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Maria das Palavras

A blogger menos in do pedaço, a destruir mitos urbanos desde 1986. Prazer.

11
Jun19

7 Coisas que Aprendi com "o Monge"

Maria das Palavras

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Li (na verdade, ouvi) o afamado livro "O Monge que vendeu o seu Ferrari" e para minha grande desgraça adorei. Digo isso assim, com pesar, porque gostava de ser muito cool e desdenhar de uma leitura que milhares de pessoas em todo o mundo acham fundamental. Também gostava de menosprezar livros de auto-ajuda no geral, em particular quando envolvem fábulas e monges.  As pessoas têm sempre a mania que não precisam de ajuda (nem de si próprias), o que é totalmente falso. Acontece que concordei com as muitas recomendações que tinha visto e aprendi verdadeiramente algumas lições e técnicas que vou aplicar na minha vida. Não consegui deixar de tomar algumas notas e, agora que já macei os meus colegas de trabalho com elas, vou partilhá-las também convosco. 

 

1. Ninguém chega ao leito de morte e diz "Quem me dera ter passado mais horas a trabalhar". Lembrem-se disso sempre que estiverem a fazer aquela hora extra marota ao fim do dia em vez de beberem um copo na esplanada este Verão. Não significa que sejam irresponsáveis e larguem tudo quando são mesmo necessários. Significa: não troquem momentos de que se arrependam mais tarde de ter perdido.

 

2. Acabou a conversa "Nem tenho dez minutos para almoçar, como teria dez minutos só para fazer uma pausa para mim?" É como dizer que se está tão ocupado a guiar o carro que não se pode parar para pôr gasóleo. Inevitavelmente terá consequências. E esta metáfora é um reflexo ideal da importância que (não) damos às nossas necessidades emocionais. Nunca deixaríamos de parar se se tratasse de combustível para o carro (mesmo ao preço que está!), mas não teos tempo para lidar connosco? É até ao dia em que o nosso motor dá o berro.

 

3. Só conseguimos ter um pensamento de cada vez. Não apontei o nome desta técnica mas acho que bem assimilada e praticada é coisa para mudar radicalmente a forma como tudo nos afeta. Se é humanamente impossível pensar em duas coisas ao mesmo tempo, treinemo-nos para substituir os pensamentos que nos encanitam pelos que nos acalmam. 

 

4. Aprender a dizer não. Não para faltar ao respeito aos outros. Mas para respeitar o nosso tempo, que deve ser gerido com o mesmo rigor que uma agenda profissional. Se dizemos sim a uma chamada pouco importante no nosso telemóvel, estamos a dizer não à coisa que estaríamos a fazer em vez dessa chamada (brincar com o vosso filho?). O que é prioritário para nós? É aí que devemos investir o nosso tempo.

 

5. Quem não tem nada é livre. Quantas vezes deixamos de fazer algo porque não podemos arriscar visto que há um carro para pagar, uma casa para sustentar, uma mensalidade de Netflix? Quanto mais temos, mais aprisionados estamos, com o medo de perder coisas materiais. Depende de nós mudar essa mentalidade e arriscar no que queremos fazer, se é efetivamente o que queremos.

 

6. Rever cada dia. Tentemos este exercício: passar o nosso dia a pente fino ao final da noite (tanto quanto nos conseguirmos lembrar) e pensar no que mudaríamos. Rapidamente chegamos à conclusão que não podemos mudar os fatores externas (ex: o trânsito), mas podemos mudar a forma como reagimos a eles (ex: barafustar). Rever as nossas reações e ajustá-las mentalmente far-nos-á lidar melhor com isso da próxima vez. É que gritar com o trânsito pode não ter nenhum efeito prático na hora a que chegamos a casa, mas certamete afeta o humor com que chegamos.

 

7. "A melhor altura para plantar uma árvore é há 40 anos. A segunda melhor altura é hoje." Ou seja, vive cada dia como se fosse o último. Não significa "YOLO!" vamos ser malucos e fazer o que nos der na telha. Significa não adiar para amanhã as coisas que realmente queremos fazer com a nossa vida. Seja uma coisa simples como provar um sabor de gelado, conhecer uma cidade ou concretizar um projeto de vida. O que é que sempre quiseste fazer? Podes começar hoje? Fecha o blog e dá o primeiro passo agora.

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06
Jan19

3 Apps para Cumprirem as Resoluções de Ano Novo

Maria das Palavras

Ou para preguiçosos. Como eu.

Sabem quando têm muita vontade de mudar ou melhorar algo - algo que talvez repitam todos os anos nas resoluções do "revelhão", mas não encontram em vocês a energia suficiente para começar? Pode ser que instalar uma destas app's seja o primeiro passo de que precisam. 

 

Zombies Run (Free) - App recomendada Maria das Palavras

 

"Fazer exercício": Zombies, Run!
Gostavam de conseguir levantar-se do sofá e dar uma corridinha revitalizadora e boa para a forma, mas o ímpeto do entretenimento é muito mais forte? Larguem a PS4 ou esqueçam a última temporada de The Walking Dead (já ninguém vê isso mesmo) e joguem na vida real. Esta app de corrida é uma experiência imersiva em que vocês não correm para ficar fit, mas correm pela vossa saúde: têm de fugir aos zombies. Pode ser apenas correr na mesma, na prática, mas se o que vos falta é o desafio...porque não experimentar?

