento. E passear nesta cidade é ver cores, ver luzes de Natal, ver candeeiros às janelas. Isso e roulottes de waffle com Nutella onde também se pode pagar com Multibanco - já disse que lá se paga tudo com Multibanco? Era eu a comer o dito e a Nutella a voar ao vento. Mas feliz. 

 

maria das palavras na islânida - as ruas de reykjavik

 

Excluindo: (1) o Perlan que deixámos de parte propositadamente - é um museu sobre a beleza natural da Islândia e tencionávamos vê-la ao vivo, com um bonito miradouro, mas já tínhamos ido ao da igreja, (2) o Museu Falológico (sim! isso) e (3) uma parte da rua das compras (que não tencionávamos fazer porque o luxo na Islândia é comer); depois desta humilde passeata, tínhamos dado à volta à cidade pelos pontos mais importantes. E sim, um dia chega perfeitamente para experimentar Reykjavik, mesmo que quiséssemos fazer as outras coisas. O nosso roteiro de um dia foi assim, em 7 quilómetros:

Roteiro de 1 dia em Reykjavik - Maria das Palavras na Islândia

 

E depois chegou a refeição para a qual andávamos a guardar as pupilas e as papilas. Como já disse 367 vezes sobre esta viagem, comer é deveras caro na Islândia. O problema é que também é extremamente bom: peixe e marisco fresquíssimo, borrego de chorar por mais (lamb! lamb! lamb!), o tal do pão de centeio feito na terra quente das hot springs e Skyr upa-upa-nada-a-ver-com-o-que-se-vende-cá-e-de-todos-os-sabores. A gastronomia deles e os chef's são reconhecidos e já tínhamos posto uma fatia de viagem de parte para ir a bom restaurante, deleitar a barriguinha. 

Com a ajuda do Trip Advisor e uma reserva feita antecipadamente, ainda em terras lusas, fomos ao Resto. Onde comemos um folhado do bacalhau mais fofo que tive o prazer de conhecer, um queijo incrível no forno, borrego muito bem confecionado e o peixe  com lagosta que moram nos meus sonhos. 

 

resto - restaurante em reykjavik - maria das palavras na Islandia


Felizmente não temos hábito de beber alcoól às refeições e as sobremesas não eram do meu agrado, o que tornou possível ir lá comer sem ficar a lavar pratos. Estou a brincar. Não foi assim tão caro, embora o seja para os padrões de quem está agora habituado a deliciar-se no Porto ou em Espinho. Aliás, percebemos logo que não ia ser incomportável (além da pesquisa feita). O sítio era fino o suficiente para ter onde pendurar os nossos casacos, mas não tanto que não tivéssemos de ser nós a pendurá-los. Fino o suficiente para servir água (sempre da torneira que eles não bebem outra) em garrafa de vidro, mas não tanto que no-la servissem no copo. Mas era uma atmosfera linda, de meia luz e música calma. E a comida: aiiii...

 

drool

 

Um contraste perfeito com o nosso regresso ao quarto. Onde um vizinho do lado quis meter conversa connosco a explicar um drama qualquer com bagagem que lhe tinha acontecido e eu, que falo bem inglês, percebi pouco mais do que Hi. E o WC do nosso andar parecia um filme de terror, com t-shirts molhadas num canto do chão, papel higiénico espalhado e tudo e tudo. Ah, os fins de noite perfeitos...

 

Não saiam daí, que no próximo texto da Islândia começamos a chegar a cenários ainda mais inacreditavelmente bonitos. E muito em breve...CAVALINHOS!

 

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19
Mar18

Diário da Islândia #3 | Missão: Ficar de pé.

Maria das Palavras

Local de Partida: Reykjavik, Islândia

Local de Chegada: Reykjavik, Islândia

 

É verdade, não me enganei a copiar o local de partida para o de chegada: este dia foi em exclusivo para visitar a capital, que não é enorme mas tem muitos pontos bonitos. Diria que passamos uma boa parte do dia só a aprender a andar no gelo sem cair. E é com um nível espanto que não consigo traduzir que digo orgulhosa: não fomos ao chão. Depois do nevão que nos recebeu e de algumas gotas de chuva, uma boa parte dos passeios estava coberto daquilo a que chamam Black Ice. Já não é neve fofinha, é neve que semi-derreteu, meio que se sujou e deu lugar a uma autêntica manteiga para a sola. E não há bota anti-derrapante que chegue para isto. As técnicas de sobrevivência foram basicamente andar muito devagar (quase para trás) se fossemos obrigados a pisar o gelo, e sobretudo...andar pela estrada com os carros. Sim, eu sei. Andar na via automóvel não costuma ser confundido com uma técnica de sobrevivência. 

 

maria na islandia - andar em reykjavik.jpg

 

Começámos por visitar a Hallgrímskirkja (santinho!) que é uma igreja de arquitetura exterior muito a atirar para o irreverente e que ficava mesmo ali ao pé do nosso alojamento de caixa de fósforo (Andrea Guesthouse). E aqui tenho de fazer uma pausa para falar de outra coisa que também era mesmo ali encostadinha e que vale a visita: o café Loki e o seu gelado de Pão de Centeio. O Pão de Centeio é uma especialidade local (e muito boa). O gelado de pão de centeio é um passo acima a caminho do céu (já que estava a falar de igrejas).

 

Hallgrímskirkja - maria das palavras na islandia.

 

Ora por dentro a igreja era só normalucha. Mas se pagarmos 8€ ou 1000 coroas islandesas para ir lá acima - paguem para ir lá acima! -  temos a melhor vista panorâmica da cidade. 

vista da igreja para Reykjavik - Maria das Palavras na Islândia

 

Por falar em vistas fantásticas, a seguir visitámos um cenário de fotos clássico da Islândia, junto ao lago Tjornin. Apresentou-se gelado que nem um Corneto, sem pinga de água em estado líquido, mas nem por isso um milímetro menos bonito. 

lago tjornin em reykjavik - maria das palavras na Islândia

 

Para fazer o hat-trick (porque a vista lado mais bonito do lado também envolve uma de telhado verde), fomos a mais uma igreja: a Basílica do Cristo Rei. Nada de espetacular, mas vimos uma cena em que o padre se deslocou à caixa de esmolas para fazer a recolha e caíram moedas de tal forma que parecia um jackpot no casino a tilintar. 

 

jackpot

 

Nesta altura a barriga já estava a dar horas e foi a altura certa para irmos dar um passeio junto ao porto onde haveríamos de comer no Seabaron, o restaurante com bancos de bidão de azeite, onde água e café eram gratuitos (água foi em todo o lado, café é de aproveitar) e o peixe em exposição estava tão fresco que saltava. Era um tasco dos mais capazes, onde eu jamais teria ficado se não tivesse feito bem a pesquisa de viagem.

Maria no porto de Reykjavik e no Seabaron - viagem à Islândia

 

Foi lá que sorvi aquela que eu descrevo como uma das melhores sopas da minha vida e o Moço descreveu nesta conversa: 

 

Maria: É maravilhosa, não é?! Que caldo tão saboroso e a lagosta desfaz-se na boca. 

Moço: É boa...

Maria: Agora a sério, estou a ver a tua cara...

Moço: É um bocadinho enjoativa. 

Maria: Não me digas que estás a comer uma sopa da melhor lagosta que já provaste e preferias frango assado?

Moço: Sim...

 

giphy (4).gif

 

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