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Maria das Palavras

A blogger menos in do pedaço, a destruir mitos urbanos desde 1986. Prazer.

29
Dez20

A blogger menos in do pedaço em 2020

Maria das Palavras

2014 | 2015 | 2016 | 2017 | 2018 | 2019 | 2020

Passei a usar fatos de treino. Voltei a trabalhar quase integralmente em casa, coisa que tanto adoro. Passei menos horas na estrada e mais fins-de-semana em casa sossegada, mas foi preciso uma pandemia para isso. O meu maior medo não foi o Covid19. Tive saudades das pessoas, sendo que saudades é coisa que normalmente não uso. Não tive, no entanto, saudades de festas de aniversários e jantares de Natal com 675 pessoas em que ninguém realmente conversa com ninguém. Só mesmo dos amigos individualmente. Um a um, dois a dois. Contam-se pelos dedos as vezes que entrei em shoppings e supermercados e também fico bem sem nunca mais voltar, fazendo tudo online. Já não fico tão bem sem ir ao cinema - ontem encontrei o bilhete do Knives Out que vimos no dia 1 do 1 de 2020. Fiz mais chamadas e video-chamadas que no resto dos meus 34 anos e mesmo assim foram menos do que vocês, aposto. Li 42 livros, em vez dos 24 a que me tinha proposta e acho que o ano não acaba sem mais um, pelo menos. O meu favorito é um livro de banda desenhada, coisa que nunca pensei. Lavei latas de atum com lixívia e passei a descalçar-me para entrar em casa. Assumi que preferia apanhar covid do que não ter ajuda para limpar a casa. Voltei a ver o Livro da Selva. Fui promovida apesar de ainda sentir que nada sei. Juntei pessoas à equipa em ano de despedimentos. Até Março comi muito fora, depois cozinhei muito e descobri o meu bolo de laranja favorito, agora não quero fazer nada na cozinha. Comi talvez 50 vezes (talvez mais) a carbonara do Moço. Não tive o clássico (para mim) salame de chocolate no Natal, mas tive a minha avó. Em Fevereiro não fiz uma grande viagem porque "não dava jeito" - nunca mais deu jeito. Fui à Suiça, ao destino de voo mais barato, quando ainda se podia. Foi caríssimo para 3 dias e não me arrependo nada. Toda a gente fez mais exercício em casa e para sair de casa, mas eu tornei-me mais ainda uma batata e continuo a ser atleta do reviramento de olhos, única e exclusivamente. Cheguei ao fim de ano com aparelho e receita para óculos, voltei ao sétimo ano. O Moço adotou uma planta a que chamo Cátia e já durou mais do que qualquer vaso de salsa que eu tenha comprado. Trabalhei em 3 divisões da casa, sem contar a varanda. Uso batom mesmo em casa ou para sair de máscara, mesmo que ninguém veja. Tive a melhor notícia do ano - não é isso, seus chatos da porra. Não enviei mensagens de boas festas - quem é que querem enganar? Fui a uma despedida de solteira, sem que houvesse casamento. Trabalhei que nem uma moura e o trabalho tornou-se tão importante que nem me lembro que mais era importante. Apontei para mudar isso e não mudei. Escrevi menos do que devia, pela minha saúde mental. De falar não gosto. Escrevi um conto sobre a quarentena que ninguém leu - nem eu reli. Comecei a ouvir podcasts que nem uma louca. Joguei Home Design quase todos os dias desde que baixei a aplicação. Sinto que foi um ano perdido e isso não teve nada a ver com o coronavírus, mais com a minha inércia. Acredito com a certeza dos mais tolos que 2021 vai ser diferente, para melhor, só porque eu estou disposta que assim seja.

