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Maria das Palavras

A blogger menos in do pedaço, a destruir mitos urbanos desde 1986. Prazer.

03
Jan17

Date night no El Bulo ♥

Maria das Palavras

EL Bulo na nossa Date Night - Maria das Palavras

 

Há uma coisa que ele faz bem (quando lhe interessa) que é ouvir-me. Não me ouve quando lhe digo que não pode deixar o tablet no sofá que um dia me sento em cima dele ou quando digo que não posso ser só eu a preocupar-me se há comida para os dias seguintes, mas (já não é mau) ouviu-me quando eu disse há um par de semanas que ele já não me levava a sítios novos. Temos ido a muitos é verdade, mas mais por minha iniciativa.

 

Então disse-me: na Sexta vamos jantar, quero que estejas pronta para sair antes das 20h. Nem pensei que era a véspera do fim-do ano e portanto a véspera da noite em que nos começámos a dar bem (ou mal, é discutível). À hora marcada estava pronta e sem saber o destino. Sem medos. Quando estacionou, ali na zona de Marvila, a fachada mais gira que a minha vista alcançava era esta: 

 

Fachada el Bulo | Maria das Palavras

 

E foi aí que fomos. Ao El Bulo - Social Club by Chakall, um restaurante de comida peruana. Um espaço grande e muito agradável, com aquecedores de rua (já que é tipo armazém), atendimento simpático e comida absolutamente deliciosa. Tinha de partilhar convosco. Foi caro? Perguntam vocês a tremer ao ler o nome de um Chef reconhecido. Um bocadinho (dependendo de onde costumam ir, até podem considerar barato). Mas sabemos que era um jantar de ocasião (e comemos MUITO bem) pelo que 30€ por cabeça não me pareceu nada exagerado. Já vos conto o que comemos.

 

El  Bulo Interior - Maria das Palavras

 

Pedimos um Cao Cao de Gambas (com batata doce e malagueta) para entrada que estavam coisa de Masterchef (beautifully cooked), partilhámos o Duo de Bacalhau, com uma crosta finíssima de ervas e azeitonas, acompanhado de puré de grão e beterraba (porque ainda não nos fartámos de bacalhau na época festiva, parece) e um Ojo de Bife Argentino do demo. Carne super suculenta. Como foi tudo para dividir, a senhora que nos atendeu teve a simpatia de nos manter a carne aquecida enquanto devorávamos o bacalhau, o que foi além da obrigação dela, porque não tínhamos pedido isso antes. O restaurante advoga comida simples, e é verdade que é simples, mas a tirar o máximo partido do sabor dos ingredientes. E bebi um Mojito de Kiwi sem alcoól (YEY! bebidas virgens catitas) e a água vinha numa garrafa mais bonita que as de vinho e já vos falo do detalhe apaixonante. 

 

El Bulo - A comida | Maria das Palavras

 

A sobremesa! Sabem quando a refeição foi boa e a sobremesa já entra a dilatar o estômago até ao pescoço, mas apetece uma doçura para acabar o jantar? Quase nenhum restaurante tem isto: mini-sobremesas. Como aquele Magnum de sobremesa pequenino que vem com o café, da carta da Olá, sabem? Pois bem, o El Bulo tem! Uma bolacha com recheio de doce de leite (por 2€) que é uma delícia. Fiquei com vontade de enviar cartas a todos os restaurantes do mundo para fazerem o mesmo! Adorei.

A bolacha com doce de leite no El Bulo | Maria das Palavras

 

E pronto. Depois o Moço ainda tinha visto um bar porreirinho para irmos, mas já me estava a dar a preguiça e viemos antes para casa ver Masterchef (para combinar com a refeição de luxo). Fica a recomendação. É de lamber os dedos. Mas não façam isso. A não ser que ninguém esteja a ver.

 

El Bulo - Bar | Maria das Palavras

 

(as pessoas não têm cara de Voldemort, eu é que as desfigurei para o caso de estarem com a segunda família ou num encontro secreto)

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12
Dez16

Um Internamento de Luxo (no teatro)

Maria das Palavras

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Sintomas: Bocejos. Preocupações. 

Prognóstico:  Falta de entretenimento após uma semana cansativa.

