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Maria das Palavras

A blogger menos in do pedaço, a destruir mitos urbanos desde 1986. Prazer.

22
Set17

Juro que tinha amigos na faculdade.

Maria das Palavras

Lá consegui abrir o conteúdo dos tais CD Rom. Tinha de tudo, minha gente!

Pastas por semestre, por disciplina, com transcrições de aulas, trabalhos e pesquisas, organizadíssimo ao ponto do OCD, com pastas gerais adicionais, com os meus horários, professores e notas por módulo.

 

Juro que não sei como tinha amigos. Ou então era por isso que os tinha.

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21
Set17

Eu tenho-me em boa conta, mas...

Maria das Palavras

Uma amiga de faculdade veio falar comigo. Vai lecionar umas disciplinas na escola onde andamos, está um pouco à nora porque vai direta do estrangeiro para lá, sem hipótese de preparação. Contactou-me para saber se eu tinha alguns apontamentos, qualquer coisa que lhe servisse de orientação só para começar que pudesse enviar digitalmente, já que eu era tão organizada. 

 

Disse-lhe logo: não contes com isso, que eu sou daquelas que na altura se aplica, mas depois arruma para trás e esquece, portanto não terei organizado até ao fim as coisas. Além disso duas mudanças de casa depois...dificilmente encontrarei alguma coisa. Prometi que quando chegasse a casa procuraria, ela que me lembrasse. 

 

Cheguei a casa e dirigi-me à caixinha que tem CD-Roms antigos. Entre os outros todos (alguns nunca usados) três surgiram: 1º ano de curso, 2º ano de curso, 3º ano de curso - título Disciplinas e Apontamentos. 

 

Eu tenho-me em muito boa conta, mas não me sabia tão boa menina. 

Agora resta saber como lhe vou passar o material, visto que já não computadores com leitor de CD cá em casa!

 

 

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20
Set17

É menina, tragam a caçadeira.

Maria das Palavras

Menino e Menina | Imagem Pixabay

 

Não me considero de todo feminista. Sou pela igualdade com respeito pela diferença. As mulheres e os homens são efetivamente diferentes, têm forças e fraquezas diferentes, e o que devem é ser tratados de forma justa, tendo em conta essas distinções.

 

Mas uma das "brincadeiras" (entre aspas, porque decorrem de preconceitos reais) que mais me incomoda são aquelas frases típicas quando se sabe que o bebé de fulano X é menina: tens de arranjar uma caçadeira. Eu própria já terei brincado com isto nalguma ocasião, sem pensar, mas quando reflito no que se está a dizer: não gosto. 


Uma coisa que as mulheres não são é o sexo fraco. Mais sensíveis, por regra geral (com exceções várias), provavelmente. Mais fracas literalmente em músculo, muitas vezes. Mas menos independentes ou capazes de fazer as suas escolhas? Certamente que não. Certamente não é coisa que dependa do género. 

 

Por isso quando se sugere a caçadeira, com o tom jocoso que seja, lembro-me que sou mulher, que fui menina, e que seria uma valente falta de respeito que alguém - ainda que os meus pais - se metessem na minha vida amorosa, de uma forma diferente do que fariam se eu tivesse cromossomas diferentes. Que alguém acredite que as escolhas que fiz, mesmo que erradas, tivessem de ser tratadas com uma metafórica arma de fogo, porque foram minhas. Homens e mulheres estão aí no mundo capazes de magoar e ser magoados nisso do amor. Homens e mulheres têm o direito de ter sexo (sim, mesmo assim). E quando uma garota (vamos dizer já adolescente) escolhe um namoradinho, mesmo que do alto da sua inocência e desconhecimento do mundo, a forma como lida com isso e o que decide fazer dependem da sua personalidade e não do seu género. 

E sim, também aqui homens e mulheres são diferentes. Não vale a pena negar, já que é científico e comprovado, que eles têm mais hormonas inflamadas e elas têm mais consequências na pele do que pode correr mal. E se estamos a falar de jovens comandados por desejos (até de adultos) há muita coisa que pode correr mal. Mas não há um género a aconselhar mais do que outro. Não há um género a culpar mais do que outro. Não há um género a proteger mais do que outro. Homens e mulheres são seres pensantes: e esta, hein? Agora até já andamos todos na escola e votamos, temos acesso semelhante à informação.