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31
Mar20

A Blogger Menos In do Pedaço #114 - Edição Pandemia

Maria das Palavras

(Ainda) não fiz pão. Só fui à varanda ler, nada de bater palmas ou fazer música que não gosto de incomodar os vizinhos (e assimcomássim, não  tenho a certeza que isso ajude). Não acumulei papel higiénico, nem nenhum género alimentício. Toda a gente quer comprar o que é nosso e eu também, mas o que me apetecia mesmo mesmo era um hambúrguer do Burguer King, com batatas fritas do McDonalds. Não faço encomendas, nem sequer de comida. Não faço treinos de PT nenhum no Instagram (estou a estudar o impacto no ser humano de passar os dias sentada e deitada). Também não vi nenhum live inteiro do Bruno Nogueira (apanho-os sempre a falar do mesmo e deixo o Moço a ver sozinho), nem fiz eu própria nenhum live (o que deve ser ainda mais grave). Não partilhei como estou farta de crianças – ajuda não as ter, nem fui passear o cão – ajuda não o ter. Os meus pais têm cão, mas também não o podem passear porque ele não anda (nem sequer estou a brincar). Não briguei para ser eu levar o lixo (continuo a não gostar, mesmo em tempo de pandemia). Não partilhei fotos de videochamadas, mas juro que já aconteceram algumas e a minha palavra terá de servir. Não organizei as estantes de livros por cores (mas estou a isto – gesto de juntar o polegar ao indicador). Não aproveitei para arrumar gavetas, porque já bem basta ter de limpar a casa. Não criei um podcast, até porque já o tinha. 

 

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27
Dez18

A blogger menos in do pedaço em 2018.

Maria das Palavras

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Passei a usar sapatilhas, que agora voltei a chamar de sapatilhas. Quebrei a tradição de escrever um post por dia no blog e senti os efeitos de escrever menos, ao ponto de chegar a instalar uma app de meditação (durou poucos dias) e começar um diário da gratidão (durou poucos dias). Experimentei Pilates e jurei ir mais do que as duas vezes que fui. Se é para ser honesta, senti-me desequilibrada, sem certezas, sem metas e falhar na relação comigo, fez-me falhar na relação com os outros. Preguicei nas pequenas coisas. Parece que depois de um ano em que tudo mudou tanto e me vi feliz com isso contra todas as expectativas, não soube como estabilizar. A culpa também foi de quem me fez duvidar de mim. Tentei reequilibrar-me com viagens, além dos muitos quilómetros a percorrer o país para ver famílias e amigos. Fomos à Islândia, às Ilhas Baleares e ao Brasil. Soube-me a pouco. Mostrei-vos as viagens (e tantas outras minudências dos dias) no canal por onde ando cada vez mais (andamos todos), o Instagram. Ganhei novos sobrinhos e continuei a ser martirizada por não ter um filho (a sogra diz que tem de ser uma filha), de forma crescente, em proporção à idade. Conheci mais do meu país, atravessei os passadiços do Paiva e apaixonei-me mais pela minha nova cidade. Comi leitão – ainda não adoro. Pedi pipocas no cinema – ainda não gosto. Perdi a paciência para as pessoas no geral. Ouvi mais música sertaneja num mês do que no resto da vida toda. Percebi (lembrei-me) porque gosto tanto de algumas pessoas em particular. Li mais do que no ano passado e menos do que queria. Tive o meu primeiro calendário do advento que não era de chocolate. Pela primeira vez achei que exagerámos nas prendas de Natal. Não tenho resoluções para o ano novo e desta vez isso está a incomodar-me um bocadinho.

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26
Jul17

A blogger menos in do pedaço #108

Maria das Palavras

Como vi um óleo de Argan em promoção para besuntar o corpo, comprei-o. É coisa da moda. Dizia que era para passar no banho e eu adoro produtos fáceis de passar: depois do gel de duche passo-o pelo corpo e depois tiro com a água. De facto tenho usado todos os dias e gostado de como fica a pele. Hoje, com o frasco quase vazio voltei a ler o rótulo. É para passar no fim do banho com a pele molhada e não enxaguar...só secar com a toalha depois. Mais um ponto para a Maria, a usar mal produtos de cosmética desde 1986.

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