 

Tratamento: Duas horas de pura loucura no Júlio de Matos, a assistir a uma peça de teatro submersivo que conta o outro lado da história de Alice (a do País das Maravilhas). 

 

Reações à medicação: Perda de consciência do mundo lá fora. Alheamento dos problemas. Total imersão na fantasia. A paciente deambulou por horas por salas e descobriu um novo nível da arte a que chamam teatro, na melhor peça a que alguma vez assistiu - correção da qual alguma vez fez parte. 

Não sei como vos contar e convencer que têm mesmo de ter esta experiência sem desvendar a peça, que deve ser sentida em primeira mão e não contada. Sei que desde o momento em que entramos na sala para recolhermos o bilhete e nos tornamos no viajante nº (qualquer coisa) a viagem começa, mesmo antes da peça em si começar. Sei que os cenários são pensados ao pormenor. Sei que há surpresas a cada esquina. Sei que os atores são exímios (e toda a equipa). Temos chás, labirintos para nos perdermos e cartas para encontrarmos. E depois entramos no julgamento do autor do livro que tão bem conhecemos (sob o pseudónimo de Lewis Carrol) e a história da Alice no País das Maravilhas como a sabemos (como a julgávamos saber) nunca mais será a mesma. Tenho de reler o livro sem falta, agora que tomou nova dimensão. Os lugares, cenários fabulosos, as personagens encantadoras e assustadoras, mesmo os cheiros, as luzes, o nevoeiro...Hesitamos entre viver cada cena intensamente e a expectativa da próxima (para onde nos levam a seguir?). Façam um favor a vós mesmos e não percam a melhor peça de teatro de sempre. Não quero ouvir um'alma dizer que o digo por ter convites, soubesse o que sei hoje (já estava tentada a fazê-lo) e teria ido de qualquer forma. Imperdível. Magnífico. Assombroso. Alice, o outro lado da história. Byfurcação, o outro lado do teatro.   

 

 

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ALICE – O OUTRO LADO DA HISTÓRIA | ESPECTÁCULO IMERSIVO No Pavilhão 30 do Centro Hospitalar Psiquiátrico de Lisboa (antigo Hospital Júlio de Matos) Sextas-feiras e sábados às 21h30 – De 09 Dezembro a 25 Fevereiro
Informações e reservas: reservas@byfurcacao.pt ou 93 810 96 44

Sinopse:

Inglaterra, finais do século XIX. É aqui que se passa a acção de “ALICE – O OUTRO LADO DA HISTÓRIA”, baseada em factos reais. É revelado um dos casos mais enigmáticos de todos os tempos. Após uma queixa apresentada contra Mr. Dodgson – Lewis Carroll, com base em especulações e testemunhos de que este poderá ter tido um caso com Alice Liddell, sua musa inspiradora para as histórias de “Alice no País das Maravilhas” ou “Alice do Outro Lado do Espelho”, dá-se início a um julgamento. A acção principal decorre no tribunal dirigido pelo Juiz Presidente, que serve como orientador das várias testemunhas que ali se vão apresentando para fazer o seu depoimento.


Fotografias: 

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09
Dez16

Recebi uma ameaça de morte

Maria das Palavras

Abri o email do blog como noutro dia qualquer. Tenho sempre alguns emails, mesmo que seja publicidade (e os comentários também caem como emails). Os meus olhos desceram até ao tal. Reconheci o remetente, mas não esperava aquele tom. Não esperava aquelas palavras. Nada me tinha preparadado para o que ia ler, da mesma forma que nunca, no dia em que criei este blog, pensei que fosse possível chegar a este ponto. 


Não há muito a dizer, senão mostrar-vos o que recebi, para que em qualquer eventualidade possam servir de minhas testemunhas: 

 

Exma. Sra.

 
Este não é um convite normal. É um bilhete para uma viagem alucinante (...).

Uma experiência imersiva (...).

(...)

A Rainha de Copas exige que todos confirmem o mais rapidamente possível presença. Quer-vos cá a partir das 20:45. Impreterivelmente. Senão... Corta-vos a cabeça.
 
Na nossa opinião... mais vale obedecer! Siga bem as regras do convite. E se trouxer alguma carta do seu naipe, avise com antecedência.