 

Abaixo a história da caçadeira, por favor.

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19
Set17

Comentar o comentador #10

Maria das Palavras

Vi no outro dia um vlog a falar de um pequeno eletrodoméstico que se tornou logo objeto de desejo. É uma espécie de ferro vertical da Rowenta. Claro que não substitui um ferro normal com uma tábua de passar a ferro, mas é ótimo (dizem as más línguas) para quando se tira a roupa um bocadinho engorinhada (conhecem o termo? aprendi na terra do Moço) do roupeiro e não queremos sair de casa logo de manhã com aspeto de quem andou a dançar a lambada.

 

Mostrei ao Moço que também gostou da ideia de dar um jeitinho às camisas que mesmo penduradas vão sempre ganhando um vinco ou outro. Um bocadinho caro, o bicho, logo estava a ver sites de comparador de preço e a ler reviews. Até que me deparo com este belíssimo comentário:

 

Review da máquina para passar | Comentar o comentador #10 - Maria das Palavras

 

Fiquei muito contente em saber. Achei que o Moço podia ficar dependente de mim para ter de ajeitar a camisa, ou ao contrário, estar eu de vestidinho amarrotado e sozinha em casa, sem poder fazer nada para contrariar isso, por não ter um homem ao pé. 

 

Foi esclarecedor, no entanto precisava de saber mais: se tanto pode ser usado por loiros, como morenos. Se dá para usar com a mão esquerda ou a direita. Se podem usar benfiquistas, sportinguistas e portistas. Se é tranversal a afiliações políticas. Se mães que não amamentaram podem usar. Se pessoas baixas e altas podem ambas beneficiar deste ferro. Se alguém que calce o 37 consegue o mesmo resultado, enfim. Coisas que bem pensadas, até vinham logo especificadas na embalagem, como aquelas tabelas de nutrição. Não fosse alguém comprar ao engano.

 

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18
Set17

Comprar casa ou não: eis a questão.

Maria das Palavras

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Pequena sondagem: moram numa casa comprada ou arrendada?

Eu diria que aos 31 seria capaz de responder com a primeira opção, mas a vida é muito poucas vezes aquele que pensámos que íamos fazer dela. O que não significa que seja pior. Quando estava em Leiria sabia que queria ir para fora: não porque não gostasse da minha cidade (#leiriaélinda) ou das minhas pessoas, mas porque sempre tive trejeitos de independência e sabia que queria criar um espaço novo, só meu. 

 

Em Lisboa convenci-me que seria para sempre. Cheguei a considerar trabalhar fora, quando as pessoas ainda o faziam por vontade e não por necessidade, mas não cheguei a dar o salto - e mesmo aí considerava que fosse uma coisa temporária. Na última casa em que morei, cheguei a pensar que se tivesse mais um quarto, era bem capaz de me convencer a nunca mais mudar (e sabe Deus - mais quem já as fez, como as mudanças são custosas).

 

Depois levou tudo uma cambalhota e vim parar ao Norte, onde sempre onde sempre adorei passear, mas nunca considerei poisar. Sou feliz aqui e moro numa casa que me apaixonou assim que abri a porta e depois as janelas para a rua. Não por ser uma casa nova (que não é) ou perfeita (que não é) mas porque tem luz de dentro para fora e de fora para dentro. 

 

Mas mesmo vendo-me a ser fiel tanto a esta casa como à outra, já não sei como garantir que isto vai durar muitos anos, quando há pouco jurava que nunca moraria ao pé da praia (e cá estou eu, um rato de cidade a poucos metros da areia). Suponho que o trauma de não controlar a vida vai assentar e um dia estarei (estaremos) preparados para esse passo. Hoje não é o dia, e por um lado é uma pena, agora que até tenho contactos privillegiados no mundo imobiliário, com uma amiga da maior confiança a trabalhar na agência Comprar Com Arte (aproveitem vocês, se estão nessa fase). 


Ela ajudou-me a escrever um texto no blog Aprender Uma Coisa por Dia, com 5 Dicas para Comprar casa. Não deixem de espreitar!

 

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