 

Audible by Amazon - App recomendada Maria das Palavras

 

"Ler mais": Audible, da Amazon
Os leitores compulsivos vão querer arrancar-me a pele aos poucos com um corta-unhas por considerar que ouvir um audiobook é ler. Não é. Não é mesmo. Mas posso dizer-vos que vou a meio do livro da Michelle Obama porque passei horas a arrumar a casa enquanto ela lia para mim o seu livro. Porque fui às compras e durante o tempo todo que estive no Pingo Doce ela esteve comigo a contar-me a história da vida dela ao ouvido. É uma forma de conhecer mais livros (penso que é especialmente interessante para biografias em que o próprio narra) nos momentos em que não posso fisicamente pegar num, mas tenho a mente desocupada. Enquanto cozinho ou arrumo ou me movo de um lado para o outro a pé ou a conduzir, por exemplo. E assim conhecemos mais um livro, num períoso em que normalmente não o faríamos, mesmo que não o adicionemos ao GoddReads por não o termos lido literalmente. Adicionalmente, para quem não tem mesmo o hábito de ler, talvez seja uma forma fácil de se habituar aos livros, como um primeiro passo para ganhar ou recuperar o bichinho. Nota: Os livros em português são limitados (são sobretudo clássicos). Os conteúdos são mais interessantes em inglês. Olhem para isso como uma vantagem (treinar a língua).

 

Water Drink Reminder - App recomendada para beber água | Maria das Palavras

 

"Beber mais água": Water Drink Reminder
Gente, se há coisa que devia ser fácil e eu não faço nem a ferros, é beber água com regularidade. Depois acontece que acordo a meio da noite com sede, porque - claro - estou desidratada (mas não me levanto para resolver o assunto, porque, lá está, sou preguiçosa). Já tinha experimentado uma app para me lembrar de beber água que basicamente servia de alarme e com o tempo passei a ignorá-la com bastante mestria. Esta é diferente, porque define um objetivo para ti (que pode ser ajustado, eu fi-lo) e, não só te vai lembrando, como ao beberes e registares estás a cumprir o teu desafio diário. Tem o efeito compensador de por um check numa lista. Não posso garantir que vá funcionar ad eternum, mas posso recomendar que tentem também. De qualquer forma o objetivo é que o hábito se entranhe e depois já não precisamos da app. Nota: Não a encontrei no iTunes (uso Android).

 

Tentados a experimentar alguma? Se o fizerem, contem-me como está a correr!

 

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18
Nov14

Serviço Público: Pesquisa por Imagens

Maria das Palavras

Como a Pplware bem lembrou há mais vida no Google que a pesquisa básica e o email.
E para mim uma das ferramentas bem úteis e que muita gente não conhece é a pesquisa por imagens. Não estou a falar de se procurar uma imagem de qualquer coisa. Mas de se ter uma imagem e não fazer ideia de onde ela vem e onde ela está.

Por exemplo, é útil:
1. Ao ver uma peça de roupa linda que é partilhada por alguém, mas não tem fonte ou loja onde comprar. Também a podemos ter guardado há muito tempo porque gostávamos da peça de roupa e ja não fazemos ideia de onde era.

2. Ao ver um produto qualquer (outro) que nem sabemos bem como se chama (e não dá para pesquisar por texto "eletrodomestico arredondado assim com botoes alaranjados e que se usa para cortar cenouras em rodelas grossas" e chegar lá na pesquisa normal), só temos a sua imagem.

3. Ver uma paisagem linda, querer visitar esse local, mas nem fazer ideia a que país pertence.

 

Para todos esses casos e muitos outros que agora de repente não me ocorrem existe o Google Images: https://www.google.com/imghp

Image Search Google

Basta colocar um URL da imagem que vimos algures na Internet sem fonte - ou mesmo fazer upload do nosso computador dessa mesma imagem nesta bonita página (vá, é praticamente igual à da pesquisa normal). E o Google devolve resultados com todos os sítios [que apanha] em que essa foto está publicada. Et voilá. Chegam à informação que querem.

Pesquisa por patins - Google Image Search

De nada.

 

 

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22
Out14

Serviço Público: O Observador

Maria das Palavras

A correria é constante, o telejornal da manhã passa quando nos preparamos para sair, à hora de almoço há sempre pressa a acompanhar a refeição em vez de arroz e pelas oito nem se fala de disponibilidade (e quem é que faz a sopa?).

Durante o dia o tempo também não abunda e mesmo estando a par das notícias através de várias plataforma digitais (seja o Sapo ou via links partilhados no Facebook) muitas vezes ficamo-nos pelos cabeçalhos que não há tempo para mais. É ou não é?

Observador

E é aqui que se torna útil o Observador. Quer-me parecer que é o novo diário digital da moda, mas tem tudo para ficar.

Quando recebo aquele resumo de notícias pela manhã: que nem é redutor, nem me faz perder tempos com o acessório, fico encantada. Não é uma newsletter xpto, é um texto leve (para leitura e para descarregar no servidor de email) com links que posso seguir se me interessarem. Passa pelos principais eventos da atualidade e tem espaço para uma ou outra curiosidade que queriamos ler.

Falo da newsletter 360º (e desta não abdico) mas subcrevendo as 4 disponíveis temos um pacote de informação bastante completo e que se adequa às nossas necessidades e preferências: 

Newsletters Observador

 

Conheci-o (ao Observador) quando a Sónia Morais elogiou o projeto, destacando a área de Explicadores - que é basicamente cada assunto "para totós". Não se riam que é útil. Ah não sabes nada do que se passa na Tailândia? Ainda não apanhaste a essência desta tramóia do BES? Eles explicam de forma sucinta e rica ao mesmo tempo. 
E não são preconceituosos. Mencionam outros meios de comunicação sem pudor e redirecionam-nos para fora do site sempre que é preciso.

Já disse que tenho um vício novo? 

You're welcome.

 

 

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