 
 
Portanto, como vos disse...recebi uma ameaça de morte. Ou, por outras, palavras: YEY! O Natal chegou mais cedo! 
 

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15
Set16

Que horas são?

Maria das Palavras

Burguer O'Clock - Sugestão Maria das Palavras

 

 

Sei que tenho algumas leitoras de Sesimbra e queria aproveitar a oportunidade para fazer duas coisas: recomendar-lhes esta hamburgueria OU bater-lhes se já a conheciam e não me disseram nada. Fomos lá por insistência da minha irmã no aniversário da minha avó (avós fixes comemoram aniversários em hamburguerias da moda) porque estávamos na zona, tinha bom ar, os preços eram ajeitadinhos e tinha opções que davam para todos os esquisitos do grupo (bifes para o meu pai, pão de banana para a minha mãe, opção vegetariana, peru, etc...cada um com a sua mania). 

 

Imagens Burguer O'Clock Sesimbra - Sugestão Maria das Palavras

 

Adorei. Tem muito mais do que hambúgueres e os hambúrgueres enchem um abade. As entradas são deliciosas e o linguini nero com camarão ficou-me debaixo de olho. Aliás, basta dizer que tem o selo de recomendação da minha avó.

Mas vou confessar-vos uma coisa: a comida era boa (e bonita, que também faz falta os olhos comerem), mas o serviço é que foi verdadeiramente genial. Não têm aqueles fru-frus de muito restaurante da moda em que não dá para trocar ingredientes ou tem de se pagar à parte. Mais - gostava mesmo de saber o nome para lhe deixar aqui uma pancadinha nas costas sentida, - um dos rapazes (não é o da foto, mas admito que possa ser igualmente prestável) até fez um molho especial para o Moço, que não estava na carta! Creio que na foto ele é aquela cabecinha ao fundo, precisamente a preparar  molho. Os ingredientes dos outros molhos tinham todos maionese que o Moço não pode comer e ele faz-lhe um especial com iogurte e lima (e mais uns perlimpimpins) que estava uma delícia. E fez com gosto, com toques disto e daquilo, não foi só para desenrascar.

 

Recomendo o sítio, pois claro. E recomendo um aumento para o tal rapaz que teve todo o impacto na nossa opinião e nesta recomendação. Porque foi muito além da sua obrigação. Ide lá meninas de idade casadoira que ainda por cima este potencial chef está solteiro, de acordo com uma das vizinhas da esquina que lhe gritou cusquices e fez perguntas indiscretas quando íamos a sair. Ahahahah

 

Mais Sobre o Burguer O'Clock

 

Facebook aqui

Sesimbra (Rua Dr Peixoto Correio 67):  5ª a 3ª das 11:00 à 01:00

Contacto: 210 895 374
Cotovia (R Fernando Caldeira 8A Sampaio): 2ª a 5ª das 11:00 às 18:00, 6ª e Sáb das 11:00 às 24h.

 

 

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24
Ago16

O Livro Literalmente Bonito

Maria das Palavras

Miss Peregrine's Home for Peculiar Children | O Livro (capa)

 

Já o tinha em casa há algum tempo, foi-me oferecido talvez pelo Natal, talvez pelo meu último aniversário, nesta bonita versão em inglês, bem como o segundo volume da saga. Já tinha ouvido falar dele pelo mundo dos blogs e, sem esperar, veio parar cá a casa. Sabia que era uma história com o seu lado negro (ou achava saber), mas ao mesmo tempo, um conto para crianças, comparado a Harry Potter. Desde cedo me apaixonei pelo livro e não consegui refrear a vontade de partilhar convosco (no Instagram) como o livro era - além de encantador - bonito. Literalmente bonito.

 

 

 

Muito menos assustador ou mórbido do que algumas fotos (nomeadamente a capa) querem fazer parecer. É verdade que a determinado momento, sozinha em casa, comecei a ouvir barulhos e a encolher-me. Mas é sobretudo uma história que saltita entre a fantasia e a realidade e durante muito tempo não sabemos qual é que predomina. E muito bem escrito. Não consegui largar. Não descansei enquanto não o li todo, na esperança de saber afinal o que se passava e como se desenrolava. E não era de todo o plano lê-lo de um trago. Mas a mística deste livro é inegável e prendeu-me desde logo - aliás considero que a primeira metade do livro é até melhor que a segunda, para verem como logo de início o livro é empolgante.

