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Maria das Palavras

A blogger menos in do pedaço, a destruir mitos urbanos desde 1986. Prazer.

31
Ago16

Particularidades de uma massagem em particular

Maria das Palavras

Deixem-me contar-vos que fui fazer uma belíssima massagem (depois de aproveitar um belíssimo circuito de águas) no Hotel Vila Galé Ópera, com um voucher Odisseias. Ia enervada com o Moço que demorou muito tempo no ginásio (é difícil para mim compreender porque eu passo 2 minutos no ginásio e já me parecem 27 anos) e já íamos atrasados para aproveitar a parte da piscina, jacuzzi, sauna e banho turco que estavam incluídos. Só que assim que entramos na esfera "Clube de Saúde" do hotel, os meus genes de mau feitio começam logo a encolher. Muita simpatia na receção, ainda tempo para umas braçadas e bolhinhas de jacuzzi e a perspetiva de uma massagem de - precisamente - relaxamento. 

 

vila gale hotels - centro de saude | Spa - Experiência Odisseias por Maria das Palavras

 

Como sabem de tempos a tempos mimo-me com uma tratamento destes (ah, o segredo da felicidade temporária) e vou deixar-vos com as particularidades e pontos altos deste:

  • Efetivamente respeitaram o meu pedido de não me tocar nos pés que eu morro de cócegas. Normalmente falo disso, riem-se e prometem que não tocam nos meus pés durante a massagem e depois, enquanto vão lá fora para eu tirar a roupa, fazem uma lavagem cerebral e voltam com íman das mãos para os pés. Desta vez foi um alívio.
  • A massagista que me calhou em rifa tinha as mãos mais macias do planeta terra. Cheguei a considerar que fossem luvas de pele de rabinho bebé (estou a brincar, não me chateiem) e quando cheguei à conclusão que eram efetivamente só as mãos dela ao natural, pedi a Deus que concedesse a graça a todos os massagistas do mundo de esfolarem as mãos com lixa até conseguirem esta textura.
  • A massagista que calhou em rifa ao Moço, que era massagem a dois, reconheceu-me! Estive lá há muitos meses para uma massagem mais curta com uma amiga que tinha um voucher por usar e me convidou para ir com ela. Eu que não reconheço a cara de ninguém (tenho sérios problemas com isto) fiquei impressionadíssima por ela me perguntar se não tinha estado lá há uns tempos.
  • Fizeram-me uma massagem no cotovelo! Foi a primeira vez que me massajaram especificamente o cotovelo e, eu nem sabia, mas parece que estava a precisar Pode ser a esfrega que anda a fazer falta a muito boa gente.


Foi uma excelente massagem, de aroma a óleos doces com as tais mãos macias e mesmo de relaxamento. Isto porque às vezes vamos a uma massagem de pseudo-relaxamento mas começam a fazer força para desatar os nós das costas e a pessoa só relaxa quando acaba. Ora se eu quisesse tratamento ia a fisioterapia, não a um Spa. Digo eu. Já o Moço gosta à bruta, salvo seja.

 

massage_o_1077520.jpg

 

Se quiserem saber mais sobre a experiência (ou imitar-me) está aqui o link.



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30
Ago16

Fontana di Bidé

Maria das Palavras

Sabe o que aconteceu àquela moeda que atirou para a Fontana di Trevi? - NiT

 

Claro que eu sou aquela pessoa que já esteve em Roma e NÃO atirou moeda à fonte. Estive lá e é bonito, sim senhor, pelo menos assim que aprendemos a usar os cotovelos para chegar à frente da multidão de turistas e sob pena de aparecer em 30.000 selfies de chineses em 2 minutos. Mas sou menos supersticiosa que um alho francês e não vou de modas. Assim me encontrei na Fontana di Trevi, há uns bons anos, com duas amigas e não quis gastar dinheiro para enferrujar num pedaço de água (logo na cidade onde as moedas se convertem em gelados). Fiquei a tirar a foto enquanto elas atiravam uma moeda para voltar a Roma ou duas para encontrarem o amor. 

 

Se eu soubesse que estava a dar para a caridade talvez tivesse pensado duas vezes em deixar a moeda (talvez não, continua a ser a cidade onde as moedas se convertem nos melhores gelados). É incrível como acho que se soubessem que ia para a caridade (e não para fundar desejos próprios) a maior parte dos turistas não deixava lá tostão nenhum. 

 

Certo é que ao saber que se reúnem 800 mil euros por anos por ter a fonte a correr, estou disposta a abusar da conta da EPAL e fazer este investimento turístico. Vou deixar correr água no bidé e dizer às pessoas que é uma fonte. Quando eu criar a página de Facebook "Fontana di Bidé", vocês façam gosto, ok?

 

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30
Ago16

Chegou cá alguém #9

Maria das Palavras

Desde ontem tenho um exército de alemães a chegar ao blog com a pesquisa "sara sampaio oben ohne" (adivinharam: oben ohne é topless). Tudo porque falei dela num post de há mil anos atrás (que agora até me envergonho de ter escrito, mas na altura o blog era mais anónimo do que agora). Esse post até tinha uma foto da Sara em topless (numa sessão fotográfica autorizada, não apanhada por um papparazo) que depois acabei por tirar. Mas o Google Images na alemanha põe essa foto no topo da lista e redireciona para o meu blog, para a tag "mamas". Uma desilusão, porque os alemães clicam sedentos, para verem a foto maior, mas ao clicarem só encontram texto. Diria que a 2º Grande Guerra está finalmente vingada.

 

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30
Ago16

Olá senhoras empresas.

Maria das Palavras

Tudo bem com V/Excelências?

 

Falo aqui diretamente convosco porque gostava de vos dar uma achega em relação a como funciona a mente do consumidor.

 

Bem sei que somos pseudo-bloggers, o nosso endereço de email é público, e muita gente nos manda informação pensando que nos possa interessar. Às vezes até é verdade, mesmo sem qualquer parceria, posso ficar a saber qualquer coisa que me interessa, para mim própria e para divulgar e nesse sentido agradeço. Podem fazê-lo de forma dirigida ao blog e pensada. Mas vou dar-vos - possivelmente - uma novidade. O meu email é público mas não é vosso. E mesmo sendo público não pode ser inserido na vossa base de dados para receber as vossas newsletters (estou a evitar chamar-lhes lixo eletrónico em massa) sem autorização prévia. Não é má vontade minha. É mesmo proibido por lei. 

 

Mas não sejamos picuinhas e pensemos por um momento que não era proibido...

Acham que era assim que eu escolheria o meu dentista? Acham que se começarem a enviar-me todas as semanas - sem eu ter pedido nada - o vosso portfólio de dentes mais brancos e direitos eu, ao precisar de dentista, vou pensar assim: olha, e se fosse falar com aquela empresa que me começou  enviar emails de enfiada, sem autorização e de forma totalmente despersonalizada? Não sei, mas parece-me que têm uma boa vibe...


Pois não é. A coisa carece de um tratamente mais cuidado. No marketing, para que depois percebamos que isso se reflete nos dentes. E na forma como tratam os clientes. Mas se nada disso vos demover, e falando agora mesmo especificamente só para os senhores do exemplo em que peguei, fiquem sabendo isto: é pouco provável que, em caso de emergência dentária...eu tenha tempo para ir ao dentista NO BRASIL. 

 

Foco sim, meus queridos? As bases de dados autorizadas custam um pouco mais, mas, se virem bem a coisa, ficam mais baratas.

Aqui acaba a lição por hoje.

 

Despeço-me com amizade (como o outro).

obrigadamp.jpg

 

 

 

 

 

 

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