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Maria das Palavras

A blogger menos in do pedaço, a destruir mitos urbanos desde 1986. Prazer.

30
Abr18

Antes só que bem acompanhado.

Maria das Palavras

Digam-me se é só comigo que isto se passa. Ter horas ou dias que não partilho com mais ninguém é tão essencial quanto estar rodeada de amigos e família, ou estar com o meu favorito das horas todas que é o Moço. 

 

A solidão forçada é um mal que faz doer, mas não conseguir momento feitos só de nós mesmos, para nada em particular, só para sermos sem mais ninguém, é igualmente penoso. É nesses momentos que refletimos ou, por outro lado, deixamos completamente de refletir, porque não há ninguém a considerar. O que melhor nos aprouver nesse momento da nossa vida em particular. Dançar de cuecas, babar na almofada, ou fazer as mesmas coisas de todos os dias, mas só conosco. 

 

Seja qual for a explicação, preciso disso como de água para beber. E da mesma maneira que me esqueço da segunda, às vezes também me esqueço da primeira.

 

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29
Abr18

Dois dedos de conversa #98

Maria das Palavras

Cheguei tardíssimo a casa na sexta, muito cansada, e o Moço trouxe-me o jantar numa travessa para comer enquanto víamos um pouco de Netflix (a moda mais recente é Stranger Things, mas hoje já vamos acabar a segunda temporada). Jantei, ele levou a travessa (sim, um anjo), mas reparei que tinha deixado cair uns quantos bagos de arroz em cima das minhas calças. 

 

Maria: Oh! Ajuda-me! 

 

Disse eu na esperança que não houvesse dois favores sem três e ele me trouxesse um guardanapo.

 

Moço: Não posso...sabes bem que não posso comer hidratos à noite.

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28
Abr18

É sempre tao divertido ir ao cabeleireiro!

Maria das Palavras

Fui no bocadinho de dia que podia, batia a uma da tarde. Honestamente, esperei dar com a porta fechada para almoço e adiar a visita para outra altura. Mas atenderam-me de pronto sorriso e disseram que aguardasse um bocadinho, oferecendo-me uma revista. Felizmente levei um livro, porque um bocadinho foi um bocadão. Apercebi-me que, pelo menos naquele dia, todas as clientes eram senhoras de certa idade (estamos a falar de bengalas para cima) e portanto talvez aquele ritmo pacato de atendimento fosse para elas até um pouco acelerado. 

 

Devia portanto ter percebido que quando eu disse: "quero cortar. Faça o que quiser desde que eu ainda consiga atar o cabelo" a cabeleireira ia estar sedenta de sangue fresco. Disse logo que não ia tirar comprimento (eu achei que esse era o sonho de todas as cabeleireiras, mas aquela já devia sangrar dos olhos a ver cabelos curtos) mas que ia fazer repa. Fosse lá o que fosse, relaxei na cadeira e deixei-me ir. 

 

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Quando percebi que repa era franja já era tarde demais. Tenho mesmo de passar a andar com um dicionário regional. Mas enfim, cumpre-se o sonho da minha mãe de me voltar a ver a cara emoldurada, agora sem os óculos de massa da infância. À medida que ela ia fazendo camadas, ia crescendo o meu terror a ouvi-la a dizer coisas como "isto agora usa-se muito" e "também sei fazer mais clássico, mas também sei fazer assim mais radical".

 

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Ia trabalhando e dizendo o quanto já me estava a ficar bem, mesmo inacabado. Que eu até parecia mais nova. Disse-lhe que isso não precisava, que eu já parecia mais nova antes. Ela dava-me 24/25, eu ostento os 31 inteiros. Mesmo assim continuou.

Quando finalmente terminou, eu olhei para mim já de cabelo seco era isto: 

Cogumelo BrancoAgora as horas já me baixaram o pelo, já estou a ver a coisa com outros olhos (pelo menos a parte dos olhos que a repa não tapa) e sou capaz de até me apegar a este look até à próxima visita. Quando me esquecer do quanto gosto disto de ir ao cabeleireiro. 

 

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