 

Miss Peregrine's Home for Peculiar Children | O Livro (carta)

 

E depois...as imagens. Toda a estética do livro aliás, desde os títulos, aos rodapés, faz como que seja um livro literalmente bonito. E as fotos e recortes são o casamento perfeito com as palavras. São 50 fotografias que eu julgava encenadas para ilustrar a história. Só no fim, na entrevista com o autor que faz parte do livro, fiquei a saber que as fotos já existiam todas. São fotos antigas, de colecionadores e compradas em feiras. Algumas procuradas propositadamente para ilustrar determinada parte. Outras deram mesmo origem ao livro e a episódios do mesmo - apaixonaram de tal forma o autor que ele as integrou.

 

Miss Peregrine's Home for Peculiar Children | O Livro (foto)

 

Eis as boa notícia (para mim): ainda tenho o segundo livro da saga para ler, Hollow City. A má notícias é que não tenho os restantes (são quatro). Entretanto, este livro que já tem trejeitos de cinematografia e foi escrito por um cinematógrafo - Ransom Riggs - vai mesmo dar em filme. E, claro, com a mão de Tim Burton. Não sei quando chega às nossas salas mas a estreia mundial está marcada para Setembro e eu acho que vai ser quase tão bom como o livro - da sua forma distinta. Eis um dos trailers já disponíveis por essa internet fora:

 

 

Recomendo. Muito. Entrem neste mundo da Miss Peregrine. 


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18
Mai16

Este blog não é sobre livros #4

Maria das Palavras

Mas se fosse e eu vos pudesse recomendar um só, seria a paixão assolapada de livro que ainda não consegui superar (e já li há uns bons meses): A Verdade Sobre o Caso de Harry Quebert de Joël Dicker.


A minha história com o livro é engraçada. Ganhei, não um exemplar, mas dois num passatempo. Um ofereci ao meu sogro que fazia anos na altura e gosta bastante de ler. O outro ficou na estante, arrumado, certamente mais de um ano, na fila de espera. (Talvez a história para vocês não tenha assim tanta graça, afinal.)

 

Quando, não sei porquê, o passei para a frente da fila e o li, não o li. Devorei-o. Todas as páginas se devem seguir umas às outras. O problema de se pegar num best seller são as expectativas - continuo a achar que é o problema em tudo na vida, mas agora falamos de livros - e este era um livro premiado e muito vendido. Mas nem o fenómeno de vendas recente A Rapariga no Comboio, nem o fenómeno de vendas antigo Mataram a Cotovia, chegam (na minha opinião pessoal, entenda-se) aos calcanhares desta peça de ficção que fala de escritores bloqueados e de crimes esquecidos. Que explica, baralha e volta a dar. E ninguém melhor que o próprio autor, na voz de uma das suas personagens, para descrever o que o livro nos faz sentir:

 

- Um bom livro, Marcus, não se mede apenas pelas últimas palavras, mas pelo efeito colectivo de todas as que as precederam. Cerca de meio segundo depois de terminar o livro, depois de ler a última palavra, o leitor deve sentir-se dominado por um sentimento poderoso; por um instante, só deve pensar em tudo o que acaba de ler, olhar para a capa e sorrir com uma ponta de tristeza porque vai sentir a falta das personagens. Um bom livro, Marcus, é um livro que lamentamos ter acabado de ler.

 

O autor vai estar na Feira do Livro de Lisboa no final deste mês a apresentar o seu novo livro - O Livro dos Baltimore, que tem o mesmo protagonista. Não espero apaixonar-me da mesma forma duas vezes por um livro do mesmo autor. Mas estarei lá. O novo livro vem comigo. Assinado, se tiver que ser (mas mais porque o autor tem uma carinha laroca e a perspetiva de me chegar ao pé dele na fila não é aborrecida, do que propriamente por dar mais valor a um livro assinado). 


E vocês? Vão resistir? Para a sinopse completa cliquem na capa que...vos leva direitinho à FNAC Online. Cuidado. Eheheh.



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02
Nov15

Carta aos donos de restaurantes da moda

Maria das Palavras

Caríssimos,

 

Primeiro, e porque não sou nenhuma mal-agradecida, gostaria de vos louvar por nos permitirem comer as mesmas porcarias de sempre (hamburgueres, cachorros quentes, sandes) com nomes XPTO, que até são um orgulho de colocar com hashtag no instagram. Se mete "gourmet", "portuguesa", "artesanal", "tapas" ou "do bairro" no nome, já sabemos que conseguimos provocar inveja nos nossos amigos, e pela módica quantia de 10€ por cabeça, ou menos ainda, fazemos o luxo do mês e comemos fora de casa.

 

Até aqui tudo bem. 

 

Nem me importo que usem latas de feijão como centros de mesa, cadeiras velhas todas diferentes, páginas de jornais como se fossem quadros e permitam as pessoas rabiscarem em paredes de papel ou quadro de giz, num exercício que pretende conjugar originalidade, com poupança, com partilhas nas redes sociais.

 
Mas...têm mesmo de me obrigar a sentar ao pé de estranhos? Tenho mesmo de ter conversas pessoais com amigos com gente ao lado? Fonte: http://desaltosporlisboa.blogspot.pt/2015/05/de-saltos-por-ai-frankie.html

A moda das mesas grandes, ao estilo cantina pode ser o último grito da estética e muito cool. Mas não queria muito falar dos meus dramas com público maior do que aquele que já tinha na ideia quando planeei o jantar (eu sei que sou muito engraçada e é um prazer que qualquer pessoa me possa ouvir, mas de facto não dou espetáculos de stand up - nem sit down). Ou então, também decidiram apoiar a esquerda e fazer de toda a gente do restaurante bons camaradas, mas eu se quisesse fazer amigos ia à internet, como é prática comum por estes dias.


Assim obrigam-me a ser desagradável para conseguir estar sozinha - leia-se, com companhia à minha escolha -  quando frequento os vossos espaços para me deliciar. Estas são algumas das soluções que penso implementar:

  • Deixar de tomar banho na semana que antecede a minha ida ao local de repasto, esperando que o meu aroma acerele a refeição das pessoas ao meu lado e afaste outros pretendentes. Danos colaterais: é possível que a pessoa que vá comigo também fuja.
  • Descrever, de forma bem audível e exaustiva, os furúnculos da minha tia. Danos colaterais: os mesmos da tópico acima.
  • Criar uma linguagem em código, treinada durante meses. Dar formações intensivas às pessoas com quem quero marcar um jantar. Poderemos falar à vontade em mesas corridas com pessoas ao lado, sem que ninguém nos entenda. Danos colaterais: os mesmos dos tópicos acima, mas a desistência dá-se logo na fase do planeamento.
  • Adotar um furão e levá-lo comigo sempre que vou ao vosso restaurante - a espreitar da minha mala, diretamente para o prato da pessoa ao lado. Danos colaterais: expulsão do restaurante e possível internamento.

 

Para além disto, caríssimos, a minha companhia mais frequente é, como não poderia deixar de ser, o meu moço. E ele distrai-se muito facilmente. Quando estamos num restaurante já me vejo obrigada a competir com o telemóvel dele, as TV's ligadas, as pessoas que frequentam o mesmo espaço, os carros que passam na estrada e espelhos ou qualquer objeto em geral onde ele possa ver o seu reflexo. Se eu tiver de competir também com a conversa dos outros...ou uma louraça sentada ali mesmo ao lado dele...estão a ver, não estão?

 

Esta carta aberta não é tanto uma crítica, como um pedido de ajuda. Penso que compreendem. Podem mesmo deixar as mesas assustadoramente perto, mas com uma abertazinha ao menos?

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10
Nov14

Uma palavrinha aos homens que se queixam dos nossos cabelos por todo o lado

Maria das Palavras

Preferiam que fossemos carecas? Não? Então calem-se ou podemos muito bem levar o nosso cabelo (agarradinho ao escalpe e todo o resto de nós) a passear por outras bandas. Inclusivamente sítios onde nos dizem "ah e tal, sim senhor".

 

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